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Jornal das 7, com o jornalista Luís Soares. Um suspeito de tentativa de homicídio conseguiu fugir do Tribunal de Ponte de Sor esta tarde, onde ia ser interrogado. E Luís Soares, ainda está à monte.

Ainda não foi encontrado até agora. De acordo com a fonte judicial, o incidente aconteceu durante a preparação do interrogatório deste arguido. Enquanto esperava para ser ouvido, o suspeito pediu várias vezes para ir fumar, um pedido que foi sempre sendo recusado. Em simultâneo, um grupo de pessoas próximas do arguido entrou no tribunal e aproveitou uma manobra de diversão do suspeito para formar uma barreira e impedir a passagem dos três militares de serviço. Quando a GNR se apercebeu, tentou ultrapassar a barreira de pessoas, mas o suspeito aproveitou a vantagem para entrar num carro conduzido por outra pessoa e assim fugir das instalações do tribunal. Já no exterior, os militares da GNR dispararam algumas vezes para impedir a fuga, mas sem sucesso. O tribunal foi encerrado por razões de segurança e o homem continua a monte.

O governo vai propor amanhã, em sede de Conselho de Ministros, a proposta de revisão da lei laboral. Luís Montenegro acredita que o PS e o Chega vão estar disponíveis para negociar.

O anúncio dessa aprovação por parte do governo foi feito esta tarde pelo primeiro-ministro, já depois de uma reunião que teve com André Ventura, em São Bento. A proposta de revisão da legislação laboral é então aprovada amanhã pelo governo.

Quem tem o poder de decidir são os senhores deputados, como aliás as confederações sabem, porque em processos anteriores nem sequer houve concertação. Deu-se aos deputados logo esse poder. Mas o que é preciso aqui anotar é o seguinte: o Parlamento decidirá, o Conselho de Ministros vai aprovar amanhã a proposta de lei que vai remeter ao Parlamento para apreciação, para termos uma legislação laboral mais capacitada para criar dinâmica econômica, dinâmica no mercado de trabalho, que possa gerar mais valor para pagar melhor salário.

Anúncio feito por Luís Montenegro na cerimônia de tomada de posse dos órgãos sociais da Confederação do Comércio. À saída, aos jornalistas, o primeiro-ministro garantiu que já tem a disponibilidade do Chega para negociar e espera confirmar o mesmo junto do secretário-geral do PS.

O que eu tenho é, neste momento, a disponibilidade de um dos maiores partidos da oposição, o Chega, e também tenho a auscultação que fiz de uma declaração do secretário-geral do Partido Socialista, que confirmarei pessoalmente quando tiver essa oportunidade, também de igual disponibilidade. Portanto, se assim for, se os dois maiores partidos da oposição estiverem, como aparentemente parece que estão, disponíveis, teremos de passar à fase seguinte, que é a de verificação ponto por ponto dos pontos de contato.

Ainda está por marcar essa reunião entre PS e PSD, mas o primeiro-ministro explica que vai privilegiar o contato com os dois maiores partidos da oposição, para assim conseguir aprovar o pacote laboral no Parlamento. Ora, essas declarações de Luís Montenegro foram feitas já depois de um encontro com André Ventura, que decorreu a meio da tarde no Palácio de São Bento. E já depois desse encontro, André Ventura falou aos jornalistas há instantes. Miguel Vítor Dias, agora em direto, para se mostrar cauteloso quanto às condições para chegar a um acordo na reforma laboral.

Sim, o André Ventura fugiu face ao habitual. O presidente do Chega tem por hábito falar aos jornalistas praticamente todas as tardes. Esta tarde optou por não o fazer. Ainda assim, interpelado pela comunicação social aqui nos corredores do Palácio de São Bento, à saída da sala do gabinete do Chega, André Ventura fez questão de dizer que a descida da idade da reforma e o aumento dos dias de férias são pontos essenciais para que o Chega possa entrar nesta dança da reforma laboral.

Amanhã, e isto era importante reunirmos hoje, amanhã haverá um Conselho de Ministros. Esse Conselho de Ministros terá na agenda a aprovação da reforma laboral. Tal como eu disse, esta reforma laboral, que está agora em cima da mesa, é má para o país. É má para o país, é má para os trabalhadores, é má para quem trabalha. É essa a minha convicção, é essa a convicção do Chega, portanto, é essa a convicção do segundo maior partido do Parlamento. Sendo uma reforma má, ela teria que ter alterações para ficar boa. Nessas alterações boas estão vários aspectos que nós já temos referido e estão dois assuntos importantes. Como lhe disse, um, a descida da idade da reforma, o outro, a questão das férias.

Pontos que André Ventura não abdica nesta conversa com Luís Montenegro, onde não foi possível chegar a entendimento ainda sobre a questão da lei da nacionalidade, ou melhor dizendo, da perda automática de nacionalidade, a questão que foi chumbada pelo Tribunal Constitucional. André Ventura disse apenas que o PSD tem uma solução diferente da do Chega, que é reconfirmar esse diploma. Por isso, aí não houve entendimento. Onde parece ter existido algum consenso é na questão da revisão constitucional.

Estou, penso que em condições de podermos dizer que vamos definir uma calendarização conjunta para que se possa avançar com o processo de revisão constitucional, tal como tinha anunciado no primeiro dia. Penso que temos as condições. Evidentemente, que são quem pode avançar e aprovar normas. Portanto, penso que estamos em condições de garantir que essa calendarização conjunta pode acontecer. Agora tem que haver articulação entre as lideranças parlamentares e eu ainda não tive essa--

Ainda não conversou com Pedro Pinto e com Hugo Soares para definir esse calendário para a revisão constitucional. Isto porque o PSD não vai a jogo para já, vai apenas na segunda metade da legislatura, mas esse entendimento parece existir entre Chega e Luís Montenegro, ao que diz André Ventura. Já quanto à reforma laboral, a expectativa é maior. O presidente do Chega quer também assistir amanhã à apresentação deste pacote, que será aprovado em Conselho de Ministros.

E não abdicar dessa redução da idade da reforma e também do aumento dos dias de férias. Miguel Vítor Dias com as declarações de André Ventura esta tarde no Parlamento.

E a ministra do Ambiente explica que o investimento na reposição do areal em várias praias do país não se deve apenas ao comboio de tempestades do início do ano.

Em causa o investimento de quase 200 milhões de euros, financiado por fundos europeus, na reposição de areia em várias praias do país, em especial na zona da Caparica, que ficou sem areal na sequência das tempestades. No explicador da tarde política, Maria da Graça Carvalho explicou que este investimento se deve, no fundo, a três grandes motivos.

Há uma preocupação, primeiro ambiental, de proteção da costa e de toda a erosão costeira. Depois, há uma preocupação com as pessoas. Eu sei que é algo muito importante para quem vive em Portugal e para quem nos visita, ter a possibilidade de ir à praia. Nós, neste momento, estávamos comA maior parte das nossas praias sem areia e sem a possibilidade de serem, por um motivo ou outro, ou por segurança, ou porque não tinham areia, não estavam habitadas ou porque não tinham acesso. E a terceira é o ponto de vista económico. Há comunidades costeiras cuja principal atividade económica é relacionada com a costa.

Declarações da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que esteve no explicador da tarde política, reiterou que as obras de alimentação artificial nas praias vão terminar ainda antes do começo da época balnear.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 13 de maio.

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas na sequência de uma rixa em Benfica, Lisboa. O desentendimento aconteceu esta tarde num apartamento na Calçada do Tujal. De acordo com a PSP, os ferimentos foram provocados por armas brancas. Dois dos feridos foram transportados para o Hospital Santa Maria, um deles acabou por morrer. Os outros dois foram transportados para o Hospital São Francisco Xavier. O presidente ucraniano acusa a Rússia de atacar de forma deliberada regiões ucranianas próximas da fronteira da NATO. Nas redes sociais, Volodymyr Zelensky diz que a Rússia enviou 800 drones para atacar essas regiões, o que já provocou seis mortos e dezenas de feridos. Isto no dia em que Vladimir Putin garantiu também que a Rússia vai continuar a reforçar o arsenal nuclear. O presidente russo quer desenvolver novos mísseis capazes de ultrapassar os sistemas de defesa do Ocidente. Durante uma visita ao Instituto de Tecnologia Térmica de Moscovo, Vladimir Putin afirmou que o país está a criar armamento com maior potência de combate e elogiou os sistemas utilizados pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Nas Filipinas foram disparados vários tiros no Senado durante uma tentativa de detenção de um senador procurado pelo Tribunal Penal Internacional. Em causa, um antigo chefe da Polícia Nacional Filipina e um dos principais responsáveis pela campanha antidroga lançada pelo presidente do país. Não há registro de feridos, apesar destes disparos que aconteceram no interior do Senado das Filipinas. Não sei se te lembras, Ricardo, de uma notícia que há uns tempos de um assalto à cantora Beyoncé, dois dias antes de uma digressão em Atlanta?

Tenho uma ideia vaga, confesso, sobre a notícia.

Já foi em julho do ano passado e agora o ladrão foi condenado. A novidade neste processo, o ladrão tinha invadido o jipe alugado, roubou malas que tinham MacBooks, que tinham roupa, acessórios de luxo, mas também, sobretudo, alguns discos rígidos que continham material inédito da cantora.

E qual foi a pena?

A pena foi dois anos de prisão e depois três anos de pena suspensa, liberdade condicional. Ele tinha se declarado inocente, depois reconheceu a culpa e chegou a acordo ainda antes do julgamento. O certo é que ainda ninguém sabe dos inéditos de Beyoncé.

Ou seja, os objetos furtados não foram recuperados?

Não foram recuperados.

E pode haver músicas inéditas aí.

Por aí.

Que ficaram por recuperar. O Luís Soares regressa às 19h30.