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A edição é do Miguel Videira. Donald Trump prepara-se para dar uma conferência de imprensa a esta hora com a intervenção militar dos Estados Unidos no Irão como pano de fundo.

Foi o que revelou a Casa Branca ao início da tarde, já depois da declaração conjunta do Secretário de Defesa e do chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos. O responsável pela pasta da Defesa, Pete Hegseth, não descarta a possibilidade de operações militares terrestres em solo iraniano.

"Não, mas não vamos entrar no exercício de dizer o que vamos ou não vamos fazer. É uma falácia que presidentes devam dizer ao povo norte-americano e aos nossos inimigos exatamente o que vamos fazer, exatamente o que estamos ou não disponíveis a fazer. É uma tolice. O presidente Trump garante que os nossos inimigos sabem que vamos até onde for preciso para defender os interesses norte-americanos. Mas não somos idiotas. Não precisamos de mandar para lá 2 mil pessoas e ficar lá 20 anos".

Já quanto aos motivos que levaram a este ataque norte-americano contra o Irão, o responsável pela defesa dos Estados Unidos reitera as suspeitas sobre o programa nuclear iraniano.

"O Irão estava a construir mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para as suas ambições nucleares. O Irão tinha uma arma convencional apontada à nossa cabeça enquanto tentavam mentir até conseguir uma arma nuclear. Parece que o regime que cantava 'morte à América' e 'morte a Israel' recebeu morte da América e de Israel. Esta não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime mudou. Isto não é o Iraque, isto não é uma guerra sem fim. A América está a realizar o ataque aéreo mais poderoso e preciso da sua história".

Pete Hegseth garante ainda que os Estados Unidos procuraram uma solução pacífica, mas que Teerão não esteve disponível para negociar.

E nesta conferência de imprensa no Pentágono, ao lado do secretário da Defesa norte-americano, esteve Dan Kane, o chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos.

Confirmou a morte de quatro militares desde o início da operação na madrugada de sábado e avisou que espera mais baixas, tendo em conta a natureza da intervenção militar em curso.

"Para ficar claro, como disse o secretário, esta não é uma operação única que será concluída da noite para o dia. Os objetivos militares que foram atribuídos ao Comando Central e à Força Conjunta vão levar algum tempo para serem alcançados. Em alguns casos, vão ser trabalhos difíceis e árduos. Esperamos sofrer mais baixas e, como sempre, trabalharemos para minimizar as baixas dos Estados Unidos. Mas, como disse o secretário, tratam-se de operações de combate importantes".

Conferência de imprensa desta tarde no Pentágono. Daqui a pouco é a vez de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, dar uma conferência de imprensa, momento que vamos acompanhar, pelo menos parte dessa conferência de imprensa aqui neste jornal das 16h.

Miguel, a Embaixada norte-americana no Líbano aconselha os cidadãos dos Estados Unidos a deixarem o país.

O pedido acompanha a ameaça de Israel de intensificar os ataques contra o Líbano, caso o governo não empreenda esforços para travar as ofensivas do Hezbollah no sul do território libanês contra o território israelita. Há registro de pelo menos uma explosão na capital do Líbano, Beirute.

Já Emmanuel Macron diz que a França vai aumentar o número de ogivas nucleares e avançar com uma cooperação mais estreita com outros países europeus.

O presidente francês falava na Bretanha, base que alberga os submarinos nucleares do país. Macron anunciou ainda a construção de um submarino de mísseis balísticos movido a energia nuclear. Vai ser lançado dentro de 10 anos. Já tem nome: "Invincible". O líder francês diz que estas medidas surgem no âmbito daquilo que classifica como uma doutrina de dissuasão avançada, que vai reforçar não só a defesa de França, mas também da Europa.

"A nossa ambição deve ser maior, porque a segurança do continente e a nossa, que está em jogo para o futuro. Foram feitos contactos com um grupo inicial de aliados, começando, é claro, com o nosso parceiro essencial, a Alemanha. Eles responderam favoravelmente à oferta da França. Hoje, uma nova etapa da dissuasão francesa pode ser concretizada. Estamos a entrar no caminho do que eu chamo de dissuasão avançada."

Nesta intervenção, Macron deixou ainda um alerta: "Todos aqueles que tiverem a audácia de atacar França sabem o preço que terão de pagar", é o aviso do presidente francês.

Por cá, o primeiro-ministro revela que tem estado em contacto com os portugueses que se encontram em diversos locais afetados pelo conflito no Médio Oriente.

Luís Montenegro falava à margem da apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios rurais em Ponte da Barca. Aos jornalistas, reforçou o desejo que possa ser restabelecido um diálogo diplomático e que as hostilidades cessem. Sublinha também que o governo português está a acompanhar os portugueses que estão nos países afetados por este conflito.

Temos tido vários contatos e temos, sobretudo, feito um apelo para que todos aqueles que tenham essa necessidade, alguns dos quais são turistas, que estão em trânsito e foram apanhados completamente desprevenidos, possam ter acesso ao número de emergência consular e, através dele, entrar em contacto connosco para tentarmos, juntamente com as companhias aéreas, agilizar o seu regresso a Portugal.

Palavras do primeiro-ministro, garante que os portugueses que estão no Médio Oriente estão a ser acompanhados. Há vários portugueses, essencialmente residentes em Israel, que já manifestaram vontade de regressar a Portugal.

Já o ministro da Economia diz que o aumento do petróleo não é uma boa notícia e vai tomar medidas se for necessário.

Sim, Manuel Castro Almeida afirma que a economia precisa de estabilidade e previsibilidade. Ainda assim, o ministro recorda que 70% da eletricidade produzida em Portugal tem origem em fontes renováveis. Realça-se que o país já foi mais dependente do petróleo.

Claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia

Mas também temos que considerar que Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado. Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado como o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito.

O ministro da Economia, em declarações aos jornalistas em Faro, antes da reunião do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento, Manuel Castro Almeida, afirma que é muito cedo para anunciar decisões sobre eventuais apoios do governo para fazer face à subida acentuada do preço do petróleo e quer reavaliar a situação mais tarde para perceber se é ou não necessário tomar medidas. Entretanto, o petróleo Brent no mercado de Londres, que serve de referência para Portugal, está a ser negociado a esta hora a quase US$ 78. Representa uma subida de perto de 7% face à última sessão. Mais acentuada é a subida do gás. O TTF, o gás dos Países Baixos, que serve de referência para toda a Europa, está nesta altura a valorizar mais de 41%, uma subida acentuada do gás natural e que está naturalmente a provocar alguma preocupação, tendo em conta esta evolução tão significativa do preço das matérias-primas, que pode ter reflexo na subida generalizada dos preços de outros bens e serviços.

Vamos ao desporto, Miguel, até porque amanhã há clássico para a Taça de Portugal entre Sporting e Porto em Alvalade.

Sim, já aqui ouvimos esta tarde Rui Borges, o treinador do Sporting, fazer a antevisão desse encontro. Espera um grande jogo. Rui Borges diz que vai ser um encontro difícil para as duas equipas. Apela também a que o árbitro tenha um desempenho que não prejudique o encontro. Francesco Farioli também fez há pouco a antevisão deste encontro. O treinador do Futebol Clube do Porto diz que o jogo vai ser difícil, pois claro. Contava ter aqui os sons de Francesco Farioli, mas não tenho. Tenho aqui os de Rui Borges, primeiro. Vamos então ouvir Rui Borges, técnico do Sporting. Espera um bom jogo amanhã em Alvalade, primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Acredito que seja um bom jogo, com duas equipas competitivas, com duas equipas a querer ganhar dentro daquilo que são as suas forças e de alguma forma, em alguns momentos, a tentar anular a outra. Isso acho que é natural. E os jogos grandes, por norma, acabam sempre muito por ter alguma estratégia a mais. E não tem a ver com o não querer ganhar ou não querer perder, não tem nada disso. Tem a ver com aquilo que é o jogo e com aquilo que é o respeito que existe de parte a parte.

Para o jogo de amanhã, Rui Borges diz que o Sporting que vai entrar em campo é o mesmo de sempre, sabe o adversário, o Porto, não poupa num elogios.

Nunca fugimos àquilo que é a nossa ideia principal de jogo com bola, e amanhã não foge a isso. Claro que vamos defrontar a equipa que melhor defende, e isso está nos dados, em termos de jogo. É uma equipa que defende muito bem a sua baliza, uma equipa muito compacta, muito competitiva, muito forte naquilo que é duelos individuais também. Muito forte, pois também sair em transições. Em termos ofensivos também tem particularidades muito bem trabalhadas.

Rui Borges na antevisão da partida de amanhã, que está agendada para às 20h45, quando faltarem 15 minutos para as 21h. É a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Como disse há pouco, Francesco Farioli também fez a antevisão deste encontro. Foi, por exemplo, questionado sobre a possibilidade de usar dois jogadores que têm estado afastados, dois defesas: Martim Fernandes, o lateral-direito, e Tiago Silva, defesa central e internacional brasileiro. Martim Fernandes está de regresso, Tiago Silva ainda trabalha à parte, portanto, é carta fora do baralho para este encontro das meias-finais da Taça de Portugal. É uma partida, João, que vamos acompanhar naturalmente aqui na antena do Observador com uma emissão especial.

É isso mesmo. Amanhã, a partir das 20h, logo depois do "Jornal das 8". Por agora, 16h11. Miguel Videra, que outras notícias estão em destaque?

Está atrasada essa conferência de imprensa de Donald Trump. Estava agendada para as 16h, conferência de imprensa do presidente dos Estados Unidos, com intervenção militar conjunta com Israel no Irã em pano de fundo. Ainda não começou. Dáremos conta do que disse o presidente dos Estados Unidos adiante nesta tarde informativa da Rádio Observador. Saímos com o aviso da Direção Geral de Saúde. Atenção à qualidade do ar, vai piorar nos próximos dias. É uma consequência de poeiras vindas do norte de África e também da tempestade Regina, que hoje atinge o país. A DGS alerta para os riscos, em especial para os grupos mais vulneráveis, crianças e idosos. Dá alguns conselhos. A DGS aconselha a população a evitar esforços prolongados e a limitar a atividade física ao ar livre.

"Edição das Quatro", com Miguel Videra.