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Um minuto. As notícias às 16h com Miguel Videira. Miguel, o primeiro-ministro lamenta que os dois extremos do Parlamento se tenham juntado para chumbar a reforma laboral. Luís Montenegro garante que o governo não vai desistir do objetivo principal.
Dar a Portugal condições para que o país possa ser mais competitivo e mais produtivo. Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, no final da reunião do Conselho Europeu, o chefe de governo explicou que propôs ao Chega uma comissão eventual para estudar a descida da idade de reforma, mas o partido não aceitou. Assim sendo, Luís Montenegro explica que não quis aceitar uma proposta que colocaria em causa a sustentabilidade da Segurança Social.
O motivo pelo qual não houve um entendimento final, foi ter-me sido pedido que tomasse uma posição que poderia colocar em causa a sustentabilidade das pensões e o pagamento futuro de pensões. E isso é uma questão intransponível, porque para mim as pensões são sagradas. Disse-o quando estava em campanha eleitoral e dediloei até ao final deste mandato.
Apesar do chumbo, Luís Montenegro garante que não desiste da ideia de avançar com medidas que tornem a economia mais competitiva. Não explica quanto, nem como.
As nossas convicções e as nossas propostas para Portugal se mantêm intactas. Saberemos fazer a leitura política para recolocar este tema no tempo e no modo que forem convenientes. Isso será uma análise que farei no futuro.
Sem mais detalhes. Quanto à posição da Ministra do Trabalho, Luís Montenegro é muito claro.
Confiança absoluta. A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social mais não fez do que apresentar a posição do governo. E a posição do governo é inamovível e intocável. É da senhora ministra e é minha. Portanto, a confiança é uma questão que nem sequer se coloca, honestamente.
A confiança absoluta em Maria do Rosário Palma Ramalho, garantia do primeiro-ministro em Bruxelas, no final da reunião do Conselho Europeu. Luís Montenegro remete uma análise política mais aprofundada a este tema no congresso do PSD, que se realiza este fim de semana em Anadia.
André Ventura justifica o voto contra do Chega, precisamente com a rejeição da proposta de baixar a idade da reforma.
Ao contrário de Luís Montenegro, entende que há condições para invertir o caminho seguido nos últimos anos de aumento da idade de reforma, com base no fator de sustentabilidade, que tem em conta a evolução da esperança média de vida.
Por isso, o Chega estabeleceu para esta reforma laboral, não só a importância de acabar com estes erros todos que penalizavam e penalizam os trabalhadores, como de reduzir um erro histórico português: a idade da reforma dos trabalhadores e o teto às pensões milionárias em Portugal. A diferença quando nós dissemos que não podíamos continuar a ter um país a trabalhar até morrer, enquanto outros fazem o contrário, é esta: é enquanto que o PS e a extrema-esquerda estão habituados a vender-se, nós não nos vendemos.
O presidente do Chega tem agendada uma comunicação sobre este tema para as 20h15.
Miguel, o PS, por seu lado, considera que o Chega bateu em retirada.
Face à expectativa de que podia ajudar a viabilização do diploma, foi essa a convicção que resultou do debate parlamentar de ontem. O voto contra do Chega é assim interpretado pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
Este acaba por ser um bom dia para Portugal e para os portugueses. Bateram em retirada. A extrema-direita bateu em retirada. Foi derrotada pela força dos argumentos, depois da mobilização, não só das centrais sindicais, mas de outras forças sociais e depois de um debate muito duro ontem no Parlamento. A extrema-direita bateu em retirada e foi possível derrotar esta iniciativa.
A reação da bancada parlamentar do PS ao chumbo do pacote laboral. Pelo Livre, Rui Tavares compara o Chega a um escorpião.
Porque há lições na política que são como algumas lições de zoologia. Toda a gente sabe a história do escorpião, que tem na sua natureza dar a ferroada e instilar o seu veneno e matar quem se arriscou a confiar nele. O que é preciso é saber que o escorpião anda aos ziguezagues. Num dia diz uma coisa, noutro dia diz outra, mas no fim dá sempre a sua ferroada. Não resiste, está na sua natureza. É que os escorpiões não picam só o governo, não instilam só o seu veneno sobre os partidos que ingenuamente acreditam neles.
Rui Tavares e esta comparação: o Chega como um escorpião. O parceiro de coligação do PSD, o CDS, pela voz de Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, acusa o Chega de medo.
Para um partido que se diz um partido corajoso e que vinha para mudar o regime, não está nada mal. Decidiu ficar do lado do imobilismo mais esquerdista que este país tem. E, por outro lado, a decisão do Chega demonstra o pior dos vícios de um partido político: ter medo da opinião pública, ter medo das redes sociais e a falta de coragem para fazer as reformas estruturais necessárias para que o país avance.
Acusação feita por Paulo Núncio, líder da bancada parlamentar do CDS, dirigida ao Chega, que votou contra e dessa forma inviabilizou a aprovação das alterações ao Código do Trabalho.
Presente nas galerias do Parlamento, o secretário-geral da CGTP reagiu com lágrimas ao chumbo do pacote laboral.
Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Tiago Oliveira disse que este chumbo deve ser interpretado como um sinal para Luís Montenegro.
É um sinal para o governo que diz respeito àquilo que é o objetivo do governo, e a CGTP denunciou isto desde o início. O objetivo do governo é um governo que está de mãos dadas com uma minoria, com os patrões É um governo que legisla sempre com a perspectiva de olhar para o país como uma folha de Excel, esquecendo aqueles que construem o país, que são os trabalhadores, os reformados, os jovens que amanhã vão entrar para o mundo do trabalho. E obviamente, tudo aquilo que tem sido a política seguida, hoje traduziu-se na derrota deste projeto do governo.
Tiago Oliveira, reação ao chumbo das alterações ao pacote laboral. Também aqui na antena do Observador, Sérgio Monte, o secretário-geral adjunto da UGT, fala numa grande vitória dos trabalhadores e manifesta surpresa com o sentido de voto do Chega.
Israel e Hezbollah alcançaram um acordo de cessar-fogo.
Precisamente, foi isso que confirmou o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sendo que aparentemente foi só de pouca dura. Pouco tempo depois ter sido anunciado esse acordo, surgem notícias de ataques a vários locais do sul do Líbano. A Al Jazeera contabiliza pelo menos 12 ataques após o anúncio da trégua. Antes deste cessar-fogo, esta manhã, duas agências de notícias estatais do Irã tinham revelado, citando uma fonte, o regime iraniano, que o Irão tinha decidido suspender as negociações com os Estados Unidos. E por quê? Precisamente porque o Líbano continuava a ser atacado, sendo que esta era uma condição imposta no memorando de entendimento de 14 pontos, assinado há algumas horas por Estados Unidos e Irão. Esse memorando de entendimento prevê o calar de armas em todos os pontos do território, aqui incluído o Líbano. Poucas horas depois desta revelação, o anúncio de que há um cessar-fogo alcançado por Israel e o Hezbollah, sendo que há também a informação de que essa trégua está a ser violada.
Rúben Dias garante que está totalmente recuperado e pronto para ajudar a seleção no próximo jogo.
Voltou ontem aos treinos com a equipa, Rúben Dias falou à imprensa. Confessa que foi difícil ficar de fora no jogo de estreia, mas que agora está melhor.
Estou bem e estou pronto. É assim, eu acabei por tomar uma decisão que tinha que ser tomada na altura e confesso que no momento me custou bastante, mas foi ainda assim a decisão certa, não tenho dúvidas disso. Mas como é óbvio, custou e eu quero sempre o mais que possa ajudar a minha equipa, ajudar o nosso país, neste caso e nesta ocasião tão especial, a ser feliz. Portanto, como é óbvio, não foi fácil e espero poder ajudar o mais que puder daqui para frente.
Rúben Dias respondeu também a várias perguntas relacionadas com as críticas escutadas à seleção portuguesa, ao desempenho de Portugal no jogo de estreia no Campeonato do Mundo. Rúben Dias fala em ruído.
Vamos às notícias de âmbito local.
A Câmara Municipal de Vila do Conde aposta no reforço da Polícia Municipal, vai avançar com a abertura de um concurso para a contratação de mais 10 agentes. Para a autarquia, o investimento na Polícia Municipal representa um reforço de segurança, da proximidade com a população e na melhoria da qualidade de vida dos munícipes. O município das Caldas da Rainha é agora membro da rede europeia Eurocities, na qualidade de parceira. Para o autarca Vítor Marques, esta adesão representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Conselho e abre novas perspectivas de cooperação internacional. A parceria permite a participação do município em grupos de trabalhos especializados e o reforço da visibilidade internacional de projetos desenvolvidos no território. A Praia do Maguito, no Conselho de Sintra, está no pódio das praias memoráveis em Portugal. Ficou em terceiro lugar na primeira edição deste concurso, atrás da Praia de São Martinho do Porto e da Praia do Furadouro, em Alvare. A distinção representa um reconhecimento nacional da qualidade ambiental, paisagística e afetiva daquela que é uma das praias mais emblemáticas do Conselho de Sintra. Almada a Pedalar é o nome da iniciativa que traz ao Conselho três passeios gratuitos de bicicleta. Permite percorrer vários pontos da cidade, a zona ribeirinha, junto à margem do Rio Tejo ou às praias da Costa de Caparica. Os passeios decorrem nos dias 21 de junho, 25 de julho e 13 de setembro e são promovidos pela associação Inspira Mobilidade. Na Marinha Grande, no dia 28 de junho, vai ser feita a Rota dos Passadiços de São Pedro de Moel, um percurso com cerca de oito quilômetros, começa às 9h da manhã, concentração junto ao Arquivo Municipal e transporte assegurado pela Câmara. A iniciativa é gratuita, aberta à população de todas as idades. Terminamos em Espinho. Volta a receber o encontro mais antigo de estátuas vivas nos dias 27 e 28 de junho. A programação deste ano inclui também a segunda edição do Encontro Nacional de Bodypainting. A edição de 2026 decorre na Praça Doutor José Oliveira Salvador e no Parque João Valdez. O encontro conta ainda com a participação de 10 estátuas vivas nacionais e uma internacional.