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Começa agora o Jornal das 8, com a edição da Inês Batista. Inês, é a primeira reação de Isabel dos Santos à acusação do Ministério Público de Angola sobre a liderança da Sonangol. A empresária garante que não chegou à petrolífera por ordem do pai.
A filha do antigo presidente José Eduardo dos Santos está acusada de 11 crimes pela forma como foi contratada como consultora e como mais tarde geriu a Sonangol enquanto presidente do Conselho de Administração. Uma das acusações prende-se com alegado nepotismo. Em declarações à Rádio Essencial de Luanda, Isabel dos Santos assegura que não chegou à liderança da empresa porque o pai quis.
Eu não chego à Sonangol por ser filha do presidente. Eu não chego à Sonangol porque o meu pai deu uma ordem para chegar à Sonangol, conforme hoje a PGR está a querer fazer crer que houve ali um tráfico de influências.
Isabel dos Santos responsabiliza ainda a anterior administração da Sonangol, liderada por Manuel Vicente pelo Estado, em que encontrou a empresa em 2015. De acordo com a empresária, a petrolífera estava falida e Angola prestes a deixar de receber combustíveis.
Só para ver que essas importações, essa dívida, não era paga há dois anos. Estava em 1,8 mil milhões de dólares, 1,8 bilhões de dólares. Muito dinheiro. E quando eu chego à Sonangol em junho, em julho eu tenho que ir de emergência para Londres para reunir com os fornecedores de combustível, de gasolina e de gasóleo, porque eles estão prestes a não mandar mais nem gasóleo nem gasolina para aí, cortaram o fornecimento total de Angola.
Sobre os salários do Conselho de Administração, Isabel dos Santos recebia perto de €46 mil por mês. A filha do ex-presidente nega que fossem desmedidos. Assegura que estavam em linha com o praticado por outras empresas petrolíferas. Nesta entrevista à Rádio Essencial de Luanda, Isabel dos Santos reforça ainda a ideia de que toda esta acusação faz parte de um plano do atual presidente angolano, João Lourenço, de tentativa de manobra de distração para alterar a Constituição e concorrer a um terceiro mandato.
Inês, as contas estão feitas, mas as medidas ainda não chegam. É o que afirma António Nogueira Leite, que foi um dos mais de 20 economistas ouvidos pela AD.
E que pede à coligação propostas a pensar nos mais velhos. A Aliança Democrática quer descer o IRC e o IRS. Nogueira Leite garante que a medida é viável. O economista foi o convidado desta tarde do Direto ao Assunto da Rádio Observador. Sublinha que há ainda muito por fazer para combater a crise demográfica enfrentada pelo país.
Na minha perspectiva, isto não chega. É preciso fazer muito mais coisas. As coisas não se fazem por decreto, mas Portugal tem vindo a adiar sucessivamente. Nós temos este problema demográfico mais do que identificado desde o final da última década do século passado e até hoje políticas ativas de natalidade, proporcionando às pessoas condições não apenas monetárias, mas condições de organização da sociedade para que elas possam ter mais filhos, não têm acontecido. E, por outro lado, temos também uma outra questão, mas essa não foi abordada hoje, que é uma questão importante, que é o que fazer com a população idosa, quando nós sabemos que não é apenas uma questão de saúde, é também uma questão de acomodação e de como tratar dos nossos, sobretudo dos super sêniors.
Em matérias como educação ou saúde, a AD quer mais acordos entre o público e o privado. Nogueira Leite reitera que não está em causa o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde.
Há claramente problemas de gestão. O PSD não diz que é preciso substituir o SNS, pelo menos naquilo que nos foi dito. Não é substituir o SNS pelo setor privado, é gerir o Serviço Nacional de Saúde em consonância com o setor social e com o setor privado. Eventualmente, mais algumas PPPs. Aliás, as que existiram, ninguém falou numa disso, pelo menos não nos falaram, numa disseminação generalizada de PPPs no setor público. Nada disso. O que acontece é que nós tivemos um aumento brutal de despesa no Serviço Nacional de Saúde e com exceção daqueles militantes socialistas que vão para o Twitter dizer quando têm uma dor, chegam ao hospital e são tratados em 10 minutos, a generalidade dos portugueses tem uma realidade muito diferente, enfrenta uma realidade muito diferente.
Declarações de António Nogueira Leite, ele que foi um dos 20 economistas ouvidos pela Aliança Democrática para pensar as propostas para a economia apresentadas esta manhã.
E o atual presidente do Parlamento espera pela decisão do PS para saber se continua na Assembleia da República.
Augusto Santos Silva está disponível para um novo mandato, mas aguarda pela última palavra do secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos. À margem de uma iniciativa que antecede o Congresso dos Jornalistas, o ainda presidente da Assembleia da República gostava de dar continuidade ao trabalho que foi agora interrompido. Miguel Vítor Dias.
Já com a Assembleia da República formalmente dissolvida, Augusto Santos Silva vinca a vontade em continuar o trabalho.
Eu, em 2022, aceitei um trabalho até 2026, portanto, não vejo razão para agora o rejeitar.
Mas para isso é preciso um conjunto de condições, entre elas a vontade do novo líder do PS.
Há aqui um conjunto de variáveis, a minha própria vontade, as decisões do meu partido, as decisões do eleitorado, a composição da Assembleia.
Augusto Santos Silva, que foi um fervoroso apoiante de José Luís Carneiro, afasta nos socialistas um cenário de purgas, como é tradição no PSD.
O PS não é um partido que faz purgas, o PS não é um partido de ajuste de contas, não há no PS esta lógica de uma vez a bancada parlamentar que se constitui está toda virada a norte, no próximo momento vira toda a leste.
À margem de uma palestra para estudantes sobre jornalismo e liberdade, Santos Silva aponta uma prioridade para a próxima legislatura.
A iniciativa legislativa compete aos grupos parlamentares. A minha opinião pessoal é que sim
Porque a lei de imprensa atual, que na minha opinião é uma boa lei, é de 1999 e era da fase pré-digital.
E já que é para mexer, deve aproveitar-se para reforçar as condições dos jornalistas.
Deve também revisitar as condições de preservação da independência editorial dos jornalistas, o funcionamento dos conselhos de redação, a independência editorial face aos proprietários dos media e ao Estado, por um lado, e por outro lado, as questões relativas ao jornalismo.
O presidente da Assembleia da República numa iniciativa que antecede o Congresso dos Jornalistas.
Miguel Vítor Dias, a acompanhar a intervenção de Santos Silva perante uma plateia de estudantes. O PS ainda não fechou as listas para deputados, mas também não existe propriamente um compromisso formal para que Pedro Nuno Santos integre os apoiantes de José Luís Carneiro, como existiu nas listas para os órgãos internos do PS. Sobe o tom entre as forças policiais, Inês, com o suplemento de missão atribuída à PJ a ter retroativos em janeiro do ano passado. O Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia fala em anormalidade.
O pagamento deste subsídio de risco foi aprovado pelo governo a 29 de novembro e, de acordo com o decreto-lei publicado em Diário da República, vai ter retroativos a janeiro do ano passado. PSP e GNR reclamam o mesmo tratamento que é dado à Polícia Judiciária. Para o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, não descarta um aumento de tensões entre os agentes de segurança.
É mais uma forma de espelhar uma discriminação negativa, ainda mais avassaladora para com os profissionais da PSP e da GNR, que naturalmente irá causar impacto, porque ter consciência e, permita-me situar a anormalidade jurídica de haver aqui uma aplicação retroativa desta monta, tem que vir, mais uma vez reitero, que os profissionais da PSP e militares da GNR sejam também eles contemplados naquilo que é uma digna valorização da condição policial.
Declarações do presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia à Rádio Observador. Entretanto, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ diz estranhar a polêmica gerada em torno deste caso. Alega, em comunicado, que a soma dos subsídios dos oficiais das polícias é mais elevada do que o suplemento de missão que está a ser contestado pela PSP e GNR.
Na saúde, a vacinação contra a gripe pode vir a ser alargada à população com menos de 50 anos.
É o que diz a diretora-geral da Saúde, que foi hoje vacinada contra a Covid-19. Isto depois de ontem a vacinação contra a gripe ter sido estendida à faixa etária dos 50 aos 59 anos e a da Covid à população com mais de 50 anos. A jornalista Laura Figueiredo esteve a acompanhar a vacinação de Rita Sá Machado.
Proteger a população mais vulnerável. É esta a principal preocupação da Direção-Geral da Saúde. Para dar o exemplo, Rita Sá Machado foi hoje vacinar-se. Quis mostrar à população que a vacinação é segura e fundamental.
Aquilo que é importante é nós protegermos a nossa população elegível e continuam a ser os nossos 60 mais desde o início da campanha. Face àquilo que foi a nossa disponibilidade de vacinas, nós conseguimos alargar para a gripe aos 50, 59 anos. Se nós mantivermos ou conseguirmos também ter esta questão da disponibilidade de vacinas, nós vamos também equacionar um provável alargamento, sem descuidar nunca aquilo que são as nossas prioridades vacinais, uma vez mais. Não está definido, mas estamos a ponderar e estamos a equacionar todas as semanas e vemos se será ou não feito esse alargamento no caso da gripe.
A diretora-geral da Saúde não se compromete com datas, mas assegura que no caso de haver disponibilidade de vacinas, o alargamento à população com menos de 50 anos vai mesmo acontecer. Quanto ao pico das doenças respiratórias, Rita Sá Machado diz que pode já ter sido atingido.
Aquilo que nos parece é que já existe uma tendência ligeira decrescente, o que nos parece indicar que o nosso pior parte poderá ter já passado, mas como vos digo, não é uma ciência exata, é aquilo que os indicadores nos vão dizendo neste momento.
O pior pode já ter passado, mas isso não é razão para descuidar a vacinação. A diretora-geral da Saúde sublinha que a melhor forma de prevenir é mesmo a vacinação e, por isso, apela a que toda a população elegível se vá vacinar.
Jornalista Laura Figueiredo esteve hoje a acompanhar a vacinação da diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado. Vacinação contra a gripe pode vir a ser alargada à população com menos de 50 anos.
Inês, os Estados Unidos lançaram o terceiro ataque aos rebeldes houthis no Iémen.
É o que adiantam as autoridades norte-americanas citadas pelo New York Times. Os ataques de hoje tiveram o objetivo de neutralizar quatro mísseis que iam ser lançados pelos rebeldes apoiados pelo Irão. Os norte-americanos justificam que as armas representavam uma ameaça para os navios. Na semana passada, uma coligação liderada pelos Estados Unidos e Reino Unido atacou dezenas de alvos militares no Iémen, também com o objetivo de diminuir a capacidade dos houthis de atacar embarcações no Mar Vermelho.
E a fechar este jornal, Inês, vamos a outras notícias que marcam esta terça-feira.
O distrito de Setúbal vai eleger mais um deputado nas eleições legislativas de 10 de março, mandato perdido pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo. É o que mostra o mapa da distribuição oficial publicado hoje. O mapa da Comissão Nacional de Eleições com o número de deputados a eleger para a Assembleia da República e a sua distribuição pelos círculos eleitorais, publicado hoje em Diário da República, ditou alterações em relação às legislativas de janeiro de 2022. Setúbal passa a eleger 19 deputados, Viana do Castelo perde um mandato. O ministro da Defesa da Bielorrússia afirma que o país vai apresentar uma nova doutrina militar que, pela primeira vez, prevê a utilização de armas nucleares. Depois de a Rússia ter enviado no ano passado armas nucleares táticas para serem estacionadas na Bielorrússia, agora chega esta decisão do governo de Alexander Lukashenko. Não foi esclarecido, no entanto, de que forma é que a nova doutrina vai ser aplicada às armas russas.
É com esta notícia que fechamos este jornal das oito da noite, TV edição da Inês Batista.