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É o Jornal das 11, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, começamos com a greve geral marcada para amanhã. O secretário-geral da CGTP acusa o governo de ser mudo relativamente aos sindicatos.

A Central Sindical está esta noite a fazer um périplo pelas empresas e serviços em greve. A primeira paragem foi no Centro de Recolha de Resíduos da Amadora, num circuito que está a ser acompanhado pelo repórter do Observador, Martim Madeira. Martim, boa noite. De que forma é que Tiago Oliveira justifica esse silêncio do governo?

Boa noite, Diana. O líder da Central Sindical diz que está aberto para negociar com o governo, mas que não quer partir para as negociações com a premissa de que direitos vão ser perdidos. Vamos então ouvir o som desse documentário de Tiago Oliveira.

O governo com a CGTP tem se mantido mudo. A CGTP disse desde o início que sempre que for convocada para uma reunião, estaremos dispostos a sentar-nos e a discutir. Aquilo que não aceitamos e nunca vamos aceitar, é que se parta para uma discussão já com a premissa de que vamos perder direitos. Isso nós não aceitamos. Quem nos está a ver neste momento em casa, aquilo que espera do seu sindicato, é que o seu sindicato, perante a avaliação daquilo que já hoje é negativo no mundo de trabalho, procure a melhoria e elevação das condições de vida de quem trabalha, e não nos sentarmos à mesa e procurarmos medir o quanto é que vamos recuar nos direitos. Para isso, não contem com a CGTP. Se for para avançar, melhorar, conquistar mais direitos e retirar dos trabalhadores aquilo que já é negativo hoje e que tanto impacto tem nas suas vidas, para isso, contem com a CGTP, que vamos procurar sempre melhorar as condições de vida de quem trabalha.

Foram estas as palavras de Tiago Oliveira à porta da Central de Resíduos da Amadora, um dos pontos de maior foco desta greve geral, onde estavam cerca de 50 pessoas. Agora já está na segunda paragem, em Palmela, na sede da Autoeuropa, neste preciso momento a andar no parque de estacionamento desta empresa, onde também vai estar o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, para dar um apoio ao sindicato desta fábrica. Mais tarde, haverá mais uma paragem, a terceira e última, que será na sede dos metros de Lisboa.

Martim Madeira, o repórter em movimento do Observador, que vai continuar a seguir esta carrinha da CGTP. A próxima paragem, como ouvimos aqui o Martim a dizer, é na Autoeuropa.

Falamos agora da UGT. Alguns sindicatos afetos à Central Sindical juntaram-se esta noite à porta do Centro de Recolha de Resíduos dos Olivais, em Lisboa. José Abrão, secretário-geral do SINTAP e da FESAP, fala de uma adesão a rondar os 80, 85%.

E deixa também um apelo a quem ainda tem dúvidas se deve ou não aderir à greve.

De facto, faça, porque pode, até por alguma informação ou desinformação que vai sendo dada, pode ficar na dúvida. Não tenha dúvidas. A proposta que está em cima da mesa é altamente penalizadora de quem trabalha e por isso mesmo é importante que toda a gente adira, e que force o governo a mudar de posição, que é a nossa exigência que temos em cima da mesa hoje.

O apelo do secretário-geral da FESAP e do SINTAP à porta do Centro de Recolhas de Resíduos dos Olivais, em Lisboa.

Seguimos com o debate para as eleições presidenciais. Catarina Martins e António Filipe acusam o primeiro-ministro de enganar os portugueses ao anunciar um salário mínimo de 1600 € até ao fim da legislatura.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda considera que Luís Montenegro só pode estar a brincar com os portugueses. Explica por quê.

Eu acho que o primeiro-ministro está a gozar com as pessoas e é feio. Porque repare, o governo acabou de chumbar hoje propostas da esquerda para aumentar mais o salário mínimo.

Mas é bom que aumente o salário mínimo.

É bom, mas é bom que se fale verdade. Ou seja, o mesmo primeiro-ministro que só aumenta o salário mínimo 50 € este ano, está a dizer que nos próximos anos a legislatura vai aumentar todos os anos o salário mínimo em 200 € e alguém acha que ele está a falar verdade?

Desacreditado está também António Filipe.

Há um sinal muito claro de que ninguém leva isso a sério. É as confederações empresariais não protestarem, porque as confederações empresariais que qualquer cêntimo aumento do salário mínimo protestam e dizem que isso não é possível, ouvem este anúncio do primeiro-ministro e não dizem nada, significa que nem eles acreditam nele.

O anúncio de Luís Montenegro foi feito na semana de greve geral, a primeira dos últimos 12 anos, e a pretexto desse tema, os dois candidatos esta noite em debate concordaram. Esta greve é sinal de que o governo tem de ter outra proposta em cima da mesa para ser negociada.

E neste debate foi também discutido qual dos dois candidatos reúne mais convergência à esquerda na corrida a Belém. Catarina Martins e António Filipe discordaram.

O candidato apoiado pelo PCP lembra que quando se candidatou, não havia nenhuma candidatura de esquerda, além de António José Seguro, e acusa Catarina Martins de não ser consensual.

Com toda a legitimidade, houve outras candidaturas. Catarina Martins, com toda a legitimidade, não só jurídica, constitucional, mas política, para se candidatar. E não critico a sua candidatura. Agora, o que quero dizer é que eu não critico. Agora, que a candidatura não favorece a convergência, isso é um dado objetivo.

E Catarina Martins defende-se.

E apresento, e falo por mim, sabendo que tenho apoios, e agradeço-os muito, para lá da minha área política de origem, mas sobretudo com o apoio de tanta gente que acredita que se pode viver melhor em Portugal e que tem uma visão de esquerda e que tem também uma visão de uma série de avanços civilizacionais, que para mim são importantes, que se fez a minha vida, e cá estou eu.

Catarina Martins e António Filipe, um debate à esquerda esta noite na RTP.

Luís Marques Mendes deixa um aviso: há um germe de instabilidade dentro do Parlamento.

Um candidato a Belém esteve esta noite na apresentação do livro do jornalista do Observador, Luís Rosa, um livro precisamente sobre a vida política de Marques Mendes. O social-democrata considera que o papel de um chefe de Estado é contribuir para a estabilidade do país, mas alerta que no Parlamento o cenário não é favorável.

Ao mesmo tempo, uma situação em que temos um Parlamento altamente dividido, altamente fragmentado, que tem dentro de si o germe, o risco, a ameaça da instabilidade. Portugal não pode, nesse plano, dar passos atrás.

O candidato à presidência afirma que sem estabilidade política não há ambição para o futuro, tal igual como a consciência econômica e social.

Na apresentação deste livro esteve também Luís Montenegro, que falou sobre as eleições presidenciais. O primeiro-ministro rejeita desequilíbrios de poder, mesmo que Marques Mendes vença as eleições presidenciais.

Na teoria dos ovos do mesmo cesto, que já foi levantada por António José Seguro e Jorge Pinto. Argumentam que caso o candidato apoiado pelo PSD vença as eleições, o PSD vai controlar o Palácio de Belém, também o governo nacional, os dois executivos regionais e a maioria das autarquias do país. O primeiro-ministro pede que não se criem fantasmas. Lembra que o atual presidente da República é, também ele, social-democrata.

A situação que temos hoje, face a todos os candidatos, não vai ter nenhuma alteração, mesmo com a possível eleição do doutor Luís Marques Mendes. Ou seja, não vale a pena estar aqui a criar uma nuvem de fumo, um temor sobre um qualquer cenário, porque essa é a situação que temos hoje e o sistema funciona muito bem. E não há nenhum favoritismo do Presidente da República relativamente a nenhuma força política, independentemente deste Presidente da República, que está em exercício de funções, ter sido há alguns anos presidente do PSD, como o anterior também já foi e como os dois anteriores tinham sido secretários-gerais do Partido Socialista.

O primeiro-ministro acredita que o candidato apoiado pelo PSD está a provar que é diferente dos restantes. No entanto, ainda não decidiu se marca ou não presença na campanha eleitoral.

Neste jornal falamos ainda de futebol. O Benfica venceu o Nápolis por 2 x 0 na Liga dos Campeões.

É o segundo triunfo da equipa portuguesa nesta fase da competição. No Estádio da Luz, Richard Rios e Leandro Barreiro marcaram os gols do Benfica, um na primeira parte, o outro no arranque do segundo tempo. Com esta vitória, os encarnados passam a somar seis pontos e ainda sonham com uma presença no playoff. Na próxima jornada da Liga dos Campeões, o Benfica vai jogar com a Juventus, mas essa partida só vai ser jogada em janeiro do próximo ano. E são agora 11h09, tempo ainda para o noticiário local. E começamos, Rita, em Sesimbra. O município recebe amanhã a edição número 13 do Encontro Nacional das Cidades e Vilas Resilientes. É o objetivo desta iniciativa promover a reflexão, a troca de experiências e o incentivo mútuo na busca de territórios e populações mais seguras. Vai decorrer no Cine Teatro Municipal João Mota. Os autarcas da região de Leiria querem criar uma agência para responder à crise da habitação. Os 10 conselhos que compõem a comunidade intermunicipal propõem construir entre 350 a 500 casas com preços controlados nos próximos anos, com rendas de 20% a 40% abaixo do valor de mercado. O programa intermunicipal de habitação acessível inclui a reabilitação de imóveis devolutos, construção nova, aquisição de imóveis estratégicos e parcerias público-privadas. Seguimos com as Caldas da Rainha. O Hospital no domicílio sénior vai melhorar a resposta de assistência aos idosos e arranca em janeiro. É o que adianta o Jornal das Caldas. Numa primeira fase, no primeiro trimestre do próximo ano, vão ser abrangidos mais de 200 utentes em estruturas nos conselhos das Caldas, Óbidos, Bombarral e Peniche. O projeto vai contar com uma médica e uma enfermeira, fazem atendimento de segunda a sexta, das 09h às 16h. No Porto, a Câmara Municipal vai manter uma oferta de 22 viagens aos munícipes que possuam o cartão Porto para utilização nos transportes públicos. A Câmara, liderada por Pedro Duarte, diz que quer evitar ruturas operacionais ou qualquer descontinuidade no acesso aos benefícios atribuídos aos munícipes. É o que adianta o site da autarquia. Aveiro, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis abriu um concurso público para a construção do Centro de Saúde Pinheiro da Bem-Posta, um projeto com um prazo de execução de um ano. O edifício vai acolher a Unidade de Saúde Familiar Entre Margens. É o que adianta o Notícias de Aveiro. Por fim, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje a prorrogação da classificação de todo o território da cidade como zona de pressão urbanística. É um regime excepcional destinado a incentivar a colocação no mercado de habitações devolutas ou vagas. A proposta apresentada pelo PCP, com caráter de urgência, foi aprovada por unanimidade. Segundo a proposta a que a Lusa teve acesso, a decisão é justificada pelo elevado volume de fogos habitacionais, vagos ou abandonados, estimado em cerca de 48 mil unidades no Conselho, de acordo com os censos de 2021. A proposta é igualmente enquadrada na Câmara Municipal de Habitação de Lisboa.

É o ponto final no Jornal das 11. A edição foi da jornalista Diana Rosa, já a seguir na Guerra Traduzida, mas as notícias também são notícias na Guerra Traduzida.

Exatamente.

Temos notícias a hora toda, até ao Explica TV.