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Vamos às notícias. Jornal das Quatro com o Miguel Vilela. Miguel, o diretor nacional da PSP defende que a detenção de agentes não deve pôr em causa a confiança da população na Polícia de Segurança Pública.
É o que diz Luís Carrilho a pretexto dos mandatos de detenção de 15 agentes da PSP, no âmbito da investigação a casos de tortura e violação na Esquadra do Rato, em Lisboa. Para além dos mandatos de detenção, estão em curso 14 buscas domiciliares e 16 em esquadras da PSP. As diligências são lideradas por 14 magistrados do Ministério Público, com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Este caso foi conhecido em julho do ano passado. Vários agentes são suspeitos de envolvimento em casos de tortura e violação de detidos, a maioria toxicodependentes, cidadãos estrangeiros e pessoas sem abrigo. O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, lamenta e deixa uma garantia.
Na Polícia de Segurança Pública, gostaria que não existissem alegações de má conduta. Gostaria. Agora, quando existem alegações, são denunciadas, são investigadas e a justiça é feita. E a Polícia de Segurança Pública, como disse o senhor ministro, e agradeço as palavras de confiança, é uma instituição de confiança, confiável e que tem um grande espírito de missão.
Declaração do diretor nacional da PSP, ao lado do ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante uma cerimônia de aniversário da Unidade Especial de Polícia, em Belas, no Conselho de Sintra.
O ministro das Finanças anuncia que o governo vai avançar com uma proposta no Parlamento para taxar os lucros extraordinários das empresas energéticas.
Joaquim Miranda Sarmento diz que a Comissão Europeia deu o aval para que cada Estado-membro possa decidir sobre a aplicação desta medida e o governo português decidiu que sim.
Nós associamo-nos, há sensivelmente um mês, a um conjunto de países, entre eles Espanha e Alemanha, para pedir à Comissão que se não avançasse com uma proposta europeia, pelo menos permitisse aos Estados-membros que assim o entendessem, que pudessem avançar. A Comissão ontem veio dizer que é uma decisão de cada Estado-membro, portanto, nós vamos pegar naquilo que foram as medidas tomadas em 2022, calibrá-las, melhorá-las e a breve trecho apresentar ao Parlamento uma proposta.
Foi isso que anunciou Joaquim Miranda Sarmento, em Bruxelas, remetendo para a medida seguida pelo governo de António Costa, uma medida semelhante aplicada em 2022, por ocasião do aumento exponencial do preço dos combustíveis, a pretexto da guerra na Ucrânia. O Joaquim Miranda Sarmento falou também sobre a possibilidade de faltar combustível para os aviões já no verão, por causa do bloqueio no Estreito de Ormuz e pelo impacto que está a ter no comércio mundial de Brent. Um cenário que o governo considera muito negativo para a economia portuguesa.
Mais de 90%, 96% ou 97% dos turistas que chegam a Portugal, e no caso das regiões autónomas, até mesmo 100%, vêm de avião. Nós esperamos, naturalmente, que esse cenário não se coloque. A Comissão está a trabalhar em medidas de contingência a nível europeu, mas a Comissão já admite. Se isso acontecer, nós teremos um choque económico muito significativo.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, que participou nesta terça-feira numa reunião dos ministros das Finanças da União Europeia em Bruxelas.
O PS quer que António Leitão Amaro avalie a continuidade do adjunto que protagonizou uma troca de palavras com elementos da Comissão de Trabalhadores da Agência Lusa.
Os socialistas querem uma avaliação direta de Leitão Amaro sobre as condições que o adjunto-ministro tem para continuar no cargo, depois da Comissão de Trabalhadores da Lusa o ter acusado de ter insultado os membros deste órgão. O Jornal Público dá conta que o protagonista do caso é o fundador da Iniciativa Liberal, Miguel Ferreira da Silva, agora adjunto do ministro da Presidência. E aos jornalistas, o PS, pela voz do deputado Paulo Lopes de Silva, quer saber se Leitão Amaro mantém a confiança no assessor.
Isto não se resolve com comunicados burocráticos de um chefe de gabinete. O senhor ministro é responsável político por todo o seu gabinete. Portanto, aquilo que nós exigimos da parte do senhor ministro é a assunção da responsabilidade pelos factos ocorridos. Uma assunção de uma responsabilidade de forma direta e individual por parte do próprio e que faça a avaliação concreta de se os membros do seu gabinete continuam a ter a sua confiança política.
É o que pede o Partido Socialista ao ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
O PCP diz que o aumento das pensões em €50 não prejudica as contas públicas.
É essa a proposta. Os comunistas sugerem o aumento das pensões nessa ordem de grandeza, €50, já a partir de julho e de forma permanente. Na apresentação da proposta, anunciada há três dias, mas entregue hoje no Parlamento, o deputado Alfredo Maia garante que a iniciativa não põe em causa as contas públicas.
Não vai agravar significativamente o orçamento do Estado. Por um lado, porque os próprios recursos da Segurança Social acomodam perfeitamente este aumento e, por outro lado, porque comparado com outras medidas, ele de facto não tem o mesmo significado.
Alfredo Maia antecipa um custo de € 1000 milhões por ano e acrescenta que esta medida se destina à fatia da população mais vulnerável ao aumento do preço do cabaz alimentar.
As associações que representam os sargentos e os oficiais das Forças Armadas não acreditam que o programa voluntário cívico-militar, sugerido por PSD e CDS, vá ter grande efeito na contratação de jovens.
A proposta foi hoje apresentada pelos dois partidos numa conferência de imprensa na Assembleia da República. Pretendem criar um programa com a duração de três semanasQue prevê o pagamento de um valor de mais de €400 e carta de condução gratuita para os jovens que decidam participar. Apesar de reconhecerem que a proposta contém alguns tópicos interessantes, as associações sublinham que é necessário priorizar a resolução de outros problemas relativos à carreira militar. Em declarações ao Observador, o presidente da Associação Nacional de Sargentos, João Mata, indica que mais do que atrair, é preciso que as Forças Armadas consigam reter os jovens que entram na instituição.
Não julgo que seja uma forma de atrair jovens para o serviço militar. Há um conjunto de fatores que conflituam com a capacidade de retenção das Forças Armadas e julgo que deve ser por aí que devemos pegar nos fatores prioritários a ter em conta. Podemos começar, e já que abordamos a questão de que os jovens vão ficar em regime de internato numa parte desse período, pelas questões das instalações. Na grande maioria dos casos da realidade atual das Forças Armadas, não estão nas melhores condições.
É o que diz João Mata, o presidente da Associação Nacional de Sargentos. O jornalista Ricardo Lopes falou também com o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas. Carlos Rodrigo Marques também tem dúvidas quanto ao sucesso desta proposta.
Isto é uma medida que seguramente não terá os efeitos que são pretendidos. A dificuldade de recrutamento impõe-se porque isto também passa, e nós temos vindo a dar essa indicação, fundamentalmente pela garantia das condições adequadas para o exercício da profissão militar. Isto envolve vários aspetos. Tem a ver com as condições de habitabilidade, de alojamento, fardamento, alimentação e apoio sanitário.
As reservas manifestadas pelos representantes da Associação Nacional de Sargentos e também pela Associação dos Oficiais das Forças Armadas.
Donald Trump admite prolongar a guerra no Irão por mais duas ou três semanas.
Foi numa entrevista à ABC News. O presidente norte-americano manifesta confiança na vitória dos Estados Unidos e garante também que o tempo não é um fator crucial para Washington.
De uma forma ou de outra, nós ganhamos. Ou fazemos o acordo certo ou ganhamos muito facilmente do ponto de vista militar e dessa forma já ganhámos. Alguns gostariam de ver um acordo. Nós já tirámos muito do que tínhamos que fazer. Agora, provavelmente, mais duas semanas, talvez três. O tempo não é um fator crucial para nós.
Embora o Irão negue, Donald Trump afirma que os Estados Unidos controlam desde ontem o estreito de Ormuz. O presidente norte-americano admite ainda que gostava de capturar o urânio em posse do Irão para evitar que o regime de Teerão caia na tentação de insistir nas aspirações nucleares.
Vamos ainda a outras notícias em destaque nesta tarde.
Dois militares ficaram feridos na sequência de um salto de paraquedas em Tancos. Os militares estavam a ter formação no âmbito de um curso de paraquedismo. O Exército já confirmou, em comunicado, que vai abrir um processo para averiguar as circunstâncias em que ocorreu este acidente. O porta-voz do Exército diz à Agência Lusa que ainda está a aguardar mais informações sobre o estado clínico dos militares envolvidos neste acidente. Os dois militares foram transportados para o hospital depois de este acidente, resultado de uma queda, precisamente durante um exercício no âmbito do curso de paraquedismo. O preço da eletricidade na União Europeia subiu quase €30 por 100 quilowatts por hora no segundo semestre do ano passado. Dados avançados hoje pelo Eurostat, esta subida deve-se essencialmente ao aumento das taxas e impostos, que representam quase 29% da fatura. Portugal surge entre os países com os preços mais elevados de eletricidade, ocupa o 11° lugar em paridade do poder de compra. Irlanda, Alemanha e Bélgica lideram esta lista. Hungria, Malta e Bulgária registam os valores mais baixos. Já está disponível o quinto e penúltimo episódio do podcast Plus do Observador, Os Ficheiros do Caso Carlos. É baseado numa investigação jornalística que voltou a trazer para o centro das atenções a forma como Renato Seabra assassinou o cronista social Carlos Castro em Nova Iorque em 2011.
E o Observador teve acesso a milhares de ficheiros que fazem parte desse processo judicial aberto pelo Ministério Público nos Estados Unidos. Entre outras revelações, os testemunhos incluídos nessa investigação permitem perceber que poucas horas antes do crime, Carlos Castro confessou estar com receio de Renato Seabra.
Vanda percebe que o amigo não se sente seguro. Carlos não quer que Renato volte sozinho para Lisboa, mas também diz que não reconhece a pessoa com quem passou a noite a discutir. Parece que Renato tem dupla personalidade, desabafa. Não quer que ela o vá buscar para almoçar, nem muito menos refugiar-se na casa dela em Newark. Mas Carlos Castro admite que está com medo. Não quer que Renato saiba que está a falar com ela e avisa a dada altura: se entretanto tiver de desligar a chamada à pressa, é porque ele voltou.
Um excerto do quinto e penúltimo episódio do novo podcast Plus do Observador, Os Ficheiros do Caso Carlos Castro, uma investigação assinada pela jornalista Tânia Pereirinha.
E os assinantes Standard e Premium do Observador não têm de esperar uma semana por este final, já têm acesso antecipado a todos os episódios desta história.