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Vamos às notícias. Jornal das 11, com a edição da Diana Rosa. Diana, Iraque e Síria reabriram uma passagem fronteiriça como rota alternativa pra passagem de petróleo.

Uma passagem entre os dois países que foi reaberta pela primeira vez em mais de uma década. Iraque e Síria destacam o potencial para o comércio e exportações de petróleo, é o que adianta a Associated Press. Os países defendem que esta rota surge como alternativa ao estreito de Ormuz, embora o transporte terrestre de petróleo tenha uma capacidade muito inferior à dos oleodutos e dos navios-tanque. Nadia Hadi Al-Yobouri, responsável iraquiana, afirma durante a cerimônia de inauguração esta segunda-feira, que a passagem vai permitir o intercâmbio comercial e o transporte de petróleo em direção a este importante portal. É o que adianta a mesma agência de notícias.

E Donald Trump rejeita sentir-se pressionado para fechar um acordo com o Irão.

Não vai assinar um acordo a qualquer preço. Esta é uma das várias mensagens publicadas ao longo do dia pelo presidente norte-americano nas redes sociais. Diz ainda Donald Trump, também num aviso aos democratas norte-americanos, que vai alcançar um acordo com o Irão muito melhor do que o alcançado pela administração Obama em 2015. O presidente norte-americano deixa ainda críticas a várias publicações, a vários órgãos de comunicação social como Washington Post, o New York Times e o Wall Street Journal, órgãos de referência, por, no entender do presidente dos Estados Unidos, indicarem que as forças norte-americanas estão a perder a guerra.

E J.D. Vance chega amanhã a Islamabad, capital do Paquistão, para uma nova ronda de negociações.

Confirmação avançada pela Casa Branca. O regime iraniano ainda não confirmou a presença no encontro em que a delegação norte-americana é liderada pelo vice-presidente. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Teerão disse esta tarde que ainda não foi tomada qualquer decisão, mas o Paquistão está confiante de que o Irão vai participar nas negociações de paz, é o que afirma um membro do governo paquistanês à agência Reuters.

E o bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz dificulta o rumo das negociações, é o entendimento do historiador Bruno Cardoso Reis.

A livre passagem dos petroleiros é uma peça-chave para alcançar um acordo.

Seria má ideia, de facto, o Irão simplesmente não estar presente, mas eu acho que não podemos afastar nenhuma possibilidade. O que para já podemos afirmar é que se estas negociações já eram difíceis, acho que ainda se tornaram mais difíceis nos últimos dias e nas últimas horas. Ou seja, acho que a confiança entre as partes, que era muito baixa, não melhorou, pelo contrário.

Bruno Cardoso Reis aponta para uma eventual solução para este conflito.

O cenário mais racional pros dois lados, sobretudo pro Irão, pro governo, pro regime iraniano e pra administração Trump, parece-me que seria, de facto, um cessar-fogo e um acordo, mesmo que parcial, que permitisse às duas partes declarar vitória e seguirem em frente, concentrarem-se nas questões internas. A questão continua a ser a mesma, é se os dois lados percebem que não estão a ganhar a guerra.

Bruno Cardoso Reis defende que há poucos indicadores positivos no contexto deste conflito, mas considera que quem está a sair mais fragilizado é mesmo os Estados Unidos.

E com a visita de Lula da Silva a Portugal marcada pra amanhã, o CHEGA agenda um protesto em frente ao Palácio de Belém.

O partido de André Ventura quer contestar a vinda do presidente brasileiro neste encerramento do périplo de Lula da Silva por vários países europeus. O CHEGA acusa o líder do Brasil de corrupção, repete o protesto que fez em 2015, quando empunhou cartazes em plena Assembleia da República, durante a sessão solene de comemoração do 25 de abril. Lula da Silva é recebido amanhã pelo primeiro-ministro em São Bento, ao final da manhã, e segue depois para o Palácio de Belém para almoçar com António José Seguro.

E por falar em António José Seguro, o chefe de Estado recusa estar a pressionar a concertação social para chegar a acordo quanto ao pacote laboral.

O presidente da República recebe os parceiros sociais na quarta-feira. Diz que é um encontro normal, até porque já recebeu os restantes agentes políticos e públicos envolvidos nas negociações.

Eu não faço pressão sobre ninguém. O presidente da República incentiva o diálogo. Fiquei também muito feliz quando a UGT teve uma posição mais definitiva, que parecia esgotar o diálogo. Depois de um apelo que eu fiz, reconsiderou e voltou a essas conversações. Agora, não compete ao presidente da República o resultado final. Isso compete às pessoas, aos intervenientes, ao governo, aos parceiros sociais, e há de haver uma altura em que o decreto chega a Belém. E aí é a altura dos parceiros sociais e do Parlamento respeitarem o tempo do presidente da República, porque ele decidirá nessa altura. Agora, uma coisa que eu lhe posso dizer, não vou dizer neste momento.

O chefe de Estado deixa por revelar o que vai fazer quando o diploma da reforma laboral chegar ao Palácio de Belém, se vai ou não cumprir a promessa de veto em caso de falta de acordo com a concertação social.

E seguimos com o aviso da Federação dos Sindicatos dos Transportes. Primeiro investe-se em veículos, depois é que se pode falar num passe intermodal nacional.

Que foi hoje anunciado por Miguel Pinto Luz, fez saber que o governo está a preparar essa nova medida. Ora, para o responsável pela Federação dos Sindicatos dos Transportes, é preciso mais equipamentos a circular e um maior investimento nos trabalhadores. José Manuel Oliveira diz que sem investimento é difícil apostar em novas medidas que depois acabam por não se concretizar.

Anunciar medidas pode até ser positivo, mas sem ter o problema resolvido do material circulante necessário e os trabalhadores necessários para responder ao aumento da procura que essas medidas vão gerando, efetivamente, são anúncios que depois não têm consequência, não têm correspondência na prática

O coordenador da Federação do Sindicato dos Transportes e Telecomunicações lembra ainda da demora habitual na entrega de novos veículos.

Passam sete minutos das 11 da noite, Diana, vamos atualizar também as notícias de âmbito local.

E começamos pelo norte do país. A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto adjudicou o fornecimento de 50 autocarros a gás natural ou biometano por cerca de 21 milhões de euros, há ainda a opção de serem comprados mais 10 veículos. Em comunicado, a STCP explica que a entrega dos novos autocarros vai ocorrer de forma faseada entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2027. Em Aveiro, o Partido Socialista exige uma maior oferta de transportes, embora tenha saudado a introdução da nova tarifa única na rede da região. A Federação de Aveiro do PS sublinha que é imperativo existir o aumento da oferta, que deve acompanhar a subida da procura anual em 20%. Os socialistas querem também ter acesso ao inquérito feito às pessoas que utilizam o serviço para analisar a satisfação dos utentes. Viajamos até Alcobaça, onde as obras do Jardim do Obelisco já começaram. A requalificação do jardim localizado no Mosteiro de Santa Maria já era aguardada há vários anos. No total, representou um investimento superior a 1.400.000 € e é um espaço classificado como Monumento Nacional e Património Mundial da UNESCO. Nas Caldas da Rainha, foram apreendidos 300 artigos falsificados no Mercado de Santana. A GNR realizou ontem uma operação de fiscalização neste mercado em Alvorninha e retirou das bancas vestuário, acessórios e outros bens de consumo. O valor estimado dos objetos é superior a 6900 €. Foram identificados dois homens de 35 e 39 anos pela prática de venda de artigos contrafeitos. O processo está agora a cargo do Tribunal Judicial das Caldas da Rainha. Olhamos agora para as comemorações relativas ao 25 de Abril, que é já este fim de semana. E a começar no Seixal, já é possível visitar a exposição "A Liberdade a que Temos Direito". Esta mostra está patente no átrio dos serviços centrais da Câmara Municipal. A exposição baseia-se numa seleção feita a partir da documentação preservada no arquivo histórico da Câmara. Também em Loures celebra-se a revolução com um concerto no Pavilhão Paz e Amizade, com mais de 400 pessoas em palco. Acontece no dia 24, sexta-feira, às 21h30. É uma produção conjunta da Câmara Municipal de Loures e do Conservatório Artalis, que junta músicos e coralistas num grande concerto evocativo da Revolução dos Cravos.

Notícia de fecho do Jornal das 11.