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Jornal das 7 com Luís Soares. António José Seguro escolheu a cidade onde vive, as Caldas da Rainha, para um último apelo ao voto. Seguro promete defender o Estado Social e a saúde pública na segunda volta das eleições.
Foi numa arruada que aconteceu na última hora, acompanhada também por alguma chuva. O socialista rumou às Caldas da Rainha, onde vive, para a penúltima ação do dia e João Gama, agora em direto. Seguro aproveitou também para dramatizar o apelo ao voto.
Algo que tem feito durante esta reta final de campanha eleitoral. António José Seguro já só pensa na segunda volta das eleições presidenciais. Diz que quer vencer, ganhar, ser o candidato mais votado. Aliás, já na primeira, olha para esse mano a mano com André Ventura e por isso diz que em si os eleitores terão um candidato que respeite a Constituição e lute por algumas conquistas do 25 de Abril.
E agora, como já está outra vez a chover, meus amigos, até domingo, às 19h, é preciso votar e levar as pessoas a votarem, para que a democracia, o Estado Social e, sobretudo, a saúde pública possam estar na segunda volta e vencermos o radicalismo e os extremismos que existem na sociedade portuguesa. É este o momento.
O radicalismo e o extremismo têm nome que ainda não foi dito durante esta campanha eleitoral. É André Ventura, o candidato que a par com António José Seguro, está mais bem colocado nas sondagens. Ora, a chuva, de facto, Luís, atrapalhou aqui um pouco os planos nas Caldas da Rainha. Numa das praças principais estava montada uma grande festa com vários toldos, porco no espeto e algumas imperiais a serem servidas, alguma música e balões verdes onde se pode ler "Seguro Presidente". Foi feita uma curta arruada, mais acompanhada por chapéus de chuva e também dezenas de pessoas. António José Seguro fez este discurso em cima de um palanque, já no final, com um microfone, umas declarações improvisadas a fazer este apelo ao voto, sempre em António José Seguro, mas contra extremismos e populismos como os quais identifica André Ventura.
Um fim de ação animado, como vemos aqui com a reportagem do João Gama a acompanhar António José Seguro nas Caldas da Rainha, mas ainda vai para Lisboa para encerrar esta campanha eleitoral.
E vai ter de poupar a voz no caminho, já não está grande coisa. Gouveia e Melo quer ser um antídoto contra os extremismos e um ponto de convergência. O almirante acredita na vitória porque diz que não tem amarras partidárias.
Porque reúne apoios da esquerda à direita, Gouveia e Melo apresenta-se como um antídoto ao extremismo e um ponto de convergência.
Eu sou o melhor antídoto possível. Para já, a minha vitória não é a derrota de nenhum partido. É só a derrota de uma lógica partidária para a Presidência da República. Eu sou aquele que pode reunir, quer à esquerda, quer à direita, o consenso suficiente para nenhum dos setores se sentir excluído da Presidência da República. Ou seja, se eu ganhar, nem a esquerda nem a direita perdem. Eu sou o maior antídoto a tudo o que possa haver em termos de extremismo.
Declarações de Gouveia e Melo durante uma viagem de comboio entre Cascais e Lisboa, naturalmente, que passou por Belém. Ora o almirante acredita que não vai perder essa viagem para Belém, mas também não descarta uma nova candidatura daqui a cinco anos.
Não garanto nada, porque não tenho que garantir nada a partir de agora. A única coisa que garanto é que estarei na segunda volta e os portugueses poderão contar comigo.
Já sobre o contexto internacional, Gouveia e Melo diz ser o candidato mais preparado para gerir crises. Considera que há uma alta probabilidade de tropas portuguesas irem para a Groenlândia pela NATO. Gouveia e Melo termina também a campanha esta noite em Lisboa.
António Filipe esteve esta tarde na tradicional descida do Chiado, em Lisboa, e lançou um último apelo ao voto.
Acompanhado pelo secretário-geral comunista Paulo Raimundo, o candidato dirigiu-se aos indecisos para que votem em quem defende os valores de Abril para dar um novo rumo a Portugal.
É importante votar nestas eleições no candidato que se identifique com os valores de Abril, com os valores da Constituição, com os direitos fundamentais dos portugueses, para que não fique tudo na mesma. O voto para que tudo fique na mesma é de processo. Nós precisamos de um novo rumo para o país, precisamos ter um presidente da República que defenda o novo rumo para o país, com sentido publicista.
António Filipe, candidato à Presidência da República, na descida do Chiado em Lisboa. A campanha termina esta noite com um jantar comício em Loures.
Catarina Martins aproveita as últimas horas de campanha para lançar uma acusação à Ministra do Trabalho, diz ser um problema para o país e não uma solução.
A candidata presidencial, apoiada pelo Bloco de Esquerda, critica as declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho, que a propósito do despedimento de uma segunda vaga de mais de 160 trabalhadores de uma fábrica em Ovar, ressalvou que os despedimentos em Portugal são atualmente baixíssimos. Catarina Martins condena essas palavras.
São declarações de uma enorme insensibilidade para com aquelas mulheres, sobretudo mulheres, que perderam o emprego agora. E são também uma enorme irresponsabilidade para com a economia do país. Eu não sei em que mundo é que a ministra vive, mas não vive no mundo das pessoas que trabalham em Portugal. As pessoas em Portugal querem um emprego, querem um emprego estável e querem um emprego com salário digno. É disso que precisam. Esta ministra do Trabalho, claramente, é um problema para o país, não é uma solução.
Catarina Martins, no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto, em Matosinhos, depois de ouvir os lamentos dos trabalhadores sobre as condições de trabalho, a candidata a Belém defendeu uma economia qualificada e de salários dignos.
E a Comissão Nacional de Eleições garante que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter apenas os nomes dos dois candidatos mais votados.
Isso quer em território nacional, quer no estrangeiro, e seja para voto antecipado, seja para os dias da votação. Em comunicado, a CNE esclarece que vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio com dois candidatos e assegura que qualquer informação em contrário não corresponde à verdade. É a resposta da CNE às preocupações levantadas pelos eleitores que votam no estrangeiro. Ainda assim, a Comissão Nacional de Eleições admite que poderá haver uma situação excecional caso os boletins não sejam recebidos a tempo em algum local do mundo. Nesse caso, será usado o boletim da primeira volta.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 16 de janeiro.
Donald Trump diz que os Estados Unidos estão a conversar com a NATO sobre a aquisição da Gronelândia. Em declarações aos jornalistas, à entrada da Casa Branca, o presidente norte-americano diz que a Gronelândia é necessária para a segurança do país.
"A NATO tem negociado conosco sobre a Gronelândia. Precisamos muito da Gronelândia para a segurança nacional. Se não a tivermos, teremos uma grande lacuna na segurança nacional, especialmente no que diz respeito ao que estamos a fazer em termos do Golden Dome e todas as outras coisas. Temos muitos investimentos das Forças Armadas, temos as Forças Armadas mais fortes do mundo e elas estão cada vez a ficar mais fortes. Portanto, sim, estamos a conversar com a NATO."
Para além de revelar essas conversas, Donald Trump ameaça colocar tarifas em países que sejam contra a anexação norte-americana da Gronelândia. Ainda nas redes sociais e desta vez sobre o Irão, Donald Trump agradece ao regime iraniano por ter desmarcado, assim diz ele, as 800 execuções previstas para o dia de ontem. Desmente também que os países do Médio Oriente o tenham feito desistir de atacar o Irão, diz que foi ele próprio quem tomou essa decisão. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, diz que o partido da oposição ao regime de Maduro está pronto para assumir o governo da Venezuela assim que for o momento certo e diz que confia numa transição pacífica de poder. Em declarações em Washington, depois da reunião de ontem com Donald Trump, Corina Machado diz que o partido de Edmundo González sente um sentido de responsabilidade para com o povo venezuelano.
"O Edmundo González Urrutia e eu temos estado em comunicação permanente todos estes dias e sentimos que temos não só o mandato do povo venezuelano, mas também uma grande tarefa pela frente para nos prepararmos com todas as nossas equipes em todo o mundo e na Venezuela, para assumirmos o nosso governo quando chegar o momento."
Maria Corina Machado afirma também que a Venezuela está à beira da liberdade, apesar de ser ainda chefiada pela vice-presidente de Nicolás Maduro. Espera também uma transição pacífica e democrática de poder e não especula se Delcy Rodríguez, a atual presidente interina, vai participar nas novas eleições que sejam definidas. Andebol, Portugal venceu a Roménia no primeiro jogo da fase de grupos do Europeu, resultado 40x34 favorável aos portugueses, com os irmãos Martim e Francisco Costa em grande destaque. O próximo jogo da seleção é no domingo, contra a Macedônia do Norte, às 17h. A neve que continua a cair na Serra da Estrela está a obrigar ao corte de troços de cotas mais baixas na estrada de acesso ao Maciço Central. O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela adanta à agência Lusa que as ligações Sabugueiro/Lagoa Comprida e Portela do Arão/Louriga/Lagoa Comprida foram encerradas ao trânsito esta tarde devido à queda de neve. Os distritos da Guarda e de Castelo Branco têm estado sob aviso amarelo, precisamente do IPMA, por causa da queda de neve. E voltamos à política porque o artista plástico Bordalo II colocou uma casa de banho portátil no Martim Moniz esta tarde e tem um dos candidatos presidenciais como alvo.
Qual é? Deixa-me mais que adivinhe.
É uma casa de banho portátil que tem o logotipo do Chega na porta e nas paredes. Já a cara de André Ventura aparece nas folhas de papel higiênico e também nas fezes que estão espalhadas pelo chão.
E imagino que a imagem já ande por aí nas redes.
Está no Instagram, onde mostra essa instalação e essa crítica a André Ventura. Na legenda pode ler-se algo como: "A limpeza de Portugal começa aqui", ou então, "Libertaremos o indesejável que temos dentro de nós para podermos depois libertar o país de indesejáveis".
E Luís Soares vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.