Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Esta é a tarde política da Rádio Observador, jornal das 17h, com o jornalista Vasco Maldonado Correia. O secretário-geral do Partido Socialista vai esta tarde acusar o governo de ter casas prontas há cerca de ano e meio, mas estará à espera do próximo ciclo eleitoral para as entregar. É isso, Vasco?
É a acusação do líder do PS. Fala numa atitude eleitoralista e inaceitável, foi o que disse José Luís Carneiro no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PS. Promete visitar os edifícios em questão para expor o caso de forma pública.
Uma pergunta, contudo, que tem que ser feita ao governo, porque também nos foi reportado que há hoje casas prontas a habitar, que estão prontas há um ano e meio. Há um ano e meio à espera do quê? À espera de um novo ciclo eleitoral, em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o governo nos habituou?
O Observador contactou já o Ministério das Infraestruturas para pedir esclarecimentos sobre esta denúncia de José Luís Carneiro, nesta altura ainda sem resposta.
E Vasco, o líder do PS também pede explicações a Luís Montenegro, ao primeiro-ministro, sobre as falhas registadas nos exames nacionais.
Tem vindo a público vários problemas relacionados com a correção das provas. Ora, Carneiro quer uma palavra para as famílias do primeiro-ministro.
Cinco médicos para 30 mil utentes, numa estrutura de saúde que há alguns anos atrás tinha 50 médicos. Portanto, o que aqui está em causa não é a pressão que se está a fazer por força daqueles que contribuem para a economia e para as receitas, para o saldo da Segurança Social. O que aqui está em causa é mesmo a incapacidade do governo e a incompetência para responder às necessidades da saúde.
José Luís Carneiro, líder do PS, aqui no encerramento das jornadas parlamentares do partido.
E há novo balanço sobre o número de portugueses e lusodescendentes afetados pelos terremotos na Venezuela.
Números atualizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros esta tarde, mantém-se o número de vítimas mortais, continuam a ser 60, mas o número de desaparecidos entre portugueses e lusodescendentes baixou. Eram 87, agora são 86.
O ministro da Administração Interna assegura, entretanto, que o governo está a trabalhar em várias frentes para ajudar na resposta às vítimas na Venezuela.
Por agora, explica Luís Neves, a prioridade passa pelo apoio nas operações de resgate e repatriamento de cidadãos portugueses, mas o ministro espera avançar nos próximos dias com o reforço da ajuda humanitária no terreno.
Estamos a trabalhar em três frentes. Na parte operacional, através da coordenação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no repatriamento com as estruturas consulares e através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e agora seguirá-se a vertente humanitária de medicamentos e de outras estruturas de suporte base de vida e para acolher feridos. Portanto, é isso que o governo está a organizar para nos próximos dias poder ter uma ajuda também no terceiro pilar, que é a vertente humanitária.
É o que diz o ministro da Administração Interna, Luís Neves, aqui no registo captado pela CNN Portugal.
Numa outra notícia que tem estado a dominar as atenções, o Ministério Público diz que vai recorrer da decisão que condena o Estado português ao pagamento de uma indenização de € 15 mil a José Sócrates.
Em causa, a divulgação de informações do processo Operação Marquês sob segredo de justiça. Numa resposta à Observador, a Procuradoria-Geral da República dá conta de que vai interpor recurso sem explicar os fundamentos para esta decisão. Ora, à Rádio Observador, o bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, diz que esta condenação do Estado acaba por mostrar a credibilidade do próprio Estado.
Apesar do recurso, apesar de tudo, o fato de alguém ter dito "não conseguimos saber ou não sabemos quem é o responsável, mas ainda assim o Estado é responsável", porque não conseguiu, e aqui vou dizer entre aspas, guardar o processo, é relevante. Eu acho que é muito importante esta decisão. É o próprio Estado a condenar-se, porque, no fundo, estamos a falar da máquina do Estado a condenar o próprio Estado. Isso já significa que o sistema funciona e funciona de forma imparcial, tanto que condena o próprio.
Bastonário da Ordem dos Advogados, aqui entrevistado pelo jornalista da Rádio Observador, Martim Madeira.
E há luz verde de Bruxelas para que o governo português possa terminar o processo de reestruturação da TAP.
Confirmação necessária para terminar o processo iniciado em 2021, que surge depois das autoridades portuguesas terem enviado os documentos que comprovam a execução das medidas aprovadas por Bruxelas. Ora, em comunicado, o Ministério Português das Infraestruturas e Habitação dá conta de que a Comissão Europeia confirma o cumprimento na íntegra destes compromissos. O ministério liderado por Miguel Pinto Luz acrescenta também que o plano de reconstrução permitiu à TAP tornar-se uma empresa mais robusta financeiramente.
E no futebol está cada vez mais perto o jogo decisivo Portugal-Croácia, dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo de Futebol. Bernardo Silva foi hoje o jogador de serviço para falar com os jornalistas. Diz que há condições ainda para sonhar com o título.
Ainda podemos sonhar. Apesar das críticas às exibições da Seleção Nacional Portuguesa frente ao Congo e à Colômbia, o médio internacional português garante que Portugal pode mesmo ser campeão mundial.
Chegamos aos Estados Unidos com uma grande ambição de fazer as coisas bem, sabendo que há outras seleções exatamente com as mesmas ambições. Ainda estamos bastante longe de pensar nisso, porque temos de olhar jogo a jogo, obviamente, mas eu acredito muito nesta seleção, sem dúvida.
Fé de Bernardo Silva, o próximo adversário é a Croácia. O médio português alerta para um perfil de adversário que até agora a equipa das Quinas ainda não defrontou.
É uma seleção com muita qualidade. Eu tenho amigos lá, conheço muito bem o espírito croata. É uma seleção muito aguerrida Que tem um amor muito grande pelo país e isso tem de se provar dentro de campo. Agora, claro que é um perfil completamente diferente do que jogámos até agora.
O médio português, que já foi anunciado como reforço do Real Madrid, foi titular no primeiro jogo do Mundial, mas acabou por perder o lugar, nem sequer saiu do banco frente à Colômbia. No entanto, Bernardo desvaloriza a situação.
É pouco relevante, porque somos muitos, vimos todos para o mesmo. Claro que vimos todos com ambições de jogar, de fazer parte e de contribuir e o treinador tem um trabalho difícil de escolher. Eu durante a minha carreira, é verdade que nos últimos anos menos, mas numa fase inicial também passei por esses momentos e, portanto, estou habituado. Claro que quero fazer parte, claro que quero contribuir, claro que acho que posso ajudar, mas estou pronto para ajudar a seleção no que quer que seja.
Bernardo Silva, jogador da seleção nacional portuguesa, escolhido para falar à comunicação social antes do treino de hoje, de preparação à partida frente à Croácia.
E daqui a menos de uma hora arranca mais um jogo destes dezesseis avos-de-final do Campeonato do Mundo. Quem é que vai jogar, Vasco?
Costa do Marfim, Noruega. É o jogo que abre este terceiro dia da fase a eliminar do Mundial. Já em estúdio connosco temos o Diogo Varela. Diogo, alguma novidade no 11? Há uma a envolver um jogador do Benfica.
Frédéric Aursnes, ele que nos últimos três jogos tinha sido titular, começou sempre de início, hoje começa no banco de suplentes. Falando ainda também os portugueses, aqui entre aspas, com ligação a Portugal, além de Aursnes, também Schjelderup, do Benfica, está no banco de suplentes com o colega de equipa e também de seleção. Do lado da Costa do Marfim, Ousmane Diomande, central do Sporting, também ele começa no banco de suplentes. Apenas um jogador que atua no Gil Vicente. É o lateral esquerdo Ghislain Konan, vai a jogo do lado africano. Emerse Faé, o selecionador da Costa do Marfim, faz três alterações relativamente ao último 11 que bateu a ilha de Curaçao. A saída de Diomande, Opéri e Amad Diabló para a entrada de Agbadou, Konan e também Olaï. Quanto à Noruega, é uma revolução diria total, até porque Ståle Solbakken tinha rodado mais de meia equipa titular frente a França, poupou muitos jogadores, nomeadamente o melhor marcador e a referência da equipa, Erling Haaland, que nem sequer veio do banco, nem sequer saiu do banco frente à poderosa França, hoje, naturalmente, é titular. É, de resto, Vasco Ricardo, um jogo inédito. As duas seleções nunca se tinham defrontado e além da comunidade africana, mais ligada à Costa do Marfim e também à seleção nórdica, vamos ter muitos brasileiros a ouvir, porque é deste jogo que sai o adversário do Brasil.
Daí o interesse redobrado do Brasil. Falavas de Frédéric Aursnes, que foi titular nos três jogos, mas tal como por cá, em várias posições diferentes.
Sim.
O Diogo Varela vai estar a acompanhar e a atualizar os principais deste jogo a partir das 18h. Diogo, até já. Hoje há ainda um França-Suécia às 22h e o anfitrião México, um dos anfitriões, recebe o Equador quando forem 2h.
E há outras notícias a marcar esta tarde.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera decidiu estender a todo o território continental o aviso laranja por causa do tempo quente. O aviso vai estar em vigor amanhã, num primeiro momento, nos distritos de Beja, Évora, Castelo Branco e Portalegre, estendo-se depois às restantes regiões do país. Donald Trump perdeu a luta para acabar com a cidadania por direito de nascimento, com o Supremo Tribunal norte-americano a rejeitar a ordem executiva do presidente dos Estados Unidos. Trump queria obrigar as agências federais a retirarem toda a documentação de crianças norte-americanas, filhas de imigrantes ilegais ou com vistos temporários, com a finalidade de acabar com este direito nos Estados Unidos. Hoje, o Supremo Tribunal norte-americano decidiu manter o direito à cidadania por direito de nascimento em território norte-americano, por considerar este um direito escrito explicitamente na Constituição norte-americana, através da emenda número 14. No desporto, o tenista português Jaime Faria qualificou-se hoje pela primeira vez para a segunda ronda de Wimbledon, derrotou o japonês Shô Shimabukuro na primeira eliminatória do terceiro Grand Slam da temporada. Apura-se pela primeira vez para a segunda ronda no Major londrino, depois de ter caído na estreia em 2025, ou seja, no ano passado. Os Estados Unidos, Ricardo, podem estar novamente de olho nos Açores.
Base das Lajes?
Desta vez não. O foco agora é o futuro Centro Tecnológico Espacial na Ilha de Santa Maria. Já várias empresas norte-americanas manifestaram interesse em utilizar este centro espacial para fazer o regresso à Terra.
Para fazer o regresso à Terra em Santa Maria?
Em Santa Maria, pelo menos Açores. O centro espacial, como eu dizia, é um futuro centro tecnológico espacial, porque ainda não está pronto, só vai começar a ser construído no próximo ano, mas isto, de acordo com o governo regional dos Açores, vai poder colocar a ilha de Santa Maria, digamos assim, no mapa das missões espaciais europeias e, pelos vistos, norte-americanas também.
É um dos grandes objetivos do Governo dos Açores e também do país, colocar os Açores no mapa do espaço, mas será só para regressar? Achas que não vamos ter foguetões a descolar de Santa Maria para já?
A ver vamos. Para já, ainda não sabemos, mas a construção só fica pronta daqui a um ano e o objetivo é realizar já uma missão de uma empresa norte-americana, a Space River, que está prevista já para este ano.
O que eu estava a pensar, Vasco, não sei se queres ir comigo, fazer uma tarde em direto em órbita.
Ricardo, se tu pagares tudo, eu vou contigo.
Não, alguém há de pagar. Mas irmos fazer a primeira tarde em direto da Rádio Observador da órbita.
Da tarde espacial?
Uhum. Tarde espacial.
Sim, eu por mim, se me convidares, eu aceito.
Se alinhares nisso, ok. Então vamos tratar disso.
Temos que conciliar agendas.