Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Miguel, o Chega vai apresentar um projeto de lei na Assembleia da República para clarificar as regras de transparência no financiamento dos partidos e também de outras entidades públicas e de interesse público.
O anúncio foi feito por André Ventura esta tarde, na sede do Chega em Lisboa. Há a intenção de clarificar as regras quanto à divulgação dos financiadores dos partidos, sendo que o Chega propõe um equilíbrio maior entre a transparência e a privacidade e pede também mais meios para a fiscalização. Aos jornalistas, esta tarde, o líder do Chega explicou quais são os objetivos desta iniciativa.
Garantir que todas as entidades públicas e todas as entidades de interesse público revelam quem são os seus financiadores, quem são aqueles que apresentam ou fazem donativos, que são reforçados os meios das entidades de contas e de transparência que garantam o controle e a fiscalização destas entidades e que todos possam garantir que, neste caso, há direitos salvaguardados de natureza privada e familiar, mas que não colocam em causa a estabilidade da vida pública e a sua própria transparência.
André Ventura defende que o nome dos doadores deve ser sempre conhecido, mas acrescenta que há dados da vida privada dos financiadores que não precisam de ser divulgados, como, por exemplo, o estado civil, o número de identificação fiscal, a morada ou outras informações profissionais. Ventura diz que a legislação nesta matéria deve salvaguardar a privacidade dos doadores.
Agora vamos falar sobre saúde. Escutámos esta tarde, aqui na Rádio Observador, dois antigos ministros da Saúde a propósito do pacto proposto pelo presidente da República, António José Seguro. Luís Filipe Pereira e Ana Jorge discutiram, por exemplo, a necessidade de financiamento do SNS.
Com o antigo ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, a dizer que o problema da saúde em Portugal não é falta de financiamento. O antigo ministro social-democrata explica que nos últimos anos a despesa pública na saúde aumentou e, portanto, aponta para a necessidade, sim, de uma reforma profunda.
De 2014 até a entrada deste governo do PSD, as despesas públicas de saúde aumentaram de 9,5 mil milhões para quase 17 mil milhões. E continuamos a ter listas de espera, continuamos a ter pessoas sem médico de família, continuamos a ter grandes problemas nas urgências. Portanto, aumentámos os recursos, mas os resultados para a população, pelo contrário, pioraram. Isto denota que temos que introduzir mudanças profundas, não apenas de gestão.
Luís Filipe Pereira no Explicador da Rádio Observador esta tarde. Escutámos também a antiga ministra socialista, que esteve também com a pasta da Saúde, Ana Jorge, que considera que continuam a ser necessárias verbas no setor da saúde para conseguir esse pacto proposto por António José Seguro.
É preciso haver mais financiamento ou haver maior previsibilidade do orçamento e, no fundo, de haver aquilo que se diz no orçamento plurianual e, portanto, que haja mais estabilidade e perceber por onde vamos. Por outro lado, também, se houver melhor gestão de algumas situações, é preciso menor financiamento extra.
Ana Jorge e Luís Filipe Pereira estiveram esta tarde no Explicador da Rádio Observador, já está disponível em podcast.
E na atualidade internacional, a Casa Branca diz que o atirador que tentou invadir um jantar de Donald Trump com jornalistas agiu com intenção de assassinar o presidente dos Estados Unidos.
Tomada de posição oficial há instantes, a partir de Washington, em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca diz que se tratou de uma tentativa de assassinato que falhou devido aos serviços secretos. Karoline Leavitt diz que é a terceira tentativa de assassinar Donald Trump e diz também que o responsável desta vez é um indivíduo enlouquecido.
"A noite foi estragada por um indivíduo anti-Trump louco, que viajou pelo país para tentar matar o presidente norte-americano e o máximo de pessoas da administração de Trump. O presidente, a primeira-dama e toda a gente na Casa Branca está grato aos bravos agentes que prenderam o assassino e garantiram a segurança de todos."
Karoline Leavitt, numa conferência de imprensa na Casa Branca, em que assegurou também que os Estados Unidos da América não podem viver num clima em que há um risco de violência política.
Entretanto, Donald Trump convocou uma reunião na Casa Branca para discutir o estado da guerra no Irão.
Foi a CBS a transmitir esta informação de que o presidente norte-americano vai reunir-se com os conselheiros mais próximos numa reunião com o Irão a ser o único ponto na agenda. Este encontro é revelado pouco depois da Casa Branca ter dito também que os Estados Unidos da América não vão negociar a proposta do Irão através da imprensa. Por sua vez, Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, avisa que os Estados Unidos não vão ceder perante o Irão. Washington não aceita qualquer condição iraniana que ponha em causa a liberdade de navegação em águas internacionais, é o que diz Marco Rubio numa entrevista à Fox News. E explica também que o Estreito de Ormuz mantém-se, nesta altura, no topo das diferenças entre os dois países.
Do lado iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros reuniu-se hoje com Vladimir Putin. No fim, disse que os Estados Unidos da América não conseguiram alcançar qualquer objetivo no Médio Oriente.
Fala em fracasso e diz que o Irão está a enfrentar a maior superpotência do mundo para acrescentar que considera que o governo norte-americano não alcançou um único dos objetivos que traçou. Araqchi diz que nesta fase o Irão está a analisar o pedido de negociações do presidente dos Estados Unidos da América e sobre a relação com a Rússia, perante este encontro com Vladimir PutinAraqchi refere que o atual cenário de conflito serviu também para mostrar que o Irã tem grandes amigos e aliados, como a Rússia.
Já o chanceler alemão considera que o Irã está a humilhar os Estados Unidos.
Diz que o Irã tem negociado de forma habilidosa durante todo este período. Friedrich Merz, chanceler alemão, refere que os Estados Unidos da América não têm um plano para terminar este conflito e que isso é, nesta altura, um problema que está a deixar os Estados Unidos da América humilhados.
É evidente que os americanos não têm qualquer estratégia. E o problema destes conflitos é que não basta entrar, também é preciso saber sair. Vimos isso no Afeganistão durante 20 longos anos. Eu, neste momento, não consigo perceber qual é a estratégia de saída que os norte-americanos vão escolher. Os iranianos estão a negociar com muita habilidade e deixam uma nação inteira a ser humilhada.
E esta ausência de planos leva o chanceler alemão a falar nos Estados Unidos da América como uma nação que nesta altura está humilhada.
E apesar do conflito no Medio Oriente, em Portugal não se antecipam problemas com o abastecimento de combustíveis. A garantia é de um dos presidentes executivos da Galp.
Sim, na Rádio Observador, a jornalista Ana Suspiro escutou João Marques da Silva, presidente-executivo da Galp, e afasta qualquer cenário de rutura em Portugal.
Nós somos um player centrado na bacia do Atlântico e, portanto, temos uma exposição muito limitada ao Medio Oriente. Não temos ativos, não temos operações na região. Também não temos, do ponto de vista de crude, nós não temos e não importamos crudes do Medio Oriente. Eles não fazem parte, como chamamos, da dieta de crude que temos. E, portanto, as origens principais são Brasil, África Ocidental e Mediterrâneo.
A rutura não é um cenário para Portugal, garantia de um dos presidentes executivos da Galp, num dia em que a petrolífera portuguesa conseguiu registrar um lucro de cerca de 270 milhões de euros. Isto são lucros referentes ao primeiro trimestre deste ano. Representa, este valor, uma subida de 41% face ao mesmo período do ano passado. O aumento do preço do petróleo contribuiu para este registo, lucro de 270 milhões de euros na Galp no primeiro trimestre de 2026.
E agora passam praticamente nove minutos das 19h. É tempo de olharmos ainda, Miguel Cordeiro, para outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.
O INEM já pagou às associações de bombeiros mais de 9 milhões de euros que estavam em dívida, referentes ao transporte urgente de doentes realizado durante o mês de fevereiro. Informação transmitida à Agência Luz, à Liga dos Bombeiros Portugueses confirma também o pagamento desta dívida. A Linha Verde do Metro de Lisboa está parcialmente encerrada entre os dias 2 e 5 de maio, entre o Rossio e o Cais do Sodré. É uma interrupção no âmbito dos trabalhos da construção da futura linha circular. A transportadora informa os passageiros que devem utilizar as linhas da Carris como alternativa para as ligações no centro da capital portuguesa. Para fechar, o PS apresentou hoje um projeto de lei que tem como objetivo tornar obrigatória a oferta de ar comprimido, água e casas de banho nas bombas de gasolina. O PS considera que estes serviços básicos são fundamentais para garantir a segurança rodoviária. O partido defende que o atual quadro legal é insuficiente e é preciso alterá-lo. A iniciativa do PS surge numa altura em que alguns postos de abastecimento estão a cobrar pela utilização de água e ar comprimido.
Miguel Cordeiro e o Jornal das sete.