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Voltamos a atualizar as notícias na Rádio Observador, Jornal das 10 com Vasco Maldonado Correia. Vasco, não há motivo para alarme. O presidente da Câmara de Viseu assegura que o tiroteio desta tarde num centro comercial na região não afeta a vida dos cidadãos.

Fernando Ruas garante que se trata de um incidente isolado e de um ajuste de contas entre famílias rivais. À Rádio Observador, o autarca confirma também que ainda decorre a busca pelo atirador, que já terá, entretanto, saído do distrito de Viseu. Por isso explica que a normalidade vai continuar a reinar no distrito de Viseu.

O atirador saiu, seguramente, da cidade e neste momento está a ser procurado pela GNR e já estava sob suspeita, ao que vamos ouvindo. A cidade é conhecida por ser uma cidade pacífica, os próprios habitantes de etnia cigana não causam aqui grandes problemas, têm uma relação normal com a cidade. A cidade é pacífica. Um acontecimento destes podia acontecer em qualquer sítio, até na aldeia mais recôndita podia ter acontecido. Não é isto que vai alterar os hábitos pacíficos e de sã convivência que esta cidade tem.

Recordo que uma pessoa morreu, duas ficaram feridas depois de uma troca de tiros no Palácio do Gelo. O centro comercial já foi, entretanto, reaberto ao público. Fernando Ruas explica os motivos que levaram à troca de tiros desta tarde.

Aquilo que nos chega é que foi a rixa entre duas famílias de etnia cigana, ambas naturais de concelhos fora de Viseu. Concelhos próximos que, pelos vistos, vieram fazer compras, mas que já tinham tido antecedentes noutras situações. A rixa, ao que ouvimos, vem de longe e agora se concretizou da forma mais complicada, com o resultado de um morto, que é sempre de lamentar, e dois feridos, que felizmente estão livres de perigo.

Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, aqui em entrevista à Rádio Observador esta noite.

E quem também já reagiu ao tiroteio foi o presidente do Chega, que pede mais autoridade para a polícia.

André Ventura diz que a situação vivida hoje à tarde em Viseu retrata aquilo que é o país real, que a classe política quer esconder. Deixa um aviso: sem medidas para combater a criminalidade violenta, estes casos só vão aumentar.

É o exemplo do país real que está a acontecer. Não obstante, muitos dirigentes e políticos parecerem querer esconder esta realidade. Isto infelizmente não é caso único, tem-se repetido noutros pontos do país. Zé, por muito que isto custe a algumas pessoas, nós temos que perceber que se não tivermos uma autoridade forte e uma mão forte no país, o país acabará por ser engolido por esta onda de violência.

André Ventura, presidente do Chega, em entrevista há instantes, na última hora, à CMTV, aqui a reagir ao tiroteio que já causou a morte de uma pessoa em Viseu.

E o Bloco de Esquerda acusa o primeiro-ministro de ser incendiário e arrastar a Polícia de Segurança Pública para uma luta com a extrema-direita.

Fabian Figueiredo, líder parlamentar do partido, pede ao primeiro-ministro para deixar de instrumentalizar a polícia para uma luta eleitoral com o Chega. Em conferência de imprensa, diz que Montenegro está a usar as forças de segurança para benefício próprio.

Claro que a polícia faz investigações, claro que a polícia faz detenções, é a sua função. O que é novo é termos um primeiro-ministro que se substitui ao diretor nacional da PSP e que faz discursos inflamados sobre problemas de insegurança que não existem. Nós temos um primeiro-ministro incendiário. Oiçamos as palavras da associação mais representativa da Polícia de Segurança Pública, que reconhece o óbvio: há uma instrumentalização da polícia para a ação política do PSD.

Fabian Figueiredo, que acusa o governo de ter lançado uma caça aos imigrantes e afirma que Luís Montenegro perdeu hoje uma excelente oportunidade para pedir desculpa ao país.

E Vasco, um registo inadequado é a causa encontrada pelo Ministério da Saúde para a falha no encaminhamento de doentes pela linha SNS 24.

Em causa uma notícia divulgada pela SIC, que dava conta de uma criança encaminhada para uma urgência que estava fechada no dia de Natal. De acordo com os serviços partilhados da tutela, em comunicado, o erro deve-se a um registo inadequado da plataforma por um dos interlocutores nomeados pela Unidade Local de Saúde Oeste. A Ministra da Saúde tinha anunciado ontem que seria feita uma auditoria para perceber o que correu mal na linha SNS 24.

E o presidente do grupo de trabalho que monitoriza o plano de governo para o SNS pede que algumas medidas para o setor sejam repensadas.

O primeiro relatório de avaliação do desempenho do Plano de Emergência e Transformação na Saúde foi ontem entregue ao Ministério da Saúde. Indica que 70% das medidas prioritárias e urgentes do plano do governo para o SNS estão concluídas. Mas à Rádio Observador, o médico Carlos Robalo Cordeiro avisa que ainda há questões que merecem a atenção da tutela.

O eixo três tem a ver com as urgências, a requalificação do espaço de urgências, com a separação da urgência de psiquiatria, da urgência geral, é uma medida que era impossível de ser implementada no curto prazo a um nível nacional. E portanto, ela está obviamente não concluída, em curso, e é uma medida que deve ser repensada.

Carlos Robalo Cordeiro, também diretor do Serviço de Pneumologia da Unidade Local de Saúde de Coimbra, fala num relatório positivo, mas alerta que há muito por fazer.

Já se chegou a um número interessante, 70%. Evidentemente que muito há a fazer. Por exemplo, em relação ao primeiro eixo, que é o eixo que tem a ver com as listas de espera cirúrgicas e também listas de espera de consulta, portanto, as chamadas respostas a tempo e horas. Evidentemente que é fundamental reforçar mais ainda o acesso à consulta especializada. E isso tem a ver, como é evidente, também com dificuldades de recursos humanos.

Carlos Robalo Cordeiro, convidado do Direto Assunto da Rádio Observador, avisa ainda que há dificuldades na captação de médicos para o SNS.

E Vasco, vamos agora conhecer outros temas que marcam a atualidade.

Atenção aos planos para a passagem de ano. A noite de viragem para 2025 vai contar com temperaturas mínimas entre os três graus negativos e os 10 positivos, dados divulgados hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que dizem respeito a todo o continente. O estado do tempo vai estar condicionado por um anticiclone localizado sobre a Península Ibérica. Para dia 31, prevê-se céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se em geral muito nublado no nordeste transmontano e na Beira Alta, com formação de neblina ou nevoeiro matinal também nestas regiões. O Presidente da República lamenta a morte prematura de Raúl Almeida, presidente do Turismo Centro de Portugal. O também antigo autarca da Câmara Municipal de Mira morreu hoje aos 53 anos. Numa nota publicada no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa lembra uma vida dedicada à causa pública, deixa uma nota de pesar aos familiares e amigos. E a fechar, já tomou posse a nova bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Sofia Ramalho promete lutar por melhores políticas públicas, melhores condições de trabalho para a classe. A psicóloga sucede Francisco Miranda Rodrigues, que esteve oito anos no lugar de bastonário.

Notícia de fecho do Jornal das 10.