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Rafael Lopes. José, boa noite mais uma vez. Começamos esta edição pela atualidade internacional, isto porque o Irão colocou um ponto final nas negociações com os Estados Unidos na Suíça.

Foram suspensas as negociações devido às ameaças de Donald Trump, ameaças contra a República Islâmica, é o que informa a agência de notícias do Irão. A informação é dada pelo governo iraniano, é essa agência que explica que as delegações iranianas já terão mesmo abandonado a Suíça. A decisão acontece depois do presidente norte-americano ter dito que iria retomar os ataques ao Irão caso o Hezbollah não parasse de atacar Israel. As palavras de Donald Trump não foram bem recebidas. O Irão respondeu às ameaças e assegura que as Forças Armadas do país estão prontas para responder a qualquer tipo de ameaça por parte dos Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano diz mesmo que Donald Trump está num estado de desespero e que o Irão não leva em consideração as palavras do presidente norte-americano.

Seguimos esta edição com a atualidade nacional, mais concretamente com a política. Em Anadia, no encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro reafirmou uma promessa e anunciou, José, um novo fundo soberano português.

Uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado e garantir a participação em setores considerados importantes para o país. Anúncio feito por Luís Montenegro no discurso de encerramento do Congresso do PSD em Anadia, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à reforma laboral, o que motivou Miguel Vitor Dias a um reafirmar de uma promessa de campanha por parte do chefe de Governo.

Na resposta ao chumbo da reforma laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.

Antes de ser investido nas funções de primeiro-ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.

O primeiro-ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o governo.

As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.

E aproveita assim para atirar, mais uma vez, as forças de bloqueio.

Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.

Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.

Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.

Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o Fundo de Catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa Amália, mas com um passo em frente na ferrovia.

A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.

O governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal com sede em Guimarães.

O Miguel Vitor Dias com os destaques da intervenção de Luís Montenegro. A nova direção nacional do PSD integra nomes como Pedro Duarte, Carlos Moedas e ainda Sebastião Bugalho, que vai ser o novo porta-voz do partido.

E na oposição, o Partido Socialista diz que o Congresso do PSD não trouxe nada de novo e que o país não está melhor, passados dois anos de governação de Luís Montenegro. Já o Chega considera que o primeiro-ministro está alheado da realidade.

Críticas à direita, críticas à esquerda por parte dos partidos que foram convidados para marcarem presença no Congresso do PSD em Anadia, tal como aconteceu ao longo do dia de ontem. Também as reações dos partidos, muito focadas no rescaldo do chumbo da proposta para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.

Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.

Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.

Diz que o Congresso é a imagem do executivo e de um país paralisado.

Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é "Portugal Maior". Talvez seja Portugal Maior porque não podem dizer Portugal Melhor.

Já a Rita Matias fala num primeiro-ministro alheado da realidade.

Parece-nos que foi um discurso para elites, muito desligado do Portugal real.

E devolve críticas ao líder do PSD.

Houve mais do que a oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. E, portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem. Sua falta de coragem foi por parte de Luís Montenegro.

Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.

Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social Democrata, foi Chega.

O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do Livre.

Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa.

Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amorim Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.

Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.

Reações dos convidados dos partidos a um congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.

Um trabalho do jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar o Congresso do PSD em Anadia. José Rafael Lopes, vamos ao Mundial ou, neste caso, no bay, porque o destaque é agora para Cabo Verde. A seleção cabo-verdiana já em campo frente à Uruguai, à procura de conseguir mais um bom resultado depois de ter empatado com a Espanha na jornada inaugural no Campeonato do Mundo, na estreia em fases finais de Campeonatos do Mundo. Este encontro vai ser acompanhado pelo Martim Madeira. Hoje está mascarado.

Exato.

Martim Madeira. Para começar, Martim, não há ainda gols neste encontro.

Não, e se mantiver assim, é o mesmo resultado que Cabo Verde conseguiu com a Espanha. Cabo Verde que está à procura de, pelo menos, fazer um bom resultado, porque a Guiné-Bissau já está eliminada deste mundial. Vai ficar em quarto lugar, em princípio, já tem duas derrotas. Já Cabo Verde pode lutar pelo terceiro melhor lugar ou mesmo pelo segundo lugar. Depende deste resultado com o Uruguai. Vamos primeiro aos 11 iniciais. Ainda não tivemos a oportunidade de ver esses 11. Do lado do Uruguai, estão num 4-2-3-1, a formação de Marcelo Bielsa. Na baliza está Muslera, do lado direito da defesa está Varela e do lado esquerdo Sanabria, os dois centrais são Oliveira e Cáceres. Depois, o duplo pivô no meio-campo é Ugarte e Batancur. Já o número 10 é Federico Valverde. Maxi Araújo está do lado esquerdo do ataque deste Uruguai, do lado direito está Canobbio e depois na frente está Federico Viñas. Já do lado do Cabo Verde, um 4-1-4-1 escolhido por Bobista. Os cabo-verdianos que se apresentam num equipamento diferente do que se apresentaram contra a Espanha, em equipamento vermelho. Na baliza está um dos grandes destaques deste mundial, Vozinha. Depois, no lado direito está Stefán Moreira e no lado esquerdo está um conhecido já do Benfica, agora do Travos Sport, Sidny Lopes Cabral. No centro da defesa está Pico e Diné. Depois aquele homem solto, o número 6 desta equipa de Bobista é Kevin Lenini e depois os quatro médios mais à frente deste número 6 são Ryan Mendes no lado direito, Telmo Arcanjo e Jairo Monteiro no centro e depois está no lado esquerdo Garry Rodrigues. Na frente está Gilson Tavares. Portanto, aqui algumas alterações no 11 inicial de Cabo Verde por parte de Bobista. Por exemplo, não está a jogar Jovan Cabral, que por acaso até está no banco. É uma partida que se perspectiva, pelo menos vamos ser realistas, que o Uruguai vença esta partida, a não ser que Vozinha esteja inspirado outra vez e faça um grande jogo. Por falar em Vozinha, quem está na bancada deste jogo é a mãe de Vozinha, que tinha um problema, se bem se recordam, no visto. Entretanto, conseguiu e agora está a ver o filho a jogar na bancada deste Hard Rock Stadium, neste Uruguai-Cabo Verde, por agora nos nove minutos de jogo, Uruguai zero, Cabo Verde também zero.

E a verdade é que, meu José Rafael Lopes, se me permites, Vozinha, depois do último jogo e desse encanto frente à Espanha, com sete defesas e zero gols sofridos na estreia do mundial, depois de ter 50 mil seguidores à partida, tem já 15 milhões de seguidores no Instagram. É caso para dizer que é um autêntico senhor do mundo e nem por acaso temos aqui a oportunidade de escutar um funaná precisamente chamado "Sior di Mundu", que vale muito a pena. "Sior di Mundu", aqui música dedicada na Rádio Observador a Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde. Música que pertence a Belo Freitas, aqui também pela voz de Chibote. Fica por aqui este "Minuto 90", edição que está dentro do Jornal das 11. Já vamos continuar a atualizar as notícias. Temos 11 minutos para lá das 11, José Rafael Lopes, está na hora de atualizar a informação local.

Começamos em Arouca. Foi inaugurado um lar sénior para servir a população mais idosa do município. O projeto é do Centro Social e Cultural das Freguesias de Ermedo, Escariz e São Miguel do Mato, localizadas no ocidente do concelho. O lar vai acolher 40 residentes, pretende apoiar pessoas em situação de maior vulnerabilidade e dependência. Em Sesimbra, o vinho Sesimbra recebeu o Prémio Inovação no Concurso de Vinhos da Península de Setúbal deste ano. O vinho de Sesimbra nasceu em 2024, é produzido pela própria autarquia e este prémio distingue o trabalho da Câmara Municipal e da Associação Sesimbra no desenvolvimento de um produto identitário que dá visibilidade ao concelho. Em Leiria, um atleta local estabeleceu o novo recorde numa prova internacional. Nuno Cordeiro, atleta do Juventude Vidigalense, participou na prova internacional de atletismo em França, numa corrida de 800 metros. O atleta conseguiu um registo de 1 minuto e 46 segundos para completar a prova. É um recorde que o coloca no top 10 dos melhores sub-23 de sempre em Portugal. Na Trofa, três atletas do município sagraram-se campeãs nacionais no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre. A competição realizou-se este sábado no Estádio Universitário de Lisboa. As atletas destacaram-se em provas diversas e levaram para casa as medalhas de campeãs nacionais. Esta conquista dá destaque à Escola de Atletismo da Trofa e evidencia o trabalho desenvolvido pelo clube. Em Lisboa, as Marchas Infantis celebraram ontem o 30º aniversário com um desfile na Alameda Dom Afonso Henriques. O desfile teve a participação de cerca de 1500 crianças em representação de 21 freguesias, escolas, associações e famílias juntaram-se à iniciativa de valorização das tradições populares lisboetas. Em Santarém vai acontecer um festival de jazz e blues dos dias 10 a 12 de julho. Este é o primeiro festival de jazz e blues no concelho. Está marcado para o Jardim Público do Vale de Santarém. O programa vai ser apresentado no Mercado Municipal do Concelho no próximo mês. Conta com os apoios da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia do Vale de Santarém.

Fica por aqui esta edição das 11, com os jornalistas José Rafael Lopes, que está de regresso às 11h30 para atualizar as notícias, assim como o jornalista Martim Madeira, que nos vai trazer as atualizações. Para já, Uruguai zero, Cabo Verde também zero. Treze minutos, jogo a contar pro Mundial 2026.