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Parte sul do país. Jornal das 10, na Rádio Observador, com António José Soares. E António, o Produto Interno Bruto deve ser investido para melhorar a vida das pessoas e não em material de guerra. É uma posição defendida pelo secretário-geral do PCP.
Foram declarações de Paulo Raimundo, em Mirandela, no final de uma sessão pública sobre o Nordeste Transmontano. O líder comunista diz que a loucura dos 5% do PIB em material de guerra serve apenas para responder às vontades daqueles que querem lucrar com isso.
Nós temos duas opções: ou investimos 5% do PIB na guerra, ou investimos o dinheiro necessário do PIB para melhorar a vida das pessoas. Com a guerra, não vamos melhorar a vida das pessoas.
Portanto, acha que é um mau princípio?
Claro, é um princípio terrível. Porque, ainda se nos dissessem assim: "É preciso investir mais, porque nós precisamos de melhorar o nosso material militar. Nós precisamos de apoiar os combatentes, nós precisamos de aumentar os salários e as condições de trabalho dos militares". Se fosse assim, nós estamos disponíveis para isso. Achamos que isso é importante, mas não é disso que estamos a falar.
Paulo Raimundo aproveitou ainda para falar do sistema de mobilidade do Tua, que o partido acredita que ainda pode ser uma realidade e que o comboio pode voltar a circular.
E a ministra da Cultura, do Desporto e da Juventude admite um governo de continuidade.
Foi numa visita à Feira do Livro, em Lisboa. Margarida Balseiro Lopes não adianta que medidas vão ser tomadas na nova legislatura, mas admite um trabalho de continuidade do atual executivo face ao anterior governo.
Este é um novo governo, porque tomou, obviamente, ontem posse. É o 25º governo constitucional, mas há uma continuidade, como é evidente. Aliás, do ponto de vista daquela que é a equipa governativa, a esmagadora maioria dos titulares das pastas mantêm-se e, portanto, não será surpreendente que, obviamente, o trabalho que será feito será de continuidade.
Já quando questionada sobre se o aumento dos gastos em defesa vai afetar setores como a cultura, Margarida Balseiro Lopes prefere não responder. Ainda assim, deixa uma garantia: o novo governo espera uma legislatura de quatro anos, com tempo para poder implementar todas as ideias que tem para os vários setores. A ministra da Cultura, Desporto e Juventude remete as soluções do executivo para o programa de governo, que vai ser apresentado e discutido em breve.
Nós, os ministros, tomámos posse ontem e vamos ter nos próximos dias a apresentação daquele que é o programa do governo. Nessa altura, serão plasmadas aquelas que são as nossas ideias para cada uma das áreas governativas e vamos ter, além da apresentação do programa do governo, um período de discussão.
Declarações da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, ao final da tarde, na Feira do Livro, em Lisboa.
E a AD promete governar ao centro nesta legislatura. André Ventura fala numa traição ao eleitorado.
É a reação do presidente do Chega às declarações do primeiro-ministro esta tarde, em que Luís Montenegro disse que a Aliança Democrática vai negociar à esquerda e à direita. Ventura deixa críticas às declarações do chefe do governo.
A expressão do senhor primeiro-ministro, hoje mesmo, de dizer, quando confrontado pelos jornalistas, que governará, cito: "Um bocadinho para os dois lados. Um bocadinho para o lado do PS, um bocadinho para o lado do Chega". É mais uma traição àquela que foi a votação dos portugueses no dia 18. Os portugueses não votaram um bocadinho no PS, por isso deram-lhe os piores resultados da sua história. Por isso, fizeram demitir o secretário-geral do Partido Socialista e por isso disseram que não querem o Partido Socialista. Se Luís Montenegro não compreende isto, terá que compreender da pior forma nos próximos meses. O Chega não veio para fazer arranjos como os outros fizeram em 50 anos.
André Ventura, numa conferência de imprensa ao final da tarde, na sede do Chega.
Eduardo Marçal Grilo não compreende o que Luís Montenegro quer dizer com governar ao centro e negociar tanto à esquerda como à direita.
O antigo ministro da Educação do PS foi o convidado do Explicador desta tarde da Rádio Observador. Marçal Grilo pede ao primeiro-ministro que seja mais claro.
Isso tem que ser explicitado. É preciso perceber caso a caso o que é que se pretende. O que é que isso significa, por exemplo, numa reforma da Justiça? O que é que isso representa relativamente a uma nova política de financiamento da defesa? O que é que isso significa relativamente ao sistema de saúde? O que é que significa o chocar entre a esquerda e a direita? Não sei, isso o primeiro-ministro terá que explicar.
Marçal Grilo entende ainda que a única forma de resolver os problemas do país passa por entendimentos entre o PS e PSD. Considera que é preciso capacidade dos dois partidos para conseguirem uma solução que não passe pelo Chega. Já quanto às eleições presidenciais, o antigo governante não se mostra entusiasmado com a candidatura de António José Seguro.
Eu acho que a candidatura do doutor António José Seguro é um bom reforço para a candidatura do doutor Marques Mendes. E mais não digo.
Marçal Grilo no Explicador da Tarde Política da Rádio Observador.
E Vitalino Canas apoia a candidatura de José Luís Carneiro à liderança do Partido Socialista, mas diz que vai ser um secretário-geral com várias dificuldades.
Ouvido pela Rádio Observador, o ex-deputado do PS afirma que José Luís Carneiro vai enfrentar mais obstáculos do que Pedro Nuno Santos, por ter um PS mais deprimido na Assembleia da República.
Eu preferiria que houvesse mais que um candidato, embora seja apoiante de José Luís Carneiro, mas sinceramente preferiria que houvesse
Mais pessoas a disputarem a eleição. Se vai ser um bom líder, eu acho que sim, mas vai ser um líder com imensas dificuldades, porque o Partido Socialista não está, nesta altura, em muito boa forma. Já não estava anteriormente. Obviamente, quando Pedro Nuno Santos assumiu o cargo de secretário-geral do Partido Socialista, tinha o partido em dificuldades. E José Luís Carneiro, se vier a ser o único candidato e se vier a ser eleito como secretário-geral, irá ter ainda mais dificuldades.
Apesar da tarefa difícil que tem pela frente, Vitalino Canas acredita que o candidato a secretário-geral do PS tem experiência suficiente e moderação para ser um bom líder. José Luís Carneiro apresenta a candidatura à liderança do Partido Socialista amanhã, às 17h30, na sede do PS, em Lisboa.
António, Portugal vai estar representado ao mais alto nível na terceira Conferência das Nações Unidas sobre o oceano.
O encontro arranca na próxima segunda-feira, em Nice, França, e a presença portuguesa está assegurada com o primeiro-ministro, a ministra do Ambiente e Energia, o ministro da Agricultura e Mar e o secretário de Estado das Pescas e do Mar. Esta é uma conferência que vai ter como tema acelerar a ação e mobilizar todos os intervenientes para conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos.
E segundo o Ministério do Ambiente e Energia, o governo leva à conferência de Nice a mensagem de que a proteção do oceano é uma prioridade estratégica, tanto do ponto de vista ambiental como económico.
O executivo vai apresentar também um novo regime legal para criar e gerir áreas marinhas protegidas e que poderá abranger zonas remotas, mas ricas em biodiversidade. Maria da Graça Carvalho tem na agenda um encontro bilateral com a ministra da Transição Ecológica de Espanha para reforçar a cooperação ibérica na proteção do oceano. A terceira Conferência dos Oceanos realiza-se então em Nice, de 9 a 13 de junho, depois de uma primeira conferência em Nova York e da segunda em Lisboa.
Com oito minutos para lá das 10h, António, que outras notícias marcam a atualidade?
Um português de 32 anos foi detido ontem pela Polícia Judiciária, na margem sul do Tejo, por indícios de atos terroristas em Huelva, Espanha, que teriam acontecido no ano passado. O homem tinha um mandado europeu de detenção emitido pelas autoridades espanholas. Os representantes dos Estados Unidos e da China vão encontrar-se em Londres na próxima segunda-feira para discutirem um acordo comercial. O anúncio foi feito por Donald Trump, na Truth Social. A divulgação deste encontro acontece um dia depois de o presidente dos Estados Unidos ter falado ao telefone com o homólogo chinês. Os dois países chegaram a um acordo de suspensão das tarifas mútuas durante 90 dias. Filipa, diz-me uma coisa. Já alguma vez viste, na tua opinião, algum treinador de futebol que fosse mesmo estiloso?
Não é que eu seja aqui a polícia da moda, mas eu acho que nunca vi nenhum que estivesse a usar um outfit que chamasse muito a atenção. Por norma, é aqueles fatos de treino, no máximo, se for uma final, um fato preto.
Acho que vais gostar desta notícia. O técnico do Barcelona de Guayaquil, no Equador, é conhecido não só pelos seus resultados desportivos, mas também pelo estilo arrojado de roupa que usa fora dos jogos. Só que agora resolveu utilizar em campo um fato de padrão tigresa.
Olha, mas qual é?
Com um autocolante alusivo a uma casa de apostas e acabou por ser multado em mais de €40 mil.
Portanto, vestir bem ou vestir mais arrojado dá multa. Isto é sério? Deu mesmo €40 mil de multa.
É sério.
Não estás a gozar comigo.
Não, não estou a gozar contigo. Apesar desta multa, o treinador vai poder continuar a escolher livremente a roupa que quer vestir, mas não se pode esquecer que não pode desrespeitar os patrocinadores.
É mais por essa questão, é verdade. Neste caso, dá para dizer: se ser estiloso desse multas, acho que tu eras multado.
Não sei se isso foi um elogio, mas muito obrigado e respondo da mesma forma, tu também serias multada.
Pronto, assim não vale a pena. Se calhar mais vale andar com umas roupinhas mais simples.
Mais simples, para não correr riscos.
Notícia de fecho do Jornal das 10h.