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Alexandra Leitão apresenta a esta hora o programa eleitoral da coligação liderada pelo PS à Câmara de Lisboa, rumo às próximas autárquicas. Já lá vamos. Primeiro, Luís, os incêndios.

Até porque em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, mais de duas dezenas de pessoas foram retiradas de casa por precaução. O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rollo, explica à Agência Lusa que o fogo avançou para norte e colocou casas em perigo, mas nenhuma delas ficou afetada. As pessoas retiradas de casa foram instaladas numa zona-abrigo em Seixo da Beira.

Mais de 400 operacionais estão a combater as chamas, contam com o apoio de oito meios aéreos. O incêndio consome uma área de mato junto à localidade de Povo de São Cosme.

Vamos agora para o distrito de Viseu. Seis bombeiros ficaram feridos no combate aos fogos, é o que confirma o Subcomando Regional de Proteção Civil ao Observador.

Os operacionais foram transportados para o Hospital de Viseu. As autoridades indicam que dois dos bombeiros ficaram feridos no incêndio de Castro Daire. Os restantes quatro sofreram ferimentos no fogo que deflagrou na localidade Maera de Baixo.

O incêndio de Castro Daire acabou por alastrar para Lamego, para perto da aldeia de Lazarim. Os incêndios em Castro Daire e também na localidade Maera de Baixo concentram, no total, mais de 900 operacionais no combate às chamas, ainda a ser apoiados por mais de 13 meios aéreos.

Agora sim, seguimos com a apresentação do programa eleitoral da coligação PS, Bloco de Esquerda, Livre e PAN, à Câmara Municipal de Lisboa. O acesso à habitação é uma das grandes bandeiras da candidatura encabeçada por Alexandra Leitão, que propõe, por exemplo, aumentar a oferta de habitação acessível, dar incentivos ao investimento privado, recuperar o património devoluto ou ainda a criação de cooperativas de habitação de propriedade coletiva.

A cerimónia decorre num jardim em São Domingos de Benfica, em Lisboa. Está a ser acompanhada pelo repórter do Observador, João Lourenço. João, já foram avançados esses detalhes relativamente àquilo que são as propostas da coligação de esquerda para Lisboa. Contávamos ter aqui o João Lourenço para nos dar conta do programa eleitoral que está a ser apresentado. Não era esta via que queríamos ter disponível para ouvirmos o João Lourenço. Vamos já conseguir ouvir o repórter João Lourenço. Agora sim, João, já estamos em condições de te ouvir. Dizia eu que já é possível saber quais são essas linhas essenciais do programa da coligação de esquerda para Lisboa.

Precisamente, Luís. Muito boa tarde. Há essas sete missões que estão espelhadas neste programa eleitoral para a coligação Viver Lisboa, que liga PS, Livre, PAN e também Bloco de Esquerda, só para contextualizar, até porque nesta cerimónia de apresentação já falou Isabel Mendes Lopes, do Livre, Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, e também Inês de Sousa Real, do PAN. Neste momento, fala André Mochaidas, que é candidato à presidência da Assembleia Municipal e coordenador do programa eleitoral. Programa eleitoral esse que fala de habitação, qualidade de vida, comunidade e inclusão, mobilidade e ambiente, cultura e conhecimento, economia e também transição digital. São sete pontos que estão em prioridade total neste programa de Alexandra Leitão e, por exemplo, na habitação, há esse pormenor para o aumentar da oferta pública e acessível e o novo plano diretor municipal, e nos pontos da qualidade de vida, há esse também apostar na recolha de resíduos sete dias por semana. Para terminar, nestes discursos que já decorreram, Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, acusou Moedas de falta de competência e humildade para resolver os problemas das pessoas. Inês de Sousa Real refere que o atual presidente da Câmara fez um ataque à saúde das pessoas e à saúde da cidade ao cortar alguns jacarandás. E por fim, Isabel Mendes Lopes refere que a governação dos últimos quatro anos foi centrada em Moedas e não em Lisboa. Aguardamos assim as declarações de José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, e também de Alexandra Leitão, candidata à presidência da Câmara de Lisboa.

E é uma cerimónia que o João Lourenço vai continuar a acompanhar, que decorre num jardim em São Domingos de Benfica, a apresentação do programa eleitoral da candidatura da coligação PS, Bloco de Esquerda, Livre e PAN à Câmara de Lisboa.

Das autárquicas para as presidenciais. Henrique Gouveia e Melo diz que a Constituição não reservou a Presidência da República para os partidos. É a reação do almirante ao artigo que o antigo chefe de Estado, Cavaco Silva, publicou hoje no jornal "Expresso", defende que um bom presidente da República tem de ter uma boa dose de experiência política.

Ora, em declarações aos jornalistas, Gouveia e Melo afirma que a política não é uma casta ou um campo reservado para quem fez o percurso desde as juventudes partidárias. O candidato a Belém acrescenta que não se sente minimamente afetado pelo artigo e que se revê em algumas das qualidades que Cavaco Silva aponta como necessárias para exercer o cargo.

Luís Montenegro prometeu ao início de tarde fazer chegar ao Ministério Público as informações adicionadas pedidas pelos procuradores no âmbito da averiguação preventiva ao caso Spin off Viva. O pedido de documentação foi revelado pelo procurador-geral da República, Amadeu Guerra, em entrevista ao semanário Sol. Confrontado com a informação, Luís Montenegro não atribui grande importância.

É um pedido muito normal, de poder complementar a informação que já tive a ocasião de remeter ainda antes do verão para o processo e que me foi solicitada. Posso dizer que não é nada de mais, mas é uma situação completamente normal.

É o que diz Luís Montenegro, reação ao pedido do Ministério Público para que envie documentação adicional no âmbito da averiguação preventiva ao caso Spin off Viva.

E agora passam cinco minutos das 19h. Vamos ainda, Miguel, a outras notícias em destaque a hora.

A Estónia ativou o artigo quarto da NATO depois da violação do espaço aéreo por três caças russos. O anúncio feito pelo primeiro-ministro da Estónia na rede social X.

Ele considera que o incidente é totalmente inaceitável. Este artigo prevê uma consulta entre os países-membros, em caso de um considerar ter havido uma ameaça à integridade territorial, independência política ou segurança de um dos Estados.

Esta tarde, António Costa disse que a União Europeia está firmemente solidária com a Estónia, face a mais uma provocação que define como inaceitável por parte da Rússia. Através de uma publicação na rede social X, o presidente do Conselho Europeu reforça a solidariedade com a Estónia depois da entrada desses três caças russos no espaço aéreo do país.

António Costa acrescenta ainda que a situação mostra, uma vez mais, a necessidade urgente de reforçar a frente oriental, aprofundar a cooperação europeia em matéria de defesa e intensificar a pressão sobre a Rússia. Promete também o presidente do Conselho Europeu abordar uma resposta coletiva na próxima reunião informal de chefes de Estado e de Governo, que vai decorrer em Copenhaga no dia 1 de outubro.

Moscovo vai relançar a Intervision, um festival de canção da era soviética. A ordem é de Vladimir Putin, três anos depois de a Rússia ter sido expulsa da Eurovisão, na sequência da invasão da Ucrânia em 2022.

O festival russo vai contar com 23 países a concorrer, entre eles a China, Bielorrússia, Índia, Brasil e África do Sul. O presidente russo ordenou o regresso da antiga competição com o objetivo de promover os valores tradicionais e reforçar a identidade nacional russa.

31 jornalistas foram mortos em ataques aéreos israelitas contra um complexo jornalístico no Iémen. É o que revela um relatório divulgado pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas, citado pelo Washington Post.

O comitê assinala que este foi o ataque mais mortífero contra jornalistas desde o massacre de Maguindanao, nas Filipinas, há 16 anos, e o segundo mais mortífero de que o Grupo de Liberdade de Imprensa sediado em Nova Iorque tem registo.