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Vamos às notícias. Começa agora o Jornal das 10, edição do jornalista Martim Madeira. E Martim, a ministra da Saúde quer remodelar o serviço de urgência em Portugal e pode demorar um ano.
Ana Paula Martins admite que há falta de recursos no SNS e por isso defende que é preciso concentrá-los. A ministra aponta para a necessidade de fazer uma otimização nas urgências, que diz que é uma das maiores redes de toda a Europa. Aos jornalistas, a ministra avança que está a ser feita uma revisão das urgências a nível nacional, por vários especialistas, e aponta as primeiras datas para os resultados deste trabalho.
Os primeiros resultados desta reorganização acontecerão no final do mês de novembro. O que eu quero dizer com isto? Estará em audição pública, esta primeira parte do trabalho deste grupo de especialistas, por uma questão de transparência, e depois avançaremos para essa regionalização das urgências.
Resultados que são sobre a região de Lisboa e Vale do Tejo, uma das zonas onde os tempos de espera nas urgências são mais elevados. Esta reorganização das urgências do SNS a nível nacional vai durar cerca de um ano, mas os primeiros resultados, pelo menos, serão conhecidos no final do mês de novembro, a nível mais local, em termos nacionais, demorará mesmo um ano.
Ana Paula Martins, que volta a dizer que está de consciência tranquila com o trabalho que tem feito e que só sai do cargo quando o primeiro-ministro assim entender. Hoje a ministra assinou um artigo de opinião no JN, em que aponta o trabalho que já realizou, mas a governante recusa que seja um mecanismo de autoelogio ao governo.
Ana Paula Martins escreveu um artigo de opinião em que sublinha que reformar exige coragem aos atores políticos, tempo de concretização, perseverança e capacidade de gerir os descontentamentos. Ora, em Sintra, na inauguração do Hospital Lusíadas Beloura, foi confrontada com esse mesmo artigo e rejeita que esteja preenchido de elogios à atuação da própria ministra.
O artigo que eu escrevi não pretendia, de forma alguma, ser nenhuma ode ao trabalho que temos feito. Ou seja, eu falo do trabalho que temos feito, mas também falo de factos com números, que não estão bem. Naturalmente. E, portanto, o que eu lhe posso dizer? A consciência não me pesa porque eu estou a cumprir o meu dever. E eu já disse isto várias vezes. Mesmo atendendo àquilo que os barómetros dizem, e eu compreendo, eu não confundo popularidade com responsabilidade.
Ana Paula Martins também reagiu aos resultados de uma tracking poll da CNN, que avançou que é a ministra com a maior taxa de reprovação dentro do governo. Diz que é algo normal para alguém que tem a cargo a pasta da Saúde, que tenha essa avaliação mais negativa.
A Federação Académica do Porto abriu hoje a terceira residência universitária. O presidente desta federação aproveitou o momento para atacar a paralisia do Estado e a inação das universidades.
Considera que não há respostas suficientes para o problema da habitação para estudantes. Francisco Porto Fernandes, o presidente da Federação Académica do Porto, falou na inauguração de uma residência universitária na Póvoa de Varzim. A residência foi construída com o apoio da autarquia, vai receber 11 alunos, o que aumenta para 75 o número de camas disponibilizadas pela federação. Mas o presidente pede mais ação do Estado.
O curso do ensino superior, por causa do problema do alojamento estudantil, muito provavelmente está sendo reprodutor das desigualdades, em vez de um motor da mobilidade social. E estas 11 pessoas podem ter uma vida diferente no futuro, por causa desta oferta, mas também estamos a dar o sinal. Estamos a dar o sinal ao Estado Central que, pela terceira vez, em três anos, uma federação académica, ora com IPSSs, ora com autarquias, com os lucros de uma queima das fitas, de uma festa, consegue ter a solução. E se uma federação académica de estudantes voluntários consegue, como é que o Estado demora tanto a ter oferta pública?
Francisco Porto Fernandes aponta também o dedo às universidades, que acusa de não estarem a fazer o suficiente nesta área.
Quando nós criticamos a falta de camas no alojamento estudantil, acusamos muitas vezes os governos, PS e PSD. Têm a sua cota, parte de culpa, mas não podemos esquecer das instituições de ensino superior, muitas delas com grandes capacidades financeiras e que ano após ano adiam o investimento em ação social, porque preferem investir em outros tipos de áreas.
Declarações do presidente da Federação Académica do Porto na inauguração da terceira residência para estudantes, criada por esta instituição, é a primeira fora do município do Porto. O evento contou com a participação e elogios do presidente da Assembleia da República.
E nos Estados Unidos, Donald Trump reage novamente ao processo instaurado pelos órgãos de comunicação social, CNN, MSNow e Politico, sobre ele próprio. Antes da decisão sobre o processo, avisa já que a Casa Branca vai recorrer da decisão do juiz.
Os órgãos norte-americanos processaram o presidente dos Estados Unidos depois de Trump ter proibido a cobertura destes três canais na Casa Branca, a CNN, o Politico e a MSNBC. Ficam agora proibidos de qualquer tipo de cobertura e processam Trump por considerarem que está a infringir nos direitos de liberdade de imprensa. Numa nova nota na rede social Truth Social, Trump diz que o juiz que foi escolhido para a decisão deste processo é um juiz que vai favorecer os órgãos de comunicação, apesar de ter sido apontado pelo próprio Donald Trump e, portanto, a Casa Branca vai recorrer desta decisão, mesmo que ainda não exista. Acrescenta também no final que a CNN, a MSNBC e o Politico são fake news e um perigo para a segurança nacional e que fará de tudo para tornar a América grande novamente. Também, J.D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, ataca os órgãos de comunicação social envolvidos.
Ele não está a proibir os meios de comunicação social. O que ele está a fazer é dizer: nós vamos conceder acesso à Casa Branca se se envolverem no que é, na prática, propaganda. Temos de nos lembrar que estes três órgãos de comunicação representam cerca de 92% das notícias negativas sobre o presidente dos Estados Unidos e a administração Portanto, se dedicam ao que é, na prática, propaganda de extrema-esquerda, por que razão uma Casa Branca republicana lhes concederia acesso especial? Eu acho que é totalmente adequado, a menos que, claro, comecem a comportar-se como verdadeiras organizações noticiosas.
Também durante a tarde, as cadeias de televisão norte-americanas CBS, NBC, ABC e Fox decidiram suspender a cobertura de Trump em apoio aos órgãos de comunicação social que ficaram proibidos de entrar na Casa Branca.
E falamos ainda de cultura neste jornal. O MEO Comédia À La Carte Fest 2026 lançou um comunicado a garantir que o festival vai realizar-se.
Explica ainda como vai funcionar o sistema de reembolso dos bilhetes. O festival de comédia ficou marcado pela polêmica de Jerry Seinfeld como humorista, como cabeça de cartaz. Vários outros humoristas decidiram boicotar o festival por serem contra a visão de Seinfeld sobre o conflito israelo-palestiniano em Gaza. Num comunicado enviado hoje à noite, há pouco menos de meia hora, a organização esclarece que Jerry Seinfeld vai se manter como cabeça de cartaz e que o festival decorrerá com as atuações que ainda permanecem e que não desistiram. Quanto ao reembolso dos bilhetes afetos pelos cancelamentos, estão a ser contactados diretamente. Os restantes bilhetes vão continuar válidos. O festival começa no dia 28 de outubro e dura até 1 de novembro, o dia em que atua Jerry Seinfeld.
São agora 10h07. Que outras notícias marcam a atualidade, Martim?
O acordo entre a Dinamarca e os Estados Unidos da América vai ser assinado já amanhã. A Associated Press avança que Marco Rubio esteve reunido com vários líderes do Ártico sob o acordo de segurança dos Estados Unidos e da Gronelândia. Desde 1951 que os Estados Unidos têm um acordo em vigor com a Gronelândia para manter presença militar na ilha do Ártico. Agora procuram expandir essa presença militar. A reunião aconteceu à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, onde é esperado que Donald Trump discurse amanhã. E Rita, eu vou por aqui uma musiquinha, só para nos alegrar um bocadinho. Pode ser?
Ok, pode ser.
Conhece essa música, obviamente.
Conheço, sim.
Pronto. E sabe por que eu escolti essa música?
Eu acho que sei. Porque é dia 21 de setembro e esta música começa precisamente com isso.
É uma piadinha muito cheesy.
Não, adoro. Por acaso ouvi na rádio precisamente este pedaço. Se eu me lembro da primeira noite de 21 de setembro. Não, da 21ª noite de setembro.
Exatamente.
Então não lembro, foi esta.
É esta, exatamente. Temos aqui os dois.
Pois é, é assim que tu queres acabar, não é?
Exatamente.
Pensei que pudessem cá vir. Vamos ouvir um bocadinho.
Exato.
"September" com Earth, Wind & Fire. E assim fechamos o jornal das 10h, edição do jornalista Martim Madeira. Está de regresso às 10h30. Martim, até já.
Até já, com esta piadinha.