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Jornal das 8 com Luís Soares. E Luís, o líder do Chega acusa Luís Montenegro de ter medo do ministro da Administração Interna. André Ventura vai reunir-se com os órgãos nacionais do Chega para decidir o que fazer em relação às alegadas ameaças proferidas por Luís Neves.
Um episódio que motivou o pedido de uma audiência ao presidente da República, que se realizou esta tarde no Palácio de Belém, em Lisboa. André Ventura quer que Luís Montenegro se pronuncie sobre a conduta de Luís Neves, que considera ser inaceitável, mas para já resiste em pedir a demissão do ministro.
Também não percebo o incômodo do Primeiro-Ministro em falar disto, porque parece que o Primeiro-Ministro tem medo de falar do ministro da Administração Interna e isso é inaceitável para o país. O que temos hoje diante de nós é um Primeiro-Ministro e um líder do PS que têm medo de falar de uma determinada personalidade, mesmo quando essa personalidade ou essa tutela exige escrutínio. Se depois disto, e com isto, o ministro está em condições de continuar ou não. Acho que primeiro o senhor Primeiro-Ministro tem que fazer essa avaliação, mas tem que começar por querer fazê-la.
E agora André Ventura quer ter um encontro com o Primeiro-Ministro para abordar o caso e depois disso, vai levar o tema aos órgãos nacionais do partido. Questionado sobre se em cima da mesa pode estar uma moção de censura ao governo, o líder do Chega remete para mais tarde.
Teremos tempo para fazer essa avaliação. Amanhã é o debate do Estado da Nação. Eu não queria contaminá-lo com nenhuma ação prévia àquilo que é importante: esclarecer o que se passa na situação dos exames nacionais, da economia e na própria administração interna, que não a situação pessoal. Não vamos ter um debate do Estado da Nação sobre a situação de uma pessoa. Vamos ter um debate sobre o Estado da Nação.
André Ventura, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência ao presidente da República, no Palácio de Belém, foi pedida pelo Chega para debater a conduta do ministro da Administração Interna, mas também o regular funcionamento do governo.
E o PS pede rigor ao governo com a afixação das notas dos exames do décimo segundo ano e diz estar mais perto de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito.
Os socialistas já querem que as notas sejam afixadas de forma rigorosa e respeitando as classificações atribuídas pelos professores. Numa declaração aos jornalistas, à margem do Secretariado Nacional do PS, o deputado Porfírio Silva diz que o partido está menos otimista quanto aos esclarecimentos sobre este processo dos exames nacionais.
Estamos hoje menos otimistas quanto a que isto se possa esclarecer sem uma CPI do que estávamos no princípio. Mas não nos vamos precipitar. Nós vamos ver se com os meios normais parlamentares conseguimos que sejam dados todos os esclarecimentos. Até agora os exemplos não são bons.
Porfírio Silva pede ao governo que não cobre pelos pedidos de reapreciação das provas, tendo em conta as dúvidas que existem sobre o processo de avaliação.
Não vamos reivindicar como medida, mas achamos que o ministério tem de ponderar a conveniência de aligeirar a carga econômica para as famílias de pedir reapreciação das provas. Não é normal que tendo criado esta pressão sobre os alunos que fizeram as provas e sobre as suas famílias, se possa exigir que como se tudo tivesse corrido bem, as pessoas tenham que pagar para poderem ter direito a que a sua prova seja vista.
Deputado do PS, Porfírio Silva, porta-voz para o setor de educação, o PS vai esperar pelo debate de sexta-feira para obter os primeiros esclarecimentos por parte do ministro Fernando Alexandre. Ele que vai marcar presença no debate pedido pelo PCP.
E a ministra do Trabalho não exclui voltar à reforma laboral depois do verão. Os patrões colocam condições, mas os sindicatos garantem que o processo está fechado.
Declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho aos jornalistas no final de uma reunião de concertação social, a primeira depois do chumbo do pacote laboral. A ministra deixa já antever que a discussão pode regressar depois das férias, porque, diz Rosário Palma Ramalho, este é um tema inevitável.
É inevitável para Portugal, porque temos uma legislação que é bastante atrasada e pouco preparada para enfrentar os desafios dos novos modelos de trabalho e de eventuais situações econômicas, até menos favoráveis, como já existem neste momento noutros países da Europa.
A ministra do Trabalho, no final da reunião de concertação social, não se compromete quanto aos moldes da forma ou o prazo como o tema vai voltar a ser discutido. No entanto, os sindicatos recusam reabrir a discussão. Mário Mourão, da UGT, diz que é prematuro voltar ao dossiê.
Eu julgo que é prematuro estarmos a falar novamente num dossiê que teve o desfecho que teve. Acho que até poderia ser interpretado como um desrespeito perante um órgão de soberania que é a Assembleia da República, e os partidos têm essa legitimidade e essa competência para aprovar a legislação laboral.
Entendimento de Mário Mourão, da UGT, do lado da CGTP, o tema está enterrado, nas palavras de Tiago Oliveira.
A CGTP não podia deixar de fazer o balanço daquilo que foram onze meses de luta dos trabalhadores relativamente ao pacote laboral, a forma como o governo conduziu todo este processo, a forma como tentou durante todo este processo fugir à discussão com a CGTP, a que os trabalhadores não derrotaram um pacote laboral vazio de conteúdo. Derrotaram uma política, derrotaram um objetivo. Para a CGTP, este assunto está enterrado.
A garantia do secretário-geral da CGTP, os patrões avisam que é preciso criar condições para que as empresas possam pagar os salários previstos no acordo de valorização salarial. Mas Gustavo Paulo Duarte, que se estreou como presidente da Confederação do Comércio, admite que é difícil regressar ao tema.
Pegar no mesmo E tentar outra vez já é difícil. Este próprio pacote já é difícil. Ele próprio já foi rejeitado uma vez e portanto, trazer avulso, temo que as que são aprovadas são todas a favor dos trabalhadores e as que são rejeitadas são todas contra as empresas. Acho que devemos pegar num pacote sério, equilibrado, criar condições boas para os trabalhadores em Portugal e para as empresas e trazer uma proposta diferenciadora.
A posição da Confederação do Comércio. Já a Confederação do Turismo entende que o governo deve falar com o PS, com a UGT e também com o Chega para saber qual a posição destes partidos e a central sindical, antes de regressar ao tema da revisão da legislação laboral.
Vamos ao Mundial de Futebol. Já se joga a segunda meia-final entre Inglaterra e Argentina.
E um destes países vai encontrar Espanha na final da prova. Connosco em estúdio está o Diogo Varela, que vai estar a acompanhar esta partida. E Diogo, nos primeiros minutos, naturalmente, ainda o marcador está em branco.
Mas o jogo está bem riscadinho, Luís. São praticamente sete minutos e meio em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, mas posso dizer que tem havido mais troca de palavras e aqueles carinhos que muitas vezes os jogadores trocam dentro do relvado do que propriamente futebol bem jogado. Sobretudo, do lado inglês com Jude Bellingham, tem sido o alvo maior por parte dos argentinos, e do lado argentino, Leandro Paredes, também de Giuliano Simeone, muito a pisar o risco. Prevê-se um dia complicado, neste caso, uma noite complicada para o árbitro Ismael Elfath. Ele que tem passaporte norte-americano, mas ascendência marroquina, é o árbitro desta partida. É também um clássico do futebol mundial, recordando que Argentina e Inglaterra já se defrontaram 14 vezes, sendo que há uma larga vantagem para os ingleses, com seis triunfos. A equipe argentina tem apenas duas vitórias, sendo que uma delas é aquela mais icônica do México de 86, o tal jogo dos quartos de final que a Inglaterra perde contra a Argentina com dois gols de Maradona, um deles a mão de Deus e o outro em que Maradona finta todo o meio-campo da Inglaterra e faz um dos melhores gols da história. Para já agora, Luís, com nove minutos, mantém-se o 0 x 0, mas o sinal é para o jogo quentinho que estamos a assistir.
E o Diogo Varela vai continuar a acompanhar e trazer tudo ao longo da noite aqui na Rádio Observador.
Luís Soares com o Jornal das Oito.