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Jornal das 11, com a edição da Diana Rosa e começamos com a atualidade internacional. Vladimir Putin viaja amanhã para a China e reúne uma extensa delegação.
O presidente russo vai reunir-se com Xi Jinping numa visita oficial a Pequim e de acordo com a agência TASS, Putin leva uma vasta comitiva, não só de ministros como de CEOs das maiores empresas russas, em particular da banca e do setor energético. As duas partes planeiam adotar aproximadamente 40 medidas conjuntas, tanto intergovernamentais quanto comerciais. São documentos que abordam o aprofundamento dos laços entre os dois países nas áreas da indústria, dos transportes, da energia nuclear e dos assuntos humanitários.
Aqui no Gabinete de Guerra ouvimos Liliana Reis, especialista em relações internacionais, que vê nesta visita um recado, em particular aos Estados Unidos.
Principalmente por ter sido marcada tão pouco tempo depois da visita de Trump a Pequim.
Ora, este hiato de tempo tão curto, aquilo que parece é que efetivamente há aqui uma tentativa de reafirmar publicamente que o eixo sino-russo continua muito sólido, apesar desta aparente abertura diplomática com Donald Trump e podem estar em cima da mesa outras questões que podem efetivamente denunciar outro tipo de aproximação, nomeadamente a questão energética e a discussão do gasoduto Power of Siberia 2.
Liliana Reis, no programa Gabinete de Guerra na Rádio Observador. A especialista reforça também a ideia de que Vladimir Putin chega a este encontro numa posição bastante fragilizada.
E o Ministro dos Negócios Estrangeiros quer explicações do embaixador de Israel sobre a detenção de dois médicos portugueses que seguiam na flotilha rumo a Gaza.
Foram detidas não em águas israelitas, mas em águas internacionais ao largo da Turquia. E por isso, Paulo Rangel quer esclarecimentos.
Uma vez que esta ação feita por Israel, tal como a exatamente anterior, de há umas semanas atrás, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir esse tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, nós convocamos hoje mesmo para o ministério, o embaixador de Israel, para fazermos o nosso protesto, para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível.
Paulo Rangel adianta que o governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Tel Aviv e dos serviços consulares, serviços esses que, diz o ministro, contactaram as autoridades israelitas no sentido de garantir, por um lado, a libertação imediata destas pessoas e, por outro, que sejam tratadas com respeito e com a garantia de todos os direitos fundamentais.
Seguimos com a discussão do pacote laboral. A UGT acusa o governo de colocar linhas vermelhas à partida e rejeitar propostas antes mesmo de serem negociadas.
E já entregou aos partidos propostas de alteração à reforma promovida pelo governo. A UGT foi uma das estruturas sindicais que participaram como convidadas nas jornadas parlamentares do Chega, em que o executivo de Luís Montenegro, Vasco Maldonado Correia, foi amplamente criticado.
O Chega escolheu a reforma laboral para abrir as jornadas parlamentares do partido em Viseu e à mesa sentou o vice-presidente da UGT, que critica a postura do governo nas negociações com os parceiros sociais.
Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas. Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social que nós estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada.
Rui Miranda lamenta que o debate não se tenha focado na subida do salário mínimo.
Nós temos trabalhadores com 10, 15, 20 anos que estão a ganhar muito aproximado daquilo que é o salário mínimo nacional. Como é que nós podemos criar produtividade a essas pessoas que estão completamente descontentes em relação a isto?
Preocupação partilhada por Alexandre Carvalho, do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.
Nós temos sapadores florestais a atuar na floresta portuguesa, a receber o salário mínimo nacional. E eu não vejo ninguém a preocupar-se. Isto é que devia ser a reforma laboral.
E ainda que convidado pelo Chega, deixa uma ressalva.
Eu sou de esquerda, eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso. Eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso, mas acima de tudo, sou democrata.
Para Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o tema não se reduz ao espectro político.
Para dizer como ponto prévio que me irrita, que a esquerda ache que a defesa dos trabalhadores é um patrimônio dela. Não é, é só de direita. E fui dirigente sindical.
Protesta contra uma das medidas da proposta do governo, o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve em vários setores.
Todos sabemos que a greve, para ser eficaz, tem que causar desconforto, tem que causar incômodo.
Preocupações ouvidas pelos deputados do Chega, Rita Matias agradece a disponibilidade de quem aceita sentar-se à mesa com o partido.
Só temos a agradecer pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o nosso partido.
A reforma laboral como tema de abertura nas jornadas parlamentares do Chega em Viseu.
Jornadas parlamentares que continuam amanhã.
E Diana, o aeroporto de Lisboa vai ter mais boxes de controle manual de fronteiras.
É a partir do fim do mês, dia 29. Tem objetivo, esta medida, de reforçar a resposta operacional e reduzir o tempo de espera, o que indica o ministro da Administração Interna. Numa nota enviada à Agência Lusa, a tutela liderada por Luís Neves acrescenta que está previstoUm aumento do número de e-gates e também, a partir de julho, um reforço dos recursos humanos da PSP no controle de fronteiras. A Polícia de Segurança Pública, que controlou quase 6,3 milhões passageiros nos aeroportos nacionais nos primeiros quatro meses do ano.
E o ministro das Infraestruturas acredita que nas próximas semanas os aeroportos vão ter melhores condições para fazer o controle de passageiros.
Têm sido longas as filas de espera, com passageiros a reportar uma situação insustentável. Em Coimbra, Miguel Pinto Luz admite falhas no sistema e promete mudanças para breve.
Estamos a concluir agora obras, por exemplo, no aeroporto de Lisboa, no sentido de alargar a zona de chegadas. É isso que estamos a trabalhar e nós acreditamos que nas próximas semanas, no próximo mês, podemos ter melhor qualidade de serviço. Estamos disponíveis, como hoje o governo deixou claro, sempre que for necessário, suspender a biometria, porque há um princípio básico: nós não podemos pôr em causa o serviço prestado pelos aeroportos, não podemos pôr em causa a imagem do país e, portanto, sempre que for necessário e que se verifique constrangimento ou que as máquinas ou os servidores não estão a funcionar, será suspensa.
Este fim de semana registraram-se tempos de espera de duas horas nos picos de afluência. Também o primeiro-ministro mostrou-se insatisfeito com a atuação dos serviços de controle de fronteiras.
E pelo menos cinco pessoas morreram num tiroteio na Califórnia, nos Estados Unidos. Duas das vítimas mortais são os próprios atiradores.
Abriram fogo hoje numa mesquita na cidade norte-americana de San Diego, na Califórnia. Atingiram várias pessoas a tiro. A polícia avança que foi neutralizada a ameaça no centro islâmico da cidade. Depois desse caso, de acordo com as autoridades, os corpos dos suspeitos da autoria dos disparos foram encontrados dentro de um carro, com ferimentos de bala autoinflingidos. Eram adolescentes, tinham 17 e 19 anos. O FBI está a investigar as motivações dos disparos. A Polícia de San Diego explica que devido à localização do centro islâmico, as autoridades estão a investigar o assunto como um crime de ódio, até prova em contrário.
Oito minutos para lá das 11h. Diana, vamos às notícias de âmbito local.
Na Póvoa de Varzim, a autarquia alerta para o constrangimento do trânsito na Rua Gomes Amorim entre hoje e sexta-feira. Em causa, os trabalhos de melhoria da iluminação entre a Rotunda da PT e a Casa dos Frangos. A intervenção, da responsabilidade da E-Redes, tem como objetivo substituir o material antigo por equipamentos LED. A Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha prepara-se para oferecer programas de doutoramento até 2029. É uma novidade que decorre da transição do Instituto Politécnico de Leiria para a Universidade de Leiria e do Oeste, uma mudança de estatuto que reforça a investigação e a oferta acadêmica da região. Uma notícia que pode ser lida em detalhe na Gazeta das Caldas. Em Lisboa, o governo doou à autarquia um antigo edifício, sede do Conselho de Ministros, para ser convertido em habitação acessível. O imóvel, localizado em Campo de Ourique e entregue a custo zero ao município, deverá dar origem a cerca de 90 apartamentos destinados sobretudo a professores, profissionais de saúde e elementos das forças de segurança. Os profissionais de educação, docentes e não docentes, do Seixal, vão estar amanhã em greve. Exigem a remoção total do amianto presente nas escolas do Conselho, perigoso para a saúde, bem como o reforço de assistentes técnicos nas escolas e valorização da carreira docente. Para a tarde, está também convocada uma ação de protesto junto ao Ministério da Educação. Santa Maria da Feira vai ser esta semana palco do Festival de Artes Performativas Imaginários. Ao todo, são mais de 200 artistas de 16 países que por três dias vão invadir o centro histórico da cidade. A abertura acontece na quinta-feira pelas 18h, junto à Casa do Moinho. As atividades estendem-se até sábado. A área exterior do Mercado Municipal de Vieira de Leiria vai finalmente reabrir ao público a partir do próximo sábado. A Câmara Municipal da Marinha Grande explica que a reabertura acontece depois da realização dos trabalhos de requalificação e limpeza, na sequência dos danos provocados pela tempestade Christine, neste que foi um dos conselhos mais afetados. O Mercado Municipal de Vieira de Leiria realiza-se aos sábados, entre as 06h e 13h.
Notícia de fecho do Jornal das 11.