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As notícias com Matilde Malva Sabino.

Começamos com a atualidade no Porto. O presidente da Área Metropolitana vai propor ao governo a proibição da passagem de pesados na via de cintura interna ao hora de ponta. Revelou esta segunda-feira, Pedro Duarte, durante uma reunião da Assembleia Municipal. A proposta trata-se de uma medida complementar à isenção de portagens na circular regional exterior do Porto. Pedro Duarte considera que a medida de isenção de portagens para pesados em horários específicos para aliviar o trânsito na VCI não vai ser eficaz de forma isolada. Mudamos de tema. O Presidente da República promulgou o diploma do governo para alargar o prolongamento dos contratos de concessão de três casinos: Algarve, Espinho e Póvoa de Varzim. Foi uma das decisões que saiu da reunião do Conselho de Ministros desta tarde de segunda-feira. O presidente faz questão de mencionar que a reunião foi presidida pelo Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, devido às férias do líder do governo. Ou seja, o Primeiro-ministro não participou na deliberação como tinha anunciado. É o que frisa Marcelo, já que a Solverde, atual concessionário das zonas do Algarve e Espinho, foi cliente da Spinom Viva, antiga empresa de Luís Montenegro. Falamos agora de eleições presidenciais. António José Seguro está satisfeito com a presença do Partido Socialista na campanha. Assegura, no entanto, que não há contaminação. O candidato sublinha a natureza suprapartidária da candidatura. Menos de uma semana antes do arranque oficial da campanha para as eleições presidenciais, António José Seguro esteve esta segunda-feira reunido com o secretário-geral do PS. O candidato a Belém agradece o apoio do partido, mas frisa que não o atrapalha absolutamente nada.

Pelo contrário, vejo isso com uma grande naturalidade e, no meu caso, com satisfação. Por quê? Porque esta é uma campanha de candidatos. São candidaturas suprapartidárias. Aliás, a nossa Constituição diz com muita clareza. É a única eleição em que os partidos não podem apresentar candidatos. Agora, os partidos fazem parte do nosso sistema político, são essenciais ao nosso sistema político. E o facto de eles se pronunciarem apoiando candidatos é algo que eu valorizo como positivo. E, portanto, não há contaminação. Nem o doutor José Luís Carneiro se deixa contaminar por mim, nem eu me deixo contaminar pelo Partido Socialista.

António José Seguro aproveitou ainda para protestar contra a decisão da Comissão Nacional de Eleições de deixar os candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional nos boletins de voto de dia 18 de janeiro.

Eu ouvi hoje uma explicação a dizer que: "Bem, já não é a primeira vez". Bem, como já não é a primeira vez, pode-se continuar a fazer. Quer dizer, isto não pode ser assim. Quer dizer, há um tribunal que decide que só há 11 candidatos e há uma instância do Ministério da Administração Interna que manda imprimir um boletim de voto com 14 candidatos. Acham isto normal? Eu não acho.

António José Seguro saiu da reunião com José Luís Carneiro a saber que o líder do PS vai marcar presença na campanha do Socialista já no próximo domingo, dia 4. Nos boletins de voto para as presidenciais vão constar nomes de candidatos excluídos, porque o sorteio e o grafismo dos boletins foi feito antes da validação final das candidaturas. Dos iniciais 14 candidatos, só 11 acabaram elegíveis, sendo que ainda há recursos no Tribunal Constitucional, mas mandam as regras que os boletins tenham de estar prontos dia 1 de janeiro. Para André Ventura, os boletins de voto devem ser alterados, embora a Comissão Nacional de Eleições diga que tal não é possível. O candidato a Belém apoiado pelo Chega afirma que não quer votos desperdiçados e sublinha que todo o cuidado é pouco.

Não é por estar um aviso à entrada da escola ou do sítio onde se vota a dizer: "Atenção, estes três candidatos não contam", que não há pessoas que vão votar e que o seu voto será inútil. Em democracia, nenhum voto é inútil, mesmo que seja num candidato menos votado. Portanto, eu acho que isto ainda se pode resolver.

André Ventura, esta segunda-feira, numa ação de campanha em Vila Nova de Milfontes, no Conselho de Odemira, diz que vai procurar resolver a situação da via mais diplomática e menos contestária. As críticas de Catarina Martins vão no mesmo sentido. Considera que a presença de candidatos não confirmados nos boletins de voto é um absurdo. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda pede para que se alterem os prazos legais.

Eu acho muito difícil explicar que não tenha sido ainda possível arranjar a forma de ultrapassar esse problema. Se o problema é de prazos, alterem-se os prazos. Se o problema é de procedimentos, alterem-se os procedimentos. Mas reparem, ter num boletim de voto nomes de pessoas que não se candidatam é um absurdo.

Já João Cotrim de Figueiredo diz que é uma daquelas consequências infelizes de um processo eleitoral que há muito precisava de ser revisto. Luís Marques Mendes fala em desleixo do Estado e Henrique Veiga Mel antecipa uma confusão entre os eleitores na hora de votar com nomes de candidatos não elegíveis no boletim de voto. A Comissão Nacional de Eleições admite também o mesmo e lamenta a situação. E o Partido Socialista apela à desistência dos candidatos presidenciais à esquerda de António José Seguro para garantir que a esquerda tem um candidato na segunda volta. José Luís Carneiro considera que só Seguro está em condições de o fazer e, por isso, pede pragmatismo.

Não está em causa o mérito, a respeitabilidade, a legitimidade de todas as outras candidaturas à esquerda do PS, mas é para todos evidente que só uma candidatura tem condições para ir à segunda volta. E, mais uma vez, deixo ficar um apelo às outras candidaturas para que procurem avaliar a possibilidade de apoiarem a candidatura António José Seguro, na medida em que é a única que pode ir à segunda volta.

Depois de várias vozes socialistas, e não só, a pedirem a Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto para desistirem, agora há este apelo de peso por parte do líder socialista Luís Marques Mendes pode alegar defesa da honra para revelar os clientes que teve na Abreu Advogados. De acordo com especialistas ouvidos pelo Observador, esta defesa da honra deve ser pedida à Ordem dos Advogados e deve contar com a permissão dos próprios clientes. Este detalhe na lei ganha maior relevância depois de vários candidatos presidenciais terem pressionado Luís Marques Mendes para que revelasse quem foram os clientes para quem trabalhou enquanto consultor jurídico. O processo para pedir autorização à Ordem dos Advogados deve ser bem justificado com, pelo menos, a apresentação dos interesses de uma das partes, João Lourenço.

Um pedido de dispensa de sigilo profissional. É este o instrumento que Luís Marques Mendes podia ter acionado junto da Ordem dos Advogados para revelar os clientes para quem trabalhou enquanto consultor interno da Abreu Advogados. De acordo com o bastonário da Ordem, este pedido apenas podia ser feito depois de Marques Mendes ter recebido o consentimento total de todos os clientes. João Massano especifica também que a dispensa do sigilo profissional só é aceite em circunstâncias muito específicas, como por exemplo, a defesa da honra. Outra das situações que pode obrigar advogados a revelarem o respectivo portfólio de clientes diz respeito a suspeitas de ilegalidades. O Observador falou também com o presidente do Conselho Deontológico do Porto, da Ordem dos Advogados. Carlos Gomes Faria explica que não existe uma ordem ou um estatuto legal específico para a atividade profissional dos consultores, ou seja, os deveres de advogados são extensíveis às funções de consultor.

O jornalista João Lourenço com a explicação dos instrumentos que Luís Marques Mendes ainda pode acionar, caso pretenda revelar quem integra a lista de clientes que teve enquanto consultor jurídico. Pode ler este artigo na íntegra no site do Observador, é da autoria do jornalista Miguel Pereira Santos. E na atualidade internacional, morreram duas pessoas no ataque norte-americano a um navio no Oceano Pacífico. As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram esta segunda-feira um ataque contra um navio suspeito de tráfico de drogas. A partir de uma publicação nas redes sociais, esta noite o SOUTHCOM, o Comando Social dos Estados Unidos, afirma que morreram dois homens alegadamente narcotraficantes e nenhum militar das Forças Armadas dos Estados Unidos ficou ferido no ataque. É o 30º ataque norte-americano no Pacífico desde o início de setembro, o primeiro ataque letal desde há uma semana, quando Donald Trump afirmou que os Estados Unidos tinham atacado uma grande instalação, parte de uma campanha de pressão contra a Venezuela. Donald Trump deixa um aviso ao Hamas: se não desarmarem, vão enfrentar o inferno. Uma ameaça do presidente norte-americano deixada na conferência de imprensa que se seguiu à reunião com o primeiro-ministro israelita, onde discutiram a segunda fase do plano de cessar-fogo em Gaza. Questionado sobre se pediu a retirada das tropas israelitas antes do desarmamento do Hamas, Donald Trump diz que o grupo palestiniano vai ter um período de tempo muito curto para abdicar das armas.

Bem, falámos sobre o Hamas e falámos sobre o desarmamento. Eles terão prazo muito curto para se desarmarem. E veremos como isso vai funcionar. O Steve Witkoff e o Jared Kushner ficarão responsáveis por isso do nosso lado, mas se eles não desarmarem como concordaram em fazer, porque eles concordaram com isso, então haverá um inferno para eles. E nós não queremos isso. Não estamos à procura disso, mas eles têm que desarmar dentro de um período de tempo bastante curto.

Donald Trump frisou ainda que Israel tem cumprido com o acordo de cessar-fogo e diz que a paz conseguida no Medio Oriente é para ser mantida. Já o primeiro-ministro israelita revelou que Donald Trump vai receber o Prêmio da Paz de Israel pelos esforços levados a cabo para acabar com a guerra na faixa de Gaza. Uma honra atribuída pelo governo israelita e que faz de Donald Trump o primeiro estrangeiro a receber o prêmio em 80 anos. As negociações para um acordo de paz na Ucrânia podem estar comprometidas. A Rússia anunciou um alegado ataque ucraniano à residência oficial de Vladimir Putin. Kiev nega, mas Donald Trump dá o benefício da dúvida a Moscovo. O líder norte-americano confirma que soube do alegado ataque à residência do presidente russo através do próprio Vladimir Putin. Trump afirma que é a pior altura.

O presidente Putin contou-me bem cedo manhã e ele disse que foi atacado. Não se esqueçam que eu parei o envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia. Uma coisa é ser ofensivo, outra é atacar a casa dele. Não foi o tempo certo para fazê-lo. E eu soube diretamente do presidente Putin e fiquei muito chateado. Nós vamos descobrir. Vocês estão a dizer que pode não ter acontecido? Talvez, mas o presidente Putin disse que sim.

Moscovo alega que Kiev enviou 91 drones para um ataque à residência oficial de Putin, supostamente todos abatidos. Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky rejeita as acusações do Kremlin.

Outra mentira da Federação Russa. Ficou claro que ontem tivemos uma reunião com o Trump e é claro que para os russos, que se a Ucrânia não tiver nenhum escândalo com os Estados Unidos, então nós temos progresso e isso para eles é um falhanço. Eles estão simplesmente a preparar-se para lançar ataques, provavelmente na capital e provavelmente a edifícios do governo.

Depois de ouvir as duas versões da história, os Estados Unidos dizem que vão investigar o ataque. Vamos ainda à atualidade no desporto. O Futebol Clube do Porto venceu o AVS por 2 x 0, no Estádio do Dragão, um jogo a contar para a jornada 16 do campeonato. Os dois gols foram marcados por Samu aos 48 e aos 64 minutos. No final da partida, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, considerou que a vitória foi justa para os azuis e brancos.

Depois de ver no início do jogo que, claro, eles seguiram uma estratégia clara, que é absolutamente respeitável, e o que eles têm de fazer, claro, não é fácil, quando se sabe que cada pontapé de baliza demorava mais de um minuto a jogar e tentavam abrandar o ritmo. Por isso, não foi fácil entrar no ritmo. Acho que a segunda parte foi melhor, abordamos com mais iniciativa e isso levou ao resultado, que acho bem merecido.

O Porto soma assim a 15ª vitória no campeonato e mantém a invencibilidade. Tornam a carimbar o primeiro lugar isolado no campeonato, com uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo lugar, Sporting, e alargam a distância para o terceiro lugar, Benfica. Estão 10 pontos acima dos encarnados. O próximo jogo do Futebol Clube do Porto é no domingo, primeiro do ano, frente ao Santa Clara, em São Miguel, nos Açores. Uma partida que pode acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.