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Internacionais. Oito da noite, temos notícias com edição do jornalista Miguel Cordeiro e em destaque: a greve geral de dia 11 de dezembro vai ter serviços mínimos no setor da saúde, garantia da ministra depois de confirmada a participação de médicos e enfermeiros na paralisação do próximo mês.

Os serviços mínimos no SNS vão ser decretados, garantia da ministra. Ana Paula Martins reconhece o impacto de paralisações anteriores, mas assume também que têm sido assegurados os serviços mínimos e, por isso, enaltece a colaboração dos profissionais de saúde. Reforça que os profissionais de saúde têm muita consciência cívica e que quando são chamados, nunca falham. Numa visita ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a ministra apontou para os serviços mínimos que vão ser decretados.

Eu ouvi pelas notícias essa possibilidade que iria haver da parte de dois sindicatos, um dos médicos e dos enfermeiros, a adesão à greve, e nós, naturalmente, faremos aquilo que está previsto também na lei, garantir os serviços mínimos.

A ministra reconhece que numa greve com esta magnitude, as situações programadas, como cirurgias e consultas ficam afetadas e aponta para os serviços mínimos, uma vez que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou hoje em comunicado a adesão à greve geral. Ontem foi a Federação Nacional dos Médicos que aprovou, por unanimidade, durante um congresso, uma moção de adesão à greve.

E o Sindicato dos Bancários também anunciou hoje que se junta ao protesto e apela à adesão à greve geral do dia 11 de dezembro.

O maior sindicato considera que as alterações às leis laborais previstas no anteprojeto do governo vão prejudicar gravemente os bancários e, portanto, emitiu um comunicado esta tarde em que esta estrutura sindical afeta à UGT afirma que as propostas significam um retrocesso, enorme retrocesso nos direitos dos trabalhadores, que não respondem à realidade do mercado de trabalho. Este sindicato diz que os bancários vivem uma situação de emprego difícil e alertam que a reforma laboral abre porta a mais desemprego.

E Miguel, a Confederação dos Agricultores de Portugal pede que a discussão sobre a lei laboral seja centrada nos pontos que unem os parceiros sociais.

Álvaro Mendonça e Moura, o líder da CAP, quer os parceiros sociais a discutir as linhas verdes.

Nós já sabemos que, infelizmente, a CGTP nunca assinará acordo nenhum. Mas em relação à UGT e aos meus parceiros das confederações empresariais, eu lanço, de fato, um repto que é: vejamos quais são as linhas verdes. Ou seja, o governo apresentou 100 medidas. Não é possível que todas sejam negativas. Portanto, o meu repto é: vamos concentrar-nos nas 70 ou 60 em que podemos ter acordo?

Álvaro Mendonça e Moura diz que a greve é um direito legítimo, mas considera que o desacordo entre todos não leva a lado nenhum. Pede aos parceiros sociais que possam discutir pontos de entendimento.

E o presidente da Assembleia da República também apela ao diálogo.

Considera que o debate deve ser esgotado ao máximo antes de se avançar para a greve geral convocada para 11 de dezembro e diz até que é da opinião que a paralisação pode não acontecer. Reforça, nesse sentido, a necessidade de haver alterações na área laboral. Diz que é uma matéria consensual e que o governo foi eleito precisamente para fazer mudanças. Palavras do presidente da Assembleia da República, esta tarde em Guimarães.

E a CGTP pede que não se desviem atenções para outros dias de paralisação.

A UGT sugeriu a ideia de uma paralisação por dois dias. Tiago Oliveira, da CGTP, pede foco máximo em dia 11.

O que nós temos que fazer a partir deste momento é construir aquilo que foi assumido e foi convocado pela CGTP no passado dia 8 de novembro, na grande marcha nacional, onde mais de 100 mil trabalhadores vieram à rua. Aquilo que temos que assumir é a construção de uma grande greve geral para o dia 11. Aquilo que a CGTP disse desde o início é que todas as formas de luta estão em cima da mesa. Iremos sempre, conforme o momento, estudar essas formas de luta, avaliar essas formas de luta e construir a resposta necessária que temos que construir para derrotar o pacote laboral.

Greve, dia 11 de dezembro.

E Miguel, o antigo presidente da República, Cavaco Silva, afirma que a paz em África é possível, apesar da incerteza e das tensões internacionais.

Foi assim que Aníbal Cavaco Silva se referiu aos segundos que antecederam o aperto de mão entre Jonas Savimbi e José Eduardo dos Santos na assinatura dos acordos de Bicesse, em maio de 1991. Numa intervenção na sessão da apresentação do livro Bicesse: O Caminho da Paz, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta tarde em Lisboa, que contou com um debate sobre o fim da guerra civil em Angola, o antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse também que o momento histórico que aconteceu há 35 anos foi um dos mais marcantes e um dos mais emocionantes que viveu na carreira política, por ser seguramente um dos mais midiáticos e com maior projeção internacional. Para além de Aníbal Cavaco Silva, no lançamento deste livro, estão presentes também o antigo primeiro-ministro Durão Barroso e o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

E a NATO reage com prudência ao ataque a uma linha ferroviária na Polónia, que era utilizada para enviar ajuda e armamento para a Ucrânia.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pede que se aguarde pela investigação das autoridades polacas à sabotagem às infraestruturas polacas. Depois de uma reunião em Bruxelas, Mark Rutte garantiu que a NATO está em contato com a Polónia enquanto se aguarda pelos resultados da investigação e não nomeia suspeitos deste ataque. Acontece depois de o primeiro-ministro da Polónia ter confirmado que a explosão desta linha férrea foi causada por um ato de sabotagem.

E Miguel, o ministro da Administração Interna da Polónia diz agora que é altamente provável que tenha ocorrido um segundo ato deste tipo no domingo.

O governante da Polónia admite também que são elevadas as hipóteses de os responsáveis pela sabotagem estarem a agir a comando de agências de informação estrangeiras. Mas não menciona nenhum país em específico. Isto acontece depois de um comboio que circulava ter sido forçado a parar no domingo à noite, a cerca de 50 km de Lublin, depois de os cabos elétricos que alimentavam o comboio terem sido danificados. De acordo com o Ministro da Administração Interna, na Polônia, estavam quase 500 passageiros a bordo. Não foram registados feridos. O Ministro da Defesa da Polônia também reage e diz que o exército vai patrulhar a ferrovia do leste do país.

Sete minutos para lá das 8 horas da noite, Miguel, outros temas em destaque?

Ordem dos Médicos. Foi anunciado esta tarde que a ordem vai enviar o caso do dermatologista do Hospital de Santa Maria para o Conselho de Disciplina. Na sexta-feira, a ordem recebeu o relatório da Inspeção-Geral de Atividades em Saúde sobre este caso de um médico do Santa Maria, que recebeu mais de €700 mil em três anos em cirurgias adicionais. Fonte da Ordem dos Médicos explica que o caso segue para o Conselho de Disciplina e que essa decisão tem por base uma matéria do foro deontológico. No desporto, o treinador do Marinhense, próximo adversário do Sporting Clube Portugal na Taça de Portugal, foi suspenso do comando técnico do clube. Rui Sacramento foi alvo de um processo disciplinar por parte do Marinhense, um clube do Campeonato de Portugal, por causa de uma denúncia anônima no Sindicato de Jogadores por alegado abuso psicológico aos próprios jogadores desta equipa. O Sporting joga este fim de semana contra o Marinhense, no Estádio José Alvalade, às 18h. É no sábado. Jogo a contar para a quarta ronda da Taça de Portugal e que vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador. Para fechar, Filipa, sabias que hoje se celebra o Dia Mundial do Não Fumador?

Não estava a par desta data.

Ainda vai a tempo, ainda faltam três horas e 50 minutos para o fim do dia. No Porto, este dia foi celebrado ou assinalado nas ruas com centenas de estudantes, cerca de 500 estudantes da universidade a reunirem-se para apanhar pontas de cigarro pelas ruas. O objetivo é sensibilizar para os impactos do tabaco na saúde e também, claro, neste aspeto, no ambiente.

Então andaram pela Invicta toda, de cima a baixo, a apanhar as pontas de cigarro?

Toda de cima a baixo, 500 se calhar não chegavam.

Era muito percurso a fazer.

Sim. Encontraram-se às 15h, na Praça General Humberto Delgado, à frente da câmara, neste caso, e seguiram pela baixa a recolher pontas de cigarro. Já estava a ser instalada a árvore de Natal e os estudantes juntaram-se à instalação de luzes de Natal na limpeza da cidade, neste caso, para apanhar beatas de cigarro.

Muito bem. E quem é que esteve por trás da organização?

Este desafio foi lançado pela Federação Académica da cidade e pela Polícia Municipal do Porto, que acompanhou também os alunos nesta iniciativa.

Eu creio que seja um bocadinho difícil de precisar o número de pontas de cigarros que tenham recolhido. Há algum dado da polícia?

Ainda não há. O que sabemos é que vai ser a Polícia Municipal a fazer essa contagem, que depois vai divulgar esses dados.

Muito bem. Uma ótima iniciativa a fechar este jornal das 18h.