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Vamos às notícias. Este é o Jornal das 11, tem edição da Diana Rosa. Diana, a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna gera perplexidade, é o que considera o líder do Chega.
Numa entrevista à SIC, André Ventura deixa rasgados elogios a Pedro Passos Coelho e admite que o antigo primeiro-ministro tem razão nas críticas ao novo ministro da Administração Interna. Vamos ouvir André Ventura.
Eu compreendo, mais uma vez, o que disse Pedro Passos Coelho. Não diria nesta extensão, mas compreendo quando o antigo primeiro-ministro diz que não se deve passar de direção da Polícia Judiciária para um ministro do governo. E aqui a questão que se levanta para muitos portugueses é esta: a Espinho Viva, por exemplo, os casos que envolvem Luís Montenegro, foram investigados na Polícia Judiciária, de que era diretor Luís Neves, e agora sai para ir pra um cargo político, de confiança política. Isto gera ou pode gerar, nalguns setores da sociedade, alguma perplexidade. Eu, como líder da oposição, porém, tenho outra responsabilidade. E tenho a responsabilidade de dizer a quem vem que vai ser escrutinado, avaliado de acordo com o seu trabalho e sem estar a levantar suspeitas, já à partida, sobre o trabalho de Luís Neves.
Sobre o PTRR, o plano de recuperação do país na sequência do mau tempo. André Ventura atira críticas a Luís Montenegro por causa dos trabalhadores em lay-off. Diz que o governo dá o dito por não dito.
O governo anuncia no meio da crise, legitimamente, que pagará o lay-off a 100%. Isto é, que os trabalhadores terão o seu rendimento, os afetados nas zonas afetadas, terão o seu rendimento coberto a 100%. É o governo que anuncia, não é o Chega. É o governo que anuncia. Dois dias depois, ou três, vêm dizer que afinal remetem para as normas do Código do Trabalho, que pagam dois terços e não 100%. Isto é o pior que se pode fazer num cenário de crise.
André Ventura considera que o país ficaria bem entregue a Pedro Passos Coelho. Admite que os dois pensam de forma semelhante.
O PS também falou sobre o regime de lay-off apresentado pelo governo depois da tempestade Cristine. O secretário-geral do partido desafiou o executivo a corrigir o erro e a pagar os salários a 100%.
José Luís Carneiro diz que o PS foi claro sobre esta matéria desde a primeira hora.
Aquilo que defendemos foi que se adotasse o modelo de lay-off equivalente àquele que se adotou durante a pandemia Covid-19, que era evitar que os trabalhadores, a tempo parcial ou a tempo inteiro, perdessem rendimento. Aquilo que nós desejamos é que o governo, nesta reconsideração e nesta correção de erros que tem feito, que possa também ter em consideração esse objetivo.
O secretário-geral do Partido Socialista diz ainda que se o governo corrigir os erros que tem cometido, o Parlamento não terá necessidade de se pronunciar.
O Parlamento só se pronuncia porque o governo tem cometido erros nas opções que tem tomado. Por exemplo, deixou ficar um conjunto vasto de municípios de fora da declaração de calamidade. Como se vê, errou, agora teve de os incluir. Por outro lado, deixou de considerar a necessidade de prolongamento da suspensão das portagens para responder às necessidades de mobilidade. Corrigiu numa primeira fase, desejamos que corrija agora outra vez numa segunda fase.
O líder socialista aconselhou ainda o governo a ter sensibilidade de ouvir os partidos da oposição.
O ministro da Administração Interna recusa conflitos de interesse, mesmo tendo saído da Polícia Judiciária diretamente para o governo. Garante estar absolutamente blindado.
No que toca a informações sobre processos judiciais em curso. É o caso, por exemplo, da investigação à construção da casa de Luís Montenegro. Luís Neves afirma que quanto a esses temas não há por onde pegar.
Eu quero dizer que nunca na minha vida, qualquer questão de pergunta, fosse quem fosse. E eu estou a falar para todos vós publicamente e para as pessoas com quem tive a honra e o prazer de trabalhar, são milhares de investigadores. Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito, eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação.
O ministro falou ainda sobre as forças policiais. Tem confiança inabalável na PSP, no que toca ao respeito pelos direitos fundamentais, mas manifesta tolerância zero com comportamentos abusivos.
Compreenderei sempre algum excesso que possa ter ocorrido por se querer ter feito bem, por se querer ter agido, por se querer cumprir a lei, porque muitas vezes estando sozinho, quis tomar uma atitude enquanto polícia, porque era o seu dever. Aí estarão o meu apoio, o meu suporte e a minha compreensão. Nos casos isolados, absolutamente isolados, em que a questão seja diferente, em que a violação seja preparada, seja dolosa, seja reiterada, nunca contarão com qualquer atitude compreensiva desses atos.
Luís Neves foi ainda questionado sobre as críticas de Passos Coelho por ter passado diretamente da PJ para a política. O ministro respeita a opinião, mas discorda, garante seriedade.
Afinal, ainda não há luz a 100% em todos os conselhos afetados pelo mau tempo, contrariamente ao que adiantou a EDP.
Denúncia da Federação de Suinicultores nas explorações do setor. Há um mês que não é dada pela E-Redes qualquer previsão para o restabelecimento de energia elétrica. À Rádio Observador, o secretário-geral João Bastos sublinha que há perto de 50 empresas ainda sem energia, num cenário que, diz, é imprevisível.
A E-Redes muitas vezes comunica, até por meio de SMS. Há um mês que não temos previsão do regresso da energia elétrica, nem tão pouco um ponto de situação. Este ponto foi corrigido, e que o próximo será aquele. Era apenas isto que desejávamos, porque a imprevisibilidade neste momento é muito grande.
Ouvimos aqui o secretário-geral João Bastos, da Federação de Suinicultores, que diz que os prejuízos das empresas que ainda são alimentadas a geradores superam os €2 milhões.
Depois de quase sete horas, terminou a audiência à porta fechada à Hillary Clinton sobre o caso Epstein.
A sessão até foi interrompida quando um alegado influencer republicano tirou uma fotografia dentro da sala e partilhou nas redes sociais. De acordo com congressistas democratas, Hillary respondeu a todas as questões dos republicanos, pede que seja questionado Donald Trump, afirma que há indícios criminais sobre o presidente norte-americano, diz que nunca teve uma relação com Jeffrey Epstein, que nunca sequer o conheceu. Todo o depoimento vai ser publicado em vídeo e em forma transcrita. Amanhã é a vez de Bill Clinton, antigo presidente norte-americano, ser ouvido. Os democratas pediram para ser aberta esta sessão aos jornalistas.
Vamos às notícias de âmbito local.
Começamos na Câmara Municipal de Sintra, que restringiu o funcionamento de três estabelecimentos comerciais nas freguesias de Agualva, Mira Sintra e Casal de Cambra. Em causa, o reforço das ações de fiscalização com o objetivo de garantir a maior segurança das pessoas. Houve denúncias de incumprimento nos horários de funcionamento, níveis de ruído excessivos, desordem na via pública. Agora os estabelecimentos em causa passam a ter um horário mais reduzido. O município de Ílhavo, em Aveiro, abriu candidaturas para o programa municipal de bolsas de estágios de trabalho. No total, são abertos 25 estágios de um ano a jovens entre os 18 e os 30 anos. O objetivo é promover a empregabilidade sem integração no mercado de trabalho. Candidaturas decorrem até o dia 10 de março. Porto de Mos registou um aumento de dormidas no ano passado. Em comunicado, a Câmara diz que no alojamento turístico houve um crescimento estrutural, com mais 12 alojamentos locais. O número de visitantes também cresceu. Em 2025 foram mais de 300 mil. Vila do Conde foi distinguida como autarquia voluntária em 2025, uma distinção que reconhece o trabalho desenvolvido pelo banco local de voluntariado do município, com mais de 300 operacionais. Entre os aspetos destacados, está a aposta no voluntariado jovem, com criação de novas oportunidades de participação cívica. A Fábrica da Pólvora, no Seixal, entrou na lista dos sete sítios patrimoniais mais ameaçados da Europa. Foi incluída no programa europeu que identifica os locais em risco e mobiliza equipas técnicas e apoios para as ações de preservação. No final, vai ser apresentado um relatório com recomendações e um plano de ação para os dois anos seguintes. O Castelo de Leiria vai estar sob avaliação de estabilidade, de forma que possa abrir até o dia 22 de maio. A autarquia avança a necessidade de uma avaliação detalhada para que se possa reabrir o monumento mais procurado pelos turistas em Leiria, depois de várias árvores terem sido derrubadas no interior do castelo, uma parte da muralha ter ruído. Só depois desta avaliação é que vai ser possível perceber o risco real de derrocada do Castelo de Leiria.