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Jornal das 7, com o jornalista Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal com o Campeonato do Mundo de Futebol. Estamos quase a começar a segunda parte do Brasil x Japão e as coisas não estão famosas para o Brasil.

Sim, o Brasil corre o risco de dizer adeus à competição. Está a perder com o Japão nos dezasseis avos de final da prova, sendo que quem sair derrotado deste encontro é eliminado. Como dizias, Ricardo, vai agora começar a segunda parte e o resultado é, Diogo Varela, aquele com que as duas equipes foram pro intervalo.

Um a zero para o Japão. Marcou ao minuto 29, Kaoru Sano, numa perda de bola de Danilo, lateral que já representou o Futebol Clube do Porto. Perda de bola e aproveitou o Japão com gol por parte de Kaoru Sano, num jogo que tem sido muito físico. Houve inclusive já três cartões amarelos mostrados pelo árbitro italiano Maurizio Mariani, dois pro lado do Japão e um pro lado brasileiro. Do lado do Brasil, viu Casemiro o cartão amarelo, do lado japonês, Kamada e o autor do gol, Sano. A nível de números, posse de bola 67% para o Brasil, em porcentagem, contra 33 do Japão. A nível de remates, o Brasil tem oito contra quatro da seleção nipônica, mas enquadrados à baliza, o Brasil só conseguiu enquadrar dois remates. O Japão, na única tentativa enquadrada, fez o gol e precisamos recuar até 2002, curiosamente o mundial que se realizou em parceria Coreia-Japão, para encontrar a última vez em que o Brasil estava a perder ao intervalo num jogo do Campeonato do Mundo.

Diogo, Neymar está em campo?

Não, está no banco, pode ser uma possibilidade.

Para já, um resultado que vai causando alguma surpresa. O Brasil perde por um a zero com o Japão. Para as 21h30 está agendado Alemanha x Paraguai. Às 2h começa um dos jogos de cartaz desta primeira ronda a eliminar, Países Baixos x Marrocos.

E a segunda parte do Brasil x Japão está quase a começar. Noutro plano da atualidade, olhamos agora para a situação na Venezuela. Subiu para 56 o número de vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes naquele país.

Mais três face ao balanço anterior, o número atualizado esta tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Há, entre as vítimas mortais, 48 adultos e oito crianças. O número de desaparecidos também aumentou. São agora 91. Entretanto, os primeiros portugueses que manifestaram o desejo de regressar ao país devem chegar amanhã. Disso mesmo deu conta esta tarde o ministro da Defesa, Nuno Melo.

Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais, que chegarão, a princípio, a Beja no próximo dia 30. Até lá, é bom de referir que as Forças Armadas dispõem também de meios e equipamentos que, a solicitação, serão entregues com deslocamento até à Venezuela.

O ministro Nuno Melo, à margem da celebração do aniversário dos Comandos, 17 cidadãos nacionais devem chegar amanhã ao aeroporto de Beja, provenientes da Venezuela.

E por cá, o ministro da Educação reconhece falhas técnicas na digitalização dos exames nacionais, mas afasta a necessidade de prorrogar os prazos para a correção das provas.

Fernando Alexandre reagiu esta tarde, no Porto, à polêmica sobre a dificuldade de correção do exame nacional de português.

A digitalização está a decorrer sem grandes problemas. Houve algumas dificuldades que resultam também da novidade do processo. Vou vos dar um exemplo muito prático. As escolas receberam indicações para não agrafarem os exames, mas algumas agrafaram os exames e agrafaram, às vezes, em cima do QR code, que é o que identifica o exame ou o aluno. O desagrafar, a perturbação que isso trouxe na digitalização foi um dos erros. Quando isso aconteceu na primeira prova, que foi a de Português, que é a maior, essa informação foi outra vez salientada às escolas e não voltou a acontecer.

Apesar dos problemas, o ministro sugere que não há necessidade de prorrogar os prazos para a correção dos exames.

Continuamos dentro dos prazos previstos, ou seja, os professores todos os anos têm 10 dias úteis para corrigir os exames e aquilo que o Educa nos diz é que vai garantir esses 10 dias úteis para os professores corrigirem os exames. Hoje já há muitos professores a corrigirem.

O ministro da Educação reagiu também às notícias dão conta de professores chamados para corrigir exames de outras disciplinas e até de uma professora morta que terá sido convocada para esta missão de correção dos exames nacionais. Ora, Fernando Alexandre empurra responsabilidades para os diretores das escolas.

Quem convoca os professores são os diretores das escolas. Quer dizer, se um diretor de uma escola convocou uma professora que infelizmente já faleceu, isso pode acontecer, mas é um erro que vem da escola nesse caso. É preciso tornar claro que há aqui responsabilidades de todo o sistema.

Reação do ministro da Educação às críticas sobre os atrasos na correção dos exames nacionais de português, correções que têm como prazo o dia 10 de julho.

O antigo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, não descarta a possibilidade de novos entendimentos entre o PS e o governo, mas ainda assim, Miguel Videira, deixa um aviso ao primeiro-ministro.

Diz o antigo ministro socialista que Luís Montenegro não deve colocar o PS e o Chega no mesmo cesto.

Há, digamos, um pecado original na forma como o doutor Luís Montenegro tem dirigido o governo e o PSD. E esse pecado original é a falsa equivalência que ele estabelece entre o PS e o Chega. Ele diz que tanto faz negociar com o Chega como negociar com o PS. E consoante os assuntos, assim se inclinará mais para um lado ou para o outro.

Sobre as negociações em torno do próximo orçamento do Estado, Augusto Santos Silva pede ao governo que faça uma reflexão.

Se eu fosse ao governo, pensava bem no que o governo fez na apresentação e no conteúdo da proposta de lei do orçamento para este ano e meditasse sobre o que, na forma como apresentou e no conteúdo da proposta, pôde viabilizar a aprovação do orçamento com a abstenção do PS. Agora, se o governo quiser negociar com o Chega ou se o governo quiser forçar, sem qualquer espécie de compromisso, um voto favorável do PS, eu acho que vai por um mau caminho.

A reflexão sugerida por Augusto Santos Silva, o antigo ministro e antigo presidente da Assembleia da República, foi o convidado do explicador da tarde política.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.

O Irão não vai permitir que França e Omã removam minas do Estreito de Ormuz. O esforço conjunto foi anunciado pelo presidente francês Emmanuel Macron esta segunda-feira. Ora, em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano diz que a remoção de minas no Estreito de Ormuz é da exclusiva responsabilidade do regime de Teerão. Em frente, Nuno Borges qualificou-se para a segunda ronda do torneio de Wimbledon. O tenista português eliminou o norte-americano Tristan Boyer em três sets pelos parciais de 3x6, 7x5 e 7x5. Na segunda ronda, antecipa-se tarefa difícil para o melhor tenista português da atualidade. Nuno Borges deve defrontar o número um do ranking ATP e vencedor da edição do ano passado de Wimbledon, Jannik Sinner.

Miguel Videira vai regressar às 19h30.