Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 10 com o António José Soares. António, começamos com José Luís Carneiro, que afasta um retorno imediato com o PSD. O secretário-geral do PS tem preparado uma técnica de desgaste.

Isto em oposição às vozes que surgem do interior do partido a pedir um corte com os sociais-democratas, numa altura em que nenhuma força partidária está disposta a avançar para eleições antes do tempo, um cenário que apenas beneficiaria o Chega. Os socialistas tentam expor a incapacidade do partido de André Ventura na oposição, mas também ganhar tempo.

É uma estratégia que passa, para já, por adiar ao máximo uma posição em relação ao próximo Orçamento do Estado.

Isto depois do acordo entre PS e PSD para a Prestação Social Única. Os socialistas querem ver como é que o Governo se vai comportar neste verão, nomeadamente na resposta aos incêndios e à pressão sobre as urgências para definir a estratégia para a rendrepolítica. Este é um artigo que faz a esta hora manchete no site do Observador. É assinado pela jornalista de política Rita Tavares.

As votações na especialidade da PSU terminaram no Parlamento. A proposta do PSD, CDS-PP, consensualizada com o PS, foi aprovada na íntegra, ponto a ponto, com os votos favoráveis dos socialistas.

E ainda antes de terminar essa votação, o secretário-geral do PS assegurou que o acordo alcançado com o Governo para viabilizar a Prestação Social Única foi feito com foco nos mais vulneráveis, e não por cálculos partidários. A garantia de José Luís Carneiro foi dada depois desse entendimento alcançado para viabilizar a PSU. Em declarações aos jornalistas em Sines, o líder socialista elogia o entendimento e fala em cedências do Executivo. José Luís Carneiro garante também que a ideia das 15 horas semanais de trabalho foi retirada do modelo em discussão.

Essa é a ideia, a informação que tenho é que caiu essa medida. Ou seja, o acompanhamento individualizado não está nesse ponto. Ou seja, os termos em que agora vai ser feito, será feito em termos de decreto lei. O Governo queria fazer por portaria, o que significava que tirava à Assembleia da República a possibilidade de fazer o controle, se o quiser, das medidas que venham a ser adotadas. O Governo deixou cair.

Uma garantia deixada pelo líder do PS em Sines, declarações de José Luís Carneiro, captadas pela RTP.

Antes, o PSD negava que o trabalho social passe a ser facultativo na nova Prestação Social Única.

O líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, garante que se mantém o essencial das ideias fundamentais da proposta do Governo.

A atividade social solidária, ou se quiserem, a atividade de solidariedade social, não cai e não deixa de ser obrigatória. Aquilo que acontece, foi sempre a nossa intenção, é que essa atividade, três horas, como sabem, por dia, 15 horas por semana, passa a estar, como foi sempre a nossa intenção, embora não estivesse escrito na letra da lei, que fizesse parte de um plano de inserção individual para aquele indivíduo em concreto e atendendo ao seu agregado familiar. Ela não é facultativa, ela vai existir mesmo.

Declarações de Hugo Soares no Parlamento. Entretanto, entrevistado no Explicador da Tarde Política, Eurico Brilhante Dias diz que não quer entrar em guerras de semântica, mas garante que há cedências da parte do Governo.

Isso sempre esteve presente, agora não podia ser apresentado, era como praticamente trabalho forçado, que foi assim que o governo o apresentou. A pessoa não será chamada para trabalhar. Isso não vai acontecer. A pessoa será chamada para ter um plano de inserção, onde vários instrumentos vão estar disponíveis e onde, em determinado momento, pode ser sugerido que esteja disponível para ter uma ocupação ou mesmo um emprego.

Eurico Brilhante Dias, do PS, em declarações no Explicador, a não querer entrar em guerras de semântica com o PSD sobre a obrigatoriedade de trabalho social.

A presidente do Metro de Lisboa está confiante que os sindicatos vão colaborar com o novo projeto piloto da empresa.

Em causa está o alargamento do horário da empresa para as 5h30 da manhã, anunciado ontem, que vai ser testado já em outubro. A presidente do Metropolitano de Lisboa ainda não apresentou o projeto aos sindicatos, mas não prevê a oposição dos trabalhadores ao cumprimento do serviço público da empresa, diz Cristina Vast lome.

Temos que negociar isso com os sindicatos ou apresentar estas ideias aos sindicatos. Uma empresa destas, nós temos que ter aqui, de facto, o contributo, tanto dos sindicatos como da comissão de trabalhadores, porque também faz parte dos nossos estatutos. O projeto é para avançar como está previsto. A tutela está alinhada conosco, temos estado a falar com a tutela sobre esta matéria. Não antevejo do lado das organizações representativas dos trabalhadores, oposição a que a empresa cumpra o seu serviço público.

A presidente do Metro de Lisboa, entrevistada pela Rádio Observador, Cristina Vasco Tomé, explica que o projeto vem responder aos horários do novo serviço da Transtejo Soflusa entre o Barreiro e Lisboa. Está previsto que o novo horário de funcionamento da transportadora, desde as 5h30 da manhã, seja implementado oficialmente no próximo ano.

Vamos ao desporto. Já começou a última jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo de Futebol.

E as primeiras contas que foram feitas foram as do grupo B, com dois jogos em simultâneo, Suíça-Canadá e Bósnia-Catar. Duas partidas que terminaram, que foram acompanhadas pelo jornalista Diogo Varela. Boa noite, mais uma vez, Diogo. Depois de terminados estes dois jogos, como é que ficaram as contas do grupo B?

Boa noite novamente, António. Suíça no primeiro lugar, com sete pontos, o Canadá em segundo, com quatro, estão ambas qualificadas. A Bósnia acabou com os mesmos pontos Que a formação canadiana só que perdeu na diferença de gols e, portanto, está agora no terceiro lugar e em standby, sendo que o Catar diz adeus ao Campeonato do Mundo, ficou em último lugar deste grupo B com apenas um ponto. Desde já e olhando para a chave da próxima fase, os 16 avos de final, o Canadá, que ficou no segundo lugar, sabe que vai enfrentar a equipe que vencer o grupo A. Aliás, vai jogar contra o segundo lugar do grupo A, assim é que está correto, que será entre a República da Coreia, a Chéquia ou a África do Sul. A Suíça, que passou em primeiro neste grupo, irá jogar contra um terceiro lugar que não está definido. Quanto às contas da Bósnia, António, está aqui nessa posição de standby, porque dos 12 grupos que existem, há oito que vão passar como oito melhores classificados. Ora, desde já a Bósnia sabe que dois grupos vão ter sempre uma pontuação inferior, ou seja, em quatro vagas possíveis, há duas a menos. Portanto, a Bósnia, neste momento, já só depende de duas vagas que caiam para garantir também a passagem à próxima fase. Seria histórico e nunca aconteceu para a Bósnia. Assim aconteceu com o Canadá. Pela primeira vez sempre, avançou numa fase de grupos do Mundial e está na próxima fase, juntamente com a Suíça, que venceu este grupo.

Obrigado, Diogo. Ficam assim fechadas então as contas do grupo B no Mundial de Futebol. A partir das 11 da noite é a vez do grupo C, Brasil, Escócia e Marrocos, Haiti, duas partidas que se vão jogar em simultâneo.

António, vamos ainda outras notícias em destaque a esta hora.

Dez meses depois do acidente do elevador da Glória, está ainda em curso o processo de indenizações às vítimas. A Câmara Municipal de Lisboa considera esta demora normal. O vice-presidente da autarquia diz que há já compensações pagas e outras em negociação, sem adiantar quantas são ou os valores atribuídos. No Porto, arrancou hoje o Festival Literário Babel, seis dias dedicados aos livros, com a presença de escritores galardoados com o Prêmio Nobel. A inauguração nesta quarta-feira contou com a presença do presidente da República, Joana Moreira.

Foi com casa cheia e sob o signo dos livros que arrancou esta quarta-feira no Porto a primeira edição do Babel, aquilo que a organização já considera o maior festival literário alguma vez realizado em Portugal. Esta manhã, o pontapé de saída aconteceu com a presença do presidente da República, António José Seguro, na cerimônia de abertura. Num discurso dedicado ao papel da cultura e da leitura na democracia, o chefe de Estado defendeu uma lei do mecenato mais atrativa, capaz de incentivar a cooperação entre entidades públicas e privadas no financiamento de projetos culturais. Seguro destacou precisamente o Babel como exemplo dessa colaboração e lembrou que o livro continua a ser um instrumento essencial contra o extremismo, o esquecimento e a exclusão. Depois da sessão de abertura, o presidente visitou ainda a expansão da Livraria Lello, uma nova ala projetada por Álvaro Siza Vieira, e ainda ficou a conhecer a instalação A4, do artista chinês Ai Weiwei. São dois dos elementos que marcam esta nova fase de crescimento da histórica livraria, que curiosamente em 2026 completa 120 anos. Com mais de 150 jornalistas acreditados, cerca de mil profissionais envolvidos na organização, o Babel reúne uma programação que junta literatura, músicas, posições e debates. Tudo isto até à próxima segunda-feira. Entre os convidados estão autores de grande renome, como Margaret Atwood ou Julian Barnes, e vencedores de Prêmios Nobais, como é o caso de László Kránoczák. É uma edição inaugural que pretende colocar o Porto no mapa dos grandes festivais literários internacionais.

A jornalista Joana Moreira com o arranque do Festival Literário Babel, que está a decorrer no Porto até à próxima segunda-feira.

E assim que fechamos o jornal das 10.