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Bom fim de semana, bom regresso a casa. Daqui a nada temos o jornal das 19h na Rádio Observador e Vanessa Cruz, quais são as notícias em destaque?
A reunião dos líderes europeus depois do ultimato feito por Donald Trump à Ucrânia. Volodymyr Zelensky tem até a próxima quinta-feira para assinar o plano de paz, para dar uma resposta. Vamos olhar para estes desenvolvimentos e para a reação de Moscovo, de Vladimir Putin. Ainda um resumo de mais um dia de votações no Parlamento, propostas de alteração ao orçamento do Estado, muito centradas no IVA e a Operação Influencer. Henrique Gouveia e Melo é o mais recente candidato presidencial a tecer críticas ao Ministério Público.
E depois deste jornal das 19h, arranca o Fora do Baralho, a análise política com Nuno Garoupa, Jorge Fernandes, Luís Aguiar Conraria e Susana Peralta, programa moderado pela Vanessa Cruz. E na hora das 20h, temos um especial de esporte, um derby lisboeta que há muito não se via, um Atlético-Benfica a contar para os dezesseis avos de final da Taça de Portugal. O jogo não será na Tapadinha, a casa do Atlético, será no Estádio do Restelo e a Rádio Observador vai estar lá. O Sporting recebe amanhã em Alvalade, o Marinhense, às 18h, e o Porto recebe também neste sábado, no Dragão, o Sintrense, às 20h15. É a festa da Taça de Portugal. Uma rápida nota sobre o tempo. Amanhã, sábado, vamos ter sol. No domingo, já poderá vir a chuva, sobretudo no litoral centro e norte. E o frio está mesmo a instalar-se. Por exemplo, em Bragança, esta próxima madrugada pode ter temperaturas de -3º. A máxima para Bragança neste sábado é 9º. Máximas em Lisboa 14º, no Porto 14º também, e em Faro 16º. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a tarde política da Rádio Observador. Passamos para o jornal das 18h com a jornalista Vanessa Cruz. Henrique Gouveia e Melo considera que se passou o limite do razoável na questão das escutas da Operação Influencer.
É o mais recente candidato presidencial a reagir aos desenvolvimentos da investigação que envolve o ex-primeiro-ministro António Costa. Hoje é notícia que algumas escutas não foram detectadas numa fase inicial e enviadas ao Supremo Tribunal de Justiça. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal esclarece, entretanto, que submeteu sete novas escutas ligadas a António Costa ao Supremo. Em comunicado, a defesa de António Costa defende que o Ministério Público tem de dar explicações para só agora ter feito esta revelação, sendo que seis das escutas são tentativas de contacto falhado. O candidato Abelém Gouveia e Melo deixa no ar uma pergunta.
A pessoa é posta sob escuta e agora vamos mantê-la sob escuta para ver se faz um erro? Eu acho que nós passamos do limite do razoável nas escutas. As escutas são para determinar se há um crime que está a ser cometido. Não é para esperar, a ver se alguém comete um crime, porque senão passamos de um problema de justiça para um problema de inteligência ou de vigilância, que seria péssimo no Estado democrata.
As críticas de Henrique Gouveia e Melo num painel com outros candidatos presidenciais, num evento da CNN Portugal em Alcobaça. Marques Mendes mostra-se esclarecido com o comunicado do DCIAP. André Ventura prefere atacar o PS, acusa os socialistas de condicionarem a Justiça. António José Seguro pede mais esclarecimentos do Ministério Público, como de resto pediu também, como dizíamos aqui, a defesa de António Costa. O mesmo pedido é feito pelo candidato presidencial Cotrim Figueiredo, que não esteve neste painel, para quem as explicações têm de vir diretamente do Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra.
Este final de tarde de sexta-feira fica também marcado por outra notícia igualmente importante, o ultimato lançado por Donald Trump à Ucrânia para responder ao plano de paz. Os líderes europeus vão reunir-se amanhã para discutir o que fazer.
A presidente da Comissão Europeia confirma na rede social X que esse encontro vai acontecer à margem do G20, em Joanesburgo, na África do Sul, e depois também em Angola, durante a reunião União Europeia-União Africana. Ursula von der Leyen deixa claro que nada sobre a Ucrânia deve ser discutido sem a Ucrânia, sem a liderança do país. Um contrarrelógio para tentar responder no prazo estabelecido pelo presidente norte-americano a esse plano de paz dos Estados Unidos. A próxima quinta-feira, 27 de novembro, é a data limite imposta por Donald Trump. A presidente da Comissão Europeia, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, já falaram os dois com Volodymyr Zelensky e defendem que a Ucrânia tem de ser parte do processo de negociação.
E Zelensky, por seu lado, já veio dizer que recusa o que chama de trair a Ucrânia.
Recusa que o país perca a dignidade e assume, por isso, por outro lado, que arrisca perder um parceiro fundamental, os Estados Unidos. Depois de uma conversa de uma hora com o vice-presidente norte-americano, J. D. Vance, Zelensky diz também que estão, ainda assim, a trabalhar num caminho para uma paz digna. O presidente da Ucrânia falou também hoje com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. O plano norte-americano prevê, por exemplo, a cedência de territórios à Rússia.
Um plano que agrada a Moscovo, Vanessa.
Ricardo, agrada a Vladimir Putin, que recebeu o documento, diz que pode ser uma base para acabar com a guerra, para uma solução pacífica definitiva, mas rejeita ao mesmo tempo que tenha estado envolvido na elaboração deste plano de paz. O historiador Bruno Cardoso Reis, que é também especialista em segurança internacional, não tem dúvidas que se confirma o pior cenário possível para este conflito que dura já há quase quatro anos.
Não só de que este plano é muito favorável à Rússia, mas também de que não é aqui uma proposta de que os Estados Unidos são uma espécie de intermediário mediador, é isso supostamente que significa mediador, mas que os Estados Unidos estão empenhados em que a Ucrânia aceite basicamente o que está a ser apresentado. E, portanto, se como ponto de partida, isto já era um mau ponto de partida, se a ideia é ser o ponto de chegada e se é essa a posição norte-americana, é realmente não só uma facada nas costas da Ucrânia, mas eu diria também dos aliados europeus.
Uma facada, é o que diz Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra.
Que já está disponível em podcast. Entretanto, o secretário-geral da ONU insiste que qualquer solução de paz para a Ucrânia deve respeitar a integridade territorial.
António Guterres frisa que não está familiarizado com este plano de paz dos Estados Unidos, uma vez que o documento nunca foi formalmente apresentado, mas lembra que há princípios que têm de ser respeitados.
A peace solution for the Ukraine Uma solução de paz para a Ucrânia, em consonância com os princípios da Carta da ONU e do direito internacional, também respeitaria as resoluções da Assembleia Geral, que afirmam claramente que a integridade territorial da Ucrânia e, em geral, a integridade territorial do Estado, em todo o mundo, deve ser respeitada.
António Guterres esta tarde, numa conferência de imprensa em Joanesburgo, na véspera do G20.
Entretanto, em Lisboa, no Parlamento, terminou o segundo dia de votação das propostas dos partidos para o orçamento do Estado. Um dia muito dedicado a iniciativas sobre o IVA, Vanessa.
Sim, o Chega viu rejeitada a proposta de IVA zero num cabaz de bens alimentares considerados essenciais. O PS ainda se absteve, mas a AD votou contra. Já os socialistas viram ser recusada uma proposta para utilizar a receita com o fim do desconto no ISP, o Imposto sobre os Combustíveis, para baixar depois o IVA de bens alimentares. Foi rejeitada esta proposta com votos contra da AD e do Chega.
O que mereceu um carimbo verde dos deputados foi a descida do IVA sobre a carne de caça. É isso?
Sim, terá agora o imposto mais reduzido, passa de 23 para 6%, depois de uma proposta da AD, que contou com votos a favor também do Chega e a abstenção do PS. Já o Livre viu ser aprovada a implementação da Estratégia Nacional Anticorrupção, com pacote financeiro superior a €1,5 milhão. A discussão e votação das propostas de alteração e melhoria do orçamento do Estado para o próximo ano é retomada na segunda-feira. São mais de duas mil no total.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 21 de novembro.
Circulação interrompida no metro de Lisboa, na linha azul, por causa de uma avaria de um comboio. A Metropolitano de Lisboa admite que esta paragem poderá ser prolongada. Uma informação que fica aqui em hora de ponta. O metro de Lisboa está avariado na linha azul já desde as 18h30. O Estado passa a deter a totalidade do capital da Agência Lusa. Os ministros das Finanças e da Presidência aprovaram um projeto de novos estatutos da Agência Noticiosa que altera o modelo de governação. O Estado detém agora todas as ações da Agência Lusa. Representa um montante global de mais de €5 milhões. O Ministério Público arquivou o inquérito à morte de um homem em Pombal por alegado atraso do INEM. É um caso de novembro do ano passado. Chega agora o despacho final, explica que não foram reunidos indícios suficientes para se verificar um nexo de causalidade entre a demora no socorro do INEM e a morte deste homem de 53 anos. Em junho, a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde tinha considerado que esta morte poderia ter sido evitada se o utente tivesse sido socorrido num tempo mínimo e razoável. Vamos ainda à cultura. Ricardo, gostas de espetáculos de comédia?
Se mete pândega, conta comigo, que eu sou o rei da pândega.
É. Para os amantes de comédia, este fim de semana, todos os caminhos vão dar a Alcobaça, sabias? Que há por lá um festival.
É um festival.
Um festival do humor. Alcobaça quer mesmo ser a capital do humor. Neste festival vão estar nomes-
Já era a capital da maçã. Não, ainda não. É a maçã de Alcobaça. Não sei se é a capital da maçã. Agora, capital do humor, então. Desculpe aí, interrompi-te.
Sim, com nomes como Salvador Martinha, Pedro Teixeira da Mota, Carlos Coutinho de Vilhena, Joana Marques e Ricardo Araújo Pereira, vão todos passar por lá.
E esta ideia nasceu quando? De quem?
Olha, vamos ouvir Eduardo Gonçalves, o diretor artístico do Panorama, o Pavilhão Multiusos de Alcobaça. Ele explicou esta tarde à Rádio Observador, à jornalista Teresa Freire, como é que a ideia surgiu.
O humor não tinha ainda nada do gênero, ou seja, os artistas esgotam salas pelo país fora, mas não há nenhum festival que aglomere esta quantidade de artistas como se fosse um festival de música, que nós estamos mais do que habituados a ir. E foi isso que eu pretendi fazer. Juntei-me às pessoas que já estão profissionalizadas no mercado e fizemos aqui uma joint venture artística. Estamos muito motivados para fazer aqui um grande evento durante três dias.
Ainda há bilhetes?
Ainda há para alguns espetáculos, só para alguns, porque muitos já esgotaram, mas começa hoje este festival do humor em Alcobaça.
Em Alcobaça. E a Vanessa Cruz vai regressar já daqui a pouco, porque vai moderar o Fora do Baralho.