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Jornal das 10 na Rádio Observador, com edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, o desconto no ISP vai aumentar na próxima semana. O primeiro-ministro defende a política seguida pelo governo, recusa trocá-la por um leilão de medidas avulsas e descoordenadas.
Diz Luís Montenegro que poderiam reeditar tragédias. O primeiro-ministro falou ao país depois da reunião do Conselho de Ministros. Nesta declaração, Luís Montenegro detalhou a descida do IRS e o bónus para os pensionistas e recordou os tempos de José Sócrates para dizer que não quer reeditar o passado. Luís Montenegro diz que quer ajudar os portugueses, mas sem deixar uma fatura pesada, João Lourenço.
Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.
Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de €0,23 por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece esta semana e provavelmente subirá para €0,25 já na próxima semana. Sem este apoio, só para termos a noção, a gasolina já custaria ao dia de hoje cerca de €2,30 e o gasóleo já custaria ao dia de hoje cerca de €2,40. O Estado ganha zero euros com a subida do preço dos combustíveis.
De €0,23 passa para €0,25, com o primeiro-ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até ao final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.
Voluntarismos excessivos ou facilitismos no presente significam problemas no futuro. Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.
Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o primeiro-ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.
Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Não troco a passagem do IVA de alguns alimentos de 6% para zero pelos €800 milhões que estamos a devolver às famílias em sede do IRS e no suplemento das pensões. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.
Para além do suplemento extraordinário para pensionistas e nova descida no IRS, Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o primeiro-ministro alocou o valor até €0,10 por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSS. O bom total destas ajudas atinge os €38 milhões.
Jornalista João Lourenço com os destaques da declaração de Luís Montenegro ao país. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, considera desnecessária a formalidade deste anúncio e acredita que o primeiro-ministro está a guardar medidas mais robustas para perto das eleições.
Não há nada que justifique a formalidade desta declaração. Para já, porque aquilo que anunciou já era praticamente tudo conhecido. E que isto não seja um interesse ou um sentido patriótico oportunista, que é estar a fazer isto agora para quando aqui a um ano ou dois tiver eleições no horizonte, poderem ir.
A ir abrir os cordões à bolsa.
Exatamente. E como as pessoas votam no momento com a bolsa e como nós temos uma relação cada vez mais transacionável entre o eleitor e o político, como dizia há pouco, isso pode trazer ganhos eleitorais mais perto. Agora não daria, ninguém se ia lembrar que pagou menos gasolina agora, se tivéssemos eleições em 2029.
Já a editora adjunta de economia do Observador, Ana Salenza, sublinha a pressão dos combustíveis sobre um governo que procura proteger-se. Vamos ouvir as declarações da editora adjunta de economia.
Na segunda-feira vamos ter novamente um grande aumento dos combustíveis, quer no gasóleo, quer na gasolina, e isso sim, continua a preocupar as pessoas, e isso sim, continua a pressionar muito o governo, que continua a preferir dramatizar com o que poderia acontecer se tomasse medidas mais musculadas, mais volumosas, o que poderia acontecer mais para frente. E eu acho que o que o governo está a fazer é proteger-se, defender-se.
Ana Salenza, editora adjunta de economia, e também Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, na análise à declaração de Luís Montenegro. O presidente da República critica o debate público em torno dos resultados do PISA 2025, que revelam uma queda histórica no desempenho dos alunos portugueses em várias disciplinas. António José Seguro mostra-se insatisfeito com o constante passa-culpas, quer um debate mais construtivo e mais virado para as soluções.
Confesso que tenho uma inquietação particular. Quando a discussão pública sobre educação se organiza em torno de dois campos que se acusam mutuamente de todos os males, os alunos ficam exatamente onde estão. A política desgasta-se e o problema permanece. Precisamos de uma voz diferente, uma voz que critique o que está mal, e há muito que está mal, mas que construa a alternativa e não a nostalgia.
O Presidente da República marcou presença esta tarde na abertura do ano letivo na Universidade de Lisboa e não deixou passar em claro as dificuldades vividas pelos alunos nos últimos meses, em particular os problemas com os exames nacionais.
Quero aqui dizer uma palavra particular aos estudantes que hoje iniciam ou retomam o seu percurso escolar. Muitos de vós chegam aqui depois de um ano difícil, com falhas nos exames que não foram vossas, com transições que não correram como deviam e chegaram na mesma. E isso não é um dado menor, é uma vitória pessoal e é também a demonstração da resiliência de um sistema que, com todas as suas imperfeições, vos acompanhou até aqui.
António José Seguro, o Presidente da República, esta tarde num discurso na Aula Magna, em Lisboa.
O governo e os sindicatos da PSP não chegaram a acordo sobre o suplemento para a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. Assim sendo, os protestos vão manter-se.
É o resultado da reunião desta tarde no Ministério da Administração Interna. O governo propôs €160 de suplemento para os elementos ligados ao controle aeroportuário este ano, com retroativos a 1 de julho. No ano que vem, seria de €230. Ainda assim, o presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, Paulo Santos, considera que a proposta é frágil, desde que não responda às pretensões do sindicato.
Entendemos esta proposta como frágil, não responde nem sequer ao universo de profissionais. Entendemos que há aqui uma incompatibilidade, por isso a ASP querer renegociar estes valores ou criar este suplemento no âmbito do acordo de 2024 para reestruturar os suplementos, uma vez que há aqui incongruências. Ou seja, um profissional que entra na UNEF vai perder o suplemento de patrulha ou de comando. Ou seja, estes valores que estamos a falar agora dos €160, sem que haja o complemento de um suplemento de patrulha. Nós sabemos que a lei neste momento não o define, mas a verdade é que poderíamos negociar nesse sentido.
Assim sendo, a ASP não vai aceitar a proposta do governo e os protestos agendados para dia 28 de setembro no Porto e dia 8 de outubro em Lisboa mantêm-se.
No desporto, está feita a história. Ao primeiro jogo de sempre nas competições europeias, o Torrense consegue a primeira vitória.
Triunfo por 2 x 1 frente aos noruegueses do Lillestrøm. O jogo foi na Noruega e em estreia absoluta, o conjunto de Torres Vedras consegue a primeira vitória da história nas competições europeias. Diogo Varela conosco em estúdio. Boa noite, estiveste a acompanhar este jogo e um belo começo para o Torrense.
Incrível, Laura. De facto, é um ótimo começo para o conjunto de Torres Vedras, que esteve a ganhar por 2 x 0, consentiu depois o gol já na reta final e ainda acabou reduzido a 10, com uma expulsão ao minuto 85 de Jatta, Nu A. Jatta, e aguentou já com 10 unidades essa vantagem mínima por 2 x 1. Golos históricos também de Alejandro Alfaro. O médio espanhol torna-se assim o primeiro autor de sempre do primeiro gol do Torrense nas competições europeias. Depois, ao minuto 49, foi a vez também de Manuel Pozo Guerrero. Ou seja, dois espanhóis a contribuírem para esta história da formação do Torres Vedras, a equipa do Oeste. Já perto do fim, ao minuto 79, marcou Thomas Olsen, reduziu para o Lillestrøm, o conjunto da Noruega, que em casa própria não conseguiu superiorizar-se ao Torrense, a única equipa desta edição da Liga Europa presente numa segunda divisão. O Torrense que agora vai ter pela frente o Sunderland, vai receber em casa emprestada em Leiria o conjunto inglês da Premier League. É um jogo muito difícil, mas começa da melhor forma a equipa orientada por Luís Tralhão. Depois da vitória de ontem do Benfica em Milão, uma derrota também complicada. Hoje, Laura, foi a vez desta histórica vitória por parte do Torrense. 2 x 1. Está feita a história.
Jornalista Diogo Varela com o resumo da estreia europeia do Torrense.
Laura, vamos ainda a outros temas em destaque.
Na atualidade internacional, os Estados Unidos podem vir a ter uma nova base militar na Polónia. Através da rede social Truth Social, Donald Trump anunciou que foram feitos progressos significativos para o estabelecimento de uma base militar norte-americana na Europa. Escreve Donald Trump que, se tal acontecer, o local da base será anunciado muito em breve. Na mesma publicação, o presidente norte-americano acrescenta que este será um passo histórico na aliança entre os Estados Unidos e a Polónia. Os líderes de empresas de inteligência artificial devem marcar presença no jantar de Estado com o presidente chinês Xi Jinping na Casa Branca. A informação é avançada pela ABC News, que cita fontes familiarizadas com o assunto. De acordo com estas fontes, o CEO da OpenAI e o CEO da Nvidia estão entre os convidados para o jantar, que está previsto para a próxima semana. O Futebol Clube do Porto somou hoje o primeiro triunfo na edição 2026/2027 da Liga dos Campeões de Andebol. Os Dragões conseguiram impor-se em casa aos sérvios do RK Partizan por 32 a 28, na segunda jornada do grupo A da competição. Os vice-campeões portugueses seguem com dois pontos, em igualdade com os alemães do Füchse Berlin. São adversários da próxima jornada, marcada para 8 de outubro, ambos a dois. Do Vespre, lidera o grupo com quatro.