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Jornal das 11, na Rádio Observador, com a Laura Figueiredo. E Laura, morreu o ativista pró-Trump, que foi hoje baleado no pescoço durante um evento numa universidade no estado do Utah.

A morte foi já confirmada pelo presidente norte-americano, que na rede social Truth Social escreve que "o grande, até lendário, Charlie Kirk está morto". A informação foi, entretanto, confirmada também pelo porta-voz do ativista. Trump diz ainda que o jovem de 31 anos era amado e admirado por todos, especialmente por ele, presidente. Charlie Kirk era influencer e também um dos principais aliados do presidente norte-americano. Depois de alguma confusão inicial sobre se o suspeito do ataque tinha sido ou não detido, a unidade de polícia da universidade confirmou que havia um suspeito sob custódia. Mais tarde, volta a confirmar que o detido não era o suspeito e foi, entretanto, libertado. Para já, o suspeito continua à solta.

E Laura, da esquerda à direita, vários atores políticos norte-americanos condenam o ataque.

O ex-presidente Joe Biden lamenta a morte de Charlie Kirk, diz que não há lugar nos Estados Unidos para este nível de violência e afirma que isto tem de acabar agora. Também Barack Obama reage dizendo que este tipo de violência não tem lugar na democracia norte-americana. A ex-vice-presidente e candidata à presidência, Kamala Harris, diz estar profundamente perturbada pelo acontecimento e acrescenta que a violência política não tem lugar na América. J.D. Vance, atual vice-presidente, pede eterno descanso. Entretanto, Donald Trump anunciou que todas as bandeiras norte-americanas vão ser colocadas a meia asta até à noite de domingo.

Esta terça-feira, cerca de 200 mil pessoas manifestaram-se em toda a França contra as políticas de austeridade do antigo governo. A polícia francesa deteve mais de 400 pessoas, membros do movimento Vamos Bloquear Tudo, que tentou paralisar o país.

Tudo isto dois dias depois da queda do governo do primeiro-ministro François Bayrou. Às 17h, hora de Lisboa, tinham sido registadas mais de 800 ocorrências, incluindo ajuntamentos e pequenos bloqueios em várias cidades. As autoridades mobilizaram 80 mil operacionais para o terreno, na tentativa de evitar uma escalada dos confrontos. Ainda assim, o balanço não chega a ser tão negativo como o esperado. Quem o diz é Carlos Pereira, diretor do Lusa Jornal, que em declarações à Rádio Observador, explica que a presença de tantos operacionais no terreno evitou conflitos maiores.

O governo francês esperava que houvesse muito mais atos de violência e derrapagens nessas manifestações. Acabaram por não haver. Repare, o governo esperava ter, pelo menos, uns 100 mil manifestantes e teve quase o dobro. E para isso reservou, mobilizou uns 80 mil polícias. Portanto, havia quase um polícia para dois manifestantes e isso fez com que a polícia durante o dia todo, fez o controle de muita gente e resolveu muitas derrapagens que poderiam ser muito piores.

A manhã foi marcada por alguns incidentes com autocarros queimados e várias escolas vandalizadas, mas era durante a tarde que se previa o aumento de ocorrências. Já Paulo Marques, autarca e dirigente associativo em França, destaca o impacto menor que estes protestos tiveram na vida dos franceses, sem a presença de bloqueios em estruturas essenciais da sociedade. Em declarações à Rádio Observador, foi o autarca fala da incógnita associada às próximas horas e aos próximos dias, uma vez que se trata de um movimento organizado através das redes sociais. Para o futuro, Paulo Marques espera uma rutura do novo governo com a estratégia que estava a ser levada a cabo por François Bayrou.

A estratégia de Sébastien Lecornu é, logo de início disse: vai haver uma rutura. Ele quer uma rutura, ele quer, de facto, que os deputados e os vários partidos se possam reunir, que possam falar. Muito provavelmente aqui será uma rutura com o objetivo do atual primeiro-ministro de encontrar consensos à esquerda e à direita, mas à esquerda de governo e à direita de governo.

Paulo Marques fala ainda sobre os sindicatos franceses, sem marcar presença nos protestos desta quarta-feira, mas com uma greve marcada para o dia 18 de setembro.

E na sequência da queda de drones russos em solo polaco, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que os membros da União Europeia e da NATO estão solidários, mas não belicistas.

O presidente da República garante que as instituições não estão a planear uma ofensiva de resposta a Moscovo e não espera o escalar desta ofensiva. Por enquanto, Marcelo Rebelo de Sousa reforça que a única coisa que se pode fazer é prestar solidariedade à Ucrânia.

Mais do que isso, naturalmente, não se pode fazer, porque depende muito daquilo que houver da parte de outros. Não há nenhuma iniciativa ofensiva da parte nem da NATO, nem de membros da NATO, nem da União Europeia. E, portanto, estamos solidários, mas não estamos belicistas.

Reações de Marcelo Rebelo de Sousa à saída da Universidade Católica, depois de uma homenagem a Ernani Lopes. E Catarina Martins é a mais recente candidata a juntar-se à corrida à Presidência da República, anúncio feito pela eurodeputada numa carta enviada aos militantes do Bloco de Esquerda.

Na carta dirigida aos apoiantes, Catarina Martins começa por dizer que na corrida a Belém estão já os homens do costume e propõe-se a juntar forças e a cuidar da democracia. A antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, que desde junho do ano passado que assumiu funções de deputada no Parlamento Europeu, diz ainda que as eleições presidenciais acontecem num momento crucial para a esquerda, para Portugal e para o mundo. Considera que o cenário atual não é uma repetição do passado, mas sim um fenômeno novo e veloz. De acordo com o Expresso, Catarina Martins vai comunicar oficialmente a candidatura ainda esta quarta-feira.

O governo não tem pressa para rever a lei laboral, mas a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admite que está disponível para conversar sobre medidas como o luto estacional e o limite da amamentação.

Maria do Rosário Palma Ramalho esteve esta tarde reunida com os patrões e sindicatos. Em cima da mesa esteve a reforma proposta pelo governo pra legislação laboral. Em declarações aos jornalistas, a ministra recusou revelar propostas concretas, mas diz que há espaço para fazer alterações.

O governo não é imobilista em nenhuma matéria e, portanto, essa é uma entre muitas que, obviamente, está em discussão ou para reformulação ou para recuo, naturalmente, que essa é uma das matérias.

Maria do Rosário Palma Ramalho diz ainda que vai haver mais rondas de negociações na consultação social. Ainda não são conhecidas as datas. A Ministra do Trabalho afirma que o governo não tem pressa, mas avisa que o debate não pode durar para sempre.

José Luís Carneiro defende que o orçamento do Estado deve ser apresentado na data prevista, uma vez que a pressa é má conselheira.

Uma convicção contrária à de André Ventura, que defende uma apresentação antecipada do documento para que não seja feita a dois dias das eleições autárquicas. Hoje, o secretário-geral do Partido Socialista falou aos jornalistas à entrada para a sessão de apresentação da recandidatura de Hugo Martins à Câmara de Odivelas. José Luís Carneiro diz que o mais importante é que seja apresentada uma boa proposta, sem pressa.

O mais importante é que, quando for apresentado, seja um bom orçamento, não que seja apresentado muito depressa. A pressa, em regra, é má conselheira e, portanto, que o orçamento seja apresentado quando está previsto, que é no dia 10 de outubro, por aquilo que pude saber. Nós colocamos três exigências que para nós são fundamentais em relação ao orçamento do Estado. O orçamento do Estado não pode dar suporte ou respaldo a políticas que fragilizem as relações laborais. E, por outro lado, também, que o orçamento não contribua para enfraquecer o Serviço Nacional de Saúde ou para abrir as portas à sua privatização e que também não abra as portas à privatização ou a objetivos de privatização da Segurança Social.

Declarações de José Luís Carneiro, que foi ainda questionado sobre se gostaria de reunir com Luís Montenegro antes da entrega da proposta do governo. O socialista diz que há ainda muito tempo para esse diálogo. Quanto ao Chega, vai pedir uma reunião ao primeiro-ministro para definir as linhas mestras do próximo orçamento do Estado. André Ventura diz que quer garantir que a aprovação do orçamento decorre sem levantar uma crise política.

Laura, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.

No Seixal, o trânsito vai ser cortado num troço da Avenida de Vale de Milhaços. Estão em causa trabalhos de remodelação nas condutas de abastecimento de água, que já começaram e devem prolongar-se por um período de 30 dias. O desvio deve ser feito pela Rua 31 de Janeiro. O município de Oliveira de Azeméis vai reabilitar a antiga Escola Primária de Santo António, na freguesia de Aucela. O projeto prevê a revitalização do edifício antigo, mas mantendo as características arquitetônicas do passado. O objetivo é que o edifício renovado possa servir como equipamento público, onde vão caber várias estruturas em memória do escritor Ferreira de Castro. A Casa do Campino, em Santarém, vai ser palco da Feira da Saúde nos dias 19 e 20 de setembro. A iniciativa integra o programa comemorativo do 40º aniversário do Hospital Distrital de Santarém, programa promovido pela Unidade Local de Saúde de Luziri e contempla a realização de rastreios gratuitos, atividades dirigidas a todas as idades e também várias ações de sensibilização para a importância da prevenção e do bem-estar. A Câmara Municipal de Sintra associou-se à Semana Europeia do Esporte e vai promover uma aula de hidroginástica. Está agendada para 27 de setembro, às 21h. A participação é gratuita, mas está sujeita à inscrição prévia. Em Leiria, o Museu da Imagem e Movimento vai receber no dia 20, a partir das 21h, a performance Nem Bestas Nem Santas, um espetáculo em movimento com percurso através dos espaços do museu. É uma apresentação de cerca de 40 minutos, levada a cabo pela companhia Nem Marias Nem Maneias. A performance faz parte do programa das Jornadas Europeias do Patrimônio. A Área Metropolitana do Porto volta a ser palco de mais uma edição do Sons no Patrimônio. Vila do Conde recebe a 12 de setembro um concerto que vai ter lugar na Alfândega Regia, museu de construção naval e nau quinhentista. É lá que vai decorrer o concerto da artista Sofia Leão, marcado para as 21h30.

Laura Figueiredo com o Jornal das Onze.