Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 11, edição dos jornalistas José Rafael Lopes. José, o Ministro da Defesa volta a acusar André Ventura e o deputado Pedro Frazão de mentirem e insiste no processo aos dois deputados depois das críticas ao negócio para a compra de três fragatas.

Em causa está uma notícia divulgada pelo jornal 24 horas, na sexta-feira, que levantava dúvidas sobre o negócio de compra de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia alegava que uma empresa portuguesa foi excluída da operação, avaliada em quase 4 mil milhões de euros. Tanto André Ventura como Pedro Frazão criticaram o negócio de aquisição das fragatas. Agora, Nuno Melo, em declarações à CNN Portugal, acusa os dois deputados de serem mentirosos e de não terem princípios.

Não se trata de processar sobre quem fala no negócio. Trata-se de processar quem mente e, em cima dessa mentira, põe em causa o bom nome, a honra e a consideração de pessoas e de entidades. As pessoas decentes não têm que ser forçadas a gravitar na política, naquele lamaçal em que o Chega quer transformar a vida pública, quando sem valores éticos, sem princípios, se mente, se deturpam fatos para pôr em causa a honorabilidade das pessoas.

O ministro da Defesa adianta ainda que o conteúdo deste contrato para a compra de três fragatas ainda não está 100% fechado.

O preço inclui as fragatas, sistemas de armas, tudo o mais que, do ponto de vista das especificações que a Marinha determina, caiba até esse valor. Se o contrato não está fechado, neste momento, não lhe digo o que existe nem o que não existe, porque o contrato não está fechado. No momento em que o contrato, vários contratos estejam fechados, auditados pelo Tribunal de Contas, eu serei o primeiro a querer ir ao Parlamento e discutir, informar, contraditar o que tenha que ver sobre cada opção em concreto.

Podemos concluir que estes 3,9 milhões, atualmente, não preveem esses helicópteros e munições, por exemplo.

Três vírgula nove mil milhões. Não, não pode presumir nada disso.

Nuno Melo, ministro da Defesa, em entrevista esta noite à CNN Portugal, a explicar a decisão de processar André Ventura, Pedro Frazão e também o jornal 24 horas, devido a uma notícia sobre a compra de fragatas a Itália, um negócio de cerca de 4 mil milhões de euros.

E o deputado do Chega, Pedro Frazão, garante que não tem medo do processo.

Assegura que não está afetado. Também na CNN Portugal, o deputado do Chega garante que vai continuar a fiscalizar o governo e a exigir transparência.

Um membro do governo está a anunciar, ou o gabinete, um processo contra o líder da oposição no país. Eu acho que isto é totalmente inaudito, ainda para mais metendo um órgão de comunicação social à mistura, o que eu acho que é absolutamente atentatório da liberdade de imprensa e até da liberdade de expressão. Eu não sei se o senhor Nuno Melo sabe, realmente, como eu já disse, que não me mete medo nenhum com processos, nunca me meteram medo. Vou continuar a fiscalizar o governo, a exigir transparência.

Pedro Frazão, em palavras na CNN Portugal, já André Ventura diz, em comunicado, que o governo reage mal ao escrutínio.

E o IPMA prevê que não vai ser possível ver o eclipse solar total no litoral centro e norte de Portugal.

Isto porque estão previstas para estas zonas nuvens baixas e nevoeiro no fim da tarde, início da noite de quarta-feira. É o que indica o meteorologista do IPMA, Jorge Pontes, na Rádio Observador.

Confirma as previsões, claro que sim. Se houver nuvens baixas e nevoeiro, não se conseguirá observar o eclipse. Confirmo essas previsões do modelo do Centro Europeu, é o modelo do qual o IPMA também se baseia, além do nosso modelo de mesoescala, o Arome, que também está a dar nuvens baixas mais ou menos nas mesmas regiões para essas horas. Agora, o que é que também é importante ter noção? É que a previsão da nuvosidade baixa e do nevoeiro é um parâmetro que não é muito fácil de calcular, apresenta às vezes alguns erros.

Jorge Pontes, meteorologista do IPMA, que recomenda uma viagem até ao interior para quem quiser observar o eclipse solar total de quarta-feira.

Aquilo que eu aconselharia é que quem estiver junto ao mar, na região litoral, a norte, essencialmente o Cabo da Roca, diria, quem tiver nesse litoral a norte, quem quiser mesmo observar o fenômeno, é mais seguro encontrar uma alternativa e ir um pouco mais para o interior. Quanto mais para o interior, menos provável é que as nuvens baixas cheguem ao interior.

Jorge Pontes, meteorologista do IPMA, em declarações à Rádio Observador, deixar essa recomendação de uma viagem ao interior para observar o eclipse solar total de quarta-feira.

E na Colômbia, o sismo que afetou o país matou mais de 100 pessoas.

Foi decretada situação de catástrofe na Colômbia depois desse sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter. O presidente da Colômbia anunciou que vai assumir a coordenação da resposta ao desastre e faz já um ponto de situação.

À 12h30 de hoje, tínhamos 111 mortos, 87 feridos, 1175 casas afetadas, 37 casas completamente destruídas, 61 edifícios colapsados, 18 centros de saúde afetados, 52 escolas afetadas, 17 centros comunitários afetados, 18 estradas afetadas, seis aeroportos afetados e 100 voos comerciais e um aeroporto afetado na pista de aterragem.

O presidente da Colômbia, que promete ainda atualizações constantes da situação após o terremoto. O sismo aconteceu por volta das 7h30 da manhã, hora de almoço em Lisboa, teve epicentro a cerca de 300 km de Bogotá, a capital colombiana.

E José, não há indicação, até ver, de portugueses afetados pelo sismo.

Disso mesmo dá conta o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.

Até ao momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registo de portugueses feridos ou mortos.

Sinto que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.

Sim, nós temos um total de 2000 registrados, alguns com nacionalidade adquirida. É um número muito pequeno comparativamente com outras comunidades em outros países. Não é muito significativo.

Emídio Sousa na Rádio Observador, entrevistado pelo jornalista Miguel Videira. Entretanto, o presidente da República de Portugal lamentou as mortes na sequência do sismo na Colômbia. António José Seguro deixou também uma mensagem de solidariedade ao povo colombiano.

O presidente dos Estados Unidos diz que o Irão deve pagar pelos danos e mortes causados no Médio Oriente.

Donald Trump diz que o Irão é o principal responsável pelo aumento de mortes no Médio Oriente e que a maior responsabilidade recai sobre Teerão. É uma reação nas redes sociais depois do Irão ter exigido reparações de guerra aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz. A passagem continua encerrada e há negociações em curso para tentar a reabertura ou a criação de uma nova passagem, mas, para já, sem novidades sobre o que pode sair das conversas entre Irão e Omã.

O professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, defende que o Irão quer manter a todo o custo o controle de Ormuz como a principal prioridade neste conflito.

Bernardo Valente aponta o Estreito de Ormuz como essa grande prioridade e que o governo do país pretende tirar proveito econômico da passagem. Uma situação que Bernardo Valente assegura os Estados Unidos não podem permitir.

O Irão quer manter o controle financeiro do Estreito de Ormuz, quer cobrar a portagem e os Estados Unidos, obviamente, não querem permitir que isso aconteça. Parece que esta nova proposta que o Irão está a elaborar prevê precisamente essa ideia da cobrança de portagem. E o que Mark Rubio veio dizer, e bem, é que se tivermos aqui uma cobrança de portagem e a transformação de um estreito num ativo financeiro rentável para uma das nações costeiras, estamos a abrir um precedente que funciona não só para Bab-el-Mandeb, mas funcionará para o Estreito de Malaca e também no Ártico e na corrida ao Ártico.

A leitura de Bernardo Valente sobre o Estreito de Ormuz, análise no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

E agora 11:08, vamos ao noticiário local.

Começamos em Santarém. A Infraestruturas de Portugal vai investir cerca de 18 milhões de euros na recuperação das estradas no distrito, após os danos provocados pelas tempestades ao início do ano. A empresa informa que os trabalhos vão arrancar em setembro e vão abranger diferentes locais de 31 estradas nacionais e itinerários complementares. Em Sesimbra vai haver um corte no abastecimento de água na aldeia de Pedreiras durante esta quarta-feira. A autarquia informa que a interrupção se deve a trabalhos na ligação de condutas na rede pública de abastecimento de água. O corte está previsto entre as 07h e as 19h, mas a Câmara alerta que este prazo é meramente indicativo. Na Trofa, vai voltar a ser disponibilizado às famílias o programa Escola a Tempo Inteiro no próximo ano letivo. O programa destina-se a crianças da educação pré-escolar e aos alunos do primeiro ciclo. Conta com um serviço de acolhimento das crianças antes do início das atividades letivas. Em Sintra, a Casa Catribana, na freguesia de São João das Lampas, foi selecionada como finalista do Prêmio ENOR 2025. Este prêmio distingue as principais obras de arquitetura na Península Ibérica. A casa premiada recuperou uma antiga construção destinada a animais, deu lugar a uma habitação contemporânea que se destaca pela arquitetura minimalista. A UNESCO aceitou a candidatura de Arouca para integrar a Rede Nacional de Patrimônio Cultural e Material. O município destaca o trabalho desenvolvido pela autarquia na proteção da identidade do Conselho, assim como o projeto Vozes da Terra como o motor da estratégia adotada pela Câmara. Para a autarquia, o objetivo principal é promover a revitalização do cancioneiro de Arouca. Em Pombal, um jovem de 24 anos morreu hoje na sequência de um despiste de um veículo pesado no IC8. O acidente aconteceu durante a madrugada, no sentido Louriçal-Pombal. Uma jovem de 19 anos também seguia no caminhão, sofreu apenas ferimentos ligeiros, foi transportada para o Hospital Leiria.

E assim fechamos o Jornal das 11, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já!

Até já!