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Vamos às notícias . Jornal das 5 com o José Rafael Lopes. José, há um novo furo d'água em Almada que está já a funcionar antes do previsto.

Informação dada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada, que explicam que esta nova captação aumenta a capacidade de produção do sistema em mais de 60 metros cúbicos de água por hora. Os serviços de Almada dizem que a entrada da nova infraestrutura estava prevista para o final de julho, mas que a antecipação foi possível após a aceleração dos trabalhos de instalação. Sublinham ainda que as verificações técnicas precisas para garantir a segurança e a qualidade da água fornecida à população foram concluídas com sucesso. Os responsáveis garantem que continuam em curso outras intervenções para repor e reforçar o sistema de abastecimento de água no Conselho. Nos últimos dias, o abastecimento de água em Almada tem estado comprometido. A autarquia teve mesmo que cortar o fornecimento de água entre as 10 da noite de ontem e as 6 da manhã deste domingo. Almada está em situação de alerta devido a estes problemas com a falta de água.

O secretário-geral do PS quer explicações do primeiro-ministro sobre os constrangimentos na correção dos exames nacionais do 12º ano.

José Luís Carneiro insiste no tema, quer que Luís Montenegro justifique os problemas na classificação dos alunos. Estas palavras surgem numa altura em que o prazo para a correção dos exames foi alargado até sexta-feira, na sequência de uma falha na plataforma dos exames nacionais. Há ainda milhares de alunos à espera de conhecer as classificações nos exames, situação que leva José Luís Carneiro a pedir ação ao governo.

Primeiro há que resolver os graves problemas que se instalaram no processo de classificação dos alunos. Há que solucionar, há que resolver esses problemas. Em segundo lugar, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro, mesmo antes do debate do Estado da Nação, tem o dever de vir ao país explicar o que é que está a ser feito para solucionar os graves problemas que se colocaram sobre a classificação dos alunos. Terceiro, o governo tem o dever, a começar pelo primeiro-ministro, de garantir confiabilidade.

José Luís Carneiro, que insiste que Luís Montenegro precisa abordar este problema da correção dos exames do 12º ano. Ontem, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, disse que está a ser planeado um pagamento de horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais.

José Luís Carneiro, que diz ainda que o PS está no caminho certo.

E que o fato de ter recebido tantas críticas, quer da direita, quer da esquerda, é sinal disso mesmo. À entrada para o Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, o líder do partido lembra que o partido era visto como uma força política condenada a desaparecer, mas que agora é alvo do ataque com pedras por parte dos adversários políticos.

Eu acho que as críticas, naturalmente, são legítimas, são democráticas, são críticas democráticas, mas hoje chamo a atenção para o seguinte fato: o Partido Socialista, há um ano e meio atrás, foi visto como uma força que estava condenada a desaparecer. O que é certo é que hoje todos atiram pedras ao Partido Socialista. Por que é que todos atiraram pedras ao Partido Socialista? Houve mesmo um partido que fez um congresso, que do princípio ao fim do congresso, dedicou esse congresso não a falar da esperança para o futuro do país, mas a atacar o Partido Socialista. Por alguma razão há de ser.

José Luís Carneiro a dizer que o PS está no caminho certo e que se apresenta como alternativa credível ao atual governo.

Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto criticam a maneira como o governo tem feito reformas.

E anunciam que vão apresentar na Assembleia da República um pacote de medidas para tentar melhorar a vida dos portugueses. A nova dupla da liderança do partido, do partido LIVRE, foi eleita no Congresso do LIVRE com cerca de 70% dos votos e encerraram o congresso com críticas ao executivo. Isabel Mendes Lopes começou por agradecer o reforço da confiança na liderança do LIVRE, mas não demorou a virar o discurso com críticas ao governo. A líder da bancada parlamentar diz que as reformas levadas a cabo pelo governo não passam de desmantelamentos dos serviços públicos.

Precisamos também de equilibrar e ter um Estado mais forte, um Estado que não faz reformas, que na prática são desmantelamentos dos serviços públicos, que desmantela os próprios ministérios e que depois dá o caos que nós assistimos, por exemplo, nos exames nacionais. Nós vamos chamar o ministro ao Parlamento e vamos também propor que o prazo para candidaturas ao ensino superior seja alargado para permitir que os estudantes não sejam prejudicados por este absoluto caos.

A porta-voz terminou a intervenção com uma mensagem para Rui Tavares, que está de saída do cargo de porta-voz do partido. O lugar vai ser assumido por Jorge Pinto, sendo que este novo porta-voz dedicou as primeiras palavras do discurso de encerramento precisamente a Rui Tavares.

É um prazer e uma honra ter esta responsabilidade, por um lado, renovada, de me manter no grupo de contacto, por outro lado, alargada, ao passar a ser co-porta-voz com a Isabel Mendes Lopes e com a enormíssima responsabilidade de vir a seguir ao Rui Tavares neste mesmo cargo.

Jorge Pinto assegura ainda que o LIVRE vai anunciar no Parlamento um pacote de medidas para os portugueses terem o que o partido considera ser uma vida mais plena.

Aquilo que o LIVRE vai ter como prioridade, já imediata e para os próximos meses, é mostrar como é que se constrói uma vida plena, como é que conseguimos ter uma vida plena em todas as fases da nossa vida, desde logo quando nascemos. Por isso, vamos apresentar no Parlamento um grande pacote de medidas para que consigamos todos ter uma vida plena. E isto passa por uma rede pública de creches, porque nenhuma criança deve ser obrigada a ficar em casa, porque o Estado não lhe garante um lugar numa creche.

Estes pacotes, segundo Jorge Pinto, vão também ter medidas para a população idosa e para o setor da saúde.

Os Estados Unidos asseguram que o Estreito de Ormuz está aberto para todos os navios que queiram passar de forma segura.

Garantia do Comando Central Norte-americano, num comunicado, apresenta um cenário diferente do que é contado pelo Irão. As forças iranianas tinham assegurado que a passagem estava encerrada até que os Estados Unidos abandonassem a região do Golfo Pérsico. Os Estados Unidos desmentem e sublinham que o Irão não controla o estreito e que a navegação através desta via marítima pode continuar. A última madrugada foi marcada por ataques entre os dois países. Washington atingiu 140 alvos militares do Irão, incluindo instalações de drones e de mísseis.

Entretanto, Donald Trump garante que se chegou a um acordo no sábado, mas uma hora depois o Irão bombardeou um navio.

Numa entrevista na NBC, Donald Trump diz que o Irão tinha aceitado um acordo que implicava abdicar do programa nuclear e de outras capacidades militares. Diz mesmo que era um acordo perfeito, mas que o governo de Teerão não respeitou. O presidente norte-americano acrescenta que, perante essa iniciativa, a resposta norte-americana foi uma vaga de bombardeamentos contra o Irão. Reitera ainda Donald Trump que a posição transmitida pelo Comando Central dos Estados Unidos é a posição correta e que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação comercial.

Na análise a esta escalada de tensão no Médio Oriente, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, diz que não acredita no colapso das negociações.

Liliana Reis diz que este acordo está frágil e que sofreu um contratempo, mas as negociações devem mesmo continuar.

Podemos dizer que está bastante comprometido. Não podemos é falar em colapso, porque se houvesse um colapso final, naturalmente que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Araghchi, não se tinha dirigido ao Oman ainda ontem para negociações. Aquilo que nós continuamos a observar é que há efectivamente uma vontade de cada uma das partes assegurar uma vantagem negocial do ponto de vista dos seus objectivos estratégicos.

Liliana Reis no Gabinete de Guerra, a especialista em Relações Internacionais diz que não acredita no colapso das negociações entre Estados Unidos e Irão, no que toca a um possível acordo de paz.

A fechar, o Papa Leão XIV apela para o caminho do diálogo na Ucrânia e no Médio Oriente.

O Papa aproveitou a oração deste domingo no Vaticano para abordar a violência à volta do mundo. Falou na Ucrânia e no Médio Oriente, locais, diz Leão XIV, onde ainda sopram os ventos da guerra e onde há demasiadas pessoas a sofrer com os conflitos.

"Voltam infelizmente a sofrer os ventos da guerra, o Médio Oriente, a Ucrânia e muitas outras partes do mundo que semeiam a violência, o terror e a morte e que atingem mais uma vez tantos inocentes. Não deixemos que estes ventos apaguem a esperança e a paz, mesmo quando ela parece frágil e instável. Renovo o meu apelo para que se percorra com perseverança a via do diálogo, do encontro e da diplomacia, o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura".

Papa Leão XIV, no Vaticano, a apelar para um caminho de diálogo, em vez do caminho onde estão a soprar os ventos da guerra.

José Rafael Lopes com o Jornal das 5.