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Jornal das 11 com António José Soares. António, as buscas pelos dois desaparecidos que seguiam na embarcação de pesca que colidiu hoje com o catamarã de passageiros no rio Tejo, foram interrompidas esta noite e serão retomadas na terça-feira de manhã.

A informação é avançada pela Autoridade Marítima Nacional. As operações de busca vão ser retomadas com recurso a embarcações da Estação Salva-Vidas da Capitania do Porto de Lisboa, da Salva-Vidas de Cascais, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e dos voluntários de Cacilhas, diz o comunicado. Por terra vão estar empenhados meios do Comando Local da Polícia Marítima de Lisboa, acrescenta a Autoridade Marítima Nacional. Deste acidente entre um barco de pesca e um ferry que viajava no sentido Barreiro-Lisboa, há registro, além dos dois desaparecidos, de mais dois feridos, um grave e um ligeiro, que foram encaminhados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Entretanto, a Transtejo Soflusa determinou a instauração imediata de um inquérito interno para apuramento das circunstâncias e responsabilidades do acidente.

Numa resposta enviada à Agência Lusa, a empresa explica que o catamarã Antero Quental, que fazia a ligação entre Barreiro e Lisboa, foi alvo de abalroamento por uma embarcação de pesca. A empresa adianta que o mestre do navio tentou evitar o embate com vários alertas sonoros e que estes foram ignorados pelo barco de pesca. A Transtejo Soflusa acrescenta também que o transporte de passageiros na ligação fluvial Barreiro-Terreiro do Paço mantém-se ativo e regular.

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas na sequência de um incêndio num prédio na Costa da Caparica, no Conselho de Almada, distrito de Setubal.

A informação foi avançada à Agência Lusa por fonte da Proteção Civil. O fogo ocorreu ao final da tarde, foi no segundo andar de um prédio na Avenida Dom Sebastião, naquela localidade. Segundo fonte do Comando Sub-regional da Península de Setúbal, o incêndio provocou ainda três feridos leves por inalação de fumos.

E a marcar o dia está também a notícia da morte de Couto dos Santos. O antigo governante foi encontrado morto no lago de um clube de golfe em Matosinhos.

Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu. Lamenta profundamente a morte de António Couto dos Santos. Numa nota no site da Presidência da República, o chefe de Estado recorda o percurso político do antigo governante e também as suas funções em cargos relacionados com organizações culturais e também organizações empresariais.

E ainda com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu os conselheiros de Estado quando pediu opinião quanto à reunião sobre segurança exigida por André Ventura.

Há quem acredite que o chefe de Estado está a empurrar responsabilidades e também quem o acuse de dar palco ao Chega. O Observador sabe que alguns nem sequer responderam ao presidente da República, nem o vão fazer. Mesmo entre os que responderam, muitos desaconselharam o encontro ou devolveram a decisão a Marcelo. Debilidade, ele é que tem que decidir, desresponsabilização, menorização do cargo e uma loucura, foram algumas das expressões ouvidas pelo Observador junto de vários conselheiros de Estado. Este é um artigo assinado pelos jornalistas Marina Lima Cunha e Rui Pedro Antunes e que pode ler no site do Observador.

E o Livre pediu hoje ao presidente da República que vete os projetos que visam limitar o acesso de estrangeiros não residentes ao Serviço Nacional de Saúde.

Rui Tavares esteve reunido hoje com Marcelo Rebelo de Sousa, numa audiência que demorou cerca de duas horas, pedida pelo partido na sequência da operação policial no Martim Moniz. Após a audiência, o líder do Livre falou aos jornalistas, criticou os projetos de lei do Chega e da AD, que foram aprovados no Parlamento sobre a limitação das condições de acesso dos estrangeiros ao SNS e pediu ao presidente da República que acompanhe com atenção o processo de especialidade no Parlamento desta iniciativa.

Viemos pedir ao senhor presidente da República que acompanhe a especialidade destas leis com muita atenção, evidentemente, mas viemos também dizer ao senhor presidente da República que achamos que a gravidade da exclusão destes grupos é de tal forma grande, a gravidade dessa exclusão, que dissemos ao senhor presidente da República que, a nosso entender, isso justificaria o exercício de um veto, seja político, seja constitucional, a estas leis quando forem votadas em votação final global.

Rui Tavares acusou ainda o executivo de Luís Montenegro de não cumprir o não é não ao partido de André Ventura.

As eleições de março do ano passado foram mantidas num pressuposto que levou o senhor primeiro-ministro Luís Montenegro à chefia do Governo, de que não é não. O que nós estamos a ver na atividade parlamentar, de forma crescente, sobretudo após a aprovação do orçamento, é que o não é não acabou e que foi substituído por um correr atrás do prejuízo, que representa uma estratégia de ir atrás de uma radicalização de direita.

Rui Tavares, líder do Partido Livre, depois da audiência que teve hoje com Marcelo Rebelo de Sousa.

E o ministro dos Negócios Estrangeiros afirma que se está a viver um período de maior incerteza internacional desde a Segunda Guerra Mundial.

A posição foi defendida hoje por Paulo Rangel. O chefe da diplomacia portuguesa diz que a atual conjuntura internacional é alarmante. São declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros português na abertura do seminário diplomático em Lisboa.

Este seminário é nem mais nem menos, um seminário de vésperas, ou para usar terminologia religiosa, um seminário de vigília, com tudo o que congraça o conceito de vigília. Espera Meditação, vigilância. Um seminário que ocorre, a meu ver, no momento de maior complexidade, incerteza e imprevisibilidade da cena internacional depois da Segunda Guerra Mundial.

Declarações de Paulo Rangel durante a sessão de abertura no seminário diplomático no Museu do Oriente, em Lisboa.

Quem também esteve presente foi Durão Barroso, que não prevê a retoma da paz em solo europeu num futuro próximo.

O antigo presidente da Comissão Europeia, que também já ocupou a posição de ministro dos Negócios Estrangeiros, defende um reforço da política de defesa europeia, pois não acredita num acordo entre a Rússia e a Ucrânia para pôr fim à guerra.

A verdade é que eu não acredito, e digo com muita pena, que no futuro previsível haja qualquer hipótese de uma paz consolidada, estável, uma arquitetura de defesa e de segurança consolidada, estável, credível na Europa, que haja uma verdadeira reconciliação entre a Rússia de Putin e a Ucrânia democrática que nós temos hoje. O que tem como consequência imediata que a Europa deve continuar a reforçar a sua própria defesa, a Europa deve constituir uma verdadeira política de defesa europeia e comece a dar os primeiros passos nisso.

Declarações de Durão Barroso à margem da sessão de abertura do seminário diplomático. O evento, que reúne várias figuras da diplomacia mundial, deu hoje o pontapé de saída em Lisboa e termina na próxima quarta-feira no Porto.

Com sete minutos para lá das 11 da noite, vamos às notícias de âmbito local.

A Câmara Municipal de Sintra vai construir habitação a custos controlados em Casal de Cambra. Trata-se de um investimento de mais de 1 milhão e 700 mil euros, que vai ser financiado pelo plano de recuperação e resiliência. Estas novas 15 habitações vão ser construídas na Avenida de Lisboa. Está previsto que a obra fique concluída em 2026. Em Leiria, a Igreja de São Pedro recebe amanhã sete canções atribuídas ao rei Dom Dinis. Intitulado de A Melodia de Dom Dinis, este concerto vai dar a ouvir o resultado de uma nova investigação ao pergaminho Charter, no dia em que se celebram os 700 anos da morte do Rei Trovador. O concerto apresenta uma nova versão do documento, descoberto em 1990 e que se acredita ser da autoria de Dom Dinis. O início do concerto está previsto para as 19h desta terça-feira. A Câmara Municipal de Sesimbra vai disponibilizar atendimento psicológico gratuito aos jovens do Conselho a partir de fevereiro. O serviço Transforma-Te vai estar disponível nas freguesias do Castelo e da Quinta do Conde. Vai abranger todos os jovens do Conselho entre os 12 e os 35 anos. As inscrições começam já dia 20 de janeiro e o serviço vai ser assegurado por psicólogos contratados pela autarquia. Em São João da Madeira, a Câmara Municipal vai reforçar o apoio para as obras de construção do lar residencial da sérsia local. Trata-se de um investimento de mais de 135 mil euros, que vai ser pago em três anos. Numa nota, a autarquia explica o apoio como um reforço ao investimento inicial, que era insuficiente para cobrir os custos da obra. O Centro das Demências de Famalicão integra o Projeto Europeu de Formação para estudantes universitários e profissionais de saúde. A iniciativa Educação à Distância e Formação Profissional sobre Demência visa desenvolver uma plataforma online para modernizar a formação na área da saúde na região. É financiada pela Comissão Europeia e vai ter a coordenação do Instituto Politécnico do Porto. Terminamos com a Câmara Municipal de Rio Maior, que vai apoiar o Centro Paroquial de Alcobertas em 120 mil euros. Os fundos já foram entregues ao parco Sérgio Santos e o presidente da autarquia justifica o investimento pela importância da infraestrutura para a população da freguesia. Este apoio do município destina-se a comparticipar as obras de remodelação e ampliação do centro paroquial.

Notícia de fecho do Jornal das 11.