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Jornal das cinco, com Luís Soares. O líder do Chega, André Ventura, acusa Aguiar Branco de sequestrar o Parlamento e quer conversar com o presidente da Assembleia da República antes de tomar uma decisão sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação de Luís Neves na Judiciária.

Foi há instantes, numa conferência de imprensa esta tarde, para reagir à rejeição do requerimento apresentado pelo Chega para criar uma comissão parlamentar de inquérito à liderança de Luís Neves na Polícia Judiciária. André Ventura acusa Aguiar Branco de estar a defender o sistema e pergunta se o presidente da Assembleia da República está a ser pressionado por alguém. Sendo que, Miguel Vítor Dias, agora em direto, o líder do Chega quer falar com Aguiar Branco antes de decidir o que fazer com a Comissão Parlamentar de Inquérito.

Sim, diz que quer com essa conversa evitar um impasse institucional na Assembleia da República. Esta será uma novela com vários atos. Isto porque depois da comunicação de Aguiar Branco esta manhã, André Ventura falou aos jornalistas. Seguir-se-á esse encontro, que será ainda marcado, e será natural que André Ventura fale novamente no fim, podendo ainda recorrer da decisão no plenário da Assembleia da República, pelo que o tema se irá desenrolar durante os próximos dias. Mas diz André Ventura que quer ter essa conversa antes de decidir o que fazer no futuro, para evitar que exista um impasse entre o maior partido da oposição e o presidente do Parlamento.

Quer atrasar o máximo para que o processo orçamental comece, a assembleia seja suspensa e não haja investigação a Luís Neves. Eu lamento dizer isto assim, mas é a pura verdade. Agora, quem quiser acreditar em outras fantasias, pode acreditar, mas isto é o que se passa. José Pedro Aguiar Branco não quer uma comissão de inquérito a Luís Neves. Portanto, era importante haver esta conversa, penso que entre o líder do segundo maior partido e o presidente da Assembleia da República, para evitar entrarmos numa espécie de impasse institucional.

André Ventura, que procurou dar exemplos de decisões anteriores de Aguiar Branco, de comissões de inquérito com objetos semelhantes ou não tão delimitadas, que o presidente também aceitou. Falou, por exemplo, do inquérito à Efacec ou também à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tinham períodos temporais muito amplos e disse que Aguiar Branco, ao rejeitar esta comissão de inquérito a Luís Neves, está a sequestrar a Assembleia da República.

Hoje, o presidente da Assembleia da República, o nosso, entrou no rol daqueles que continua a defender e que vai fazer tudo para defender a podridão do sistema político em que vivemos e a podridão do sistema institucional que está instalado em Portugal. A atitude que Aguiar Branco tem tido para impedir, para evitar uma comissão de inquérito a Luís Neves, degrada ainda mais as instituições, porque levanta a suspeita ainda maior do que para lá dos partidos políticos, a própria Assembleia da República está sequestrada, com medo de investigar o que tem que investigar em relação a Luís Neves.

A acusação de André Ventura ao presidente da Assembleia da República, curiosamente, numa altura em que Luís Neves se dirige ao púlpito do Parlamento, está a começar a falar aos deputados para apresentar o relatório anual de segurança interna correspondente ao ano de 2025. Veremos se as polémicas entrarão aqui também à boleia da análise deste relatório sobre a criminalidade em Portugal.

A reportagem direta do Miguel Vítor Dias, que está no Parlamento, ouviu as declarações de André Ventura, que quer falar com Aguiar Branco antes de decidir o que vai fazer sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa reforça as críticas ao sistema Volta, insiste que seria melhor acabar com ele. A ministra do Ambiente e Energia, por seu lado, recusa. Lembra que o Volta é obrigatório.

O presidente da Câmara de Lisboa tem criticado este sistema devido ao impacto na higiene urbana. Ontem, na reunião da Assembleia Municipal, Carlos Moedas pediu o fim do sistema e hoje, durante uma ação em Lisboa, voltou às críticas.

Nós temos algo que era bem-intencionado. E eu queria aqui dizer, obviamente, que era bem-intencionado. É bem-intencionado, nós queremos cada vez reciclar mais e ter a capacidade de reciclar e ter uma cidade mais sustentável e de reciclar os plásticos. Mas não é através de um imposto, porque aquilo que nós estamos a fazer é: as pessoas pagam 10 cêntimos e os outros que estão a fazer, no fundo, um trabalho que não é um trabalho, é um drama social, quer dizer, as pessoas agarradas às garrafas para depois devolver as garrafas.

Um drama social, no entender do presidente da Câmara de Lisboa. Na resposta, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, explica que não é possível cancelar o sistema Volta e assegura que está à procura de soluções para resolver os problemas que têm existido.

O que nós estamos a fazer é identificar os problemas e resolvê-los.

Mas então cancelar, não.

Não, não está na perspetiva. Ele é obrigatório a nível europeu.

Garantia da ministra do Ambiente nestas declarações à CIC, em Estrasburgo, em que também recordou as multas aplicadas a Portugal por não cumprimento das metas de reciclagem de plástico, que já levou o nosso país a pagar 600 milhões de euros de multas à Comissão Europeia.

Vamos voltar a este tema já daqui a pouco no Explicador, depois das 17:15. O presidente da República considera que o país não se pode conformar perante os problemas revelados pelos resultados do PISA. António José Seguro pede um novo impulso nas políticas de educação para a leitura.

Diz que o problema tem consequências políticas e também económicas. Foi no discurso de encerramento do Book 2.0, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. António José Seguro pegou nos dados do PISA, que têm gerado preocupação, para pedir um regresso aos livros.

40 anos depois da criação da rede da leitura pública, é necessário um novo impulso nas políticas de educação para a leitura e para o enriquecimento cultural. Isso fará de nós uma nação que lê. É um trabalho que diz respeito à escola em primeiro lugar, mas também à família e a cada um de nós, portugueses.

O presidente da República considera que se isso não acontecer, a consequência será um retrocesso civilizacional. Alertas de António José Seguro, que promove a partir de amanhã a Festa do Livro no Palácio de Belém.

O governo vai promover formação em inteligência artificial junto de 100 mil trabalhadores. A iniciativa começa já no próximo mês.

E o projeto-piloto é na região de Leiria, mas a intenção é escalar depois para o território nacional. Promessa deixada esta manhã no Parlamento pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

Nós vamos, muito proximamente, já no próximo mês de outubro, fazer uma sessão que pretende ser uma sessão piloto na região de Leiria. Vamos fazer uma ação de formação para cerca de 100 trabalhadores de diversas empresas da região de Leiria e percebem porque é que vamos para Leiria. Será modelo para depois nos permitir escalar essa formação e temos o propósito de poder chegar a cerca de 100 mil trabalhadores a quem nós queremos proporcionar formação na área de inteligência artificial.

Manuel Castro Almeida, ouvido na Comissão de Economia e Coesão Territorial. O ministro diz que o governo tem um papel a desempenhar, estimular, incentivar o uso da inteligência artificial. Acredita que se os trabalhadores estiverem familiarizados com o uso desta ferramenta, isso vai resultar no avanço da produtividade.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 16 de setembro.

Em Viana do Castelo, uma colisão entre um comboio e um veículo pesado provocou um ferido grave. O primeiro alerta foi dado pelas 14h. Há ainda mais dois feridos ligeiros. À Rádio Observador, o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central explica que o ferido grave era o condutor do veículo pesado. A colisão aconteceu numa zona de passagem de nível particular. Foram mobilizados para o local 17 operacionais, também seis viaturas e um helicóptero do INEM. O secretário-geral das Nações Unidas apelou aos líderes mundiais para que cumpram as promessas de lutar pela paz, agora mais do que nunca, desde o Médio Oriente até à Ucrânia. Numa conferência de imprensa antes da semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, António Guterres diz que os líderes mundiais vão reunir-se em Nova Iorque numa era de profunda incerteza, mas irá aproveitar a oportunidade para os relembrar dos compromissos com a Carta das Nações Unidas. O antigo primeiro-ministro português apelou a todas as partes para que cessem quaisquer ações que prejudiquem civis e que garantam que as operações humanitárias prossigam em segurança e sem obstruções. A presidente da Comissão Europeia propôs que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia, levando a relação entre os dois blocos ao mais elevado nível possível. Foi uma das ideias que saiu do discurso do Estado da União esta manhã em Estrasburgo. Ursula von der Leyen considerou que a União Europeia vive um momento ao mesmo tempo forte e precário, mas faz uma avaliação positiva do último ano para a Europa. Ainda desportos, há árbitro para o clássico entre o Porto e o Benfica deste fim de semana. O juiz da Associação de Futebol de Lisboa, Miguel Nugare, é o escolhido pelo Conselho de Arbitragem para o jogo grande da jornada sete do campeonato. É o mesmo árbitro que apitou o clássico do ano passado e que terminou com empate a zero no Estádio do Dragão. A videarbitragem vai estar a cargo de Luís Ferreira. E a Fórmula 1 está de regresso a Portugal, já com data marcada. O Grande Prêmio do Algarve volta a Portimão entre os dias 18 e 20 de junho do ano que vem. A principal competição do automobilismo internacional divulgou hoje o calendário. Os bilhetes vão estar à venda a partir do dia 21 de setembro, com as primeiras quatro fases de venda a decorrer em exclusivo no site f1gp.com. E depois do aeroporto de Nashville mudar de nome, Ricardo, a rainha do country recebeu uma nova homenagem.

Dolly Parton.

É verdade.

Qual é a homenagem desta vez?

Desta vez, há o lançamento de uma nova coleção de bonecas das Dolly Dolls.

Havia já bonecas.

É verdade. Havia já desde os anos 70. Mas esta nova coleção, que sai agora, foi criada ainda em parceria com a própria Dolly Parton, ao longo de mais de um ano. As três novas Dolly Dolls vão ter uma indumentária que naturalmente imita o arquivo pessoal de moda da cantora que morreu recentemente.

Imagino que seja objeto de coleção.

Não vai ser barato.

Ok.

Não vai ser barato.

Adivinhaste a minha pergunta.

Exato, não vai ser barato. As bonecas custam entre 178 e 189 €. De resto, online já estão esgotadas. Não sei se entretanto haverá para aí depois mais à venda a seguir.

Mais uma homenagem à Dolly Parton, que morreu recentemente. Ficamos com Dolly Parton até ao fim deste Jornal das 5.