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Para informação . Notícias na Rádio Observador com Luís Soares. E Luís, o primeiro-ministro recusa que exista caos na correção dos exames nacionais, mas admite problemas. O PS pede a demissão do ministro da Educação.
Este foi um dos temas a marcar o debate do Estado da Nação, esta tarde no Parlamento. O primeiro-ministro não quis garantir que as pautas com as notas dos exames são publicadas amanhã e assumiu alguns problemas com o processo. Miguel Vitor Dias.
Foi ao fim de hora e meia que Luís Montenegro quis vincar.
Não há nenhum caos nos exames em Portugal. Não há. Lamento dizer-lhe, há problemas.
O primeiro-ministro deu conta de que 99,5% das provas estão corrigidas, mas que sem os 0,5% em falta, a fixação das pautas fica comprometida. Mas independentemente da defesa inicial de Luís Montenegro, o PS, ao fim de quatro horas de debate, pediu a saída do ministro.
Se respeita a meritocracia, o senhor sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si, mas por outra pessoa.
Eurico Brilhante Dias, já no encerramento, mas foi só aí também que o PSD saiu em defesa de Fernando Alexandre.
Senhor ministro, nós estamos consigo, porque o ministro da Educação de Portugal está ao lado dos professores, está ao lado da mudança que nós queremos fazer neste país.
Alexandre Poço, do PSD, já na reta final, depois de André Ventura ter criticado a falta de liderança de Luís Montenegro.
Eu não sei se foi o amuleto da seleção ou não. É claro que não foi, porque fomos eliminados mal pusemos os pés nos Estados Unidos. Nós queremos um primeiro-ministro, não é pra ir a jogos da seleção, é pra trabalhar por Portugal.
O primeiro-ministro procurou passar ao lado do tema e nos 30 minutos de intervenção inicial nunca falou dos problemas com os exames, culpando o aumento da população pelo falhanço dos serviços públicos.
Os números destaparam verdades escondidas dos governos do Partido Socialista. O descontrole migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais.
Luís Montenegro, que foi desafiado pela oposição a pedir desculpa aos professores, mas optou antes por lembrar o investimento do governo no setor.
Não há na nossa história democrática que tenham dado tanta preferência e prioridade ao estatuto dos docentes, dos professores. Mais de 84 mil docentes tiveram condições para progredir nas carreiras.
O primeiro-ministro a recordar a recuperação do tempo de serviço e a defender o processo de digitalização, que garante que será mais rigoroso e transparente quando estiver em funcionamento integral.
Miguel Vitor Dias e o essencial do debate do Estado da Nação, centrado muito na polêmica em torno da correção dos exames nacionais, com Luís Montenegro a não querer deixar garantias de que as notas dos exames sejam efetivamente publicadas amanhã. Mas há instantes, já à saída do Parlamento, o ministro da Educação deixou uma garantia muito rápida. Aí Vasco Maldonado Correia.
Sim, uma curta nota deixada aos jornalistas, mas com esse sinal positivo. Fernando Alexandre parou muito brevemente aqui pelos Passos Perdidos da Assembleia da República para deixar um agradecimento aos professores que, diz, responderam muito bem ao apelo deixado pelo próprio esta manhã, para que fosse possível cumprir a data estipulada pelo Ministério da Educação e manifestou a esperança, Fernando Alexandre, de que depois deste esforço final, que ainda está a decorrer, vai ser possível divulgar os resultados dos exames de todas as disciplinas amanhã à tarde. Fica, por isso, um cenário mais pacífico para o governo e para o próprio ministro, que amanhã aqui vai estar mais uma vez, logo de manhã, para o debate de urgência, para tentar perceber o que correu mal com a correção destas provas, com a transição digital na correção destes exames. Agora, já com esse novo limite, repito, amanhã à tarde, mas com um sentimento positivo de que a polêmica à volta dos exames não passa de amanhã.
Vasco Maldonado Correia, em direto do Parlamento. Amanhã à tarde, o ministro da Educação está confiante de que as notas dos exames nacionais vão ser publicadas.
O Ministério da Educação esclarece que o acesso às provas corrigidas pode ser feito por iniciativa das escolas ou a pedido do aluno.
Esclarecimento que surge depois do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas ter revelado que a cópia das provas só seria enviada mediante requerimento dos encarregados de educação. Numa resposta à Observador, o ministério explica que cabe às escolas decidir se disponibilizam a todos os alunos a cópia dos exames realizados, sem que os encarregados de educação solicitem a consulta da prova. Esse envio pode ser por iniciativa da escola ou a pedido do aluno. Durante uma das duas sessões de esclarecimento esta tarde com os diretores das escolas, o EDUCA tinha adiantado que seria necessário um requerimento e Filipo Lima explicou à Rádio Observador que para os encarregados de educação seria um processo simples, mas que traria mais trabalho às escolas. Ainda assim, garantia que os estabelecimentos de ensino estavam preparados para essa tarefa.
Depois o problema, o trabalho que vai ter, vai ser a escola, não são os pais. Os pais têm a tarefa mais fácil, que é pedir nas escolas e podem pedir por e-mail e podem pedir presencialmente. Mas depois o trabalho vai ser nosso, porque temos que encontrar o e-mail do pai, do encarregado de educação. Temos também que ter ao nosso lado o número convencional e temos que dizer na plataforma, portanto, que o exame em formato digital pode seguir para aquele encarregado de educação. As escolas estão prontas para fazer esse trabalho. Nós sempre estivemos do lado da solução e nunca do problema, embora alguns políticos não reconheçam isso.
Declarações do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, ainda antes do Ministério da Educação ter clarificado as indicações durante a segunda sessão com os diretores, que se realizou às 16h. A mesma informação será explicitada no envio que o EDUCA vai fazer às escolas com o guião de utilização das plataformas, ou seja, todos os alunos podem ter acesso às provas, pode ser feito esse acesso por iniciativa das escolas ou a pedido do aluno
Ainda no debate do Estado da Nação, o líder do Chega, André Ventura, desafiou o Governo a apresentar uma moção de confiança.
André Ventura fala em degradação do Executivo e deixou o apelo até por várias vezes.
Senhor Primeiro-Ministro, isto é um governo em degradação acelerada, é um governo em decomposição acelerada. E talvez o senhor deva mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu governo.
Um apelo que André Ventura foi repetindo por três vezes. Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou confiança nos vários ministros, incluindo no da Administração Interna.
Se eu mantenho a confiança política no senhor Ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor Ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado. Essa pergunta, senhor deputado, é retórica. O senhor deputado sabe que o pressuposto para estar no governo é precisamente a confiança que o primeiro-ministro deposita nos membros do seu governo.
É a garantia deixada por Luís Montenegro perante as críticas do Chega no debate do Estado da Nação, esta tarde no Parlamento.
Luís, vamos ainda a outras notícias em destaque.
Pelo menos 12 mil mortes em excesso foram registradas na Europa durante o auge da onda de calor excepcional verificada no mês passado. São dados da Agência France-Presse. Segundo este levantamento, o pico da onda de calor levou à morte em excesso em sete países. A France-Presse explica que estes números podem aumentar à medida que mais dados estatísticos forem surgindo. O presidente da Ucrânia nomeou Yevhenii Khmara, um oficial de carreira dos serviços secretos ucranianos, como Ministro da Defesa interino. Anúncio feito por Volodymyr Zelensky na rede social X, em que elogia a vasta experiência do oficial no Serviço de Segurança da Ucrânia. Ontem, o anterior titular da pasta demitiu-se do cargo de Ministro da Defesa, que ocupou durante apenas seis meses, devido a desentendimentos com o chefe das Forças Armadas. A epidemia do vírus Ebola, declarada há dois meses na República Democrática do Congo, está a propagar-se mais rapidamente do que todas as epidemias anteriores. O alerta foi deixado pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, numa conferência de imprensa em Genebra. Ele diz que foram notificados mais de 2 mil casos e quase 80 mortes, números alcançados mais rapidamente do que na epidemia de 2018. A maior preocupação da OMS recai atualmente sobre a transmissão da doença numa província do nordeste da República Democrática do Congo. Devido às tempestades, a recolha de painéis solares para reciclagem aumentou de 213 toneladas no primeiro semestre do ano passado para mais de 3,3 mil em igual período deste ano. São dados divulgados pelo SEMELETRÃO. Na lista dos mais recolhidos estão também frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores. No total, o SEMELETRÃO recolheu e reencaminhou para reciclagem mais de 24 mil toneladas de equipamentos elétricos usados no primeiro semestre do ano, mais 19% do que nos primeiros seis meses do ano passado.
Luís Soares com as notícias na Rádio Observador.