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O António José Soares. Edição das 9. António, boa noite. O Bloco de Esquerda pede a demissão do Ministro da Educação e exige uma comissão de inquérito aos exames nacionais.
São declarações de José Manuel Pureza, depois da Mesa Nacional do Partido, que decorreu em Lisboa. O coordenador do Bloco responsabiliza Fernando Alexandre pelo caos na realização e correção das provas nacionais e diz que o ministro não tem condições para continuar a exercer o cargo. José Manuel Pureza considera também que o pagamento de horas extra aos professores classificadores não é uma generosidade, é apenas uma obrigação de cumprimento da lei.
Havendo trabalho suplementar, ele tem que ser evidentemente remunerado. Sobre isso não há a menor das dúvidas. Há aqui um princípio básico do direito do trabalho, da decência, que é a remuneração do trabalho pela intensidade desse mesmo trabalho. E, portanto, é estranho que um dirigente político venha anunciar a remuneração do trabalho como se isso fosse uma coisa extraordinária. Não há nada de extraordinário, é apenas dizer aquilo que é uma verdade do senhor de La Palisse. Há trabalho, deve ser remunerado.
Declarações do líder do Bloco de Esquerda depois da Mesa Nacional do Partido.
Já a FENPROF considera patética a decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão, António José Soares, a corrigir os exames nacionais do 12º ano.
Assim é, Vicente. Confrontado com esta decisão, com esta medida, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, considera que o pagamento de horas extra não resolve o problema de fundo. José Feliciano Costa insiste ainda na falta de condições para a continuidade do Ministro da Educação.
É estranho. Não sei se o governo já perdeu a confiança política no ministro Fernando Alexandre. Não sei se ele apresenta um porta-voz, que não é uma solução, não é solução nenhuma, a questão das horas extraordinárias, portanto, é no mínimo estranho. Até porque nós também entendemos que, face a tudo o que está a acontecer, o ministro da Educação não nos parece que tenha condições para continuar no cargo, não nos parece que esteja à altura das exigências e das responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa.
José Feliciano Costa, em declarações à Rádio Observador, uma reação à decisão do governo de pagar horas extra aos professores que estão a corrigir os exames nacionais.
E António, o deputado do LIVRE, Paulo Muacho, alerta para o risco de uma eventual revisão constitucional.
São declarações no congresso do partido, que está a decorrer este fim de semana em Sintra. O deputado do LIVRE acusa o PSD de fazer um arranjinho de bastidores com o Chega e que teve a cumplicidade do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, que terá resultado num adiamento da abertura do processo de revisão constitucional anunciada pelo Chega para 2027. A proposta em causa ataca diretamente os direitos, liberdades e garantias, diz Paulo Muacho, que acrescenta que se quiserem trazer de volta os três Salazares, vão ter de enfrentar o país do 25 de Abril. Ainda no Congresso do LIVRE, Jorge Pinto criticou o governo, diz que o executivo está a agir como se tivesse maioria absoluta, quando é um governo minoritário e dá como exemplo o que está a ser feito no setor da habitação.
Não é inevitável termos um governo que quando apresenta medidas para o setor da habitação, se calhar aquele onde mais coragem era preciso tomar decisões, todas e cada uma das medidas apresentadas pioram a qualidade de vida dos portugueses, pioram a balança entre o poder dos proprietários e o poder dos inquilinos. Isso não é inevitável. E lá estaremos, certamente, na Assembleia da República para dizer que conosco isso não vai passar.
Jorge Pinto, no Congresso do LIVRE, o ex-candidato às presidenciais avança para o lugar de Rui Tavares, que vai deixar a liderança do partido.
E também a marcar a atualidade nacional este sábado, o presidente da República lamenta a morte em serviço de um militar da Brigada de Trânsito da GNR, na sequência de um atropelamento em Alcobaça.
António José Seguro reconhece o sentido de missão no cumprimento do dever. Numa nota publicada no site oficial da Presidência da República, o chefe de Estado transmite as suas mais sentidas condolências à família. O militar da Brigada de Trânsito da GNR foi atropelado mortalmente por um veículo no IC2, na sexta-feira à noite, em Redondas, Conselho de Alcobaça. Estava a controlar o trânsito junto de um caminhão que se tinha incendiado pouco antes e foi atropelado por um condutor que não parou no local, mas regressou depois e apresentou-se junto das autoridades, tendo sido detido. O condutor apresentava uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 gramas por litro.
E seguimos com a Ordem dos Engenheiros, enviou dois especialistas portugueses para a Venezuela para avaliar as infraestruturas do país.
Os engenheiros Humberto Varum e Luís Guerreiro vão avaliar a segurança dos edifícios, das estruturas em estado crítico e ainda as redes essenciais nas zonas mais afetadas. O objetivo é identificar riscos e prioridades de intervenção. A Ordem admite ainda avançar mais tarde com uma missão internacional alargada para apoiar a fase de reconstrução.
E em Espanha, as vítimas mortais do incêndio em Almeria, na província da Andaluzia, terão ignorado as ordens de evacuação que lhes foram transmitidas.
Uma informação avançada pelo ministro responsável pela Proteção Civil e Resposta a Emergências do governo andaluz, António Sánchez, diz que à última hora, quando decidiram fugir, estas pessoas foram pro lado errado, o que lhes acabaria por custar a vida. O fogo, que continua a lavrar neste sábado, terá levado à morte pelo menos 12 pessoas. Além das vítimas confirmadas, as autoridades continuam à procura de 23 desaparecidos, tendo a Guarda Civil já recebido sete participações de paradeiros desconhecidos. Vários dos mortos são cidadãos estrangeiros, incluindo quatro britânicos que estavam nesta zona de Los Galardos.
Com seis minutos para lá das 9h, vamos ainda nesta edição atualizar a informação de âmbito local, António, que está a marcar este sábado.
Já se sabe a causa dos casos de intoxicação alimentar nas Caldas da Rainha. De acordo com os resultados dos exames de laboratório, foi um surto de norovírus que levou mais de 120 pessoas a apresentarem dores de cabeça, abdominais, náuseas e outras indisposições. Destas, 68 foram para as urgências, mas não há registro de casos graves. Fica assim esclarecida a origem desta intoxicação alimentar, que não está relacionada com a comida do torneio desportivo Futmania, de onde surgiram a maior parte dos casos. Em Ovar, há denúncias de atrasos na entrega do correio e de falhas nos CTT. Um alerta da Câmara Municipal depois de receber queixas de moradores e empresas. A Autoridade Nacional de Comunicações confirma constrangimentos operacionais no centro de distribuição local. Já os CTT garantem estar a acompanhar a situação e a tomar medidas para normalizar o serviço. Em Corroios, no Seixal, a Polícia Judiciária deteve uma mulher de 54 anos. É suspeita do homicídio qualificado do marido, de 57, na sequência de um episódio de violência doméstica ocorrido a 29 de junho. Segundo as autoridades, a mulher terá esfaqueado a vítima. A arguida está em prisão preventiva. A prova Rampa do Moinho vai condicionar o trânsito amanhã em Loures. Várias ruas vão estar cortadas entre 8h30 e 12h30. A PSP apela aos condutores para respeitarem a sinalização e as indicações dos agentes destacados para o evento. Por Santarém, o trânsito vai estar condicionado a partir de segunda-feira, devido às obras na muralha do concelho. A reabilitação vai decorrer até o final de agosto. A circulação vai estar condicionada nas ruas Luís de Camões, Travessa das Figueiras e na Travessa da Calçada das Figueiras. A autarquia apela ao cumprimento de sinalização temporária e das indicações no local durante os trabalhos. Terminamos na Póvoa do Varzim, onde a Câmara Municipal volta a dinamizar aulas gratuitas de aeróbica de praia já a partir de segunda-feira. As sessões decorrem até o dia 28 de agosto, às 11h, no Parque Lúdico e Desportivo Bruno Alves.
É o ponto final nesta edição das 9 da noite, com o António José Soares, que está de regresso com a informação resumida e atualizada às 21h30. Um abraço, António, até já.
Até já, Vicente.
E já a seguir, nesta hora das 9, vamos começar com "Porque Sim Não é Resposta", o episódio da última sexta-feira. O psicólogo Eduardo Sá conversa com a Judite França.