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Tem ponto? Jornal das 19h, com edição do jornalista Carlos Pedro. E começamos, Carlos, com o Chega, que quer chamar o governador do Banco de Portugal ao Parlamento para explicar o acordo de reforma de Mário Centeno.
Foi o que revelou André Ventura esta tarde. O presidente do Chega quer saber mais detalhes sobre a reforma antecipada do antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e por isso vai chamar à Assembleia da República o atual líder do Banco Central Português, Álvaro Santos Pereira.
Houve acordo escondido, provavelmente ilegal, ou pelo menos altamente suspeito e, de certeza, incrivelmente pouco ético. E isto significa que, não obstante ser Mário Centeno, deve ser Álvaro Santos Pereira a dar a explicação, porque é ele que ocupa, neste momento, o lugar de governador do Banco de Portugal. Não vamos deixar passar que alguém se reforme fora da idade em que as pessoas se reformam, a ganhar reformas milionárias com o dinheiro público. Não vamos deixar. Se estivermos nós enganados, cá estamos para assumir essa responsabilidade. Mas tudo aqui cheira a ilegalidade, tudo aqui cheira a pouca ética e tudo aqui cheira a mau uso do dinheiro público.
André Ventura, numa declaração aos jornalistas na sede nacional do Chega, respondeu ainda às questões sobre Mafalda Livermore, militante do partido que integrava os serviços sociais da Câmara de Lisboa, mas geria um conjunto de casas sem condições de habitabilidade destinadas a imigrantes. O presidente do partido garante que vai atuar, mas reparte culpas.
O Chega atua mais rápido que os outros partidos todos, sobretudo os partidos de governação, nestas matérias. Logo no dia em que foi feita a primeira reportagem, os órgãos do partido, a jurisdição, imediatamente, e apesar das alegações terem sido desmentidas, o próprio partido atuou imediatamente, não precisou que ninguém lhe dissesse. O partido não protege ninguém, como eu sempre mostrei. Quem nomeou a doutora Mafalda não foi o Bruno Mascarenhas, foi o doutor Carlos Moedas.
André Ventura a reagir a este caso divulgado pela RTP. O líder do Chega convocou esta conferência de imprensa para voltar a lamentar as críticas que o partido recebeu sobre o stand na Futuralia, que várias organizações acusam de promover um discurso anti-imigração.
E ainda na política e também a marcar este domingo, Carlos Pedro, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que defende uma revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas.
O líder socialista quer garantir o princípio da solidariedade, mas também o da responsabilidade. José Luís Carneiro defende uma nova lei de finanças regionais e critica o incumprimento dos deveres financeiros do Governo Regional dos Açores.
Uma nova lei de finanças regionais que integre o valor da solidariedade, mas simultaneamente que exija responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, que são de todos e que têm que ser administrados com eficiência e com eficácia. Tem havido um reforço consecutivo das transferências do Orçamento do Estado para o governo regional, mas nem assim o governo regional cumpre os mínimos em relação aos seus deveres financeiros e orçamentais.
José Luís Carneiro assume também que a Região Autónoma dos Açores deve ter uma participação ativa no governo e na administração dos próprios recursos.
São tantos os recursos que podem e devem ser valorizados a partir da economia do mar, mas as regiões autónomas não podem ser vistas como um ator passivo na valorização, na utilização, na exploração e na gestão desses recursos. Essa é a razão por que assumimos, na nossa moção, de que queremos contar com a participação ativa dos Açores no governo e na administração desses recursos territoriais que devem contribuir para desenvolver a região.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, numa iniciativa na Ilha Terceira, nos Açores.
E ainda pela política, e também a marcar a atualidade nacional, no PCP, Paulo Raimundo diz que a CGTP faz bem, Carlos Pedro, em impor-se na reunião entre o governo, a UGT e os patrões.
Mesmo sem ter sido convidada, a Intersindical vai apresentar-se para a reunião do Ministério do Trabalho, marcada para amanhã, às 15h. Paulo Raimundo diz que o governo teve muita coragem ao deixar a CGTP fora das negociações. O líder dos comunistas deixa, por isso, elogios ao finca-pé da CGTP.
Este mesmo governo, que estes mesmos partidos, ao serviço do pacote laboral, decidiram, como a coragem é muita, deixar de fora da negociação, deixar de fora do debate a CGTP. Pois faz bem a CGTP, amanhã mesmo, apresentar-se onde se vai discutir. Eles não querem ouvir. Perante a ofensiva, o que é preciso é alternativa. Perante a precariedade, o que é preciso é estabilidade. Perante o aperto, o que é preciso é mais salários. Perante a vida dura, o que é preciso é uma vida melhor. Não me querem ouvir, mas vão ter que ouvir.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, durante o discurso do almoço comemorativo dos 105 anos do partido.
E Carlos Pedro, a plataforma Casas para Viver entrega amanhã um documento no Palácio de Belém com reivindicações em matéria de habitação.
E quer que o Presidente da República encare o problema como uma emergência nacional, um problema tão grande como o da saúde, diz à Lusa André Escoval, do movimento Porta a Porta. Esta é mais uma das ações desta plataforma, que reúne dezenas de associações e coletivos em defesa do direito à habitação. Já tinham sido convocadas para dia 21 deste mês, um conjunto de manifestações em 14 cidades do país. Agora, esta carta que vai ser entregue no Palácio de Belém é também uma resposta ao conjunto de medidas anunciadas na passada quinta-feira pelo governo. As associações consideram que o pacote do executivo vai agravar o problema das pessoas sem habitação no país.
Mudamos de tema nesta edição das 19h00 para falar da atualidade internacional. E Carlos Pedro, para tentar controlar os impactos da guerra no Médio Oriente, a Agência Internacional de Energia garante que o petróleo das reservas de emergência vai começar a chegar ao mercado em breve.
De acordo com a organização, os estoques estarão disponíveis de imediato na Oceania e deverão começar a chegar à Europa e ao continente americano no final deste mês. Esta é a maior libertação de reservas de emergência de petróleo alguma vez coordenada pela agência. Na passada quarta-feira, face à pressão dos mercados, os 32 países que integram a organização foram unânimes na decisão de libertar 400 milhões de barris de petróleo. Desde o início da guerra no Irão, o preço do petróleo disparou cerca de 25%.
E no desporto, mais concretamente no futebol, hoje há Futebol Clube do Porto e Murierense. A partida tem apito inicial às 20h30, para acompanhar aqui na Rádio Observador, com emissão especial. Mas falamos agora de seleção, Carlos Pedro, e de Mundial. Roberto Martínez diz que há espaço para mais um ponta de lança na convocatória. O selecionador elenca quatro possibilidades para essa vaga.
Paulinho, Fábio Silva, Cher Mitie e André Silva. A convocatória final é divulgada apenas em maio, mas até lá muito se vai falar sobre as escolhas de Roberto Martínez. Em entrevista à CNN Portugal, o treinador da equipa das Quinas assume que vai andar atento aos jogadores que estiverem em boa forma na altura.
Antes do Europeu, foi o Chico, que é um jogador que era muito importante para nós, ter um jogador assim, e ganhou e foi importante para a seleção. Antes da Liga das Nações, foi o Rodrigo Moura, um jogador que é diferente, é um jogador que chega na área e tem pausa. E agora estamos a acompanhar também jogadores que também têm opções. O Paulinho fez duas épocas muito boas no México. Agora temos uma posição para mais um ponta de lança. Fábio Silva ou André Silva. Cher Mitie, que agora está a crescer muito no Rangers.
Roberto Martínez, que destaca ainda a excelente forma de outros dois nomes, Mateus Fernandes, médio do West Ham, e Gonçalo Guedes, extremo da Real Sociedad. O selecionador nacional considera que os jogadores estão preparados para vencer esta competição. E quanto à continuidade no cargo depois do Mundial, Roberto Martínez não quis abrir o livro.
Não é o selecionador ou o futuro selecionador que é importante, o que é importante é o Mundial. E nisso estamos alinhados com o presidente. Falamos disso, o foco é o Mundial. E na minha cabeça, só há espaço para a preparação do Mundial.
Focado única e exclusivamente no Campeonato do Mundo deste ano, o primeiro jogo de Portugal na competição é a 17 de junho, na Cidade do México. Antes disso, há jogos de preparação, o primeiro dos quais já este mês, no dia 29, precisamente contra o México.
Nove minutos para as 19h00. Fica por aqui esta edição com o Carlos Pedro, que está de regresso às 19h30 para atualizar as notícias. Um abraço, Carlos. Até já.
Até já.