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Tudo bem. Jornal das 8, com o Luís Soares. Luiz, o governo vai anunciar no mês que vem uma reforma do Ministério da Saúde, informação avançada esta tarde pelos ministros da Reforma do Estado e da Saúde.
Lado a lado, em declarações à imprensa esta tarde, numa iniciativa sobre inteligência artificial na saúde, coube ao ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Costa Matias, fazer o anúncio.
Serão anunciadas as linhas dessa reforma. É uma reforma que tem como objetivo a colaboração do Serviço Nacional de Saúde com os privados e nessa colaboração inclui-se, naturalmente, também a questão dos dados. A questão dos dados é muito importante, a questão da interoperabilidade, a garantia de que os dados estão disponíveis para todos. Nós hoje já temos no SNS 24 os meios complementares de diagnóstico, em larga medida disponíveis, mas é importante que esse alargamento também se dê aos privados e, portanto, nós consigamos constituir aqui uma capacidade de resposta à saúde entre o Serviço Nacional de Saúde e também os vários atores privados.
Uma reforma que terá como objetivo a colaboração do SNS com os privados, explicou Gonçalo Costa Matias, que estava lado a lado com a ministra da Saúde no final de uma iniciativa que decorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
E a ministra da Saúde garante que o SNS está a postos para o período de maior calor que se avizinha.
Ana Paula Martins garante que o plano para o verão está em marcha.
O plano de verão já está feito há algum tempo. A Direção-Geral de Saúde e a Direção Executiva, da parte da saúde, coordenam a resposta durante o verão, como aliás coordenam durante o inverno. O SNS 24 e o INEM, naturalmente, têm aqui um papel também determinante, assim como todas as unidades locais de saúde e centros de saúde. Isto é muito complexo, como aqui ouviram.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, nessa iniciativa esta tarde sobre inteligência artificial na saúde, em Lisboa.
E a UGT não exclui uma nova greve geral se as alterações às leis laborais forem aprovadas no Parlamento.
Mário Mourão assistiu nas galerias ao debate desta tarde, que terminou com a ideia de que o Chega deverá viabilizar a proposta de reforma laboral do governo para avançar para a discussão na especialidade. Caso isso aconteça, o líder da UGT, Mário Mourão, diz que há espaço para novos protestos.
Vamos acompanhando e evoluindo, porque aquilo que foi hoje aqui discutido, amanhã, se calhar, podem ter outras opiniões. Alguns partidos que fizeram ali algumas declarações, já nos vêm habituando a isso. Portanto, vamos assistir com toda a serenidade. Dizer o seguinte: a UGT não vai desistir de lutar. A UGT vai continuar a lutar contra este pacote laboral. E não está excluída nenhuma forma de luta, incluindo uma greve geral.
Mário Mourão, líder da UGT, avança também que a Central Sindical vai pedir reuniões com os vários grupos parlamentares. Já o secretário-geral da CGTP garante que amanhã vai estar também presente durante a votação e faz um apelo à responsabilidade de todas as bancadas parlamentares.
Do lado dos empresários, o presidente da Associação Empresarial do Minho defende a importância desta legislação.
Ramiro Brito considera que em Portugal se confunde proteção do trabalhador com proteção do posto de trabalho e, por isso, sublinha que a revisão da legislação laboral é crucial.
É, de facto, um sinal dos tempos quando nós vemos a UGT e os partidos políticos de extrema-direita a digladiar-se por um território que, na minha opinião, não protege de todo os trabalhadores. Não protege os trabalhadores porque neste momento em Portugal continua-se a confundir proteção do trabalho com proteção do posto de trabalho ou proteção do trabalhador com proteção do posto de trabalho. O que protege verdadeiramente o trabalhador é a sua empregabilidade, é a dinâmica da economia. E, portanto, a reforma é necessária, até lhe diria mais, até é curta.
Declarações do presidente da Associação Empresarial do Minho no Explicador da tarde política, onde marcou presença também o vice-presidente da UGT, José Abraão.
A Associação de Professores de Português desvaloriza a polêmica em torno da pergunta do exame do 12° ano e considera que não faz sentido repetir a prova.
O Ministério da Educação reconhece a falha e ordenou à Inspeção-Geral de Educação e Ciência a realização de uma auditoria interna ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, em causa uma pergunta no exame de Português que tinha uma imagem semelhante a uma de um manual de preparação para os exames publicado. A Rádio Observador, Carmo Oliveira, da direção da Associação de Professores de Português, desvaloriza e considera que foi uma infeliz coincidência.
A equipa que faz exames terá selecionado essa imagem, que é uma imagem bastante conhecida. Eu conheço colegas que trabalharam com essa imagem em sala de aula e há essa coincidência de ter aparecido num livro de preparação para exames. Eu não li o comunicado, li a comunicação social sobre aquilo que o ministro disse. Basicamente, o que ele diz é que vai tentar averiguar, porque a equipa de exames, pelos vistos, tem essa obrigação de verificar se há redundância nos itens que eles escolhem, se aquilo já saiu em algum livro. A ser assim, tem que se averiguar.
O exame de Português foi realizado por cerca de 81 mil alunos. Carmo Oliveira considera que não há motivo para o repetir, porque os alunos têm que ser capazes de resolver o exercício.
Os alunos que fizeram o exame têm que ser capazes de resolver a questão do grupo 3, independentemente da imagem que lá aparece. Na realidade, os alunos que compraram o livro, que resolveram as provas todas, no fundo, viram essa imagem e a trabalharam. "Esta imagem vai sair em exame." Há de ser um número reduzidíssimo. Repetir o exame por causa disso, na minha opinião, não faz sentido.
A declaração da responsável da Associação de Professores de Português, a Rádio Observador, espera que a situação fique em breve esclarecida.
E o diretor da Polícia Judiciária de Vila Real acredita que o homicídio da menina de oito anos terá sido premeditado pela madrasta que confessou o crime.
E terá ocorrido num contexto de desavenças entre a mulher e o pai da criança. A mulher de 48 anos foi detida pela Polícia Judiciária de Vila Real depois de durante a madrugada ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, apurou que não há informações de que esta criança estivesse sinalizada como estando em risco.
Tivemos essa confirmação da CPCJ de que não havia nenhum processo em curso de acompanhamento desta criança agora encontrada morta. Isto não quer dizer, importa esclarecer, que antes ou antes deste momento não possa ter havido algum outro processo na CPCJ, reencaminhado pela CPCJ para o tribunal ou arquivado. Ou seja, a CPCJ deixa apenas a garantia de que neste momento não havia nenhum processo. Nós tentamos, claro, contactar o Ministério Público para perceber se tinham conhecimento de algum processo relacionado com esta criança que tivesse sido reencaminhado para o Ministério Público, para algum tribunal, mas para já não tivemos resposta.
Miguel Pinheiro Correia, ele que tem estado nas últimas horas a acompanhar este caso da morte de uma criança de oito anos pela madrasta que confessou o crime.
Vamos ao mundial de futebol. Começou com empate a um golo a segunda jornada da fase de grupos.
Empate entre Chéquia e África do Sul, a contar para o grupo A. As duas seleções estão agora com um ponto, depois de terem perdido o jogo inaugural frente a México e Coreia do Sul. Os sul-africanos estiveram a perder boa parte do tempo desde o minuto seis, mas ainda conseguiram resgatar o empate de pênalti aos 83 minutos. A esta hora já decorre o segundo jogo do dia, neste caso, a contar para o grupo B, entre Suíça e Bósnia. E naturalmente, Diogo, nestes primeiros minutos de jogo, o marcador ainda está em branco.
Sim, estamos com sete minutos, Luís. Joga-se na Califórnia e desde logo o destaque vai outra vez a um bocadinho do que acompanhámos no primeiro jogo do dia para a equipe de arbitragem. Desta vez, não por ser história, por ser uma mulher árbitra, mas por ser o árbitro português. João Pinheiro, que faz também ele a estreia neste campeonato do mundo, é de resto o único português entre os árbitros eleitos para este campeonato do mundo. Ora, este também é, Luís, o grupo dos empates, este grupo B, em que todas as seleções empataram e, portanto, estão todas com um ponto, tal como se verifica neste jogo entre a Suíça e a Bósnia, com zero a zero. Mas tal como tu disseste, ainda numa fase muito madrugadora. Do lado da seleção da Bósnia, há uma cara conhecida dos portugueses, mais em concreto do Benfica. O lateral Ammar Dedic, que está no 11, mantém essa titularidade. Destaque também para a entrada do já quarentão Edin Džeko, que não jogou no primeiro jogo. Hoje é o avançado titular da seleção da Bósnia. É apenas a segunda vez que estas duas seleções se defrontam. A única vez aconteceu em 2016, num jogo de preparação, e foi a Bósnia, em solo helvético, que até venceu por 2 x 0.
E o Diogo Overella vai continuar a acompanhar este Suíça-Bósnia, que para já está zero a zero.
Passam nove minutos das oito da noite, Luís, que outros temas marcam a atualidade?
A empresa de tratamento de resíduos Trato Lixo negou ter responsabilidade no foco de poluição que levou à interdição temporária na praia de Santa Marta de Oeiras, no distrito de Lisboa. É o que diz a empresa numa nota. De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, a praia foi temporariamente interditada devido a um episódio de poluição na ribeira da Laje, provocado por uma rutura numa conduta desta empresa. O líder supremo do Irão avisa que não vai aceitar um eventual acordo com os Estados Unidos se as exigências norte-americanas forem demasiado exigentes. Numa declaração lida na televisão estatal, Khamenei admite que tinha uma perspectiva diferente para este entendimento, mas que ainda assim deu luz verde ao memorando por respeito ao compromisso assumido perante o presidente iraniano e outros membros do Conselho Supremo de Segurança do país.
Notícia de fecho do Jornal das 8.