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Actualizar a informação . Jornal das seis com o José Rafael Lopes. José, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos diz que a água da torneira em Almada pode apresentar alterações após os cortes no abastecimento.
Cortes esses que estão programados para esta noite em Almada, a partir das 22h. A água deve voltar às 6h de domingo. Este corte contempla as zonas de Pragal, Monte da Caparica, Caparica e Feijó. Acontecem devido aos elevados constrangimentos que se têm verificado no abastecimento de água nos últimos dias em Almada. Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, quando voltar a água na torneira, poderá apresentar um aspeto esbranquiçado. Ainda assim, o regulador ressalva que não está em causa a qualidade da água para consumo humano. Esta mudança temporária deve-se à presença de ar nas condutas. Nos últimos dias, têm sido relatadas sucessivas falhas de água em Almada, com especial incidência na Costa da Caparica. Foi ativado o plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento e criado um gabinete de crise.
A Associação Nacional de Freguesias vai exigir uma resposta sobre as verbas destinadas a danos da tempestade Cristine.
A ANAFRE quer uma resposta sobre as verbas que ainda não chegaram às freguesias e exige que as autarquias locais não sejam reféns dos municípios. A associação tem sido muito crítica na forma como o cálculo dos danos é feito, por entender que as freguesias deveriam poder falar diretamente com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
A ANAFRE quer também que as freguesias beneficiem do IVA reduzido.
Anúncio feito hoje pelo presidente Francisco Branco de Brito, à Agência Lusa, no fim de uma reunião do Conselho Geral da ANAFRE em Guimarães. O presidente diz que não faz sentido que as freguesias paguem mais IVA do que aquele que recebem de financiamento.
Há freguesias que pagam mais valor de IVA por ano do que aquele que recebem de fundo de financiamento de freguesias. Não faz sentido que o Estado transfira para as freguesias, através do Fundo de Financiamento de Freguesias, dinheiro público e que depois as freguesias devolvam esse dinheiro em pagamento novamente ao Estado. Claro que não nos interessa perder financiamento, interessa-nos mantendo o financiamento e, neste caso concreto, aumentar financiamento, mas também garantir que existe um mecanismo de IVA reduzido para que nós possamos fazer a nossa atividade.
Francisco Branco de Brito, o presidente da ANAFRE, no final dessa reunião geral em Guimarães, onde o ponto principal era discutir a proposta sobre a revisão da Lei das Finanças que a associação vai apresentar ao governo.
A FENPROF considera patética a decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais do 12º ano.
Esse pagamento de horas extraordinárias foi anunciado hoje pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, que enaltece o esforço que está a ser feito pelos docentes. O porta-voz do partido, do PSD, explica que o formato do pagamento está a ser definido e que vai ser anunciado pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre. Confortado com esta decisão, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, diz que este pagamento de horas não resolve o problema.
recordo que está aqui em causa um processo escolar dos alunos, um percurso, e a entrada no ensino superior. Era isso que eles queriam neste momento, e isso não se resolve com horas extraordinárias. A resolução passa por outras políticas para a educação. E isso, de facto, não acontece ainda. E não é o problema das horas extraordinárias, é o problema de perceber que tem que haver mudanças profundas no sistema educativo e depois vamos começar a tentar resolver o problema. Agora, este anúncio de horas extraordinárias parece-nos uma coisa, assim, sinceramente, até patética.
A reação da FENPROF a esse anúncio de Sebastião Bugalho, José Feliciano Costa, insiste ainda que não há condições para que o ministro da Educação continue.
É estranho. Não sei se o governo já perdeu a confiança política no ministro Fernando Alexandre. Não sei. Se apresenta um porta-voz, não é uma solução nenhuma, a questão das horas extraordinárias, portanto, é no mínimo estranho. Até porque nós também entendemos que, face a tudo o que está a acontecer, o ministro da Educação não nos parece que tenha condições para continuar no cargo, não nos parece que esteja à altura das exigências e das responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa.
José Feliciano Costa, em declarações na Rádio Observador, a reagir à decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais.
José Luís Carneiro não reagiu à medida, mas criticou a forma como o governo tem gerido o processo.
O secretário-geral do PS lembra que o governo tinha prometido apresentar as avaliações a horas, cenário que José Luís Carneiro diz que não tem acontecido e sublinha essa promessa falhada pelo governo no que toca à correção dos exames nacionais.
No dia 17, o governo prometeu apresentar as avaliações dos alunos. Mas no dia 17, há algo que eu posso garantir: é que ficará muitos assuntos por resolver, nomeadamente a viabilidade das candidaturas de muitos alunos ao ensino superior. Estou convencido que está mesmo colocada uma crise de confiabilidade no modelo de avaliação e na classificação que foi feita por parte deste governo e do falhanço que resulta do governo.
José Luís Carneiro, em Braga, à entrada para o Congresso Federativo do Partido Socialista.
A líder da bancada parlamentar do Livre diz que no futuro o partido vai conseguir chegar ao governo.
Promessa de Isabel Mendes Lopes no Congresso do Livre, que aconteceu em Sintra. No discurso de apresentação, a deputada diz que o Livre tem de apresentar propostas para combater as medidas do executivo da AD, mas sublinha que o partido não pretende ficar pela oposição. Isabel Mendes Lopes aponta o crescimento do Livre nas últimas eleições e não esconde a ambição de poder chegar ao governo.
Nós ouvimos muitas pessoas a clamar por uma refundação da esquerda, para a esquerda pensar no que é que tem de fazer para conseguir singrar. Ora bem, está aqui a refundação da esquerda. Da esquerda que quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas. Da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo. Quer ser governo nas freguesias, nas câmaras municipais, nas regiões autónomas e no governo da república, porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país.
As palavras de Isabel Mendes Lopes no Congresso do Livre. Já Jorge Pinto critica o governo de agir como se tivesse uma maioria absoluta, quando é um governo minoritário e utiliza o setor da habitação como exemplo.
Não é inevitável termos um governo que, quando apresenta medidas para o setor da habitação, se calhar aquele onde mais coragem era preciso tomar decisões, todas e cada uma das medidas apresentadas pioram a qualidade de vida dos portugueses. Pioram a balança entre o poder dos proprietários e o poder dos inquilinos. Isso não é inevitável. E lá estaremos, certamente, na Assembleia da República para dizer que conosco isso não vai passar.
Jorge Pinto, no Congresso do Livre, ele que avança para um lugar de liderança no Livre, após Rui Tavares ter anunciado que vai deixar a liderança do partido.
O Irão diz que não se vai considerar abrangido pelo acordo assinado com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente, caso os ataques continuem.
O aviso é feito por um representante iraniano nas Nações Unidas, que aponta culpas aos Estados Unidos pelos atrasos nas negociações. A declaração acontece numa altura em que os líderes iranianos e norte-americanos trocam ameaças. O presidente dos Estados Unidos disse nas redes sociais que está preparado para lançar mais mísseis contra o território iraniano. As palavras de Donald Trump surgem depois de terem sido escutados pedidos de vingança pela morte do ex-aiatola Ali Khamenei e depois do novo líder supremo do Irão ter prometido vingar a morte do pai. Nos últimos dias, a guerra no Médio Oriente aumentou tom com ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irão, em resposta a ataques iranianos a três navios no Estreito de Ormuz, situação que levou Donald Trump a dizer que o cessar-fogo acabou.
A fechar, aumentou o número de portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela. São agora 110 mortos.
Número revista em alta pelo Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. Além desta mais de uma centena de mortes, há ainda 55 portugueses e lusodescendentes desaparecidos. Entre as vítimas mortais estão 20 crianças e 90 adultos. No total, o número de mortes depois dos sismos subiu para 4118. Há ainda quase 17 mil feridos, é o que se pode ler no balanço mais recente divulgado pelo governo da Venezuela.
José Rafael Lopes com o Jornal das Seis.