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São 8 em ponto. Jornal das 8, na Rádio Observador, uma edição do jornalista Miguel Viterbo Dias. Miguel, no primeiro dia, apenas 300 estudantes se candidataram ao ensino superior.

Um número que no ano passado era superior a 10 mil candidaturas. Este ano, apenas 304 foram apresentadas no primeiro dia do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. Este número reduzido pode estar relacionado com os problemas que existiram na classificação digital das provas e com a intenção de pedir a reapreciação das notas. O ministro da Educação lembrou que as notas que subirem depois dos pedidos de reapreciação podem ser utilizadas na mesma, na primeira fase de candidaturas, mesmo depois do prazo limite, que está marcado para 5 de agosto.

Miguel, depois das críticas do ministro, o ex-presidente do Júri Nacional de Exames diz que o governo nunca lhe pediu um relatório sobre o teste piloto à digitalização das provas.

Durante a manhã, numa audição na Assembleia da República, o ministro da Educação pediu justificações ao ex-presidente do Júri Nacional de Exames sobre os riscos da digitalização e garantiu que nunca viu nenhum relatório formal sobre o assunto.

Quais foram os erros graves na prova de Filosofia? É que o governo não tem relatório nenhum. O senhor ex-presidente do Júri Nacional de Exames veio falar, mas a verdade, ele não deixou relatório nenhum. Ou seja, se ele tem informação ou tinha informação que não partilhou, nem sequer com a Direção Geral de Educação, nem com o Educa, se ele tinha essa informação e não a transmitiu, ele vai ter que explicar isso.

Aviso deixado ao antigo presidente do Júri Nacional de Exames. Mais tarde, o secretário de Estado da Educação disse que não havia um relatório, mas que existiu uma troca de informações. Entretanto, à Rádio Observador, o ex-presidente do Júri Nacional de Exames garante que o Ministério da Educação não solicitou qualquer relatório sobre o teste piloto dos exames de Filosofia do ano passado.

Não houve nenhum pedido por parte da tutela. Aliás, o que normalmente os decisores políticos, os gestores e os grandes decisores políticos, normalmente quando tomam determinado tipo de decisões, fazem-no na posse da maior informação possível. Ao Júri Nacional de Exames não foi pedido qualquer relatório sobre o piloto de Filosofia. A tutela, se não tinha na posse alguma informação do júri, poderia tê-la pedido, exigido relatórios, como o fez, por exemplo, relativamente às provas do nono ano, no ano passado.

Luís Duque de Almeida sinaliza ainda a disponibilidade para enviar o relatório, apesar de considerar que já vem tarde e diz que o ministro está, uma vez mais, a tentar passar culpas.

E seguimos, Miguel, com o presidente da República, que quer que se tirem ilações do processo de digitalização dos exames.

E avisa que as dificuldades não se podem repetir na segunda fase. António José Seguro publicou uma mensagem no site da presidência, depois da reunião semanal com Luís Montenegro. O chefe de Estado pede sentido de exigência e a salvaguarda do princípio da igualdade entre todos os alunos e exige que o governo tenha mecanismos de prevenção já para a segunda fase, pedindo que se evitem repetir os mesmos erros. Nesta missiva, António José Seguro diz que tem mantido várias reuniões e contactos e regista a preocupação dos alunos, famílias e professores. O chefe de Estado termina com uma mensagem de confiança na qualidade das escolas, no empenho dos professores e deixa também uma mensagem de solidariedade para com os alunos.

E o PSD, Miguel, defende-se ao dizer que este escrutínio aos exames só existe por causa do modelo implementado.

A deputada social-democrata Ana Gabriela Cabilhas defende o ministro Fernando Alexandre, mas também o processo de digitalização dos exames. Em entrevista ao Sofá do Parlamento, na Rádio Observador, Ana Gabriela Cabilhas diz que todo este escrutínio também só é possível por causa do modelo que foi implementado.

É mais transparente e eu creio que aqui está a grande virtude. Os alunos, a grande parte dos alunos, já têm acesso à sua prova digital e, portanto, conseguem claramente comparar aquilo que fizeram, o acesso à prova e olhar também para os critérios de classificação. E este nível de transparência nunca existiu no nosso sistema educativo. Nós hoje estamos com este grau de escrutínio sobre este sistema de avaliação externa, precisamente porque há este novo modelo.

A deputada do PSD, em entrevista ao Observador, em que admite falhas, mas garante que esta decisão não é uma política pública errada. Ana Gabriela Cabilhas critica ainda a oposição por estar mais concentrada nos políticos do que nas políticas.

Já o ministro da Administração Interna garante que vai responder ponto por ponto, Miguel, às polémicas relacionadas com o empreiteiro e amigo João Carvalho.

Luís Neves reagiu hoje em Viana do Castelo à abertura de um inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República. A Polícia Judiciária encontrou indícios de abuso de poder e descaminho que envolvem Luís Neves no caso do atrelado que foi interceptado nas instalações da empresa do empreiteiro amigo do ministro da Administração Interna. A notícia foi avançada pelo Expresso, confirmada, entretanto, pelo Observador, junto de fonte judicial. E hoje, no aniversário do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo, Luís Neves falou, mas sem permitir perguntas.

Estou habituado ao escrutínio e por isso respeito muito a comunicação social. Há mais de 30 anos que assim é, numa relação de total transparência. Nos últimos dias, tenho vindo a ser alvo de ataques que colocam em causa a minha honra e a minha dignidade, valores mais sagrados que qualquer pessoa tem. Estou a reunir todos os documentos, tudo aquilo que eu entendo que é relevante para, ponto por ponto, vos esclarecer a todos.

E acrescentou ainda que está concentrado no desempenho das funções de ministro.

Estou focadíssimo, muito motivado em fazer um bom trabalho, sobretudo neste momento do ano, que falamos dos incêndios rurais, dos incêndios florestais e que, como sabem, alguns de vós já estiveram comigo em vários cenários. Tenho estado próximo de todas aquelas pessoas da área de proteção civil Deixo, sobretudo aos bombeiros, à UPS, GNR, ao ICNF e à área da proteção civil, uma nota de profundo agradecimento e de reconhecimento pelo trabalho que têm vindo a fazer ao nosso exército.

Luís Neves, aqui com sons recolhidos pelo repórter Ricardo Loureiro, no aniversário do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo. Já no explicador da tarde política, o advogado Paulo Saragoça da Mata explica que, sendo que este caso envolve um ministro, o inquérito terá que ser levado a cabo pelo Tribunal de Relação, através da Procuradoria-Geral da República, para procurar responder às questões centrais deste caso.

A questão a que tem que responder o inquérito é: quem autorizou a saída do outro lado, com que fundamento jurídico, qual o ato formal e em que condições de guarda e fiscalização? E por último, com conhecimento de que autoridade judiciária. Porque se existir documentação válida e uma cadeia de custódia preservada, autorização suficiente, relevância penal poderá reduzir significativamente ou desaparecer.

Paulo Saragoça da Mata acrescenta ainda que o caso se torna mais grave se forem verificadas irregularidades praticadas enquanto Luís Neves desempenhava as funções de diretor nacional da Polícia Judiciária.

Seguimos nesta edição das 20h. Depois do secretário de Estado do Trabalho ter definido a revisão em alta do salário mínimo, a ministra não se compromete.

Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o Governo não fecha nem abre a porta a um aumento acima do previsto no salário mínimo nacional de 2027, que está agora fixado nos € 970. Questionada sobre a necessidade de um eventual ajustamento, a ministra insiste que a perspectiva é, neste momento, a de cumprir com o acordo em vigor. Só que estas declarações surgiram minutos depois do secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, ter apresentado o relatório de emprego e formação, em que defendeu que já se deveria estar a negociar em alta o salário mínimo do próximo ano.

E no futebol, Miguel Viterbo Dias, Rui Costa não abre jogo sobre o interesse do Benfica em João Palhinha.

Quando questionado sobre o interesse dos encarnados pelo ex-médio do Sporting, Rui Costa procura fugir ao assunto, lembrando apenas o alto salário do jogador.

João Palhinha é jogador do Bayern Munique. Vocês sabem as condições que o João Palhinha tem no Bayern Munique, sabem as condições que o Bayern Munique pede pelo João Palhinha. Neste momento, nós estamos focados e concentrados com os jogadores que temos no Benfica Campos, que estão a trabalhar para que na quinta-feira possam ter a primeira vitória da época oficial.

O presidente dos encarnados, em declarações aos jornalistas, aqui recolhidas pela RTP, à margem de um evento do Benfica em Lisboa. Sobre António Silva, confirma apenas o interesse do Bournemouth, mas diz que não há acordo. Já sobre o Scheldrup, diz apenas que não há propostas pelo jogador norueguês. O Benfica tem quinta-feira o primeiro jogo oficial da época, a segunda preliminar de acesso à Liga Europa contra os suíços do St. Gallen, às 19h.

Temos nove minutos para lá das 8h da noite. Tempo ainda para atualizar outras notícias que importa destacar esta terça-feira, Miguel.

Depois de Nuno Borges se ter apurado pra segunda ronda do Estoril Open nesta tarde, agora foi Jaime Faria. O português venceu o tenista croata por 6x3 e 6x4. Está também na segunda ronda deste torneio, que é o único torneio português do circuito ATP, a primeira divisão do ténis mundial. Há assim três portugueses na terceira ronda, Jaime Faria, Nuno Borges e também Tiago Torres. As seguradoras pagaram mais de € 1 bilhão em indenizações na sequência dos estragos provocados pelas tempestades. O anúncio foi feito hoje no Parlamento pelo presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. No total, depois do comboio de tempestades que passou pelo país no início do ano, foram registados 218 mil sinistros. O presidente do regulador dos seguros estima perdas totais na ordem de mais de € 5 bilhões.

Ponto final nesta edição das 20h. As notícias estão de regresso em formato sucinto às 20h30, já com a edição da Laura Figueiredo. É com ela a noite informativa, por aqui, na Rádio Observador. Por isso, Miguel Viterbo Dias, um abraço. Bom descanso.

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