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Na Rádio Observador. Notícias na Rádio Observador com José Rafael Lopes e começamos com o Campeonato do Mundo. A Argentina está na final do campeonato.

O encontro acabou de terminar. A seleção argentina esteve a perder, mas conseguiu a reviravolta em apenas 10 minutos. Diogo Varela, estiveste a acompanhar este encontro. Lautaro Martínez é o nome do herói que coloca a Argentina na final.

Que perfeita loucura, José. Uma reviravolta épica por parte dos argentinos. Os campeões do mundo vão defender esse mesmo título, mas precisaram de transpirar muito. A Inglaterra marcou primeiro por Anthony Gordon ao minuto 55 e quando tudo parecia bem encaminhado para a seleção dos Três Leões conseguir o passaporte para a final, eis que apareceu primeiro Enzo Fernández aos 85 e como tu disseste, Lautaro Martínez aos 90 mais dois, os gols da reviravolta argentina, claro, também com Lionel Messi em destaque. Foi do número 10 que saíram as duas assistências para os gols da campeã do mundo. Agora é marcar na agenda, próximo domingo às 20h, Argentina x Espanha, é a final desta edição do Campeonato do Mundo.

Argentina na final do Campeonato do Mundo, vai medir forças com a Espanha. A final é domingo, sendo que esta vai ser uma final inédita em Campeonatos do Mundo.

Mudamos de tema. O líder do Chega acusa Luís Montenegro de ter medo do ministro da Administração Interna.

André Ventura vai reunir-se com os órgãos nacionais do Chega para decidir o que fazer em relação às alegadas ameaças proferidas por Luís Neves, episódio que motivou o pedido de uma audiência ao presidente da República. André Ventura quer que Luís Montenegro se pronuncie sobre a conduta de Luís Neves, que considera ser inaceitável, mas para já, o líder do Chega recusa pedir a demissão do ministro.

Também não percebo o incômodo do primeiro-ministro em falar disto, porque parece que o primeiro-ministro tem medo de falar do ministro da Administração Interna, e isso é inaceitável para o país. O que temos hoje diante de nós é um primeiro-ministro e um líder do PS que têm medo de falar de uma determinada personalidade, mesmo quando essa personalidade ou essa tutela exige escrutínio. Se depois disto e com isto, o ministro está em condições de continuar ou não. Acho que primeiro o senhor primeiro-ministro tem que fazer essa avaliação, mas tem que começar por querer fazê-la.

André Ventura pretende ter um encontro com o primeiro-ministro para abordar o caso e depois disso levar a questão aos órgãos nacionais do Chega. São declarações à saída da audiência ao presidente da República, no Palácio de Belém, que foi pedida pelo Chega para debater a conduta do Ministério da Administração Interna.

O PS pede rigor ao governo com a afixação das notas dos exames do 12° ano e diz estar mais perto de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito.

O PS quer que as notas sejam afixadas de forma rigorosa e respeitando as classificações atribuídas pelos professores. O deputado Porfírio Silva diz que o partido está menos otimista em relação aos esclarecimentos sobre este processo polêmico dos exames nacionais.

Estamos hoje menos otimistas quanto a que isto se possa esclarecer sem uma CPI do que estávamos no princípio. Mas não nos vamos precipitar. Nós vamos ver se com os meios normais parlamentares, conseguimos que sejam dados todos os esclarecimentos. Até agora, os exemplos não são bons.

Porfírio Silva, deputado do PS, que pede ao governo que não cobre pelos pedidos de reapreciação das provas, tendo em conta as dúvidas que existem sobre o processo de avaliação.

E a ministra do Trabalho não exclui voltar à reforma laboral depois do verão.

Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas depois dessa reunião de concertação social, a primeira depois do chumbo do pacote laboral, para insistir que o tema é inevitável, mas que a discussão só deve regressar depois das férias.

É inevitável para Portugal, porque temos uma legislação que é bastante atrasada e pouco preparada para enfrentar os desafios dos novos modelos de trabalho e de eventuais situações econômicas, até menos favoráveis, como já existem neste momento noutros países da Europa.

A ministra do Trabalho, no final da reunião da concertação social, não se compromete aos moldes da forma como vai ser o tema discutido no futuro. No entanto, os sindicatos já demonstraram intenção de não reabrir essa discussão. Mário Mourão, da UGT, diz que é prematuro voltar ao dossiê. Já a CGTP diz que o tema está enterrado, é o que assegura Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP. Os patrões avisam, em sentido inverso, que é preciso criar condições para que as empresas possam pagar os salários previstos no acordo de valorização salarial.

E é assim que fechamos as notícias na Rádio Observador com José Rafael Lopes.