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Começamos, Miguel, com uma notícia de última hora: morreu o realizador David Lynch, tinha 78 anos.
O anúncio da morte do realizador de cinema norte-americano foi feito há instantes pela família, através de uma publicação nas redes sociais. Nessa publicação, a família do artista sublinha que Lynch deixa um grande vazio no mundo no momento da partida.
São várias as obras de David Lynch, do pequeno ao grande ecrã. Está conosco em estúdio a Joana Moreira, jornalista de cultura do Observador. Joana, boa tarde. Deixa um grande legado, David Lynch.
É assim mesmo, um enorme legado. Desde logo, no grande ecrã, a carreira de David Lynch conta-se filmes tão distintos como "Eraserhead", um filme absolutamente surrealista, para depois "Blue Velvet", "O Homem Elefante", "Coração Selvagem" ou "Mulholland Drive", possivelmente o mais emblemático dos filmes deste realizador, que também esteve uma grande preponderância no pequeno ecrã. No pequeno ecrã foi absolutamente revolucionário, se pensarmos em "Twin Peaks", que mudou completamente a forma de consumirmos séries televisivas, uma série sobre a morte de uma rapariga, que se tornou um absoluto fenômeno nos anos 90.
Mudou a história do cinema, o realizador David Lynch deixa uma marca na história do cinema?
Sem dúvida, que é curioso pensarmos que ele não tem nenhum Oscar, apesar de ter sido nomeado quatro vezes. Ele recebeu apenas um Oscar honorário já em 2020, já adivinhando-se que o objetivo era dar-lhe este presente de fim de carreira, mas mudou por completo a história do cinema. Aliás, se pensarmos em "Twin Peaks", por exemplo, o Cahiers du Cinéma chegou a considerar os 16 episódios da série como o melhor filme da década.
Joana, esta notícia da morte de David Lynch aos 78 anos acaba por não ser surpreendente, tendo em conta o estado de saúde.
Sim, em 2024 foi-lhe diagnosticado um enfisema pulmonar causado por toda uma vida agarrada ao tabaco. David Lynch deu, na altura, uma entrevista onde revelou que esse enfisema o obrigava a ter sempre consigo uma garrafa de oxigênio para se poder deslocar pela própria casa. Portanto, ele considerava, neste momento, filmar remotamente.
Obrigado, Joana Moreira, é jornalista da editoria de cultura do Observador, aqui nesta edição das 19h, a pretexto da notícia da morte de David Lynch, o realizador norte-americano completava 79 anos na próxima segunda-feira. Tinha sido diagnosticado com uma doença pulmonar em 2024.
Governo e sindicatos dos bombeiros sapadores voltam a sentar-se à mesa de negociações já amanhã. Uma reunião que foi convocada ao final da tarde de hoje. Vai ser apresentada, Miguel, a proposta final do executivo.
Surge depois de Luís Montenegro ter avisado que o governo esgotou a capacidade negocial. Os bombeiros sapadores já reagiram, acusam o governo de coação e de negociar de forma unilateral.
Posição manifestada por Leonel Mateus, é o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores.
Estando nesse registo que ou assinam o que está em cima da mesa, ou eu apresento uma proposta, ou vamos para um acordo unilateral, ainda pior. Se calhar estamos num país pouco democrático. Estão a colocar os sindicatos sob uma coação. Ou assina isto ou o que vem vai ser muito pior.
As críticas do representante do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, depois de ter ouvido Luís Montenegro, o primeiro-ministro, dizer isto:
Nove reuniões negociais com os bombeiros sapadores. Chegou ao ponto onde esgotamos a nossa possibilidade de ir mais longe.
Foi direto o primeiro-ministro, sendo que continua Luís Montenegro com a expectativa de que seja possível chegar a um acordo com os bombeiros. O encontro está marcado para amanhã.
Com as eleições autárquicas no horizonte, a Iniciativa Liberal não quer entregar a Câmara de Lisboa a frente de esquerda. Por isso, não afasta a possibilidade de apoiar uma eventual candidatura de Carlos Moedas. É o que diz o deputado Bernardo Blanco, convidado do programa "Vício e Suave", da Rádio Observador.
Vamos poder ouvir já a seguir a este jornal. O liberal assume que a prioridade é sempre ir a eleições com uma candidatura própria, mas pode haver exceções.
Nós obviamente temos a noção política que não queremos entregar a Câmara de Lisboa, que é talvez a mais importante do país, a uma frente de esquerda. Isso tem impacto na decisão, pelo menos na minha opinião. O Rui disse ontem à noite, e eu não discordo, que é: nós, por princípio, tendemos a ir sozinhos a eleições. Obviamente, há exceções. Se uma série de medidas nossas constarem nesse programa.
Bernardo Blanco, convidado da edição desta semana de "Vício e Suave", vai para o ar já a seguir a este jornal das 19h.
E com as autárquicas na ponta da língua, PS e PSD trocam acusações. Alexandra Leitão desvaloriza as críticas de Carlos Moedas, tendo em conta que é candidata do PS à Câmara de Lisboa. Diz que essas críticas são meros soundbites.
A líder parlamentar socialista diz que os lisboetas querem soluções, soluções que Moedas não apresenta aos munícipes.
Isso é um soundbite de campanha. Já percebemos que toda a campanha vai ser feita a partir desse soundbite. Os lisboetas querem soluções e quem as saiba aplicar. A cidade tem muitos problemas, está muito suja, tem buracos, é muito cara, não se consegue cá viver. E esses são os problemas, entre outros, que os lisboetas querem ver resolvidos e que claramente não viram resolvidos no mandato que está a terminar.
A resposta de Alexandra Leitão às acusações feitas por Carlos Moedas.
Os sindicatos dos oficiais de justiça e o governo voltam a reunir-se no próximo mês, 5 de fevereiro. A reunião desta tarde acabou sem acordo.
Em cima da mesa estava a negociação da tabela salarial e a valorização da carreira. O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Carlos Almeida, afirma que está de boa fé nas negociações e defende que o governo tem que ceder.
Não se chegou a um consenso. Nós entendemos que demos um passo em frente, porque houve boa fé da nossa parte. Entendemos suspender um dos avisos prévios, nós temos dois. Entendemos suspender, portanto, foi colocada em cima da mesa esta possibilidade no final desta reunião, que foi longa.
Já o líder do Sindicato dos Funcionários Judiciais, António Marçal, afirma que o governo tem de ter propostas concretas.
Mais uma vez, os sindicatos, quer o Sindicato dos Funcionários Judiciais, quer o Sindicato dos Oficiais de Justiça, demonstraram toda a sua boa vontade para um processo negocial que seja célere e que resolva os problemas dos trabalhadores e, simultaneamente, também os problemas da Justiça. Mas é necessário que o governo apresente propostas concretas de efetivação imediata.
António Marçal, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, garante que só levanta a greve com propostas concretas que deem resposta aos temas e às reivindicações que constam dos avisos.
Os sindicatos voltam a reunir-se com a ministra Rita Júdice dia 5 de fevereiro.
O deputado socialista Carlos Pereira reconhece a importância da simplificação fiscal, hoje aprovada pelo governo em Conselho de Ministros, mas duvida do cumprimento das medidas anunciadas pelo Executivo.
No programa Tira-Teimas da Rádio Observador, Carlos Pereira considera que o pacote de 30 medidas que foi apresentado pelo governo com vista a essa simplificação fiscal é mais do mesmo. Lembra o plano de emergência para a saúde e o pacote para a economia. Acredita que este programa é mais um para inglês ver.
A simplificação fiscal é um caminho que deve ser feito, primeiro ponto. Segundo ponto, parece-me que esta é a linha de sempre do governo, que é apresentar PowerPoints, não concretizar e, na maior parte dos casos, demorar muito a implementá-las e algumas delas nem mesmo implementar. Portanto, se for para ser assim, naturalmente não é o caminho adequado, nem nós nos juntamos a caminhos de mediatismo para inglês ver, como se costuma dizer na gíria.
As reservas do socialista Carlos Pereira. Já Paulo Núncio saúda o pacote de medidas aprovado pelo governo esta quinta-feira em Conselho de Ministros.
O líder da bancada parlamentar dos centristas aponta o dedo à oposição para dizer que medidas que permitam a simplificação fiscal não devem ser chumbadas no Parlamento.
Eu acho que a simplificação fiscal, que facilita a vida aos contribuintes e que reforça a competitividade fiscal do nosso país, não pode ser uma questão partidária, não pode ser uma questão de disputa partidária. Nós temos que facilitar a vida aos cidadãos. Se há crítica que os cidadãos muitas vezes referem, com alguma razão, ao Estado, é que há muita burocracia.
As leituras dos deputados Carlos Pereira e Paulo Núncio.
São agora 07h09. Vamos conhecer outras notícias que marcam a atualidade.
As dificuldades podem estar superadas. Acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza finalizado. O gabinete de segurança israelita reúne-se amanhã de manhã para o aprovar formalmente.
Um acordo que o antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Vitória Ângelo, convidado desta tarde política, considera frágil.
É um acordo muito frágil porque, por um lado, é um acordo em que a questão da libertação dos palestinianos detidos é uma questão que é bastante delicada. Tem que haver um acordo nome a nome das pessoas que vão ser libertadas pelos israelitas. Por outro lado, dos 98 reféns que ainda estão nas mãos do Hamas, apenas 33 vão ser libertados. E isso, evidentemente, não satisfaz uma parte da população.
Vitória Ângelo, convidado do Direto ao Assunto desta tarde, criticou ainda o papel da ONU na mediação do conflito e acredita que estamos longe de uma paz duradoura em Gaza.
O chefe do gabinete do presidente da Ucrânia confirma que está em negociações com França e com o Reino Unido sobre a presença de soldados franceses e britânicos em missões de paz na Ucrânia.
Kiev atribui os créditos da iniciativa ao presidente Emmanuel Macron, que terá discutido esta possibilidade com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer. O objetivo é que os soldados participem em missões de manutenção de paz dentro do território ucraniano.