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Notícias com edição da Laura Figueiredo. E começamos, Laura, pela corrida a Belém. Empate técnico entre André Ventura, Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo é o resultado da mais recente sondagem para as presidenciais.

Uma sondagem feita pela Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público. De acordo com este estudo, o candidato apoiado pelo Chega aparece em primeiro lugar com 22% das intenções de voto. Marques Mendes aparece logo a seguir com 20%. Em terceiro, surge Gouveia e Melo, com 18% das intenções de voto. Seguem-se os candidatos apoiados pelo PS e pela Iniciativa Liberal. António José Seguro conta com 16%, Cotrim Figueiredo com 14% das intenções de voto. Mais atrás, estão empatados Catarina Martins e António Filipe, com 3% das intenções de voto, e por fim, Jorge Pinto, com 2%.

E Laura, no caso de uma segunda volta, o líder do Chega perderia tanto contra Luís Marques Mendes como contra Henrique Gouveia e Melo e ainda António José Seguro.

É precisamente o que diz a sondagem. O Centro de Estudos e Sondagens de Opinião explica que sempre que Ventura está nesta segunda volta, o opositor vence, mas quando não está, o resultado é mais equilibrado, com maior probabilidade de vitória para Luís Marques Mendes. Esta sondagem mereceu já o comentário de André Ventura esta noite no frente a frente com Gouveia e Melo na RTP1. O candidato apoiado pelo Chega diz que na segunda volta, provavelmente todos vão unir contra ele.

E entretanto, Laura, dois candidatos presidenciais já reagiram ao chumbo da Lei da Nacionalidade pelo Tribunal Constitucional. Catarina Martins aplaude. Luís Marques Mendes diz que não é preciso dramatizar.

As quatro normas chumbadas esta tarde pelo Tribunal Constitucional resultaram de um acordo entre PSD e Chega. Falamos, por exemplo, do alargamento dos prazos para pedidos de nacionalidade ou também da perda de cidadania portuguesa para quem seja condenado por crimes graves. Os juízes consideram que essa sanção seria arbitrária e desproporcional. Dizem que o princípio da igualdade previsto na Constituição era desrespeitado. Marques Mendes considera que não se deve dramatizar o chumbo da nova versão da Lei da Nacionalidade.

O que há a fazer não é estar a dramatizar esta matéria, é fazer aquilo que se impõe nos termos da Constituição. O Tribunal Constitucional decidiu, o Tribunal Constitucional tem que ser respeitado. Finalmente, acho que nos temos que habituar todos a esta ideia, que é muito democrática e muito constitucional, que é assim: podemos gostar ou não gostar, mas as decisões do Tribunal Constitucional são para respeitar.

Luís Marques Mendes, em declarações aos jornalistas no Palácio da Bolsa, no Porto, depois da apresentação do livro intitulado "Luís Marques Mendes: Uma Vida Política", de autoria do jornalista do Observador, Luís Rosa. Já Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda na corrida a Belém, aplaude a decisão dos juízes do Palácio Ratton, de chumbarem a Lei da Nacionalidade.

E ainda bem, até por duas razões. A primeira, porque a lei era má, as leis eram más e cruéis. E em segundo lugar, porque, na verdade, aquilo que preocupa quem vive e quem trabalha em Portugal não era nada do que aquilo em que o Governo se teve a mexer. E o Governo, em vez de resolver o que conta, tinha decidido fazer uma lei cruel, que o Tribunal Constitucional vem chumbar, provando que os valores do nosso país são outros, são os do humanismo e os da solidariedade.

Catarina Martins, em declarações aos jornalistas na Madeira, onde está em campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro. Tendo em conta o chumbo pelo Constitucional, o Presidente da República vai ter de vetar a lei e o Parlamento vai ter de a rever.

E seguimos agora com o PS, diz estar disponível para negociar uma nova lei da nacionalidade.

Tendo em conta a decisão, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, pede humildade ao governo de Luís Montenegro.

Felizmente, a lucidez jurídica prevalece hoje. Esperemos que a lucidez política a acompanhe também e prevaleça também. Espero que haja humildade suficiente da parte do Governo para perceber que não é dono da razão, nem sequer é dono de uma maioria que lhe permite fazer tudo e que possa ter a capacidade de se sentar a tentar encontrar soluções novamente equilibradas para estas matérias.

O apelo do Partido Socialista, mas da parte do PSD, ainda não há uma resposta direta à pergunta sobre se a aritmética parlamentar na revisão da lei é para manter. Com o Chega, o seu PSD se vira para o Partido Socialista. António Rodrigues diz apenas que o objetivo é seguir o rumo das políticas do Governo.

É bom que saiamos. Nós faremos um percurso idêntico àquele que fizemos na Lei dos Estrangeiros, considerando as disposições que o Tribunal Constitucional considere inconstitucionais, mas também considerando aquelas que nós concordamos relativamente a essa matéria e que fazem parte do próprio programa do Governo e da vontade da política que o Governo tem exercido estes últimos anos.

O deputado do PSD, António Rodrigues. Já o Chega, pela voz da deputada Cristina Rodrigues, diz que o Constitucional está a entrar no jogo do Partido Socialista.

Aquilo que nos parece é que o Tribunal Constitucional está a fazer oposição à Assembleia da República e acho que temos que olhar para isto e perceber realmente o que é que está a acontecer com o Tribunal Constitucional. Há aqui um desrespeito por uma maioria parlamentar que é alargada. Há um desrespeito pelo voto dos portugueses, porque esse foi um dos temas mais abordados e mais falado durante o período eleitoral e, portanto, o Tribunal Constitucional está a tentar entrar no jogo aqui do PS, de efetivamente atrasar na secretaria.

Já o deputado da Iniciativa Liberal, Jorge Miguel Teixeira, considera que a unanimidade dos juízes em três normas traz maior responsabilidade aos deputados na revisão que vão ter de fazer.

Acho que o fato dessas três propostas terem sido consideradas de forma unânime deve fazer todos os que podem alterar a Lei da Nacionalidade pensar. Portanto, obviamente, que isso nos dá uma exigência adicional relativamente ao planeamento das propostas que teremos de introduzir na lei, no Parlamento. Portanto, sim, é uma circunstância exigente, mas lá está o nosso papel, resolver os problemas que os portugueses querem ver resolvidos.

Quanto ao Livre, o porta-voz Rui Tavares considera que PSD e Chega sabiam que a nova lei da nacionalidade era inconstitucional e que fizeram de propósito para que fosse chumbada. Pelo PCP, Paulo Raimundo diz que concorda com a decisão do Tribunal Constitucional e considera que esta nova versão continha inconstitucionalidades evidentes. Quanto a José Manuel Pureza, o novo coordenador do Bloco de Esquerda, aponta que o Tribunal Constitucional deu a resposta que devia. Fala numa derrota clamorosa para o governo e para a extrema-direita.

E na atualidade internacional, Laura, Donald Trump diz que o acordo de paz na Ucrânia está mais próximo do que nunca.

Os últimos dias têm ficado marcados por várias reuniões entre Volodymyr Zelensky, também uma delegação norte-americana e vários líderes europeus em Berlim. O presidente dos Estados Unidos participou hoje num destes encontros por videochamada e faz um balanço positivo das negociações.

Tive uma longa e muito boa conversa há uma hora com o presidente Zelensky e com os outros líderes europeus que estão envolvidos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Também já tivemos várias conversas com o presidente Putin e, por isso, acho que estamos mais próximos agora do que alguma vez já estivemos. Estamos a receber um enorme apoio dos líderes europeus, porque eles também querem acabar com isso.

Donald Trump, numa conferência de imprensa na Casa Branca há pouco. Também recentemente, num comunicado divulgado, os líderes europeus garantiram que foram hoje feitos progressos significativos nas negociações. Agradecem ao presidente dos Estados Unidos por estar a tentar garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Os líderes da União Europeia garantem também que concordaram em trabalhar em conjunto com Donald Trump e Volodymyr Zelensky para preservar a soberania ucraniana e a segurança europeia. O encontro que aconteceu na capital da Alemanha contou também com a presença do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, entre outros líderes europeus.

E a fechar e no desporto, ao intervalo, o Futebol Clube do Porto está a vencer, Laura, por um bola a zero a equipa do Estrela da Amadora.

Num jogo a contar para a jornada 14 da Primeira Liga de futebol e com o Futebol Clube do Porto a tentar aumentar vantagem para o Sporting. No Dragão, tempo de intervalo, com o Futebol Clube do Porto a vencer com golo de Samu, que marcou de grande penalidade aos 17 minutos.

E é um jogo para acompanhar com relato aqui em direto. A segunda parte na Rádio Observador. Emissão especial de desporto que retomamos já daqui a pouco. A Laura Figueiredo está de regresso com as notícias depois da emissão especial. Até já.

Até já.