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As notícias. Jornal das 4 com José Rafael Lopes. José, o secretário-geral do PS quer explicações do primeiro-ministro sobre os constrangimentos na correção dos exames nacionais do 12° ano.

José Luís Carneiro volta a insistir no tema, quer que Luís Montenegro justifique estes problemas na classificação dos alunos. As declarações surgem numa altura em que o prazo para a correção dos exames nacionais do 12° ano foi alargado até sexta-feira, na sequência de uma falha na plataforma dos exames. Há milhares de alunos ainda à espera de conhecer as classificações e pedidos de demissão do Ministro da Educação por parte da FENPROF, situação que leva José Luís Carneiro a pedir esses esclarecimentos ao Executivo.

Primeiro, há que resolver os graves problemas que se instalaram no processo de classificação dos alunos. Há que solucionar, há que resolver esses problemas. Em segundo lugar, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro, mesmo antes do debate do Estado da Nação, tem o dever de vir ao país explicar o que é que está a ser feito para solucionar os graves problemas que se colocaram sobre a classificação dos alunos. Terceiro, o governo tem o dever, a começar pelo primeiro-ministro, de garantir confiabilidade.

José Luís Carneiro, que volta a insistir que Luís Montenegro precisa de abordar diretamente este problema na correção dos exames nacionais. Uma reação depois de ontem, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, ter dito que está a ser planeado um pagamento de horas extraordinárias a professores que estão a corrigir os exames nacionais.

José Luís Carneiro diz ainda que o PS está no caminho certo.

E que o fato de ter recebido tantas críticas, quer da direita, quer da esquerda, é sinal disso mesmo. À entrada do Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa, do PS, em Lisboa, José Luís Carneiro lembra que o partido era visto como condenado a desaparecer, mas que agora é alvo do ataque com pedras por parte de todos os adversários. Como tal, José Luís Carneiro diz que o PS está no caminho certo, embora sublinhe que essas críticas são legítimas e democráticas.

As críticas, naturalmente, são legítimas, são democráticas, são críticas democráticas, mas hoje chamo a atenção para o seguinte fato: o Partido Socialista, há um ano e meio, foi visto como uma força que estava condenada a desaparecer. O que é certo é que hoje todos atiram pedras ao Partido Socialista. Por que é que todos atiraram pedras ao Partido Socialista? Houve mesmo um partido que fez um congresso, que do princípio ao fim dedicou esse congresso não a falar da esperança para o futuro do país, mas a atacar o Partido Socialista. Por alguma razão há de ser.

José Luís Carneiro a dizer que o PS está no caminho certo e que se apresenta como alternativa credível ao atual governo.

Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto criticam a maneira como o governo tem feito reformas.

E anunciam que vão apresentar à Assembleia da República um pacote de medidas para melhorar a vida dos portugueses. A nova dupla de porta-vozes do partido foi eleita no Congresso do Livre, com cerca de 70% dos votos. Encerraram o congresso com críticas ao governo. Isabel Mendes Lopes até começou o discurso de encerramento por agradecer o reforço da confiança, mas não demorou a virar o discurso para críticas ao Executivo. A líder da bancada parlamentar do Livre diz que as reformas levadas a cabo pelo governo não passam de desmantelamentos dos serviços públicos.

Precisamos também de equilibrar e ter um Estado mais forte, um Estado que não faz reformas que, na prática, são desmantelamentos dos serviços públicos, que desmantela os próprios ministérios e que depois dá o caos que nós assistimos, por exemplo, nos exames nacionais. Nós vamos chamar o ministro ao Parlamento e vamos também propor que o prazo para candidaturas ao ensino superior seja alargado para permitir que os estudantes não sejam prejudicados por este absoluto caos.

A porta-voz terminou a intervenção com uma mensagem para Rui Tavares, que está de saída da função de porta-voz do Livre. O lugar vai ser assumido por Jorge Pinto, que foi eleito hoje, sendo que este novo porta-voz dedicou precisamente as primeiras palavras do discurso a Rui Tavares.

É um prazer e uma honra ter esta responsabilidade, por um lado, renovada, de me manter no grupo de contacto, por outro lado, alargada, ao passar a ser co-porta-voz com a Isabel Mendes Lopes e com a enormíssima responsabilidade de vir a seguir ao Rui Tavares neste mesmo cargo.

Jorge Pinto assegura ainda que o Livre vai anunciar no Parlamento o pacote de medidas para que os portugueses tenham uma vida plena. É o que defende o novo porta-voz do Livre.

Aquilo que o Livre vai ter como prioridade, já imediata e para os próximos meses, é mostrar como é que se constrói uma vida plena, como é que conseguimos ter uma vida plena em todas as fases da nossa vida, desde logo quando nascemos. Por isso, vamos apresentar no Parlamento um grande pacote de medidas para que consigamos todos ter uma vida plena. E isto passa por uma rede pública de creche, porque nenhuma criança deve ser obrigada a ficar em casa, porque o Estado não lhe garante um lugar numa creche.

Este pacote, diz Jorge Pinto, terá também medidas para a população idosa e para o setor da saúde.

Os Estados Unidos asseguram que o Estreito de Ormuz está aberto para todos os navios que queiram passar de forma segura.

A garantia é do Comando Central Norte-Americano, num comunicado, apresentou um cenário diferente do que é contado pelo Irão. As forças iranianas tinham assegurado que a passagem estava encerrada até que os Estados Unidos abandonassem a região do Golfo Pérsico. Estados Unidos que desmentem e sublinham que o Irão não controla o estreito e que a navegação através desta via marítima pode continuar. A última madrugada foi marcada por ataques entre os dois países. Washington atingiu 140 alvos militares do Irão, incluindo instalações de mísseis e de drones.

Entretanto, Donald Trump garante que se chegou a um acordo no sábado, mas uma hora depois o Irão bombardeou um navio.

Numa entrevista na NBC, Donald Trump afirma que o Irão tinha aceitado um acordo que implicava abdicar do programa nuclear e de outras capacidades militares. Diz mesmo Trump que era o acordo perfeito, mas que Teerão não o respeitou. O presidente norte-americano acrescentou ainda que, perante essa iniciativa, essa ação, por parte do governo de Teerão, responderam os Estados Unidos com uma vaga de bombardeamentos contra o Irão. Donald Trump reiterou também a posição transmitida pelo Comando Central dos Estados Unidos de que o estreito de Ormuz continua aberto à navegação comercial.

E na análise a esta escalada de tensão no Médio Oriente, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, diz que não acredita no colapso das negociações.

Destaca Liliana Reis, um acordo frágil que sofreu um contratempo. Ainda assim, no Gabinete de Guerra, prevê esta especialista em Relações Internacionais que as negociações vão continuar.

Podemos dizer que está bastante comprometido. Não podemos é falar em colapso, porque se houvesse um colapso final, naturalmente que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Araghchi, não se tinha dirigido a Omã ainda ontem para negociações. Aquilo que nós continuamos a observar é que há efectivamente uma vontade de cada uma das partes assegurar uma vantagem negocial do ponto de vista dos seus objectivos estratégicos.

Liliana Reis no Gabinete de Guerra da Rádio Observador, a destacar o papel das negociações entre Teerão e Washington.

O Papa Leão XIV apela para o caminho do diálogo na Ucrânia e no Médio Oriente.

Locais onde, de acordo com o líder da Igreja Católica, estão de novo a soprar os ventos da guerra. Leão XIV aproveitou as orações de domingo no Vaticano para abordar a violência à volta do mundo. Diz o Papa que há demasiadas pessoas que continuam a sofrer devido aos conflitos.

"Voltam infelizmente a sofrer os ventos da guerra, o Médio Oriente, a Ucrânia e muitas outras partes do mundo que semeiam a violência, o terror e a morte e que atingem mais uma vez tantos inocentes. Não deixemos que estes ventos apaguem a esperança e a paz, mesmo quando ela parece frágil e instável. Renovo o meu apelo para que se percorra com perseverança a via do diálogo, do encontro e da diplomacia, o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura".

As palavras de Leão XIV no Vaticano a apelar para um caminho do diálogo à procura de evitar que se continue a propagar o que o líder da Igreja Católica considera serem os ventos da guerra.

Notícia de fecho do Jornal das Quatro.