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Está com a tarde política. Vamos ter mais uma edição de Explicador nesta próxima hora. Vamos falar do mau tempo, sendo que também nesta hora das 18h vamos falar sobre habitação, mas agora, por serem 18h, é tempo de atualizar toda a informação. Luís Soares.
Luís Montenegro admite o envio de militares portugueses para a Ucrânia. O primeiro-ministro diz que ainda é cedo para falar sobre esse cenário, mas é uma hipótese que considera.
No debate preparatório do Conselho Europeu, o primeiro-ministro diz que é normal os militares portugueses participarem em ações de manutenção de paz e o mesmo aplica-se à Ucrânia.
É precoce estarmos hoje a tomar uma decisão sobre se vamos ter ou não militares das nossas Forças Armadas num hipotético teatro de operações na Ucrânia. Mas se vier a haver um processo de paz com garantias de segurança, não será a primeira nem a última vez que as nossas Forças Armadas contribuirão, como contribuem hoje, para assegurar a manutenção da paz.
No debate preparatório do Conselho Europeu, de amanhã e sexta-feira em Bruxelas, Luís Montenegro respondeu assim aos deputados do PS. O primeiro-ministro garante também que qualquer acréscimo de investimento na defesa não vai prejudicar a aposta no Estado Social.
Está completamente fora de hipótese nós desviarmos qualquer receita que está adstrita a despesas sociais, a despesas com o sistema de educação, com o sistema de saúde, com o investimento público na habitação, na mobilidade, em qualquer política pública para o investimento de defesa. Portanto, nós faremos o nosso investimento na área da defesa, não prejudicando de maneira nenhuma esses investimentos.
Primeiro-ministro no último plenário antes da dissolução do Parlamento. Um grupo de deputados ucranianos assistiu aos trabalhos, foram aplaudidos por todos os deputados, com exceção do grupo parlamentar do PCP.
Na reta final dos trabalhos, o presidente da Assembleia da República em exercício, Rodrigo Saraiva, cumprimentou todos e colocou o futuro nas mãos dos eleitores.
Uma palavra para todos os deputados. Voltem ou não, agora é o tempo do povo falar e veremos o que é que eles decidem. Muito obrigado a todos.
Rodrigo Saraiva, o vice-presidente do Parlamento eleito pela Iniciativa Liberal, na despedida dos trabalhos parlamentares, que não contaram com a presença de Aguiar Branco, que esta semana está fora do país.
O relatório do Chega é que vale. Frase de André Ventura, que bate o pé e diz que houve um conluio entre os partidos para ilibar os responsáveis políticos por má conduta no caso das gêmeas luso-brasileiras.
Em declarações da Assembleia da República esta tarde, o líder do Chega fala mesmo em comércio político.
Os partidos ficaram incomodados porque responsabilizava os seus dirigentes neste relatório e eles queriam chegar a um acordo para irresponsabilizar os seus dirigentes. Tanto que o que aconteceu ontem, entre dizer intervenção especial, mas não ilegal, ou uma intervenção direta, uma marcação direta, mas cuja legalidade tem que ser apurada, é uma verdadeira forma de fazer comércio político de forma vergonhosa.
Já sobre eventuais culpas atribuídas ao presidente da República, André Ventura não percebe como é que a Comissão Parlamentar de Inquérito conclui que a atuação da Casa Civil não é ilegal.
Para o líder do Chega, André Ventura, a equipa do presidente foi responsabilizada, mas pouco.
Responsabiliza, mas atenuou e muito aquilo que o Chega tinha dito. Por quê? Porque fez um acordo com o PSD na matéria do Presidente da República, que passa a ter uma chamada intervenção. Não, nem é o Presidente da República. É a Casa Civil ganha subitamente uma responsabilidade de intervenção especial, mas não abusiva nem ilegal. Quer dizer, como é que uma Casa Civil que faz um e-mail que nunca fez para nenhum outro caso, nunca, não há um, só fez para aquele, como é que não se conclui que isto é um abuso?
André Ventura diz também que Nuno Rebelo de Sousa, filho do chefe de Estado, deve ser alvo de responsabilidades acrescidas.
Já o presidente da República, sobre este tema, nada tem a dizer. Marcelo Rebelo de Sousa rejeita contestar as considerações da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas.
Falou sobre isto na Eslovénia, onde está numa visita de Estado. O presidente da República aceita a conclusão que está no relatório aprovado por todos os partidos, à exceção do Chega.
Não, eu não tenciono comentar mais, não tenho nada a comentar, senão que a assembleia decidiu. É uma decisão da assembleia, é o termo de um processo e, portanto, devemos aceitar a decisão da assembleia e não tenho nenhuma razão no que diz respeito ao presidente da República para intervir.
Neste documento ontem aprovado, os partidos políticos consideraram que a Casa Civil teve uma intervenção especial neste processo das gêmeas luso-brasileiras, mas sem qualquer ilegalidade.
Na Madeira, há dois dias do final da campanha para as eleições, o PAN queixa-se que não teve tempo suficiente para mostrar o que vale.
O partido liderado por Mónica Freitas na região deu suporte ao executivo de Miguel Albuquerque na última legislatura. No entanto, quer ir a votos por si só.
O PAN é um dos partidos que hoje estiveram em várias ações de campanha pelo Funchal, ações que estiveram a ser acompanhadas pela jornalista do Observador, Mariana Lima Cunha. Mariana, agora em direto. Muito boa tarde. Que efeito esteve a sondagem que ontem foi publicada? Que efeito esteve nos partidos com menos representação parlamentar e que têm em comum essa luta para assegurar um lugar na Assembleia Regional, sendo que o resultado dessa projeção aponta para uma maioria do PSD?
Boa tarde. O que sentimos na rua, em primeiro lugar, é que os partidos da oposição e também estes partidos mais pequenos, hoje estivemos a acompanhar tanto o PAN como o CDS em ações de campanha, vão contestando os resultados da sondagem em vários sentidos. Por um lado, acreditam que a população madeirense tem algum medo de assumir as suas preferências quando é questionada sobre sentidos de voto e, portanto, veem os resultados da sondagem com algum cuidado. Por outro, a sondagem indica que há um número de 18% de indecisos e, portanto, é a esses que estes partidos, que têm muito em jogo porque têm de segurar o lugar que têm neste momento na Assembleia Regional, se dirigem. Até acreditando que o partido que tem a base eleitoral mais fixa aqui na Madeira é, de facto, o PSD e os outros partidos ainda têm ali alguma volatilidade que podem trabalhar até ao dia das eleições. No PAN, Mónica Freitas disse que o PAN não só não teve tempo suficiente para mostrar o que vale, até porque quando alinhou com o PSD era com uma expectativa de influenciar e conseguir fazer vingar mais propostas suas, como no PAN, não em público, mas vai-se comentando que o partido tem noção de que é prejudicado pela imagem que ele próprio criou e deixou quando alinhou com o PSD. Tinha a tal expectativa de influenciar a governação, mas tem consciência de que os eleitores poderão não ter levado a bem essa opção e ter ficado com a impressão de que o PAN se confunde também com a governação do PSD, que estará sempre disponível para abrir uma porta ao PSD. No CDS, com quem também estivemos hoje, João Manuel Rodrigues, que é um veterano aqui das ruas da Madeira, aliás, é o membro mais antigo da Assembleia Regional e portanto andou aqui a passear bastante à vontade e a distribuir folhetos, e também comentou a sondagem dizendo que não acredita, porque diz que as maiorias absolutas já eram, que esse tempo já passou. No CDS também é preciso dizer que além de estar a lutar para manter o seu lugar na Assembleia e o lugar de presidente da Assembleia Regional, que tem neste momento João Manuel Rodrigues, também deixa uma porta muito aberta não só ao PSD como também a Miguel Albuquerque, que é o único partido que o faz, quando diz que não vai fazer uma campanha à volta de suspeições e da condição de Miguel Albuquerque de arguido e que está disponível para falar com todos, dizendo sempre que as suas esperanças são num governo de centro-direita. São pistas importantes para o dia a seguir às eleições, sobretudo se a tal maioria absoluta não se confirmar.
Mariana, só antes de terminarmos, continua a ter impacto o mau tempo na campanha? Fala-se em vento muito forte para estes dias na Madeira. Isso está a ter algum efeito na campanha, ações canceladas, algum impacto direto?
Sim, está a ter algum impacto direto, sobretudo para os partidos que têm tido ações um pouco mais longe do centro do Funchal. Esta manhã, por exemplo, Miguel Albuquerque tinha uma ação nos carreiros, naqueles cestos que costumamos ver que servem para fazer a descida até ao Funchal e não conseguiu fazê-la. O CDS também queria ter ido até Porto Santo mais no início da semana e também não conseguiu. Mas o tempo está, de facto, muito volátil aqui, tanto que há bocadinho ainda se chegou a temer que pudesse estar em risco uma arruada do PS aqui a meio da tarde, nas ruas do centro do Funchal, porque estava uma chuva muito forte no centro do Funchal e o tempo, de facto, acabou por abrir e neste momento estou aqui com o céu azul à frente, mas é um pouco minuto a minuto essa avaliação.
Vamos a ver se não afasta também eleitores das urnas. Mariana Lima Cunha está na Madeira a acompanhar esta última semana de campanha. As eleições são no próximo domingo. Nesta altura passam 10 minutos das 18h. É tempo de atualizarmos outras notícias que estão a marcar a atualidade hoje.
Volodymyr Zelensky confirma que a Ucrânia está pronta a implementar um cessar-fogo parcial no que toca às infraestruturas energéticas.
O presidente ucraniano publicou há instantes na rede social X uma declaração acerca da chamada telefónica que teve com Donald Trump. Descreve uma conversa positiva, muito substantiva e honesta. Considera que a paz duradoura pode ser alcançada ainda este ano, com a contribuição da nova administração dos Estados Unidos da América.
De resto, ucranianos e norte-americanos vão reunir-se na Arábia Saudita nos próximos dias para continuar as negociações com vista à paz. E nos Estados Unidos, há uma situação de emergência na sede da CIA. Foram ouvidos vários tiros no exterior. É uma notícia que está a ser avançada pela Fox News.
No local está um grande dispositivo policial, várias unidades especiais de minas e armadilhas estão à porta da sede da CIA, em Langley, no estado da Virgínia. De acordo com os meios de comunicação norte-americanos, um homem armado está na origem de todo este aparato.
Depressão Martinho, até às 17h, a Proteção Civil registou perto de 300 ocorrências por causa da chuva e do vento forte.
Seis distritos estão com aviso laranja: Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Beja e Faro. José Miranda, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, descreve o tipo de ocorrências e os meios que estão no terreno.
Foram 271 ocorrências, das quais 125 quedas de árvores, 120 quedas de estruturas. A sub-região com maior registo de ocorrências é a Grande Lisboa, com um total de 120 ocorrências e empenhámos 1251 operacionais distribuídos por 420 meios terrestres.
Não há vítimas a registar com esta depressão, espera-se chuva intensa, vento e agitação marítima para o território nacional. É, de resto, um tema para explorar já a seguir no mais um explicador da Tarde Política.