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Vamos atualizar as notícias. Notícias na Rádio Observador com o Miguel Cordeiro. Miguel, a CGTP vai convocar uma grande manifestação nacional para o dia 17 de outubro. Vai acontecer em Lisboa, Porto e Coimbra.

O anúncio foi feito esta tarde pelo secretário-geral da Central Sindical. Tiago Oliveira explicou que a CGTP, entre 17 de setembro e 17 de outubro, vai realizar diversas ações em empresas e locais de trabalho, com o objetivo de envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho, e vai avançar com essa grande manifestação a 17 de outubro.

Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo de realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.

Tiago Oliveira, declarações captadas pela Agência Lusa. Nesta conferência de imprensa da CGTP, a Central Sindical defendeu também o aumento do salário mínimo nacional para € 1.100,00 no próximo ano, sendo que a CGTP quer também um aumento generalizado dos salários em Portugal.

É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP, de valorização dos salários. E a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de € 150,00 no aumento geral para todos os trabalhadores. E vamos exigir, a partir de 01/01/2027, os € 1.100,00 de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.

Números da CGTP para levar à concertação social no momento de discutir os aumentos dos salários, principalmente o aumento do salário nacional. € 1.100,00 é o que quer a CGTP para o próximo ano, quer também esse aumento salarial de 15% para todos os trabalhadores, num mínimo de € 150,00, isto já para 2027.

E os profissionais da Guarda Nacional Republicana prometem não recuar com os protestos anunciados esta tarde.

Os militares da GNR juntam-se aos profissionais da PSP em ações de protesto a acontecer entre setembro e outubro. Ações que vão culminar numa grande manifestação nacional prevista para esse mês de outubro. O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, garante que só com medidas concretas do governo seria possível desconvocar os protestos. Ainda assim, sinaliza disponibilidade para negociar.

Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.

César Nogueira, ao vivo na Rádio Observador, nesta tarde política de sexta-feira. As ações hoje anunciadas são motivadas pelo incumprimento das prometidas revisões dos salários e das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda critica a falta de avanços nestas matérias e defende que as medidas sejam incluídas no orçamento do Estado.

Já passaram mais de dois anos, dois anos e dois meses, digamos assim, sem que haja qualquer avanço, sem que haja qualquer proposta no sentido de resolver essa questão ainda este ano, para que tenha efeito no próximo ano, em janeiro de 2027. Estamos prestes a começar a discutir o orçamento de Estado e nós queremos ver contemplado no orçamento de Estado verbas para que essas questões possam ser, de facto, resolvidas.

César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, em declarações à Rádio Observador. Em comunicado que foi divulgado esta tarde, ainda antes dessas declarações à Rádio Observador, a estrutura que representa os militares da GNR refere também que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, está a ter um mediatismo negativo e considera, esta associação, que o ministro não tem peso político para conseguir, junto do Ministério das Finanças e do primeiro-ministro, o cumprimento dos acordos que foram assumidos.

E o CHEGA apresentou um projeto de lei para reduzir o IVA dos combustíveis e André Ventura desafia José Luís Carneiro a votar a favor desta medida.

Diz que se o PS não o fizer, está a ser totalmente hipócrita nesta matéria.

O Partido Socialista andou o verão todo a dizer que a culpa era do CHEGA, de não termos aprovado a descida dos impostos sobre os combustíveis. Então nós, no dia 24 de setembro, temos no Parlamento uma ordem do dia toda para duas coisas: para o IVA do cabaz alimentar e para o IVA dos combustíveis. Se o PS decide também chumbar isto, então não é só não ter palavra, é pura hipocrisia. Mais vale encerrarem a loja, irem pro outro lado fazer política, porque toda a gente perceberá que é mentira, mentira, mentira e mentira.

Declarações de André Ventura esta tarde, em Cascais. Diz que José Luís Carneiro, no dia 24, tem possibilidade de ser um homem de palavra. É nesse dia, 24 de setembro, que vai ser discutida na Assembleia da República a descida do IVA nos combustíveis. O CHEGA avançou hoje com um projeto de lei com essa medida.

E Miguel Anarec acusa o governo de ganhar dinheiro com os impostos sobre os combustíveis.

E acusa também o governo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro na crise energética. João Durão, presidente desta associação, diz que o governo tem de baixar a carga fiscal sobre os combustíveis, fala em perda de competitividade exagerada face a Espanha. E relativamente à descida do ISP, João Durão acredita que essa medida não se reflete numa verdadeira diminuição da carga fiscal dos portugueses.

Reduzir o quê? Mas o que é que reduziu até agora o governo? Quando eles dizem que vão reduzir, a única coisa que diz é: "Não vamos ganhar mais do que o que estamos a ganhar, porque já estamos a ganhar muito". É o que eles têm dito, se nós entendermos a comunicação deles

Mas mesmo assim continuam a ganhar mais do que ganhavam. A oposição tem razão quando diz que desde que a crise começou, o governo já arrecadou milhões. Eu não tenho aqui as contas deles, espero que um dia, se quiserem, eles nos enviem para provar o contrário.

João Durão acusa também o ministro da Energia de lucrar com o gás de garrafa e de atacar diretamente o mercado nacional.

Tem incorporado numa garrafa pequena doméstica, três euros e tal de ISP. Pedimos ao governo então acabe lá com o ISP na garrafa doméstica, porque isto também é de primeira necessidade. E até hoje, já passou muito tempo e continua tudo igual. Portanto, quando o governo diz "não ganhamos mais", olha, faça-nos conta, o governo pensa que estamos todos atentos. E depois vem a senhora ministra que me mete muita impressão, ainda por cima atacou-nos forte, tentando acabar com o gás de garrafa. Tudo isto não é ser verdadeiro, não é ser correto. Quando se fala que tem que haver um mix de energia, não é depois tirar dinheiro das garrafas de gás e dizer "agora vamos acabar". Nem que a senhora tenha lá um fogão novo em sua casa, um esquentador novo, não interessa, desde que seja a gás, vem tudo fora, que nós pomos lá um novo a eletricidade. Isto não é correto.

A NAREC exige uma redução dos impostos sobre os combustíveis.

O líder do Chega falou também de Pedro Passos Coelho, que avisou o governo que está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais.

Sim, André Ventura, nessa visita hoje à Santa Casa da Misericórdia, em Cascais, para além de falar da redução dos combustíveis, falou também sobre esse prefácio de um livro de Pedro Passos Coelho, em que o ex-primeiro-ministro deixa um aviso político ao governo. O tempo para avançar com reformas está a esgotar-se. André Ventura diz que infelizmente tem de concordar com Pedro Passos Coelho.

Pedro Passos Coelho tem razão. Nós não temos uma linha de reforma do governo que diga assim: "Estamos a fazer reformas e são reformas positivas para o país". Não as estão a fazer e quando as estão a fazer, estão a fazê-las erradamente e no sentido errado. Portanto, sim, infelizmente, Pedro Passos Coelho tem razão. Ainda bem que é do PSD, que assim não dizem que é uma questão do Chega. É mesmo o reconhecimento de uma ala do PSD de que este é um caminho de desastre.

Palavras de André Ventura, que diz também que sabe que há dirigentes social-democratas a tentar alertar Luís Montenegro para a má gestão do país.

E assim que fechamos este jornal das oito, teve a edição do Miguel Cordeiro.