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Está mais do que na hora de atualizarmos as notícias, Vanessa.
Pela terceira vez, o atual Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, está a ser envolvido num caso judicial. É uma informação apurada pelo Observador. Desta feita, é visado nas buscas que a Polícia Judiciária fez esta manhã na Câmara Municipal de Cascais.
É um caso que envolve suspeitas de favorecimento na venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo. O Observador sabe que se trata do Hotel Hilton, em Carcavelos. Numa nota enviada às redações, Miguel Pinto Luz garante desconhecer que é visado na investigação. Afirma que, enquanto vice-presidente da Câmara de Cascais, se dedicou de forma incansável ao desenvolvimento do município.
A PJ adianta que neste processo há suspeitas de crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas, para além da venda do terreno. Também o processo de licenciamento da obra está agora a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
Esta não é a primeira vez que Miguel Pinto Luz está envolvido em suspeitas. No ano passado, a Judiciária fez buscas na Câmara de Cascais por um caso de fabrico de máscaras durante a pandemia e um outro que diz respeito a um contrato entre uma empresa e uma agência de comunicação que tinha assessorado Pinto Luz no âmbito de uma candidatura à liderança do PSD em 2019.
Numa reação a este caso, aqui na Rádio Observador, há minutos, Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Cascais, apontou que há alguma suspeita em torno do Chega, suspeita que possa estar por trás da queixa que deu origem a esta investigação. Rejeita ainda qualquer irregularidade no processo de venda destes terrenos para dar lugar a um hotel de luxo. Carlos Carreiras, entrevistado no Explicador, que vai ficar disponível em podcast.
Ele que dá ainda outros detalhes sobre este processo.
Falei com o engenheiro Miguel Pinto Luz, fiquei agradado. Surpreso não fui, porque é recorrente. A Polícia Judiciária tem por obrigação de, quando recebe denúncias anônimas ou não anônimas, apurar a verdade dessas mesmas denúncias, embora essas denúncias nem sequer sejam fundamentadas. E, portanto, não houve constituição de arguidos, não foi levado nenhum material.
Garantia deixada por Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, ouvido a propósito deste caso que envolve Miguel Pinto Luz, uma investigação que está a ser conduzida pela Polícia Judiciária.
Está apresentada a queixa do PS à Comissão Nacional de Eleições contra a concelhia do PSD do Porto. Em causa está a mensagem enviada aos militantes a convidá-los a cumprimentar o primeiro-ministro no Mercado do Bolhão, local escolhido pelo Executivo para o Conselho de Ministros.
O PS entende que esta ação configura um ato de campanha eleitoral. De acordo com a queixa a que a Lusa teve acesso, os socialistas entendem que a mensagem deste convite corresponde a publicidade institucional, que está proibida em período eleitoral, tendo em conta que as legislativas de 18 de maio já estão marcadas.
João Soares tem poucas esperanças de que a esquerda consiga formar maioria na próxima legislatura. Ainda assim, o antigo ministro da Cultura e também antigo autarca de Lisboa, diz que o PS tem todas as condições para vencer as eleições.
Já quanto a Pedro Nuno Santos, as expectativas são elevadas, mas diz que uma geringonça à esquerda é descartada.
Não creio que haja a possibilidade de estabelecer nas próximas eleições, agora já no dia 18 de maio, salvo erro, uma maioria de esquerda.
Mas isso quer dizer que acha que o PS vai perder as eleições?
Acho que o PS tem condições para ganhar as eleições, no sentido de ficar em primeiro lugar e encontrar os entendimentos que permitam a estabilidade governamental de que o país precisa.
João Soares defende também a hipótese de PS e PSD chegarem a um entendimento para não apresentarem moções de confiança ou censura na próxima legislatura, como forma de salvaguardar a estabilidade política.