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São 10 em ponto. Laura Figueiredo, boa noite mais uma vez. Começamos esta edição das 10 pela crise migratória em Ceuta. Vai ser feito um reforço do controle fronteiriço terrestre e marítimo no sul de Portugal.
Um anúncio feito pelo primeiro-ministro, que rejeita, ainda assim, suspender os acordos do Espaço Schengen, tal como estão a pedir vários países europeus.
Creio que não há razão para podermos tomar nenhuma medida de suspensão das regras do Espaço Schengen, mas há razões para podermos reforçar a presença das forças da autoridade no controle de fronteiras, nomeadamente aquelas que estão mais próximas deste acontecimento. Estamos a referir-nos ao sul do país. Isso nós faremos, é aquilo que nos parece mais adequado.
Luís Montenegro considera que a situação em Ceuta é grave, mas recusa extremismos, garante que há mecanismos para repor a situação.
E apesar do reforço anunciado pelo primeiro-ministro, o ministro dos Negócios Estrangeiros garante, Laura, que não existe risco de que estes migrantes que estão a chegar a Ceuta, cheguem a território continental.
Ainda assim, Paulo Rangel diz que não pode haver qualquer relaxamento nos controlos das fronteiras. Ouvido na Rádio Observador, o ministro assegura que tem estado em contacto com as autoridades espanholas e que, pelo menos para já, a situação está controlada.
Não há, neste momento, um risco efetivo de estes migrantes que passaram ilegalmente a fronteira em Ceuta virem para território continental europeu. Porque eles estão no continente africano. Neste momento, o exército espanhol e com uma colaboração muito forte das autoridades marroquinas, está a controlar. Não há nenhuma saída de Ceuta, seja por mar, seja por ar, que se registe. E portanto, nesse sentido, não há nenhuma possibilidade de essas pessoas poderem vir para o continente europeu e, portanto, o risco de haver aqui uma importação de imigração ilegal, neste momento, não existe.
Apesar de a situação estar controlada, o ministro fala numa situação grave. Adianta ainda que vão decorrer reuniões na União Europeia para discutir a necessidade de um maior controle fronteiriço.
Evidentemente que a questão do rigor no controle das fronteiras tem que ser discutida. Independentemente desta crise ter agora uma solução que não agrave, que não venha impor restrições em Schengen, etc. Mesmo que tenhamos essa solução, que é o que parece desenhar-se, isto não dispensa, em primeiro lugar, o reforço do controle de fronteiras externas da União Europeia, não dispensa um diálogo com o governo espanhol.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em entrevista à Rádio Observador.
E seguimos com o presidente da República, diz que, de acordo com o governo, a situação está controlada e rejeita, Laura, medidas quanto ao Espaço Schengen.
António José Seguro diz que acompanha as medidas anunciadas pelo Executivo. Considera que não há necessidade de outro tipo de decisões em relação ao Espaço Schengen.
Traria consequências para a economia, para a vida das pessoas, sobretudo numa altura em que muitos dos nossos imigrantes vêm para Portugal, numa altura em que existem muitas trocas comerciais entre Portugal e Espanha, que teriam consequências, obviamente, negativas. E com a informação que tenho, não me parece que estejamos ao nível dessa exigência.
Declarações do Presidente da República à margem do 12º Festival Internacional de Música de Marvão.
E Laura, António José Seguro quebrou hoje o silêncio sobre os casos que envolvem o ministro da Administração Interna.
O Presidente da República pede conclusões rápidas e apela a que se preserve a dignidade das instituições. O chefe de Estado não quis adiantar muito mais, diz apenas que tem estado atento.
Eu tenho acompanhado toda essa situação. Acompanhei também os esclarecimentos que o senhor ministro teve a oportunidade de dizer, mas não vou entrar em nenhum detalhe. Está a decorrer um processo de investigação no âmbito da Procuradoria-Geral da República e o meu desejo é que rapidamente esses processos que estão em investigação, quer da violação do espaço do gabinete de um deputado, quer as situações que estão a ser observadas do titular do Ministério da Administração Interna, como diretor da Polícia Judiciária, possam ter conclusões e apuramento de responsabilidades.
António José Seguro garante que mantém a confiança na Polícia Judiciária, diz que todos temos responsabilidade de preservar a dignidade das instituições.
Eu continuo a confiar na Polícia Judiciária portuguesa. Continuo a confiar nas mulheres e nos homens que fizeram e fazem daquela instituição, uma das instituições mais apreciada pelos portugueses, numa área muito sensível do combate à criminalidade. E por isso quero deixar esta palavra de total confiança na Polícia Judiciária portuguesa.
Em declarações aos jornalistas em Santarém, o presidente da República garantiu ainda que tem estado em contacto permanente com Luís Montenegro.
E também sobre o caso do ministro da Administração Interna, o primeiro-ministro garante que Luís Neves está disponível para ser escrutinado no Parlamento e acusa a oposição, Laura, de não conseguir acordar as condições para que isso aconteça.
A audição de Luís Neves na Comissão Permanente foi chumbada pela segunda vez esta semana, com voto contra dos partidos do governo. Luís Montenegro lamenta que o Parlamento não tenha condições de convergência.
Eu considero, e tenho a certeza absoluta, que o senhor ministro da Administração Interna, como qualquer outro ministro do governo, estão disponíveis para o escrutínio político, nomeadamente em sede parlamentar. Lamento que o Parlamento não tenha
Enfim, condições de convergência para acertar os termos em que isso se deve fazer.
O primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas em Vila do Conde. Pedro Montenegro pede que não se apontem culpas ao governo, uma vez que são os partidos que não chegam a acordo.
E falamos nesta edição das 10 também, Laura, do incêndio em Vale de Passos, no Conselho Vila Real. Começou na terça-feira e continua sem dar tréguas.
No terreno estão, a esta hora, perto de 950 bombeiros. Ao final da tarde, a Proteção Civil anunciava um reforço dos meios. As autoridades falam num trabalho difícil devido às dificuldades de acesso e também às condições do vento.
A frente dois, que é Vinhães e Mirandela, é aquela que está com maior atividade agora, onde estão as equipes a trabalho, onde temos tido também um trabalho árduo, dificultado pela orografia, pelas condições do vento que lá se faz sentir e, particularmente, com as encostas, que são muito tipo escarpas e há dificuldades de conseguirmos colocar meios.
O comandante regional do norte, Albano Teixeira, espera que com o aproximar da noite haja boas notícias.
A expectativa é o nosso trabalho. Nós trabalhamos sempre com uma expectativa seis a oito horas pra frente. Portanto, nós agora vamos ter o período da noite pra entrar, com alguma umidade, com algum arrefecimento. Obviamente, temos que regenerar as equipes, que estão também desgastadas e a nossa expectativa é que durante a noite tenhamos boas notícias.
Ao final da tarde, a Proteção Civil dava conta de que não havia aldeias em risco. O autarca de Vale de Passos adianta que o incêndio já atingiu cerca de 16 mil hectares.
Oito minutos pra lá das 10. Laura, vamos a outras notícias que importa destacar nesta noite de sexta-feira.
A Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, decidiu prorrogar até 31 de agosto a situação de alerta decretada no início de julho, na sequência de falhas no abastecimento de água no Conselho. De acordo com a última informação oficial, as reservas médias de água em Almada estão atualmente nos 78%. Falamos também do acidente no Elevador da Glória, em Lisboa. A Carris diz que há já três indenizações concluídas e admite queixas de falta de certidões de óbito. Este esclarecimento surge depois de, na reunião pública da Câmara Municipal de Lisboa, que decorreu esta quarta-feira, o vereador socialista Pedro Anastácio ter questionado sobre processos de autópsias por concluir. O Ministério da Justiça assegurou hoje que não há quaisquer autópsias por realizar depois do acidente no Elevador da Glória. António Guterres alerta que a guerra no Irão está a tornar-se um fator de instabilidade global, com aviso deixado em declarações aos jornalistas em Nova York. O secretário-geral das Nações Unidas dá como exemplo os preços da energia, dos alimentos e dos fertilizantes e também fala das cadeias de abastecimento que estão a entrar em colapso. No desporto, o Sporting venceu o Nottingham Forest por 4 x 1, no Estádio do Algarve. A equipe de Alvaláde volta a golear um adversário na pré-temporada. Continua a série de seis vitórias consecutivas. O conjunto de Rui Borges começou a perder. A equipe da Premier League chegou ao gol logo aos dois minutos, por intermédio de Igor Jesus, mas o Sporting não demorou a reagir. O capitão Gonçalo Inácio marcou e levou a partida empatada para o intervalo. Na segunda parte, um gol de reforço de Satumba e dois de Rafael Nel carimbaram a vitória dos lírios.
E é o carimbo final também nesta edição das 10 da noite, com a Laura Figueiredo, que está de regresso às 22h30 com uma síntese de notícias pra atualizar a informação que está a marcar nesta noite de sexta-feira, dia 31 de julho. Um abraço, Laura. Até já.
Até já.