Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias. Jornal 18, com edição da jornalista Diana Rosa e começamos com a operação Influencer e o puxão de orelhas a Gouveia e Melo na Justiça. O candidato ao Belém considera que foi passado o limite do razoável, depois de terem sido ocultadas escutas que envolviam António Costa em chamadas realizadas por protagonistas do processo.
Hoje é notícia que alguns registros não foram detectados numa fase inicial, tinham de ser enviados ao Supremo Tribunal de Justiça e não foram. O DCIAP esclarece, entretanto, que submeteu ao Supremo sete novas escutas ligadas ao ex-primeiro-ministro. A defesa de António Costa pede explicações ao Ministério Público, até porque seis das escutas são apenas tentativas de contato falhado. O candidato ao Belém, Gouveia e Melo, deixa no ar esta questão.
A pessoa é posta sob escuta e agora vamos mantê-la sob escuta pra ver se faz um erro? Eu acho que nós passamos do limite do razoável nas escutas. As escutas são para determinar se há um crime que está a ser cometido. Não é pra esperar ver se alguém comete um crime, porque senão passamos de um problema de justiça pra um problema de inteligência ou de vigilância, que seria péssimo no Estado Democrático.
Henrique Gouveia e Melo num painel com outros candidatos presidenciais num evento da CNN Portugal em Alcobaça.
Diana, houve outros candidatos à presidência a reagir ao longo do dia a esta notícia.
Marques Mendes mostra-se esclarecido com o comunicado do DCIAP. André Ventura prefere atacar o PS, acusa os socialistas de condicionarem a Justiça. Já António José Seguro e João Cotrim Figueiredo pedem mais esclarecimentos do Ministério Público, em particular à Procuradoria-Geral da República.
E Volodymyr Zelensky admite: está entre a espada e a parede. Donald Trump deu até a próxima quinta-feira, dia de ação de graças nos Estados Unidos, para a Ucrânia aceitar o plano de paz.
Num vídeo endereçado ao povo ucraniano, Zelensky admite que este é o momento mais negro da história do país, em que tem de escolher entre a dignidade e a perda de um parceiro importante.
Este é um dos momentos mais difíceis da nossa história. A Ucrânia está sob forte pressão e tem de fazer uma escolha muito difícil: é a perda da dignidade ou o risco de perder um parceiro-chave. Ou 28 linhas difíceis de aceitar, ou um inverno extremamente rigoroso. É o mais elevado risco de uma vida sem liberdade, sem dignidade, sem justiça. E eu, no dia 19/05/2019, prometi fidelidade à Ucrânia. Eu, Volodymyr Zelensky, escolhido pelo povo ucraniano, tenho a obrigação de defender a soberania e independência deste país.
Zelensky diz que o interesse nacional da Ucrânia deve ser tido em consideração, promete um diálogo tranquilo com os Estados Unidos e todos os outros parceiros. Os líderes europeus reforçam o apoio à Ucrânia, vão reunir-se amanhã à margem do G20, mas pra início de conversa, Ursula von der Leyen deixa claro que nada sobre a Ucrânia deve ser discutido sem a liderança do país.
Vladimir Putin rejeita envolvimento russo no plano de paz apresentado pelos Estados Unidos.
No entanto, o líder do Kremlin admite que tem conhecimento de algumas ideias, só não as discute em detalhe porque a Ucrânia está contra qualquer acordo. Este plano dos Estados Unidos agrada mais a Moscou, porque prevê que fique com o território ocupado e até com uma parte que não está ocupada pela Rússia. Neste jornal, vamos fazer aqui uma pequena interrupção nesta notícia para ouvir o Presidente da República, que fala neste momento aos jornalistas numa visita ao Mónaco. Vamos ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, que estará a comentar este caso da Operação Influencer.
A defesa de António Costa, que diz que isto vem provar que o parágrafo, o cele parágrafo de 2023 não faz sentido.
Eu não vou comentar um caso concreto, como imaginam, não comentei na altura, não devo comentar. Sobretudo porque ainda está pendente de procedimento jurisdicional e porque teoricamente se diz que está em segredo de Justiça. Então não vou comentar.
Alguma intranquilidade que esta notícia gera?
Não, eu diria que o papel da comunicação social é o de apresentar aos portugueses aquilo que considera serem dúvidas quanto ao funcionamento das instituições. Isso nunca, por si, pode gerar intranquilidade, porque é o papel da comunicação social.
Está em causa o regular funcionamento das instituições? O senhor Presidente considera que pode estar em causa o regular funcionamento das instituições?
Sabe, o problema é o seguinte: o regular funcionamento das instituições, em termos dos poderes presidenciais, a Constituição só prevê que seja relevante para o efeito de exonerar o primeiro-ministro. O presidente não tem poderes que lhe permitam, supondo que havia problemas de regular funcionamento das instituições, intervir no Poder Judiciário. Portanto, a Constituição só prevê para casos extremos de comportamento do governo e, portanto, possível atuação do presidente. Não é o caso.
Mas vê necessidade de mais explicações por parte...?
Como sabe, eu disse, aquilo que me chegou foi que a Procuradoria dizia que em alguns casos, realmente houve erros que levaram a não haver a validação das escutas. E ficou a dúvida sobre se aquelas que foram validadas, foram todas durante o exercício das funções do primeiro-ministro Isso naturalmente virá a ser esclarecido pelos factos com facilidade.
Vai procurar saber mais sobre este desejo?
Eu acho que todos os portugueses, por isso é que a comunicação social cumpre a missão que cumpre. Os portugueses querem saber exatamente o que se passou, como se passou, porque a ideia é que não se deve passar assim com o primeiro-ministro.
Ouvimos aqui então Marcelo Rebelo de Sousa, à boleia da CNN Portugal, o Presidente da República está numa visita de Estado ao Mónaco a comentar esta notícia, que tem sido divulgada desde ontem à noite, de que António Costa foi ouvido enquanto era primeiro-ministro em escutas relacionadas com o processo Influencer. Falamos de chamadas de protagonistas do processo, que terão ligado ao antigo primeiro-ministro. Foram escutas que não foram entregues ao Supremo Tribunal de Justiça, como seria suposto, uma vez que António Costa era na altura chefe do governo, portanto, seria esse o procedimento, o que não aconteceu. Foi enviado então agora um conjunto de registos, sete escutas ao Supremo. No entanto, seis delas são apenas tentativa de contacto falhado. O Presidente da República diz que se de facto este episódio se passou, não deve repetir-se. Não pode deixar, no entanto, de ser uma lição para o futuro. Quanto ao regular funcionamento das instituições, Marcelo diz que não pode intervir no Poder Judicial. Afirma ainda que teoricamente este processo ainda está em segredo de justiça. Entretanto, Diana, o secretário-geral da ONU insiste que qualquer solução de paz para a Ucrânia deve respeitar a integridade territorial. António Guterres frisa que não está familiarizado com o plano de paz dos Estados Unidos, uma vez que o documento nunca foi formalmente apresentado. Lembra, no entanto, que há princípios que têm que ser respeitados.
Uma solução de paz para a Ucrânia, em consonância com os princípios da Carta da ONU e do Direito Internacional, também respeitaria as resoluções da Assembleia Geral, que afirmam claramente que a integridade territorial da Ucrânia e, em geral, a integridade territorial do Estado, em todo o mundo, deve ser respeitada.
António Guterres, esta tarde numa conferência de imprensa em Joanesburgo, na véspera de uma reunião do G20. E no Parlamento português, segundo dia de votação de propostas para o Orçamento do Estado, foi uma sessão dedicada essencialmente a iniciativas sobre o IVA. Foi rejeitada a proposta do Chega para um cabaz alimentar com IVA zero. A AD votou contra. Também o PS viu recusada a proposta para que a receita proveniente do fim do imposto sobre os produtos petrolíferos seja utilizada para baixar o IVA dos alimentos. A AD também votou contra, assim como o Chega. O que mereceu um carimbo verde dos deputados foi a descida do IVA sobre a carne de caça, proposta da Aliança Democrática. A discussão e votação de propostas é retomada, Filipa, na segunda-feira. Passam nove minutos das oito da noite. Diana, que outros temas estão em destaque? Metro de Lisboa foi restabelecida a circulação na linha azul. Esteve interrompida durante uma hora por causa de uma avaria num comboio. A circulação já foi retomada com normalidade. A greve de hoje na função pública teve uma adesão global de cerca de 60%. São os dados da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública. A paralisação teve maior incidência nas escolas e na área de recolha de resíduos. Hélder Sá, dirigente sindical, lamenta que muitos diretores de escolas tenham furado a greve ao decidirem abrir os estabelecimentos mesmo sem o pessoal necessário. Os trabalhadores da administração pública protestaram hoje contra o pacote laboral apresentado pelo governo. Taça de Portugal, Atlético e Benfica lutam por uma vaga na quinta eliminatória da prova Rainha. Jogo em casa emprestada no Estádio do Restelo. Contamos nesta edição com o jornalista Diogo Varela, que vai trazer todas as emoções desta partida. Diogo, boa tarde. Tu que vais estar a cargo do relato, quais são os 11 para este Atlético-Benfica?
Olá, Diana. Temos uma grande novidade do lado do Benfica, a estreia absoluta para o menino Rodrigo Rego, ele que vai estar no ataque encarnado. Nunca tinha sido chamado sequer à equipa principal e aqui está o extremo de 20 anos na equipa encarnada, que joga com três centrais: Otamendi, António Silva e também Tomás Araújo. Do resto, Samuel Soares é o guarda-redes. Vamos ter Dedic à direita, Enzo Barrenetxea com Órdenes na zona do meio-campo e no ataque Ivanović, Pávlović e ainda João Rego. Portanto, o Benfica irá jogar num 3-4-3. São as escolhas de José Mourinho. Do lado da equipa do Atlético, uma equipa que vem da Liga 3, da terceira divisão portuguesa. Tem Rodrigo Dias na baliza, Bruno Almeida, Frango González, Paulinho, Vicente Duran e também Ricardo Dias. Ainda Catarino Pascual, Caleb e João Dezinho, com os dois homens da frente a serem Caio Santana e também Delcio Fernandes. O árbitro desta partida, Diana, é Fábio Veríssimo. Ainda não existe videoarbitragem nesta quarta eliminatória da Taça de Portugal. Este é o jogo que abre precisamente a quarta eliminatória da prova Rainha do futebol português. E esta noite, Diana, é com um toquezinho de pastéis de Belém que estamos no Estádio do Restelo.
E que estamos no Estádio do Restelo, és os nossos olhos. Conta-me como é que está o ambiente por aí numa sexta-feira à noite, um jogo à hora do jantar. Como é que estão os adeptos aí no estádio? Estádio cheio ou não?
Não, para já o ambiente está bom, mas longe de estar cheio. O Estádio do Restelo, posso dizer que sim, que está muito frio. É uma noite fria, já se faz sentir o inverno e, portanto, daquilo que observo, são poucas pessoas e sobretudo muito agasalhadas.
E é assim mesmo que vão ter de estar até ao final desta noite, porque as temperaturas, neste caso, vão continuar a baixar, naturalmente. O jogo entre Atlético e Benfica arranca às 20h30 da noite. Já daqui a pouco, por aqui na Rádio Observador, a emissão especial vai ser conduzida pelo José Rafael Lopes e eu, Filipa, volto mais daqui a pouco no intervalo para atualizar as notícias até já.