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Temos notícias antecipadas. Jornal das nove, com edição da jornalista Laura Figueiredo. E começamos, Laura, com a moção de censura ao governo, que foi rejeitada no Parlamento e com um protesto do Chega na reta final.

Os deputados do Chega pediram a demissão do ministro da Administração Interna até ao último minuto e, depois da votação que ditou o chumbo da moção de censura, levantaram-se gritando em conjunto o mesmo pedido. AD, IL, Livre e PAN votaram contra. O PS, PCP, Bloco de Esquerda e Juntos pelo Povo abstiveram-se. Só mesmo o Chega votou a favor. No debate, o primeiro-ministro respondeu às críticas da oposição com dois anúncios com impacto nos bolsos dos portugueses. Miguel Vitor Dias.

Para responder a uma moção de censura, Luís Montenegro vinha com dois anúncios no bolso.

Atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas de forma progressiva. A segunda, uma redução do IRS até ao sexto escalão.

O bónus dos pensionistas e a descida do IRS vão ter impacto mais perto do final do ano, com o primeiro-ministro a atirar a André Ventura por não querer falar do que interessa verdadeiramente ao país.

Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, moções.

Com Luís Montenegro inspirado, depois de ouvir André Ventura evocar Deus para pedir a saída do ministro.

Como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo? Em nome de Deus, em nome do país, vá-se embora!

O líder do Chega, que diz ter escolhido o lado certo da história, mostrou até saudades de Pedro Nuno Santos ou Rui Rio, por posições anteriores sobre ética. Certo é que, depois de ouvir as críticas da oposição, o primeiro-ministro reforçou a confiança em Luís Neves.

O atual ministro da Administração Interna é um excelente ministro da Administração Interna e Portugal precisa dele.

Luís Montenegro a elogiar o trabalho do ministro, com o líder do PS, José Luís Carneiro, a vestir o fato da responsabilidade.

Nós não pedimos a demissão da ministra da Saúde. Nós não pedimos a demissão do ministro da Educação. Nós também não pedimos a demissão do ministro da Administração Interna. O que é que vai fazer para quebrar com esta situação institucional, que é uma situação que está a criar uma fragilidade na confiança dos cidadãos?

Já o porta-voz do Livre, Jorge Pinto, também pediu uma reflexão.

Que se questione a partir de que momento a sua permanência no governo faz mais mal do que bem.

Mais assertiva foi a Iniciativa Liberal.

Por que opta em proteger o homem, em vez de proteger a autoridade do cargo que ele ocupa?

Mariana Leitão a pedir a saída do ministro, num debate que acabou por ir a vários temas, com Paulo Raimundo, do PCP, a preferir deixar desde já um reparo aos anúncios do governo.

Os reformados não precisam de comprar alimentos só para o Natal em dezembro. É agora, senhor primeiro-ministro.

O secretário-geral comunista, com o PAN e o Bloco a questionarem a informalidade de Luís Neves na liderança da PJ.

Miguel Vitor Dias com os destaques do debate da moção de censura, com um plenário que ficou surpreendido com a reação do Chega depois da votação.

Já há muito tempo que não tínhamos alêndro e, portanto, tinha que acontecer. Isso não dignifica o Parlamento. Senhor deputado.

Os deputados do Chega levantaram-se a bater com as mãos na mesa e a pedir a saída de Luís Neves, perante a crítica de Aguiar Branco. Esta foi a terceira moção de censura enfrentada por Luís Montenegro, a segunda apresentada pelo Chega.

E o ministro-sombra da Justiça do Chega, Rui Gomes da Silva, acusa o primeiro-ministro de utilizar os anúncios do suplemento extraordinário para pensionistas e de alívio no IRS como resposta à contestação em torno da continuidade de Luís Neves no governo.

Rui Gomes da Silva considera que Luís Montenegro está sem soluções de governação e que por isso acena com aumentos.

O primeiro-ministro vai a um debate para falar de questões éticas e morais e para calar pelo menos 65% dos portugueses que estão completamente contra a presença de Luís Neves no governo, o que o primeiro-ministro anuncia? Aumentos. E se continuar a contestação, o primeiro-ministro anuncia aumentos. Fala-se do ministro da Educação, fala-se do ministro da Saúde. Já se sabe agora que o primeiro-ministro, como não tem soluções de governação, vai aumentando.

O ministro-sombra da Justiça do Chega, Rui Gomes Silva. Do lado do PSD, Duarte Pacheco junta-se às críticas à atuação de Luís Neves. O antigo deputado social-democrata considera que a postura do ministro não se coaduna com a atividade política e que o ministro da Administração Interna está a desviar as atenções das conquistas do Executivo.

Essa forma de estar não se coaduna com a política, que alguém tenha uma função pública. E o primeiro-ministro devia ter tido essa sensibilidade. Eu acho que no seu íntimo, ele gostaria que o ministro tivesse apresentado a demissão atempadamente. Até porque o governo, claro, tem alguns problemas que tem, nomeadamente na Saúde e vimos nos últimos fins de semana, mas tem tido êxitos sucessivos na esfera económica e que não consegue transmitir isso aos portugueses, porque não se fala do assunto.

Duarte Pacheco, do PSD, que admite que a situação de Luís Neves é insustentável. Já pelo PS, o antigo ministro da Educação, João Costa, confessa que gostaria de ver um presidente da República mais interventivo, não apenas nesta, mas também em outras questões.

Eu acho que temos um estilo de presidência radicalmente diferente do anterior e isso causa estranheza. Tínhamos um presidente da República que comentava tudo a toda hora, desde jogos de futebol até ao que se passava na política e agora temos um presidente da República muito reservado. Gostaria de ver o presidente da República, por vezes, um bocadinho mais interventivo, sem voltarmos a ter um modelo de que eu fui bastante crítico, que é um presidente da República comentador.

João Costa, Duarte Pacheco e Rui Gomes da Silva, que foram os convidados desta tarde do Explicador.

E seguimos com o ex-ministro da Educação. João Costa lamenta que o governo de António