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Estão abertas as urnas. O Partido Socialista vai a votos para eleger o próximo líder, com José Luís Carneiro como único candidato à sucessão de Pedro Nuno Santos. É a segunda vez que tenta a eleição para ocupar o lugar de secretário-geral do PS.

Os militantes do partido votam entre hoje e amanhã, nas 21 federações distritais. Na federação da área urbana de Lisboa está, a esta hora, o jornalista João Costa Campos, agora aqui em direto nesta edição. João, boa tarde. Já muitos militantes passaram aí por essa secção? Julgo que as urnas abriram às 14h.

Ainda não, Miguel e Diana. Boa tarde. São esperados mais de 700 militantes aqui na Federação da Área Urbana de Lisboa, mas para já ainda não há grande movimento. Foi-me dada ainda há pouco indicação de que, afinal, só a partir das 17h é que este processo eleitoral iria começar. Certo é que estou aqui há cerca de uma hora e ainda não vi ninguém entrar para votar neste ato eleitoral do Partido Socialista. São esperados aqui os votos de mais de 700 militantes lisboetas do Partido Socialista, que vão ser depositados ao longo desta tarde e noite aqui nas mesas de voto da FAUL. É um número que me foi confirmado por um dos responsáveis desta mesa de voto, que encerra às 23h. É de todas a que encerra mais tarde, em conjunto com as mesas do Oeste, Portalegre e Aveiro. Os militantes do Partido Socialista votam, como dizias, hoje e amanhã no próximo secretário-geral do partido, o sucessor de Pedro Nuno Santos. Quinze das 21 federações elegem hoje o próximo secretário-geral. Açores, Algarve, Braga, Coimbra, Porto e Viseu votam apenas amanhã. Por aqui, na Federação da Área Urbana de Lisboa, não há movimento para já. Diana e Miguel, espera-se que os militantes socialistas de Lisboa votem só mais para o fim do dia.

João Costa Campos é o jornalista do Observador aqui em direto do edifício da Federação da Área Urbana de Lisboa, uma das assembleias de voto destas eleições para a escolha do secretário-geral do Partido Socialista. José Luís Carneiro, já aqui dissemos, é o único candidato à liderança e sucessão de Pedro Nuno Santos. Os resultados são oficializados amanhã à noite.

O ex-ministro da Administração Interna é o próximo secretário-geral. Já enumerou as três pastas a que vai dar prioridade à frente do Partido Socialista: salários, habitação e saúde.

Está a ponderar. Augusto Santos Silva está a refletir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República. Diz que esta reflexão é motivada pela saída de cena de António Vitorino, que decidiu não entrar na corrida a Belém.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, o antigo chefe do Parlamento adianta que nos próximos dias vai consultar pessoas próximas. Remete uma decisão oficial para o dia 2 de julho, quarta-feira.

Nesta publicação, acrescenta que as três candidaturas até agora oficializadas, Gouveia e Melo, Marques Mendes e António José Seguro, não esgotam o espaço político nem o perfil de candidatos que deve estar representado nas próximas eleições presidenciais.

Esta manhã foi entrevistado na Rádio Observador Ascenso Simões, que, a pretexto da corrida a Belém, considera que o PS não deve apoiar nenhum candidato.

Nem António José Seguro, nem qualquer outro que se perfil. Ascenso Simões acredita que seria um erro e justifica.

Ele pode fazer o seu caminho e se houver outra candidatura à esquerda, essa candidatura vai ter que encontrar direção de campanha, financiamento, condições para ir para o país.

Mas à esquerda, de onde é que viria essa candidatura?

Só há dois nomes possíveis, ou seja, Augusto Santos Silva e Sara Nova, que são os únicos que se tem vindo a falar.

Para ir à esquerda, um deles já avançou, António José Seguro. Augusto Santos Silva está em fase de ponderação.

Quem também está a ponderar candidatar-se, mas às autárquicas, é Diana Carlos Moedas.

O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa afasta, por agora, traçar cenários sobre eventuais coligações entre PSD e Iniciativa Liberal para as eleições à autarquia.

Que do lado do PS já tem uma candidatura oficial, Alexandra Leitão, Carlos Moedas diz que cada um tem o seu tempo de reflexão, precisa, por isso, de tempo para decidir.

O Chega vai viabilizar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito à gestão do INEM, uma proposta da Iniciativa Liberal.

Em causa o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que conclui que a morte de um homem de 53 anos em Pombal esteve relacionada com um atraso na prestação de socorro, que coincidiu com a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM em novembro do ano passado.

Conclusões que são para ser levadas a sério, diz André Ventura, que entende que a ministra da Saúde tem que sair.

Não só viabilizaremos, como seremos parte ativa dessa investigação. O governo continua a falhar, provavelmente naquela que é a área mais importante da gestão política do país, que é a saúde. O senhor primeiro-ministro sabe que esta ministra da Saúde não tem condições para continuar no exercício de funções e não pode funcionar como uma espécie de para-raios dos problemas do próprio primeiro-ministro.

Não só viabiliza a comissão parlamentar de inquérito, proposta pela Iniciativa Liberal, como de caminho o Chega vai também pedir uma auditoria independente à gestão do SNS. André Ventura considera que há demasiado desperdício nos hospitais públicos.

Quem recusa emitir juízos sobre o relatório da IGAS, de que falávamos há pouco e que põe em evidência as falhas na prestação de socorro durante a greve do INEM, é o presidente da República, Miguel.

Não conhece o conteúdo do documento, é essa a justificação de Marcelo Rebelo de Sousa?

Eu, para me pronunciar, preciso conhecer o caso concreto E conhecer o relatório sobre o caso concreto e as declarações sobre o caso concreto, neste momento, não estou em condições. Eu não posso formular nenhum juízo sobre o comportamento no passado, no presente e no futuro.

Declarações do Presidente da República em Lisboa, no mesmo dia em que emitiu uma nota oficial dando conta que promulgou a prorrogação da validade das autorizações de residência relativas à permanência de estrangeiros em Portugal, diploma que foi apresentado pelo governo esta semana.

De acordo com o documento agora promulgado, as autorizações de residência com a validade a terminar até à próxima segunda-feira mantêm-se em vigor até ao dia 15 de outubro.

Os deputados do LIVRE voltaram hoje a deixar desocupada a primeira fila do Hemiciclo. É um protesto relacionado com a disposição dos lugares atribuídos aos deputados do partido.

O Presidente da Assembleia da República tinha pedido aos deputados que ocupassem os assentos corretos. A líder parlamentar do LIVRE levantou-se do lugar em que estava sentada, na segunda fila, para responder ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. Isabel Mendes Lopes sublinhou que os quatro deputados presentes, de um total de seis, estavam sim sentados nos lugares que lhe foram atribuídos e fariam, por isso, a votação a partir desses mesmos assentos na segunda e terceira filas.

Passam sete minutos das 17h, altura para ficarmos a conhecer outras notícias que também estão a marcar a atualidade a esta hora.

A Proteção Civil aumentou na última madrugada o nível de prontidão de combate a incêndios. É uma decisão tomada devido ao agravamento das condições meteorológicas dos próximos dias.

Alexandre Penha, adjunto de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil, explica o que está a ser feito no terreno.

Nesta madrugada houve o primeiro incremento de meios, passámos de nível de prontidão normal para o nível um. Na próxima madrugada vamos fazer elevação para o nível dois e será feita uma reavaliação na manhã de amanhã, juntamente com o IPMA e com as outras entidades, para avaliar se, para além disso, necessitamos de aumentar mais, visto que este período de condições meteorológicas associadas ao risco de incêndio vai permanecer, no mínimo, até dia 1 de junho.

Para além das causas naturais, por exemplo, trovoadas secas, que podem provocar incêndios, a Proteção Civil pede à população que tenha especial cuidado com ignições em zonas agrícolas e florestais.

É a maior quebra de sempre. O número de novos contratos de arrendamento registou uma queda superior a 10% em relação ao ano passado.

São dados ainda provisórios, divulgados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística, foram celebrados pouco mais de 23 mil contratos de arrendamento.

Ao mesmo tempo, as rendas continuam a subir a ritmo acelerado. O valor mediano em Portugal acelerou no primeiro trimestre para uma subida precisamente de 10%.

À Rádio Observador, Gonçalo Antunes é especialista em políticas de habitação. Acredita que está na altura do mercado de arrendamento começar a abrandar, embora também sublinhe que vai ser preciso esperar mais algum tempo, em particular pelos próximos trimestres, para perceber se estamos na presença de uma tendência.

Os preços, neste momento, estão muito elevados. Se nós olharmos para os rendimentos familiares em Portugal, efetivamente, em algum momento, é expectável que os valores do arrendamento e da compra de casa comecem a desacelerar. Isso, inevitavelmente, parece-me que irá acontecer. Não é que queira dizer que vão descer, mas um desaceleramento eu acho que é bastante bem-vindo.

Gonçalo Antunes é professor e investigador na Universidade Nova de Lisboa, declarações à Rádio Observador, a pretexto dos dados provisórios sobre a evolução da procura e dos preços das casas em Portugal, dados divulgados hoje pelo INE.

O presidente russo está pronto para uma nova ronda de negociações com a Ucrânia em Istambul.

Vladimir Putin abre também a porta, Diana, a um encontro com Donald Trump.

O estudidor Bruno Cardoso Reis considera que o líder do Kremlin está a tentar uma reaproximação com o presidente norte-americano na sequência da Cimeira da NATO que decorreu esta semana.

Putin tenta corrigir um pouco esta ideia, que de facto ele não tem nenhum interesse num cessar-fogo, não está a negociar realmente com a ideia de chegar a algum tipo de paz duradoura. Ele tem deixado, aliás, muito claro, voltou a repetir, que não considera que a Ucrânia tenha direito a existir como Estado e, portanto, parece-me que é aqui uma correção tática para procurar recuperar um pouco de terreno junto de Donald Trump e dos Estados Unidos.

Bruno Cardoso Reis, membro do gabinete de guerra da Rádio Observador. Vladimir Putin diz que os negociadores de Moscovo e Kiev têm estado em conversações para decidir a data de um novo encontro na Turquia.