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Duas horas. As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite, Jornal das Duas na Rádio Observador. A ministra da Saúde admite que é preciso mais tempo para regularizar a situação nos serviços de urgência, em particular na Península de Setúbal. Esta quarta-feira, em entrevista à SIC, Ana Paula Martins foi confrontada com o atual estado da saúde. Diz que não se pode normalizar a ideia de ter urgências encerradas, mas realça que durante o último ano foram feitos vários progressos na área de obstetrícia. Em relação ao fecho de vários serviços de urgência, Ana Paula Martins admite que não está tudo resolvido e pede tempo para a estabilização.

Se me pergunta se está tudo feito, não está. Não está tudo feito. Vamos levar algum tempo a conseguir estabilizar, nomeadamente a Península de Setúbal, que como sabemos, é a área mais crítica, já era a área mais crítica quando entramos. Mas este ano, ao contrário do ano passado, em que o Hospital Garcia de Orta, que é muito conhecido e que é o hospital com mais capacidade de resposta, nós este ano vamos ter o Hospital Garcia de Orta, pelo menos em 11 dias, com abertura total.

Ana Paula Martins a assegurar que o Hospital Garcia de Orta vai ter o serviço de urgência normalizado a partir de setembro. Questionada também sobre a intenção de PSD e CDS em retirar o conceito de violência obstétrica da lei, a ministra esclarece que a lei precisa de aperfeiçoamento.

Essas reclamações têm que ser levadas muito a sério. A literacia também e o acompanhamento destas mulheres tem que ser levado muito a sério. E a lei o que faz é corrigir áreas clínicas que, se não forem corrigidas, vamos ter alguns problemas muito sérios, porque os médicos vão começar a recusar-se a fazer algumas destas intervenções.

Ana Paula Martins, em entrevista à SIC. Em relação à polêmica do transporte aéreo de saúde, a ministra admite que não correu tudo bem no concurso público, mas recusa que o governo tenha deixado a questão dos helicópteros para a última. O presidente da República quer conhecer o plano do governo para o SNS nos próximos quatro anos. Marcelo Rebelo de Sousa não comentou os problemas na emergência médica e escusou-se a responder à pergunta sobre se acha que a ministra da Saúde merece o benefício da dúvida. O chefe de Estado considera, sim, que é fundamental conhecer as ideias de Ana Paula Martins.

O muito importante é saber como é que todo o Sistema Nacional de Saúde, e em particular o SNS, o Serviço Nacional de Saúde, vai funcionar nos próximos anos, uma vez que vem de uma experiência dos governos anteriores, ficou a meio dessa experiência, com mudanças de liderança. E, portanto, é fundamental saber como é que se vai organizar, como é que vai funcionar, porque é um governo de quatro anos e é um planeamento a quatro anos, que é importante ouvir da parte do governo.

Marcelo Rebelo de Sousa, esta quarta-feira, no final da cerimônia de entrega dos Prêmios Gulbenkian para a Humanidade. O único helicóptero apto para emergência médica à noite consegue aterrar apenas em dois hospitais, mas só um está certificado. A notícia é do jornal Expresso, que cita a Autoridade Nacional de Aviação Civil. Dos seis heliportos certificados em Portugal continental, apenas o do Hospital de Braga é capaz de suportar o peso e as dimensões da única aeronave que até esta quinta-feira pode operar à noite nas missões de emergência médica para o INEM. A maioria dos heliportos dos hospitais não está configurada para o peso e as dimensões do Merlin EH101, como são os casos do Centro Hospitalar de São João, no Porto, e o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Recordo que esta quarta-feira o ministro da Defesa anunciou que um segundo helicóptero da Força Aérea vai passar a estar disponível para transporte médico de emergência durante 24 horas, a partir desta quinta-feira. A Iniciativa Liberal defende que a Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM é a única solução para perceber a origem das falhas na gestão do instituto. À Rádio Observador, a deputada liberal Joana Cordeiro explica a importância deste mecanismo para se encontrarem soluções políticas de combate à crise no serviço de emergência.

Nós aprendemos muito com as comissões de inquérito e, portanto, as comissões de inquérito fazem recomendações e com tudo aquilo que nós vamos saber e analisar, tendo em conta toda a documentação, como o Paulo estava a explicar, as comissões de inquérito permitem-nos pedir um conjunto de documentos que de outra forma são mais difíceis de obter e portanto permitem-nos uma análise mais aprofundada das várias questões que temos aqui envolvidas.

Na mesma linha, o Livre diz que vai votar a favor da Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pela Iniciativa Liberal. Também ouvido no Explicador, o deputado Paulo Muacho aponta contradições à equipe de Ana Paula Martins.

Sistematicamente confrontados com versões diferentes da mesma história. Nós vimos isso logo no início de 2024, na questão da contratação dos helicópteros, se tinha sido pedida ou não algum tipo de informação ao ministério e se teria sido ignorado. Vemos isso também na questão da greve, em que essa questão também se levantou, em que depois se vai perceber que, efetivamente, o gabinete da ministra e a ministra e a secretária de Estado tinham sido informadas de que iria acontecer uma greve.

Paulo Muacho, do Livre, que tal como defendem os liberais, diz que a CPI ao INEM é o único mecanismo para que se percebam realmente as falhas deste serviço. O PSD vai abster-se na votação à criação desta comissão parlamentar. Já o Bloco de Esquerda fez, esta quarta-feira, saber que vai votar a favor. Foi demitido o diretor clínico do Hospital de Santa Maria. Em causa está a auditoria ao caso das cirurgias extra que deram a ganhar cerca de €700 mil em 22 dias de trabalho fora de turno ao dermatologista Miguel Alpaião. A notícia foi avançada pela CNN Portugal e confirmada ao Observador pelo próprio Rui Tato Marinho. A exoneração foi pedida na semana passada por Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração. Ana Isabel Gouveia Lopes, atual diretora do Serviço de Pediatria do mesmo hospital, foi convidada para o lugar. Falamos de uma médica envolvida no caso das gêmeas luso-brasileiras. A troca já foi, entretanto, autorizada por Ana Paula Martins. Mudamos de tema. O Chega deixa um aviso ao governo e admite quebrar o acordo sobre a Lei da Nacionalidade, posição assumida por André Ventura esta noite em entrevista à TVI. O líder do Chega não esconde que está disponível para viabilizar propostas do Executivo, mas lembra o papel de oposição sobre as matérias de imigração e nacionalidade. Ventura admite voltar atrás no acordo com a AD e enumera cinco linhas vermelhas.

Quando se entra ilegal, não se pode depois atribuir um visto de residência, porque é premiar quem entrou ilegal, é premiar quem cometeu crimes. Para nós, isto é um ponto fundamental. Um, podemos atribuir a nacionalidade, mas não a quem estiver dependente de apoios sociais, porque já temos os nossos, sinceramente, para pagar subsídios. Não precisamos que venham de fora para ter subsídios nossos. Três, quem obteve a nacionalidade de forma fraudulenta, deve ser anulada e não deve poder voltar a ter. Seguro de saúde. Para nós é fundamental quem vem para Portugal, venha com o seguro que lhe permita dizer ou pagar quando chega a Portugal, para não estar a onerar uns serviços que já não existem para os nossos. Finalmente, para mim é fundamental que quem vem para Portugal, obtém nacionalidade e viola uma mulher ou mata alguém, para mim perde a nacionalidade. Se o PSD achar que isto é demasiado radical, eu pedia-lhe que olhasse para o que se está a passar.

Retira o acordo?

Sim, porque isto é uma questão fundamental para nós.

André Ventura, na noite desta quarta-feira, na TVI, o presidente do Chega falou ainda sobre a polêmica dos nomes das crianças estrangeiras no Parlamento, garante ter informações sobre diretores de escolas e associações de pais que confirmaram situações de alegada injustiça no acesso ao ensino de cidadãos nacionais, por oposição aos estrangeiros. Olhamos agora para uma notícia Observador em relação às próximas eleições autárquicas. Continuam as dúvidas em torno da coligação de direita à Câmara Municipal de Lisboa. CDS e Iniciativa Liberal competem pelos melhores lugares na aliança. Já existe um princípio de acordo para que a coligação de Carlos Moedas venha a integrar o CDS e a Iniciativa Liberal. Ainda assim, as negociações continuam sem que exista ainda um desenho final do que pode ser a distribuição dos lugares no futuro executivo autárquico. Ao Observador, uma fonte próxima do autarca de Lisboa cita o recado de Carlos Moedas: "Cada coisa a seu tempo". O mal-estar entre todas as partes envolvidas tem vindo a aumentar e o autarca ameaça mesmo deixar os partidos fora do acordo, caso os partidos, Iniciativa Liberal e CDS, continuem com pressa e exigências desproporcionais. O Observador sabe que o número de lugares no executivo é um dos temas da discussão. Isto porque o peso atual da Iniciativa Liberal pode resultar em menos vereadores para o lado dos democratas cristãos, que estão agora numa posição mais delicada face há quatro anos. Este é um artigo dos jornalistas Inês André Figueiredo, Miguel Santos Carrapatoso e Mariana Lima Cunha, que faz a esta hora manchete no site do Observador. Olhamos para a atualidade internacional. Benjamin Netanyahu não tem dúvidas de que Israel e Estados Unidos estão em sintonia em relação a Gaza. Esta quarta-feira, ainda na Casa Branca, o primeiro-ministro israelita afirmou ter em comum com Trump um objetivo acerca da faixa de Gaza. No entanto, assegura que não vai existir um acordo de cessar-fogo a qualquer preço. Netanyahu aproveitou ainda para negar que Israel esteja a tentar expulsar à força os palestinianos. No desporto, o PSG junta-se ao Chelsea na final do Mundial de Clubes. A equipa de Vitinha, Nuno Mendes, João Neves e Gonçalo Ramos bateu o Real Madrid por 4 x 0. Vitória construída desde bem cedo. Aos 10 minutos, os parisienses já venciam por 2 x 0, graças aos gols de Fabián Ruiz e Dembélé. Até o final da primeira parte, o médio espanhol bisou e aumentou para 3 x 0. Já no segundo tempo, o português Gonçalo Ramos fechou as contas com o quadro zero final. O avançado dedicou o gol ao antigo companheiro de seleção Diogo Jota. PSG e Chelsea têm agora encontro marcado para este domingo. É a final do Mundial de Clubes, joga-se em Nova York, no MetLife Stadium. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa com a síntese das 14h30.