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Domingo. Muito boa noite ao Jornal das 9, com António José Soares e a começar na política, o novo governo da Aliança Democrática já tomou posse.

A cerimónia decorreu ao final da tarde, no Palácio da Ajuda, em Lisboa. No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as eleições reforçaram a confiança no primeiro-ministro, mas o presidente da República deixou um aviso: os portugueses não deram um cheque em branco à AD. O presidente da República notou ainda o fim do domínio absoluto do PS e do PSD e uma viragem de Portugal para partidos mais radicais e menos centristas.

As eleições de 2024 e 2025 mostraram o fim desse ciclo e um virar de página agora mais pronunciado. Ou seja, as fórmulas, as forças políticas e as lideranças não são eternas. E a um ciclo de um lado, sucedeu, na nossa democracia várias vezes, um ciclo do lado oposto ou diferente. Mas os portugueses não se limitaram a substituir mais claramente este ano, um ciclo por outro. Na Europa, os chamados moderados de centro-direita e centro-esquerda, começaram mais cedo a perder peso e a dividirem-se, e forças novas ou renovadas, mais radicais, a subir progressivamente.

E a falar diretamente para Luís Montenegro, Marcelo Rebelo de Sousa exige ao recém-empossado primeiro-ministro, ambição.

Conhece e tentou fazer o seu melhor para manter as contas certas herdadas, o desemprego baixo e o crescimento estabilizado. Ir ao encontro do mais urgente por resolver. Sarar feridas, cumprir promessas, aquietar, ainda que em alguns casos simbolicamente, setores desesperançados. Na educação, na saúde, nas Forças Armadas, nas forças de segurança, na administração pública e na Justiça. Agora, a meta de Vossa Excelência é bem mais ambiciosa. Quer ir e tem de ir à raiz estrutural do que precisa de se ajustar a um novo Portugal.

O desafio de Marcelo Rebelo de Sousa a Luís Montenegro, o chefe de Estado cumpre os últimos meses do mandato e depois de António Costa, este é o segundo primeiro-ministro a quem dá posse por mais do que uma vez.

E depois do desafio de Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro promete ter coragem de execução nas políticas públicas.

E deixa alguns exemplos. O primeiro-ministro promete um combate sem tréguas à burocracia e diz que quer reformar o Estado para todos.

Quero declarar hoje, aqui, solenemente, guerra à burocracia, à falta de capacidade de articulação entre organismos públicos, à demora nas respostas às solicitações das pessoas, das instituições e das empresas, ao excesso de regulamentação e à cultura de quintal de muitas entidades, funcionários e dirigentes. A mudança que vamos fazer não é contra ninguém, é a favor da criação de riqueza e de mais bem-estar para todos.

O primeiro-ministro promete também baixar os impostos e manter as contas certas. Já para cumprir as obrigações internacionais, Luís Montenegro quer chegar aos 2% do PIB em defesa já este ano.

Nesse contexto, apresentarei na próxima cimeira da NATO a antecipação do objetivo de alcançarmos 2% do nosso Produto Interno Bruto nos encargos desta área, se possível, já no ano de 2025. Trata-se de um plano que vamos ultimar nos próximos dias e de que darei conhecimento prévio aos dois maiores partidos da oposição. Um plano realista, que não porá em causa as funções sociais e o equilíbrio orçamental.

As palavras do recém-empossado primeiro-ministro Luís Montenegro promete usar a maioria maior, que recebeu nas eleições, e governar com humildade.

Agora são nove horas e quatro minutos e depois, António, do discurso do primeiro-ministro na tomada de posse, chegaram reações dos partidos.

André Ventura fala num governo de continuidade, mas admite dar benefício da dúvida a Luís Montenegro. Ainda assim, o presidente do Chega defende que são precisas reformas. Já pelo PS, Carlos César mostrou-se favorável à ideia de reforma do Estado. O socialista diz que há reformas importantes a fazer em setores como a saúde e a educação, mas que a presença do Estado não pode ser colocada em causa. Pela IL, Angélique da Teresa diz ter reconhecido bandeiras liberais no discurso de Luís Montenegro. Quanto ao Livre, pela voz de Isabel Mendes Lopes, destaca o investimento na defesa e critica a intenção do Luís Montenegro de apenas falar com os três principais partidos. Pelo CDS, Paulo Núncio sublinha a nova presença dos populares no Executivo e fala num bom governo. Bloco de Esquerda e PCP não marcaram presença na tomada de posse.

E uma das novas apostas do Executivo de Luís Montenegro é o Ministério da Reforma do Estado.

Ouvido no Explicador desta tarde, antes da tomada de posse do governo, Paulo Núncio, do CDS, diz que a criação do novo ministério demonstra a prioridade da AD em reformar e modernizar o Estado.

O número de cargos políticos começou a crescer durante os governos do PS, mas bateram os recordes com Luís Montenegro. Portanto, foram 26.400 cargos políticos que foram atribuídos já com Luís Montenegro. E, portanto, aquilo que nós consideramos é que PS e PSD têm um problema grave com a redução da despesa do Estado.

Já do lado do Chega e perante esta nova pasta do governo, Rui Afonso critica o PS e o PSD. Afirma que nenhum dos partidos consegue reduzir a despesa do Estado.

O número de cargos políticos começou a crescer durante os governos do PS, mas bateu nos recordes com Luís Montenegro. Foram 26.400 cargos políticos que foram atribuídos, já com Luís Montenegro. Aquilo que nós consideramos é que PS e PSD têm um problema grave com a redução da despesa do Estado.

Já do lado do PS, Marina Gonçalves defende que simplificar não significa cortar as principais funções do Estado.

Se é certo que devemos simplificar, se é certo que é importante desburocratizar o acesso a uma dimensão fundamental do Estado, isso não pode significar uma dimensão de corte no acesso daquelas que são as funções fundamentais do Estado. E é com preocupação que vemos isso.

Marina Gonçalves acrescenta ainda que as intenções por trás da criação deste novo Ministério da Reforma do Estado preocupam os socialistas.

Edição das 9h e agora no plano internacional, o secretário-geral da ONU exige o fim da impunidade de Israel e faz uma homenagem aos 168 trabalhadores das Nações Unidas que morreram ao serviço da agência da ONU de assistência aos refugiados palestinianos.

Este é o maior número de mortes de funcionários na história das Nações Unidas. Também esta tarde, Lula da Silva defendeu o reconhecimento do Estado da Palestina e acusou Israel de cometer um genocídio premeditado. Lula da Silva fez também críticas à ONU, diz que os habitantes da Faixa de Gaza não podem ser tratados como cidadãos de segunda ou de terceira categoria.

Agora também no desporto e no futebol, joga-se exatamente a esta hora a segunda semifinal da Liga das Nações, que irá definir o adversário de Portugal no próximo domingo.

A partida está a decorrer em Estugarda e começou há poucos minutos a segunda parte. Espanha está a ganhar por 2 x 0 à França. A confirmar-se este resultado, vamos ter um duelo ibérico no próximo domingo, Nuno, às 20h. E cá estaremos, aqui na Rádio Observador, para fazer o relato em direto desta final da Liga das Nações, onde Portugal, mais uma vez, vai marcar presença.

Agora 9h07. Para fechar, António, há que atualizar também toda a informação do âmbito local.

A Avenida Marginal de São Jacinto, em Aveiro, vai encerrar ao trânsito aos fins de semana e feriados, a partir deste sábado e até 21 de setembro. Esta é uma restrição que acontece todos os anos no verão. O trânsito vai também estar cortado nos dias 22, 23 e 24 de agosto, devido ao Festival das Dunas de São Jacinto 2025. A partir de amanhã, os passageiros do Metro de Lisboa vão conseguir ouvir excertos dos poemas mais emblemáticos de Luís de Camões. É uma iniciativa do Metropolitano de Lisboa e da estrutura de missão da Biblioteca Nacional de Portugal para celebrar os 500 anos do nascimento do famoso poeta português. Os poemas podem ser ouvidos através do código do QR code, que vai estar disponível em vários cartazes distribuídos pelas carruagens. O Hospital de São João, no Porto, tem um novo jardim sensorial exclusivo para os utentes psiquiátricos. O espaço pretende desenvolver competências motoras, cognitivas, sensoriais e promover a interação social. Santarém vai abrir um AgroHub para acelerar a inovação tecnológica no setor agroalimentar em Portugal. O projeto é da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém. O AgroHub vai ocupar uma área de quase 2000 metros quadrados com laboratórios, cozinha de testes e uma oficina tecnológica. Em Ourém, as obras na Praia Fluvial do Agual vão prolongar-se até o final de junho, mas o presidente da Câmara garante que vão ficar concluídas a tempo do início oficial da época balnear, que habitualmente começa em julho. A intervenção contempla a colocação de mais areia e mais chapéus de sol, de forma a aumentar a capacidade da praia. Terminamos no Seixal, onde o Parque Urbano do Miratejo vai receber o Festival Seixal World Music, de 13 a 15 de junho. O evento tem entrada gratuita e leva ao palco artistas de São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Senegal. O objetivo é celebrar a diversidade cultural através da música.

Edição de António José Soares para voltar daqui a pouco às notícias da noite de quinta-feira com "Santos Populares" aí à porta.

É verdade.

E, portanto, o "PopUp" versa sobre santos populares.

Ui, que bom! É o meu mês favorito, é o mês de junho.

É muito bom, não é?

É muito bom.

Eu adoro esta época. Sardinha.

É sardinhas, é bifanas, é música. O tempo já está bom.

E música é tutular também.

É uma maravilha. Podia ser 12 meses de junho durante o ano e eu era o homem mais feliz do mundo.

Também eu. Olha, então até já.

Até já.

A seguir, então, a primeira parte do "PopUp".