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Rádio Observador. Jornal das 8, com edição da jornalista Laura Figueiredo. Marta Temido acredita que José Luís Carneiro vai ser um secretário-geral capaz de construir soluções consensuais dentro do Partido Socialista.
A eurodeputada votou esta tarde em Lisboa para eleger o próximo líder do PS. Marta Temido saúda a candidatura de José Luís Carneiro, a quem deixa elogios, mas pede espaço para uma reflexão interna.
José Luís Carneiro é um homem que eu considero e conheço essas características, como disse, convivemos, ainda que durante pouco tempo no governo, profundamente empenhado, trabalhador e capaz de construir soluções de consenso. Penso que essas são características muito importantes e que lhe facilitarão muito a vida dentro do partido e, sobretudo, onde nós precisamos de obter resultados, porque aquilo que o PS precisa de fazer é, naturalmente, uma organização interna, mas sobretudo é a resposta às populações.
Também Duarte Cordeiro votou esta tarde. Admite que o partido precisa de pensar sobre os desafios do PS. O antigo ministro pede que uma candidatura única não signifique falta de pluralismo dentro do partido.
Para mim, é fundamental a diversidade de opinião na vida interna do partido. Acho que temos que encarar com naturalidade. Acho que isso é um contributo para a valorização e para a riqueza que o Partido Socialista tem. Portanto, a unidade é uma unidade, obviamente, pelo facto de haver uma candidatura única, mas espero que continue a haver bastante diversidade de opinião.
Declarações de Duarte Cordeiro, antigo ministro socialista. O PS elege entre hoje e amanhã o novo secretário-geral. Quinze das 21 federações vão a votos para escolher o sucessor de Pedro Nuno Santos.
Já o histórico socialista Álvaro Beleza considera que Augusto Santos Silva não deve candidatar-se à Presidência da República.
No Explicador desta tarde na Rádio Observador, Álvaro Beleza antecipa um mau resultado se o antigo presidente da Assembleia se juntar à corrida a Belém.
Quando se trata da Presidência da República, tem que se ver mais além de nós próprios. E eu não gostava de ver um candidato do PS, também ter um resultado que não fosse minimamente digno, até com ele, tendo em conta o próprio. E pelo que se vê nas sondagens, ele não tem propriamente grandes resultados.
Álvaro Beleza sublinha que mais um nome da área do PS na corrida vai criar um problema tanto ao partido como ao próximo secretário-geral, José Luís Carneiro.
Eu acho que se aparecer outra candidatura, para além do António José Seguro, que já tem a esmagadora maioria dos socialistas, dos líderes distritais socialistas, não sendo uma candidatura do partido, que aliás, não pode ser, não deve ser, o que me custa é o Partido Socialista, que viveu uma derrota dura. Acho que isto cria um problema ao líder do Partido Socialista, à direção do Partido Socialista, e mais até do que com António José Seguro, e acho que o Partido Socialista, nós temos que tratar bem. Nós estamos aqui de sarar as feridas, não é abrir feridas.
Álvaro Beleza, histórico socialista ouvido no Explicador, no dia em que Augusto Santos Silva admitiu estar a refletir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República.
E o deputado socialista Pedro do Carmo afirma que o partido se deve unir à volta de António José Seguro.
À Rádio Observador, o deputado garante que há pouco tempo a perder.
Eu sou um apoiante incondicional de António José Seguro, aliás, estive na sua apresentação de candidatura e já tinha sido antes, porque trabalhei com ele enquanto secretário-geral e acho que o Partido Socialista devia tomar a decisão, eu sei que ela será dos órgãos nacionais, mas deverá tomar a decisão de apoiar António José Seguro, que já se posicionou, é um ex-secretário-geral.
Pedro do Carmo, deputado socialista, ouvido também no Explicador da Rádio Observador, considera ainda que José Luís Carneiro é o rosto ideal para mudar o partido.
A Comissão de Trabalhadores do INEM critica o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, divulgado esta semana sobre o organismo.
Pede agora à IGAS que assuma a responsabilidade e reponha a verdade dos factos. O relatório, que resultou da inspeção solicitada pela ministra da Saúde aos impactos das greves que decorreram no final do último ano, concluiu que a morte de um homem poderia ter sido evitada caso tivesse havido um socorro num tempo mínimo e razoável. Ora, a Comissão de Trabalhadores do INEM diz, em comunicado, que é grave que a IGAS confunda o atendimento da chamada no 112 com a atuação do organismo de emergência. Fala num erro grosseiro que uma entidade inspetiva não pode cometer.
E o Chega vai viabilizar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito à gestão do INEM, que foi proposta pela Iniciativa Liberal.
Em causa o relatório da IGAS, que aqui referíamos, André Ventura avisa que as conclusões são para levar a sério e volta a pedir a saída de Ana Paula Martins.
Não só viabilizaremos, como seremos parte ativa dessa investigação. O governo continua a falhar, provavelmente naquela que é a área mais importante da gestão política do país, que é a saúde. O senhor primeiro-ministro sabe que esta ministra da Saúde não tem condições para continuar no exercício de funções e não pode funcionar como uma espécie de para-raios dos problemas do próprio primeiro-ministro.
O Chega vai também pedir uma auditoria independente à gestão do SNS. André Ventura considera que há demasiado desperdício nos hospitais públicos.
Oito horas, cinco minutos. É esta hora, Laura Figueiredo, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
A atualidade internacional. Donald Trump está a considerar bombardear o Irão novamente se Teerão retomar o programa nuclear. Declarações do presidente norte-americano, hoje, numa conferência de imprensa. Trump confirma que, se for necessário, vai voltar a atacar caso o Irão insista no programa de enriquecimento do urânio. Defende ainda que as instalações nucleares bombardeadas pelos Estados Unidos devem ser inspecionadas. Vladimir Putin diz que a Rússia planeia reduzir gastos com defesa e nega planos agressivos. Atualmente, o investimento russo em defesa ronda os 6% do PIB, um número que Putin prevê baixar, ao contrário do que acontece com os países da NATO. Por isso, o líder do Kremlin nega a existência de planos agressivos.
A jornalista Laura Figueiredo com as notícias que estão a marcar a atualidade. É o ponto final no Jornal das 8.