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Edição das 8 na Rádio Observador, com o jornalista Luís Soares. Luís, boa noite. Vamos começar com o PSD. Mesmo depois de o partido já ter garantido que só fala no tema da segunda metade da legislatura, o presidente do Chega diz que conta com a maioria de direita no Parlamento para aprovar uma revisão constitucional.

O Chega que anunciou esta tarde que vai apresentar o projeto de reforma do texto constitucional na quinta-feira no Parlamento, apesar de o PSD ter garantido que só para o ano é que admite falar sobre o assunto. André Ventura tem esperança de que a importância no processo faça os sociais-democratas irem a jogo.

Eu acho que face à importância do tema e face à importância destes assuntos, a reforma da Justiça, a reforma do setor econômico nacional, a reforma da nossa identidade ideológica e da carga ideológica que a Constituição ainda tem, eu acho que não há nenhum partido não socialista que possa ficar fora deste desafio.

André Ventura em conferência de imprensa esta tarde na sede do Chega, onde aproveitou também para saudar a promulgação da Lei da Nacionalidade pelo Presidente da República. André Ventura garante que o consenso que António José Seguro queria ter visto em torno da lei já existe dentro do possível.

Teve que se fazer um consenso o possível entre três partidos que veem isto com esta diferença. Não é nem o Presidente da República, nem o primeiro-ministro, nem os líderes dos partidos que escolhem a composição que o Parlamento tem, são os portugueses. Portanto, compreendo o que diz o Presidente da República, mas esta Lei da Nacionalidade tem a marca das três grandes forças que atualmente coexistem no Parlamento.

Garantia do presidente do Chega, que anunciou ainda o nome da deputada Marta Silva para representar o partido no processo do Pacto para a Saúde, promovido pelo Presidente da República.

E Luís, também o governo veio saudar a promulgação da Lei da Nacionalidade. O Executivo considera que o diploma corrige a legislação que existia.

E que padecia de um enviesamento ideológico, segundo o governo. Em declarações à Agência Lusa, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, lamenta que o PS não tenha participado no amplo consenso sobre este tema.

Faltou o PS por razões que só o PS conhece. Teve todas as oportunidades. Na primeira e na segunda vez. E foi feito um grande esforço para envolver e para criar condições para a participação do Partido Socialista, mas o Partido Socialista quer-se continuar a colocar de fora, num consenso que é nacional, num consenso dos órgãos de soberania, da grande maioria do Parlamento. O PS quis ficar de fora e quis insistir, e aí está. É uma lei que remove um enviesamento ideológico que foi introduzido na Lei da Nacionalidade entre 2018 e 2024.

António Leitão Amaro diz que foi nesse período que a ideologia radical do momento afastou e rompeu o consenso que havia na Lei da Nacionalidade durante décadas. O ministro assegura ainda que o diploma agora traz mais regulação, mais controle, mas sem deixar de ser humanista.

Como assinalou bem o senhor presidente da República e nós partilhamos. Por um lado, é uma lei exigente, é mais exigente na ligação efetiva, nos prazos para obtenção da nacionalidade. Por outro, e como disse o senhor presidente da República, concordamos, garante a proteção humanitária, garante a integração de crianças e menores. Ou seja, está totalmente alinhada esta lei com a política de imigração e cidadania que este governo tem defendido. Mais regulação, mais controle, mas humanista.

O ministro da Presidência diz ainda que a publicação desta lei era uma peça importante na política de imigração do governo.

E entretanto, Luís, também a Iniciativa Liberal anunciou que vai apresentar um projeto de revisão constitucional.

Vai ser no prazo de 30 dias e vai ser focado na elevação da propriedade privada a direito fundamental e na revisão de toda a constituição econômica. Em comunicado, o partido indica que a presidente e também deputada Mariana Leitão vai liderar a participação do partido na Comissão Eventual para a Revisão Constitucional a ser criada no Parlamento. Refere que este anúncio é feito no seguimento do outro anúncio da apresentação da abertura de um processo de revisão constitucional por parte do Chega. Os liberais definem como prioritário para esta revisão elevar a propriedade privada a direito fundamental, a revisão de toda a constituição econômica e também o princípio da solidariedade intergeracional. A Iniciativa Liberal quer também fazer uma reflexão séria sobre os direitos individuais, face às tecnologias emergentes de inteligência artificial, e garantir que não são atacados direitos, liberdades e garantias que violem os princípios da liberdade individual e da dignidade das pessoas.

E falamos agora nesta edição das 8 de atualidade internacional, isto porque Donald Trump, Luís, volta a ameaçar o Irã, ameaça varrer o país da face da Terra.

Isto se o Irã atacar navios norte-americanos que guiam as embarcações no estreito de Ormuz. Nessa entrevista à Fox News, diz também que Teerão está mais maleável e flexível nas negociações. Trump diz que o Irã pode chegar a um acordo de boa-fé ou as operações de combate podem ser retomadas. Na rede Truth, confirma depois também ataques do Irã no estreito de Ormuz a um navio sul-coreano e apela que talvez seja a hora da Coreia do Sul se juntar. Entretanto, o Washington Post adianta que o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra forças norte-americanas e navios mercantes no estreito de Ormuz, mas não atingiu qualquer alvo. O jornal classifica o ataque enquanto a ameaça mais significativa até o momento do frágil cessar-fogo alcançado entre os Estados Unidos e Irã no mês passado.

Em reação, a presidente da Comissão Europeia considera inaceitáveis, Luís, os ataques iranianos contra os Emirados Árabes Unidos.

Na rede social X, Ursula von der Leyen fala numa clara violação da soberania e da lei internacional. Esta tarde, os Emirados denunciaram novos ataques do Irão. O Ministério da Defesa diz ter interceptado três mísseis de cruzeiro, um quarto terá caído no mar. No entanto, o Irão garante não ter qualquer plano para atacar os Emirados.

Ponto final neste jornal das oito, com a edição do jornalista Luís Soares. Luís, um abraço, bom descanso.

Até amanhã. Boa emissão.

A informação está de regresso no intervalo do jogo Sporting Vitória Sport Clube, já com a Diana Rosa e já daqui a pouco vamos abrir emissão especial de esporte para fechar a 32ª jornada do campeonato.